Campanha de Raquel nega relação com advogada acusada de ataques a Campos. “Ao contrário, é vítima de ofensas sistemáticas”
Nota afirma que apoio à governadora é espontâneo, nega vínculo formal com a estrutura descrita pelo Metrópoles e acusa adversários de promoverem ataques coordenados.
A campanha de Raquel Lyra (PSD) se manifestou nesta quinta-feira (10) após a reportagem do Metrópoles que apontou pagamentos a participantes de um grupo de WhatsApp para fazer comentários favoráveis à governadora e críticos a João Campos (PSB).
No posicionamento, a campanha afirma que atua “dentro da lei e das regras eleitorais” e sustenta que o apoio recebido pela governadora nas redes sociais ocorre de forma espontânea.
A nota também destaca que, segundo a candidatura, a reportagem não apresentou vínculo formal entre a campanha de Raquel e a estrutura descrita. O posicionamento ainda acusa adversários de manterem uma organização de ataques contra a governadora e afirma que episódios envolvendo perfis falsos, disparos coordenados e ofensas já estão sendo tratados na Justiça Eleitoral.
Mais cedo, João Campos se manifestou sobre a reportagem, classificou as revelações como graves e defendeu que os fatos sejam investigados. O candidato também questionou a origem dos recursos utilizados nos pagamentos apontados pelo Metrópoles e se poderia haver dinheiro público envolvido.
Confira a nota da campanha de Raquel Lyra na íntegra:
“A campanha da governadora Raquel Lyra atua dentro da lei e das regras eleitorais. O apoio que ela recebe nas redes é espontâneo e nasce do trabalho entregue em Pernambuco, como qualquer pernambucano pode constatar.
Chama atenção que a reportagem, além de não apresentar vínculo formal com a campanha, silencie sobre a estrutura organizada de ataques que opera contra a governadora.
Estrutura que já é alvo de investigação no Tribunal Regional Eleitoral. Perfis falsos, disparos coordenados e ofensas fabricadas têm autoria e método, e serão respondidos onde precisam ser: na Justiça.”
A manifestação ocorre após o Metrópoles apresentar mensagens de WhatsApp e comprovantes de Pix relacionados a pagamentos feitos, em 2024, a integrantes de um grupo de engajamento nas redes sociais. Segundo a reportagem, os participantes recebiam R$ 75 por semana.
Maria Eduarda Lucena, apontada pelo portal como responsável pelos pagamentos, afirmou ter sido procurada novamente em 2026 por integrantes da equipe de Raquel Lyra para organizar um novo grupo de WhatsApp. De acordo com ela, desta vez a participação seria voluntária e sem pagamentos. A campanha da governadora nega vínculo com a estrutura relatada.
Foto: Reprodução
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