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Serra: autor do projeto que acaba com recesso parlamentar em julho mais confiante em aprovação

Por Nill Júnior

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A semana vai ser de muito debate em Serra Talhada, com a discussão da proposta do vereador Marcos Oliveira (PR) de acabar com o recesso parlamentar no mês de julho. Como o blog noticiou, por mais óbvio que possa parecer, a aprovação do fim do recesso não será tão fácil assim. O corporativismo, corpo mole e até desinteresse de alguns legisladores quase pôs o projeto na vala comum antes mesmo de apresentado.

Não fosse o apreço pela palavra empenhada, Marcos Oliveira (PR) poderia ter recuado pela pressão de parte do legislativo, pelo que o blog apurou. A quem pediu a Oliveira para abortar o projeto, Marcos foi direto: “agora que anunciei que vou apresentar, vou levá-lo até o fim”. O seja, quem quiser que se quebre na opinião pública.

O projeto precisa de dois terços para ser aprovado. Nas redes sociais, o vereador demonstrou mais confiança na sensibilização dos colegas. “Vamos aproximar o Legislativo do sentimento do povo. O projeto  tomou uma proporção jamais esperada. O povo já disse sim. Resta a confirmação dos pares”.

Marcos agora diz acreditar que todos, sem exceção, irão respaldar o projeto. Com poucos meses de mandato pela frente, Marcos quer deixar uma marca do mandato relâmpago.

Por outro lado, se aprovado, pode ser um contraponto ao recente aumento do número de parlamentares aprovado na casa, que gerou muita polêmica e críticas da opinião pública na Capital do Xaxado.

Outras Notícias

Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias 2025 é aprovado na Alepe

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2025 do Governo de Pernambuco recebeu parecer favorável e foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (28) pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O texto validado pelos parlamentares passou por amplo debate com os servidores antes de ser encaminhado à Casa de Joaquim Nabuco. “Agradeço o apoio dos […]

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2025 do Governo de Pernambuco recebeu parecer favorável e foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (28) pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O texto validado pelos parlamentares passou por amplo debate com os servidores antes de ser encaminhado à Casa de Joaquim Nabuco.

“Agradeço o apoio dos deputados e deputadas pernambucanos na aprovação da LDO, gesto que nos ajudará a continuar investindo e trabalhando incansavelmente pelo desenvolvimento do Estado. Com contas públicas equilibradas e uma gestão consciente dos recursos do nosso Tesouro, muito em breve Pernambuco estará no lugar de destaque no Nordeste e no Brasil de onde nunca deveria ter saído”, declarou a governadora Raquel Lyra.

A LDO 2025 traz R$ 54,7 bilhões de estimativa de receitas totais para o Estado no próximo ano, R$ 56,8 bilhões em 2026 e R$ 57 bilhões em 2027. Essa previsão se dá graças à retomada da trajetória de crescimento de Pernambuco e à recuperação da capacidade de financiar a ampliação e melhoria dos serviços públicos, além da promoção do desenvolvimento econômico e da concessão de reajustes salariais e nomeações de servidores. Até agora, já foram nomeados quase 7,7 mil novos servidores no Estado. 

Segundo nota da Secretaria de Comunicação do Governo de Pernambuco (Ascom-PE), a projeção positiva também foi possível graças ao trabalho da gestão, que em apenas 18 meses conseguiu ajustar as contas estaduais. Além disso, as estimativas e metas fiscais para 2025 e para os dois exercícios posteriores consideraram a perspectiva positiva da economia nacional, o crescimento do PIB, dados sobre a inflação e redução da taxa de juros, além do aumento do consumo e da massa salarial. 

Foi considerado ainda o atual panorama estadual, que aponta para o crescimento, visto que a chefe do Executivo tem buscado recorrentemente atrair novos recursos em Brasília para realizar investimentos nas mais diversas áreas.

A LDO também reserva R$ 302,6 milhões em emendas parlamentares do total da receita corrente líquida, um valor que é 17,7% maior do que o de 2024. Cada deputado terá direito a R$ 6,1 milhões, sendo R$ 930 mil a mais para cada parlamentar, na comparação com o ano passado.

Como esperado, Álvaro confirma que está de mãos dadas com João

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e novo comandante estadual do PSDB, deputado Álvaro Porto, participou neste sábado (5) do XVI Congresso Estadual do PSB em Pernambuco. O evento reconduziu o deputado estadual Sileno Guedes à presidência do diretório estadual socialista, mas foi o discurso de Álvaro que chamou atenção pela ênfase nas críticas […]

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e novo comandante estadual do PSDB, deputado Álvaro Porto, participou neste sábado (5) do XVI Congresso Estadual do PSB em Pernambuco. O evento reconduziu o deputado estadual Sileno Guedes à presidência do diretório estadual socialista, mas foi o discurso de Álvaro que chamou atenção pela ênfase nas críticas ao governo estadual e pela aproximação com o prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Em um tom direto, Álvaro reforçou o rompimento do PSDB com a gestão da governadora Raquel Lyra, deixando claro que o partido agora busca novos caminhos:

“Desde quinta-feira que eu assumi a direção estadual do PSDB aqui em Pernambuco, que naquele momento eu já declarava que o PSDB, a partir daquele momento que eu assumi, é um partido independente em Pernambuco que não está mais na base do atual governo de Pernambuco.”

O deputado também criticou duramente a condução do governo estadual em áreas essenciais como saúde, segurança e educação, citando episódios recentes, como o impasse envolvendo estudantes do programa Ganhe o Mundo:

“Quando a gente vê em Pernambuco os hospitais sucateados, a saúde na UTI, um estado que não tem segurança, que não tem educação… o pior exemplo disso são estudantes que estão no Chile, ainda morando em hotéis, não estão nem matriculados para o programa Ganhe o Mundo, que foi criado aqui em Pernambuco por Eduardo Campos.”

A fala de Álvaro Porto também marcou uma aliança política cada vez mais clara com João Campos, apontado por ele como um nome com vocação natural para a política.

“Tem gente que nasce para a política e que veio para ficar na política, que é o caso de João Campos. […] E eu quero dizer a você, João, nós temos um longo caminho pela frente.”

Segundo Álvaro, o PSDB sob sua liderança vai dialogar com outras legendas e percorrer o estado em busca de um novo projeto para Pernambuco:

“Nós precisamos começar a andar em Pernambuco. O PSDB vai começar a fazer congresso em todos os recantos do estado. E a gente vai conversar com a população.”

Ao final do discurso, o recado foi claro: o PSDB não será mais coadjuvante. “Eu não sou dono do PSDB. A gente vai sentar na mesa, vai conversar com nossos filiados e vamos tomar as decisões juntos.”

Candidatos do PMDB, do PSDB e do PSB lideram doações

Levantamento do G1 junto aos dados das prestações de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os candidatos do PMDB, PSDB e PSB foram os que mais receberam recursos de doações eleitorais. Em seguida aparecem PSD, PP e PDT. O PT aparece em 7º lugar. Se levadas em conta apenas as candidaturas […]

doacoes-aos-candidatosLevantamento do G1 junto aos dados das prestações de contas dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os candidatos do PMDB, PSDB e PSB foram os que mais receberam recursos de doações eleitorais. Em seguida aparecem PSD, PP e PDT. O PT aparece em 7º lugar.

Se levadas em conta apenas as candidaturas a prefeito, o PDT fica à frente do PP. Já se contabilizadas as doações feitas apenas aos candidatos a vereador, o PP aparece em 3º lugar, seguido de PSD, PT, PSB e PDT.

Os dados são até quinta (15), data em que o TSE divulgou o balanço da prestação de contas parcial das campanhas. Segundo o tribunal, 87,9% dos candidatos enviaram as informações relativas à prestação de contas parcial das campanhas. Entre os partidos, no entanto, o percentual foi de 48,05%.

Ao todo, os candidatos receberam R$ 881,7 milhões em recursos para as campanhas. Desse total, R$ 459 milhões foram para os candidatos a prefeito, 52% do total. Os candidatos têm de apresentar os relatórios das doações recebidas para a campanha a cada 72 horas, segundo as novas regras da Justiça Eleitoral.

Aposta do Blog: São José do Egito terá disputa mais emocionante do Pajeú

Quem cravar vitória de Romério ou Evandro antes de domingo está mentindo: eleição será acirradíssima até último voto A eleição em São José do Egito será a mais disputada da região do Pajeú. É o que acreditam analistas políticos que cobrem a eleição na região e no que também aposta o blog, ao analisar a […]

Romério e Evandro no Debate da Pajeú: impossível cravar um vencedor do pleito
Romério e Evandro no Debate da Pajeú: impossível cravar um vencedor do pleito

Quem cravar vitória de Romério ou Evandro antes de domingo está mentindo: eleição será acirradíssima até último voto

A eleição em São José do Egito será a mais disputada da região do Pajeú. É o que acreditam analistas políticos que cobrem a eleição na região e no que também aposta o blog, ao analisar a movimentação das campanhas de Romério Guimarães (candidato a reeleição) e Evandro Valadares (PSB).

Se antes da confirmação da aliança de Zé Marcos e Romério ser cravada, socialistas cantavam favoritismo, o cenário mostrou-se equilibradíssimo a partir da confirmação de que o gordo  mais uma vez estaria ao lado do candidato do PT deu outro status ao processo. Da mesma forma, quem apostou em desgaste de material do projeto do socialista também deu tiro errado: mesmo afastado a quatro anos, Evandro mostrou ser competitivo.

Multidões nos eventos de Romério (acima) e Evandro (abaixo): disputa voto a voto
Multidões nos eventos de Romério (acima) e Evandro (abaixo): disputa voto a voto

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Resultado: uma eleição de sair faísca, de arrancar cabelos, de fazer o coração balançar. Não duvidem se o resultado para um ou para outro não passar dos 300 votos. Improvável uma vitória folgada de um ou outro, que pode acontecer só se um dos dois tiver um  sprint difícil de aferir até pelos institutos.

Pegue qualquer indicativo que afira força dos dois nomes e vai ver que em todos eles há pleno equilíbrio: nas carreatas e comícios, um volume enorme de pessoas de branco ou vermelho nas ruas da Terra da Poesia. Esses dias até um print dos amigos de um e outro no Facebook um leitor mandou:  lá os dois tem “empate técnico”, com mais de 4.900 cada um.

São muitos os leitores do blog que perguntam principalmente depois que tiveram a expectativa de divulgação da última pesquisa Múltipla, cuja publicação foi interrompida por força de liminar, totalmente respeitada. Provavelmente, a pesquisa indicaria esse equilíbrio, o que só poderemos confirmar ou não com sua liberação. Mesmo que não, o faro jornalístico, experiência e olhar global e bilateral dos fatos nos faz assegurar: será a eleição mais emocionante do Pajeú!

Supremo decide que casos de caixa 2 ligados a outros crimes devem ser enviados à Justiça Eleitoral

Seis ministros entenderam que a competência é da Justiça Eleitoral. Outros cinco ministros defenderam dividir os processos com a Justiça Comum. G1 O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14), por 6 votos a 5, que crimes eleitorais como o caixa 2 (não declaração na prestação de contas eleitorais de valores coletados em campanhas) […]

Foto: Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Seis ministros entenderam que a competência é da Justiça Eleitoral. Outros cinco ministros defenderam dividir os processos com a Justiça Comum.

G1

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14), por 6 votos a 5, que crimes eleitorais como o caixa 2 (não declaração na prestação de contas eleitorais de valores coletados em campanhas) que tenham sido cometidos em conexão com outros crimes como corrupção e lavagem de dinheiro devem ser enviados à Justiça Eleitoral.

Votaram para enviar os processos para a Justiça Eleitoral os ministros Marco Aurélio (relator), Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli, presidente da Corte. Para dividir os processos com a Justiça comum, votaram os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

O julgamento foi desempatado pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, o último a votar no caso. Dias Toffoli afirmou que sua posição sempre foi a mesma, de manter a jurisprudência do STF, por isso, acompanhou o relator.

“Todos aqui estamos unidos no combate a corrupção. Tanto que são raros os casos de reversão de algum processo, de alguma condenação, de alguma decisão. Todos também estamos aqui na defesa da Justiça Eleitoral”, afirmou Toffoli.

O STF analisou uma questão de ordem apresentada no inquérito que investiga o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) e o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ). A investigação tem como base delações de ex-executivos da Odebrecht, que afirmaram que Pedro Paulo recebeu R$ 3 milhões para campanha em 2010, além de outros valores em 2014. Paes teria ajudado na intermediação.

Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, criticavam o envio de casos à Justiça Eleitoral, afirmando que não há estrutura para processos mais complexos, o que, segundo procuradores, pode levar à maior demora e risco de prescrições, além de risco da anulação de atos já foram realizados pela Justiça Federal.

Em seus votos, vários ministros defenderam a eficiência da Justiça Eleitoral. Já advogados argumentavam que a lei prevê a preponderância da Justiça mais especializada, no caso, a eleitoral.

Nesta quinta (14), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que não vê riscos de que eventual decisão da Corte prejudique a Lava Jato. “Não vejo esse risco nesse momento. Mas é preciso avaliar com cuidado e não perder o foco. Manteremos o foco contra corrupção e impunidade”, disse.