Dark Horse: Dino leva ao STF investigação que envolve Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro
Apuração ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (10), com operação da PF, restrições ao deputado e análise de movimentações financeiras.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou para a Corte uma investigação iniciada em São Paulo sobre possíveis irregularidades envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, a produtora Go Up Entertainment e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
A apuração paulista começou a partir de um contrato de R$ 108 milhões para instalação de pontos de Wi-Fi público e passou a identificar elementos relacionados ao filme e a emendas parlamentares destinadas por Frias ao instituto.
Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Make Up e cumpriram 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Frias e a empresária Karina Gama estão entre os alvos. Não houve ordem de prisão.
Dino também determinou que Frias não deixe o país e não mantenha contato com outros investigados. As medidas são cautelares e não representam condenação.

Relatórios analisados pela investigação apontam ainda R$ 19 milhões em movimentações consideradas atípicas nas contas da Go Up entre novembro e dezembro de 2025. A PF também identificou R$ 645,4 mil em transferências feitas por Frias diretamente à produtora. A classificação de uma movimentação como atípica não significa, por si só, comprovação de crime.
O caso relacionado às emendas está sob relatoria de Dino. Em outra frente, o ministro André Mendonça conduz investigação sobre recursos repassados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a produção do mesmo filme.
Frias nega ter destinado emendas para financiar a obra. Os fatos seguem sob investigação.
Fonte: G1
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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