Opinião: legislação sobre debates e o “pode não pode” no rádio e na TV tem que evoluir

O episódio do debate cancelado na Globo prova a necessidade de uma grande revisão na legislação para atualizar regras de debates, reduzindo essas intervenções da justiça, e também para o “pode não pode” nos veículos de rádio e TV.
A regra atual prevê que para o candidato ter que participar de debates, o partido, federação ou coligação tem que ter pelo menos cinco parlamentares (deputados federais e/ou senadores) no Congresso Nacional.
Mas algumas emissoras chamam por percentual nas pesquisas também. Outras não, prezam pela regra tal qual na lei. Isso causa distorções que acabam sendo resolvidas na justiça. A Band chamou Renan Santos. A Globo, não, mas o incluiu nas sabatinas.
Um exemplo de Pernambuco: esse ano houve uma proposta de debate em um veículo só para Raquel Lyra e João Campos. Mas o partido de Ivan Moraes,o PSOL, tem mais de 5 cadeiras no Congresso. Ele ameaçou judicializar e acabou convidado.
Ontem, o candidato a presidência Renan Santos usou por base o critério do percentual em pesquisa e da liberdade de manifestação e pluraridade do pleito como alguns dos argumentos. E foi aceito numa decisão em cima da hora, com a emissora à boca do debate.
Já a campanha de Lula afirmou que a ausência não pode ser motivo para avacalhar o candidato com o púlpito vazio. Também teve decisão favorável.
Problema é que as decisões liminares que querem proteger o direito antes de julgar o mérito ocorreram em cima do encontro.
Uma delas, a ida de Renan, gerou a desistência de Flávio Bolsonaro, que não queria ir com Renan Santos. A Globo não com se indignou só com as decisões em cima da hora, que usou com o argumento de “intervenção” no que estava pactuado. Mas também porque o encontro “floparia” sem Lula e Flávio. Aí, cancelou.
Prova que a legislação precisa ser aprimorada no tocante às regras, evitando excesso de judicialização. Ainda, a legislação está ultrapassada e cria distorções do que é lei no rádio, na TV e nas redes.




A consulta faz parte da iniciativa “A Advocacia Merece Mais”, liderada pelo advogado previdenciarista Almir Reis 


Como este blog já anunciou, o TCE segue multando gestores por conta de ausência se planos de resíduos sólidos.















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