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Serra: invasão à subestação da Neoenergia prejudica parte do município

Por André Luis

A Neoenergia, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Pernambuco, divulgou um comunicado informando sobre a interrupção no fornecimento de energia em alguns bairros do município nesta sexta-feira (12). A interrupção foi causada devido à invasão de pessoas não autorizadas na Subestação Serra Talhada II.

De acordo com a Neoenergia, a invasão resultou no furto de equipamentos da subestação, o que levou à necessidade de desligamentos emergenciais para garantir a segurança das equipes que realizarão os reparos necessários. As equipes da distribuidora estão mobilizadas para promover a manutenção e normalizar o serviço no menor tempo possível.

Além disso, a Neoenergia informou que está tomando medidas legais diante do ocorrido, com a abertura de um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil. Para evitar novas invasões e garantir a segurança do local, a distribuidora reforçará as medidas de segurança na Subestação Serra Talhada II.

A empresa ressaltou o impacto negativo que a invasão e o furto de equipamentos causam não apenas no fornecimento de energia, mas também na segurança e na qualidade do serviço prestado à população. A Neoenergia pede a colaboração da comunidade para que denuncie atividades suspeitas e contribua para a preservação e o bom funcionamento das instalações elétricas.

Outras Notícias

Bolsonaro cogita deputado Luiz Henrique Mandetta para o Ministério da Saúde

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta segunda-feira (12) que cogita o nome do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para o Ministério da Saúde. Mandetta é ortopedista pediátrico, não se candidatou em 2018, portanto ficará sem mandato em 2019. Os 2 se reuniram nesta manhã e conversaram sobre uma possível indicação. Segundo Bolsonaro, […]

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta segunda-feira (12) que cogita o nome do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para o Ministério da Saúde.

Mandetta é ortopedista pediátrico, não se candidatou em 2018, portanto ficará sem mandato em 2019. Os 2 se reuniram nesta manhã e conversaram sobre uma possível indicação.

Segundo Bolsonaro, Mandetta, de 53 anos, se for nomeado para a Saúde terá missões específicas.

“Tem que tapar os ralos”, afirmou. “Queremos facilitar a vida do cidadão e economizar recursos”, acrescentou o presidente eleito, em defesa da implantação do prontuário eletrônico. “Não temos como falar em investir mais em saúde porque estamos no limite em todas as áreas.”

As declarações foram feitas por Bolsonaro ao sair da casa dele, na Barra da Tijuca, antes de ir novamente a uma agência do Banco do Brasil sacar dinheiro. Foi a 3ª vez que ele saiu para ir ao banco nos últimos dias.

Dificuldade com reforma da Previdência

Na mesma entrevista, Bolsonaro reconheceu que há dificuldades em aprovar a reforma da Previdência em 2018.

A avaliação, de acordo com Bolsonaro, foi feita pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que está à frente das principais negociações sobre o tema. Os 2 se reuniram nesta 2ª no Rio de Janeiro. “Ele [Paulo Guedes] está achando que dificilmente aprova alguma coisa este ano”, afirmou Bolsonaro. “Não é esta a reforma que eu quero”, acrescentou.

“Reforma da Previdência não pode ser apenas olhando número, tem que olhar o social também. O teu trabalho, o meu, é diferente de alguém que mexe com a construção civil, por exemplo. É complicado, mas você tem que ter coração também nesta reforma, não é apenas números”, disse.

Bolsonaro criticou a existência de aposentadorias acima do teto constitucional, no setor público, que fixa como limite o salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). “[Há] aposentadorias que estão aí até acima do teto, excessos de privilégios”, disse. “Tem que começar com a Previdência pública.”

O presidente eleito disse também que vai tomar café com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para conversar sobre o assunto. Informou ainda que vai “apertar a mão” dos colegas do Congresso Nacional.

Joaquim Levy e BNDES

Bolsonaro disse que foi Paulo Guedes o responsável pela escolha do economista Joaquim Levy para a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

“Ele [Guedes] é que está bancando o nome Joaquim Levy. Ele tem um passado com a Dilma, sim, teve 10 meses, tem 1 passado com o governo Cabral, mas nada tem contra sua conduta profissional. Assim sendo, eu endosso Paulo Guedes. Esse é um ponto pacificado”, afirmou.

Ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, Levy deixará a diretoria financeira do Banco Mundial para integrar a equipe econômica do presidente eleito.

O economista comandou o Ministério da Fazenda no 2º mandato da petista e a Secretaria do Tesouro Nacional no 1º mandato do ex-presidente Lula, além da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral (MDB).

O presidente eleito disse que “está faltando transparência no BNDES” e essa será uma das missões de Levy. “Até para mim, eu desconheço muita coisa do BNDES. São números que nós temos de tornar públicos”, disse Bolsonaro.

(com informações da Agência Brasil)

Médicos são alvo de denúncias por fake news

Um levantamento feito pelo G1 revela que ao menos 79 denúncias foram registradas contra médicos e enfermeiros por divulgação de fake news ou ‘curas milagrosas’ durante a pandemia do novo coronavírus. Em 40 casos, foram abertas sindicâncias para apurar a denúncia; em seis, já há processos éticos. Das 79 denúncias, 59 foram registradas pelos conselhos regionais de medicina e 20 pelos de enfermagem. Os conselhos regionais de medicina […]

Um levantamento feito pelo G1 revela que ao menos 79 denúncias foram registradas contra médicos e enfermeiros por divulgação de fake news ou ‘curas milagrosas’ durante a pandemia do novo coronavírus.

Em 40 casos, foram abertas sindicâncias para apurar a denúncia; em seis, já há processos éticos.
Das 79 denúncias, 59 foram registradas pelos conselhos regionais de medicina e 20 pelos de enfermagem.

Os conselhos regionais de medicina também registram a maior parte das sindicâncias (36 de 40) e dos processos éticos (5 de 6). Em 20 de março, o Conselho Federal de Enfermagem suspendeu por dois meses os prazos para os procedimentos por causa do isolamento social.

Parte das denúncias recebidas pelos conselhos regionais gerou interdição temporária das atividades profissionais, como no caso do médico Joaquim Rocha Pereira. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a mutamba, uma planta encontrada no Cerrado, pode prevenir a Covid-19 – o que é mentira – e também divulgou mensagens minimizando a pandemia e criticando as medidas de prevenção.

O CRM do Tocantins decidiu interditar a atuação profissional dele e proibiu o exercício na área por seis meses. Na época, o médico reafirmou o conteúdo dos vídeos e disse que pretendia entrar com uma ação para derrubar a decisão do conselho.

Já a médica Isabella Resende Abdalla, de Ribeirão Preto (SP), foi afastada temporariamente do exercício da profissão porque anunciava e vendia um “soro da imunidade” como solução para a doença. Não é verdade que a soroterapia combate o coronavírus.

O advogado de Isabella disse que ingressou “com recursos administrativos e judiciais contra o afastamento imposto” e que a “decisão foi alterada, quase que por unanimidade, pelo Conselho Federal de Medicina no fim de maio, permitindo que a médica voltasse aos seus atendimentos”.

No Distrito Federal, o médico Pedro Henrique Leão oferecia um kit com “imunidade de leão” contra a Covid-19 e também foi proibido de atuar na profissão por decisão do conselho regional. Os medicamentos chegavam a custar R$ 1,3 mil.

Defesa de Lula pede a Moro para liberar bens de Marisa Letícia

G1 A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao juiz federal Sérgio Moro que desbloqueie os bens da ex-primeira-dama Marisa Letícia. As informações constam em um processo que trata sobre a apreensão de valores que pertencem ao petista, após a condenação em uma das ações penais da Operação Lava Jato. Em julho deste […]

G1

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao juiz federal Sérgio Moro que desbloqueie os bens da ex-primeira-dama Marisa Letícia. As informações constam em um processo que trata sobre a apreensão de valores que pertencem ao petista, após a condenação em uma das ações penais da Operação Lava Jato.

Em julho deste ano, Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por ter recebido um apartamento triplex da OAS, em Guarujá, no litoral paulista. Na sentença, Sérgio Moro considerou que a aplicação de penas contra a ex-primeira-dama era impossível, devido à morte dela, e extinguiu a punibilidade de Marisa Letícia.

Moro determinou que os réus, incluindo Lula, paguem cerca de R$ 10 milhões à Petrobras, a título de compensação financeira pelos desvios que ocorreram na estatal e que teriam gerado a propina ao ex-presidente.

Os advogados de Lula dizem que o juiz não poderia ter bloqueado os bens que pertenciam ao casal, pois eles eram casados com comunhão universal de bens. Segundo a defesa, metade das coisas que pertencem ao ex-presidente também eram de propriedade da primeira-dama. Com a morte de Marisa Letícia, essa parte foi imediatamente separada para ser entregue aos cinco filhos dela.

A defesa também pediu a Moro para liberar valores depositados em poupanças, previdências privadas e valores recebidos de aposentadoria.

Agora, o juiz deverá avaliar os pedidos da defesa de Lula. Caberá a Moro decidir se desbloqueia ou não os bens solicitados pelos advogados. Não há prazo para que a decisão seja tomada.

Coluna do Domingão

O Brasil, pelos Bolsonaristas Na sabatina com blogueiros da região e Rádio Pajeú que vai ao ar nesta segunda,  bem como na entrevista ao programa Manhã Total nesta sexta,  os bolsonaristas Anderson Ferreira,  Gilson Machado,  Coronel Meira e Alberto Feitosa mantiveram os mesmos mantras do comandante,  o presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro. Os […]

O Brasil, pelos Bolsonaristas

Na sabatina com blogueiros da região e Rádio Pajeú que vai ao ar nesta segunda,  bem como na entrevista ao programa Manhã Total nesta sexta,  os bolsonaristas Anderson Ferreira,  Gilson Machado,  Coronel Meira e Alberto Feitosa mantiveram os mesmos mantras do comandante,  o presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro.

Os principais deles, a crítica às pesquisas de intenção de voto, à imprensa e a defesa de que o Brasil não é a única vítima da crise econômica mundial. Até de que nossa economia não vai tão mal assim.

Também é fácil perceber a diferença nos perfis.  Diante da eloquência verbal e estilo de Gilson Machado na sabatina com blogueiros, Anderson Ferreira tentou se equilibrar entre a defesa de Jair Bolsonaro,  que o credencia para ir ao segundo turno, e a crítica mais moderada a Lula. “Não vou desfazer a biografia de ninguém”, disse mais de uma vez diante de um braço direito de Bolsonaro,  mais duro e direto.

Sobre pesquisas,  por exemplo, Gilson diz que nesse mesmo período há quatro anos Bolsonaro também era líder de rejeição e venceu o pleito. “Eu mesmo perco em todas as pesquisas,  mas ganho todas as enquetes”, defende. Outro mantra é o de que, “sem ter corrupção para apontar”, a imprensa virou “fiscal de álcool em gel e cueca”, referindo-se ao episódio em que passou álcool em gel no nariz e no flagra de estar de cueca a mostra comendo pizza em Nova Iorque.

Machado também defendeu a gestão Bolsonaro mesmo no que parece ainda mais indefensável,  o momento da economia com a alta dos preços e o aumento da fome e desigualdade.  “Se a crise fosse só no Brasil eu fico calado. Mas o Brasil tem hoje 96 milhões e 500 mil pessoas de carteira assinada. É o que cria mais empregos nas Américas, com desemprego a 10,5%. Agora, a pessoa pega 400 conto do Auxílio Brasil . Se ela for comprar carne tá cara, um absurdo, e a gente tem  que ver porque tá cara, porque caiu o preço pro produtor. Os grandes frigoríficos é que continuam exportando.  Agora, o quilo de carré suíno tá custando R$ 12. De frango inteiro, R$ 8,90 a R$ 9. O pacote de cuscuz tá R$ 1,49. Tá caro? Então a pessoa que pega R$ 400 do Auxílio Brasil, ela consegue se manter. Não adianta a grande imprensa dizer que não. Tem várias opções”.

Anderson tenta o caminho do meio em outras agendas que geraram polêmica.  Ao falar de vacinas,  diz que mesmo que Jair as tenha criticado,  elas chegaram a todos. E segue nessa linha ao defender Auxílio Emergencial,  Auxílio Brasil e outros programas do governo Bolsonaro.

Já Meira e Feitosa negaram qualquer possibilidade de golpe contra a democracia,  sob a argumentação de que não há outra possibilidade senão a vitória de Bolsonaro mesmo que as pesquisas indiquem caminho inverso. Nisso há uma curiosidade: apesar de descredenciarem as pesquisas que colocam Lula a frente de Bolsonaro, fazem referência a dados de pesquisas feitas em Pernambuco,  como a Exame esta semana, como por exemplo os 30 pontos do presidente.  “Era 18% nas anteriores”.

Não são poucos os que taxam bolsonarismo e lulismo de quase seitas. E há um corredor que leva a esse raciocínio.  Não adianta questionar,  apresentar fatos, dados, argumentos.  No que defendem,  não abrem um milímetro, nem com evidências.  Você dúvida? Então,  divirja…

No ar

A entrevista com Anderson Ferreira,  na série da Rádio Pajeú que já ouviu Danilo Cabral e  Raquel Lyra vai ao ar às 9h20. No mesmo horário,  será disponibilizado no YouTube do blog vídeo o vídeo na íntegra com a sabatina a Anderson e Gilson Machado.  O conteúdo com detalhes da conversa ainda será publicado nos Blogs do Finfa, Mário Martins e Itamar França.

Baixo quórum

O evento bolsonarista em Afogados da Ingazeira,  na Imperial Recepções,  reuniu entre 60 e 80 pessoas,  número considerado baixo. Havia gente da direita de São José do Egito, Tabira, Orocó, Quixaba, Carnaíba e Iguaracy.  Uns culparam a articulação.  Mas também o fato de que alguns não se assumem no voto ao “mito”.

BolsoPainha

Um dos mais animados com Gilson e Anderson na região foi o dono da Faculdade Vale do Pajeú,  Cleonildo Lopes, o Painha, de São José do Egito.  Em Afogados,  esteve na fila da frente.  E levou os aliados para um café reforçado na casa de outro ídolo,  José Marcos de Lima, antes de mostrar sua instituição.

Bate assopra

Na sabatina que deu aos veículos de imprensa na Rádio Pajeú,  Anderson fez críticas aos opositores Raquel Lyra e Miguel Coelho.  Mas, perguntado se conta com eles caso esteja no segundo turno,  disse que sim. “Se não houver apoio é projeto pessoal”.

Veja e vote

Apresentada esta semana pelo TRE à imprensa pernambucana,  a nova urna eletrônica só permite confirmar o voto quando o eleitor vê a foto do seu candidato.  Isso para pôr fim a relatos de quem diz ter votado e nãoter visto a careta do postulante.  Pena que só devem vir 9 mil a Pernambuco,  contra 12 mil das usadas em 2020.

Gatilho junino

Especialistas não escondem o medo de que as festas juninas com grandes eventos nos polos nordestinos funcionem como um gatilho para uma explosão de casos depois desse aumento atual de casos de Covid-19. O efeito pode ser similar ao carnaval 2020. Por ciência e não sorte,  com previsão menor de internações e mortes dada à maior imunização da população.

Fez uma…

A gestão Nicinha Melo, se faça justiça,  finalmente fez o calçamento em Brejinho de Tabira. As gestões anteriores, inclusive a de Dinca, até Sebastião Dias,  não tiveram a ação de cuidar do serviço. Em 2012, o MP pegou no pé de Dinca que queria asfaltar a comunidade dizendo tirar o dinheiro do bolso.  A lei impede.

Alô?!

Claro, Sebastião Oliveira (AVANTE),  entre a vice de Marília e manutenção na Frente  não pediu pra pegar Covid e tem é medo pelo que já passou. Mas com a positividade,  ganhou uns dias para refletir sobre seu futuro político ou, ao menos, atender pouco telefone para dar explicações, característica na qual, dizem aliados,  já é campeão.

Cláudia,  leite?

A assessoria de Cláudia Leitte culpou “problemas internos da organização” pelo show de só 40 minutos em Caruaru.  Mas o problema foi a longa passagem de som da banda que atrasou toda a grade. Três da manhã,  como acordado com a PM, mandaram ela parar. Fica a dica para a próxima parada, Serra Talhada.

Frase da semana:

“Posso dizer que estou maravilhado com Biden”.

Do presidente Jair Bolsonaro, que sempre se disse fanático por Trump, em entrevista à CNN após encontro com o presidente americano.

Não calarão a nossa voz!

Por Jefferson Calaça O movimento A Ordem É Para Todos surgiu a partir de uma reunião espontânea de diversos advogados que acumularam experiências em associações e em grupos nas redes sociais. No mês de dezembro de 2014, esses advogados de áreas de atuações distintas realizaram uma reunião e decidiram se organizar em um Movimento plural, […]

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Por Jefferson Calaça

O movimento A Ordem É Para Todos surgiu a partir de uma reunião espontânea de diversos advogados que acumularam experiências em associações e em grupos nas redes sociais.

No mês de dezembro de 2014, esses advogados de áreas de atuações distintas realizaram uma reunião e decidiram se organizar em um Movimento plural, horizontal e democrático, tendo como objetivo principal empunhar bandeiras em defesa da advocacia pernambucana.

Desde sua primeira reunião, com os primeiros setenta e dois integrantes, que o Movimento não para de crescer. Somos mais de dois mil advogados em grupos de WhatsApp e mais de sete mil seguidores no facebook. Uma belíssima e empolgante demonstração de que a advocacia quer vez e voz.

Reconhecemos que a Ordem está distante dos advogados, com uma publicidade desmedida em ano eleitoral e na era da inquisição. Os verbos praticados são cobrar, perseguir e punir. Nossa Ordem está fria, encastelada, elitista, empresarial e, tão somente, serve a um pequeno grupo, que dela se apropria para realizar a “dança das cadeiras”. Os mesmos sempre desempenhando as mesmas funções.

Foi com indignação, mas sem perder a altivez, que o movimento A Ordem É Para Todos recebeu a notícia veiculada no site da OAB/PE de que foi instaurada uma Comissão de Sindicância, cuja finalidade é intimidar os advogados que, de acordo com a Constituição, são livres para se associarem e permanecerem associados.

Não calarão a nossa voz e não vamos aceitar o uso da Ordem dos Advogados do Brasil como instrumento de intimidação. Não vivemos em um Estado Policial.

As críticas e sugestões administrativas de um modelo de gestão arcaico e conservador, devem ser aceitas com naturalidade pelos gestores de Instituições em um regime democrático e jamais devem ser confundidas com “propagandas eleitorais”. Não vamos personalizar o debate, ao contrário do que desejam os inquisidores.

Vamos empunhar nossas bandeiras sem temor algum e fazer chegar nossa voz a todos os advogados, com ética e com dignidade.

Os contatos e emails dos advogados pernambucanos não são sigilosos, diferentemente do que fazem crer, e estão disponíveis em páginas oficiais da OAB e da Justiça, não havendo qualquer proibição de que sejam utilizados para fins de comunicação entre advogados.

A mobilização livre e legítima da advocacia, ao contrário das propagandas enviadas com a permissão da OAB/PE, não possui intuito comercial. Não violam a privacidade de ninguém. Os advogados recebem diariamente ofertas de plano de saúde, seguro e até de empreendimentos imobiliários. Quem forneceu o banco de dados para essas empresas? Isso sim merece investigação!

O que falar da quebra da impessoalidade nas propagandas institucionais, com superexposição de dirigentes da OAB/PE? Tudo pago com a nossa caríssima anuidade. É propaganda em recorte digital, ticket de estacionamento, TV, rádios, jornais e revistas, inclusive, elegendo os “craques” da advocacia. A que ponto chegamos.

Voltando à sindicância, indagamos: Desde quando advogado vai aceitar mordaça? Nossas bandeiras serão empunhadas. Somos um movimento que veio para ficar. Somos altivos, sem rancor e sem medo. Somos advogados e exigimos respeito.

Jefferson Calaça é Coordenador do movimento A Ordem É Pra Todos, Diretor da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas, Vice-Presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais do Conselho Federal da OAB e Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros.