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Sentença da Justiça Federal garante produção de medicamentos à base de Cannabis pela Aliança Medicinal

Por André Luis

A Aliança Medicinal, associação de pacientes de Cannabis medicinal, recebeu a sentença judicial que autoriza o cultivo da Cannabis sativa como insumo para produção de medicamentos destinados aos seus associados. A sentença, assinada pela Juíza Federal Titular da 7ª Vara/PE, Amanda Torres de Lucena Diniz Araujo, determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não imponha as exigências das resoluções de sua Diretoria Colegiada (RDC nº 327/2019 e RDC nº 658/2022), destinadas à indústria farmacêutica, à associação canábica.

A sentença, emitida na última sexta-feira (20), traz segurança jurídica para a Aliança que, desde 2023, operava sob liminar favorável do Tribunal Regional Federal da 5a. Região que, diante da necessidade de medicamentos à base de cannabis, expressa pelos associados, assegurou o direito à produção própria. “A Aliança consolidou seu trabalho nos últimos anos respaldada pela liminar, também da Justiça Federal, e vem recebendo novos associados todos os dias em busca dos tratamentos com a cannabis medicinal. Agora com a sentença,nossa associação pode continuar fornecendo seus medicamentos para os atuais e novos associados ainda mais respaldada”, declarou o diretor executivo da Aliança Medicinal, Ricardo Hazin Asfora, engenheiro agrônomo que desenvolveu o sistema de cultivo indoor da planta.

Avanço legal e social

A decisão significa ainda que a proteção ao direito à saúde, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e cumprida pela Anvisa no último dia 28 de janeiro com a regulamentação de todas as etapas de produção da cannabis para fins medicinais no Brasil, traça um novo cenário para a vida dos pacientes. “A magistrada destacou que a Aliança atende seus associados sem registro de intercorrências, considerando esse dado um forte indicativo de segurança. Também foi reconhecido o esforço contínuo para organizar processos, garantir controle de qualidade e atuar com responsabilidade”, observa Rafael Asfora, advogado da Aliança Medicinal.

Hélida Lacerda, presidente da Aliança Medicinal e Ricardo Hazin Asfora, diretor Executivo da Aliança Medicina / Fotos: Rebeca Freitas

Para a presidente, Hélida Lacerda, o resultado jurídico é um reconhecimento do direito à saúde e ao uso terapêutico com respaldo médico. “Este é o propósito que me levou a unir pacientes, mães e familiares que já não tinham mais esperança com tratamentos convencionais para diversas doenças, e precisavam usar o óleo medicinal. Enfrentamos riscos, até de prisão, mas contamos com a sensibilidade de médicos pesquisadores, que já prescreviam a cannabis, e seguimos em frente. Hoje temos a garantia de que não vai faltar o óleo para o tratamento de todos”, destaca.

Na sentença, a juíza federal determinou que a Anvisa continue acompanhando as atividades da Aliança, o que reforça mais ainda a qualidade e a segurança dos medicamentos produzidos. “É uma decisão de mérito amplamente fundamentada”, completa o advogado.

“Fomos reconhecidos pelo esforço em cumprir as principais determinações da Anvisa, mesmo não sendo uma indústria. Fazemos de tudo para produzir e dispensar medicamentos de qualidade, com supervisão técnica e legalizada. É num trabalho sério e estruturado que vem sendo desenvolvido por nossa associação, desde o cultivo da cannabis até a entrega do medicamento ao associado”, afirma Asfora.

Sandbox regulatório

A regulamentação aprovada pela Diretoria Colegiada da Anvisa, em janeiro passado, abriu um espaço legal para que as associações canábicas como a Aliança possam produzir os medicamentos com os  princípios ativos da planta, conhecida como maconha, com segurança jurídica – desde que cumpram as exigências sanitárias da Agência.

Conhecido como Sandbox regulatório, este espaço permite que as regras da regulamentação sejam adotadas de forma experimental, podendo ser alteradas e adequadas à realidade das associações de pacientes e instituições de pesquisa. “O sandbox regulatório representa um reconhecimento de que as associações de pacientes já desempenham um papel essencial no acesso à cannabis medicinal no Brasil”, resume a advogada da Aliança Medicinal, Lyane Menezes.

No caso da Aliança Medicinal, segundo ela, a sentença deixa claro que é possível conciliar controle sanitário, qualidade e responsabilidade sem aplicar, de forma automática, regras pensadas para a indústria farmacêutica. “Trata-se de um modelo que permite à Anvisa aprender com a realidade concreta dessas entidades, ao mesmo tempo em que garante o direito fundamental à saúde e preenche uma lacuna histórica deixada pelo Estado”, complementa.

Sobre a Aliança Medicinal

A Aliança Medicinal é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em Olinda, Pernambuco, para atender pacientes que possuam prescrição médica e laudo para tratamento com medicamentos à base de Cannabis.

Qualquer pessoa que tenha indicação médica formal pode solicitar sua associação, observados os critérios administrativos e sanitários exigidos. O vínculo associativo é gratuito e permite o acesso regular aos medicamentos produzidos com supervisão técnica, rastreabilidade e padrões de qualidade compatíveis com as exigências regulatórias aplicáveis às associações.

O modelo associativo foi estruturado para ampliar o acesso: ao produzir diretamente para seus associados, a entidade consegue oferecer medicamentos a custo significativamente inferior ao de produtos importados ou industrializados, sem comprometer controle de qualidade, acompanhamento técnico ou conformidade sanitária.

Outras Notícias

Serra chega a 1.783 casos e 24 óbitos

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada informa em nota que foram registrados 89 casos positivos de Covid-19 nas últimas 72 horas, totalizando 1.783 casos confirmados. Foram registrados mais quatro óbitos no município: paciente idoso, 79 anos, morador do Alto da Conceição, faleceu no dia 23/07; paciente masculino, 56 anos, morador do São Cristóvão, faleceu […]

Foto: Wellington Júnior

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada informa em nota que foram registrados 89 casos positivos de Covid-19 nas últimas 72 horas, totalizando 1.783 casos confirmados.

Foram registrados mais quatro óbitos no município: paciente idoso, 79 anos, morador do Alto da Conceição, faleceu no dia 23/07; paciente masculino, 56 anos, morador do São Cristóvão, faleceu no dia 25/07; paciente idosa, 83 anos, moradora do Mutirão, faleceu dia 26/07; e paciente masculino, 44 anos, faleceu em Caruaru dia 26/07.

O número de casos suspeitos é de 71 e o de casos descartados subiu para 5.364. Quanto à evolução dos casos confirmados, o município tem 1.370 pacientes recuperados, 380 em tratamento domiciliar, 09 em leitos de internamento e 24 óbitos.

Em relação aos profissionais de saúde contaminados, 65 estão recuperados e 21 em isolamento. O boletim diário, portanto, fica com 1.783 casos confirmados, 71 casos suspeitos, 1.370 recuperados, 5.364 descartados e 24 óbitos.

Empresa que presta serviços a prefeituras do Pajeú atrasa salários e usa a estratégia de trocar CNPJs

Até cheque sem fundo apresentado por empresário apareceu Vários trabalhadores que tem vínculo com a empresa Realiza, que presta serviços a prefeituras como Afogados da Ingazeira, Solidão e Quixaba, reclamam não pagamento dos salários. A empresa Êxito, de pré-fabricados, como tijolos pré-moldados, também é alvo de queixas. Muitos foram os relatos ao programa Manhã Total, […]

Até cheque sem fundo apresentado por empresário apareceu

Vários trabalhadores que tem vínculo com a empresa Realiza, que presta serviços a prefeituras como Afogados da Ingazeira, Solidão e Quixaba, reclamam não pagamento dos salários. A empresa Êxito, de pré-fabricados, como tijolos pré-moldados, também é alvo de queixas.

Muitos foram os relatos ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, de trabalhadores sem receber salários.

“Meu filho trabalhou tem lá. Tem R$ 1.800 para receber. Ele cobra direto e não paga. Essa Realiza é uma vergonha. A prefeitura paga em dias, agora o responsável não honra os pagamentos”, diz um dos vários relatos.

“Bom dia, todos os funcionários da empresa Realiza nos deixou a mais de 45 dias sem receber. “Todas as obras estão parada ruas de Afogados sem conclusão. Será que a prefeitura não está vendo isso?” – acrecenta.

“A firma Realiza a um mês e 15 dias não paga ninguém. Saímos porque a gente só gastava gasolina se deslocando. Toda semana falaram que vai pagar o que deve mais não acertar. Lá falar que não está em dias com a prefeitura, lá somos todos país de família estamos parados e precisando acerta as obrigações de casa”, reclama outro trabalhador.

“Essa mesma empresa presta serviço à prefeitura de Solidão. Os funcionários estão a mais de três meses sem receber. Inclusive as obras como o novo centro de eventos estão paradas. A nova escola de Solidão também está parada por falta de pagamento, além da rua paralela ao muro do cemitério”, disse outro ouvinte.

Cheque sem fundo

Até empresários apareceram pra reclamar. O empresário Rogério Júnior apresentou cheques sem fundo da empresa, fruto de pagamento para fornecimento de alimentação a trabalhadores na época da construção da Escola Ana Melo.. Os valores, repassados em 2023, somam quase R$ 8 mil.

Outra queixa: “essa empresa Realiza já deu um golpe em meu irmão também. Na Batista Locações, eles alugaram peças de andaimes a gente e nunca fizeram o pagamento R$ 1.200,00 de prejuízo. Aqui quem fala é João Vitor Batista”.

Advogado diz que dono usa estratégia de mudar de CNPJs

Advogados de trabalhadores que já acionaram a empresa na justiça informaram que dono da Realiza abre vários CNPJ’s.”Todo CNPJ tem problema com os empregados”. O dono da Realiza chama-se Bruno Pimentel Santos. fala-se em um segundo proprietário chamado Felipe. Legalmente, Bruno é dono das empresas Geração Solar Energia LTDA, Realiza Serviços de Construções e reformas LTDA, Realiza Construções e Incorporações, além da Êxito Pré-fabricados de congreto.

“A administração pública pode ser responsabilizada subsidiariamente pelas verbas trabalhistas se ficar comprovado que não fiscalizou as empresas corretamente. As empresas não aparecem nem nos processos, deixam correr a revelia”, diz o advogado. A Rádio Pajeú tentou contato com o titular da empresa, até agora, sem êxito.

Já o advogado Décio Petrônio reclama do volume de licitações ganhas pela mesma empresa, apesar dos problemas. Afirmou que a prefeitura tem responsabilidade subsidiária. “Isto não é na porta da Prefeitura que o empregado vai cobrar, mas sim na Justiça do Trabalho”, explica.

Prefeitura diz que não há atrasos junto à empresa

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, através do assessor Rodrigo Lima, informou que a municipalidade está em dia com a empresa. Também se solidarizou com os trabalhadores prejudicados. Ainda que eventualmente, cumpre decisões que determinam pagamento de indenizações a trabalhadores. Ainda que vai verificar as medidas cabíveis contra a empresa. Ele disse que legalmente, não há vedação para que nenhuma empresa participe de licitações.

Mesmo com atraso, Gabriel Diniz e “Jeniffer” atraem multidão em Afogados

O cantor Gabriel Diniz fez seu show para uma multidão em Afogados da Ingazeira, mesmo após três horas de atraso. Segundo o responsável pelo bloco, Rogério Júnior, problemas de logística adiaram a chegada. Ele tinha previsão de pousar em Patos, mas acabou chegando a Afogados, na pista da família Moura. Somando ao atraso causado pela […]

O cantor Gabriel Diniz fez seu show para uma multidão em Afogados da Ingazeira, mesmo após três horas de atraso. Segundo o responsável pelo bloco, Rogério Júnior, problemas de logística adiaram a chegada.

Ele tinha previsão de pousar em Patos, mas acabou chegando a Afogados, na pista da família Moura. Somando ao atraso causado pela saída de Apodi, Rio Grande do Norte e a passagem de som, foram três horas.

Com sol forte, a maioria resistiu e acompanhou o trio elétrico. Chamou a atenção a quantidade de pessoas mesmo sem abadás do bloco que vieram ver o intérprete de Jeniffer, principal hit do carnaval.

Nas redes sociais, GD agradeceu ao público. Depois de Afogados, seguiu para Recife. De lá, Salvador. “Ainda é metade do nosso carnaval”, disse ao repórter Celso Brandão, da Rádio Pajeú. Veja registros feitos por Jefferson Vasconcelos pára o blog:

 

Veja imagens: voo Azul pousa pela primeira vez em Serra Talhada

  Pousou há pouco o primeiro voo teste da companhia aérea Azul entre Recife e Serra Talhada. O voo 9510 teve um pequeno atraso, mas pousou sem problemas no Aeroporto Santa Magalhães. A Capital do Xaxado vive a semana da sua feira de serviços e negócios, a ExpoSerra. Participam de uma coletiva o Ministro dos […]

 

Pousou há pouco o primeiro voo teste da companhia aérea Azul entre Recife e Serra Talhada. O voo 9510 teve um pequeno atraso, mas pousou sem problemas no Aeroporto Santa Magalhães.

A Capital do Xaxado vive a semana da sua feira de serviços e negócios, a ExpoSerra.

Participam de uma coletiva o Ministro dos Transportes, Valter Casimiro, o Secretário de Transportes Antônio Júnior, o Deputado Sebastião Oliveira, o prefeito Luciano Duque, mais Márcio Stefani, Secretário de Turismo, Francisco Papaléu (Secretário das Cidades), Alexandre Valença, Secretário da Micro e Pequena Empresa.

Ainda Marcus Godoy, Francisco Mourato (CDL), os prefeitos José Patriota (AMUPE), Joao Batista (Triunfo), Geovani Martins (Santa Terezinha), deputados Gonzaga Patriota, Henrique Queiroz e Rogério Leão. Ainda Carlos Aurélio, o Carlinhos da Tupan, Clóvis Carvalho, Manoel Carvalho (Dix/Agendar), Nilson Rodrigues (Fetracan), Silvano Carvalho (DER) e Josias Albuquerque (Fecomércio).

Veja mais fotos de Wellington Júnior, especialmente para o blog:

 

Em debate sobre Bolsa Família em Tabira, comerciante foi citada indevidamente

O Debate sobre irregularidades no Programa Bolsa Família no final do ano passado teve como principal legado a iniciativa de MP e Ministério de Desenvolvimento Social através da coordenação do programa de investigar os casos apresentados. Também tornou mais rigorosa nestas cidades a fiscalização para evitar novos episódios. Também despertou um viés fiscalizatório da população, […]

Quem-pode-receber-o-Bolsa-Família-2014-01O Debate sobre irregularidades no Programa Bolsa Família no final do ano passado teve como principal legado a iniciativa de MP e Ministério de Desenvolvimento Social através da coordenação do programa de investigar os casos apresentados.

Também tornou mais rigorosa nestas cidades a fiscalização para evitar novos episódios. Também despertou um viés fiscalizatório da população, que passou a verificar em toda a região com mais atenção a lista dos beneficiários.

Mas também provocou eventuais injustiças. Uma delas, registrada em 25 de novembro do ano passado, quando um Debate em rede para as rádios Pajeú e Cidade FM conduzido por este blogueiro ouviu coordenadores dos Programas Bolsa Família de Afogados e Carnaíba.

No programa, um ouvinte mal intencionado ou desinformado chegou a citar o nome de Aristeia Maria da Silva, residente e domiciliada no centro de Tabira, como sendo supostamente beneficiária.

Só que ela não é e nunca foi cadastrada no programa. A divulgação, mesmo que tendo a citado pelo primeiro nome, gerou mal estar e constrangimento, como não seria diferente.

Aristeia Maria, proprietária de uma farmácia no centro da cidade, é pessoa conhecida em Tabira, detentora de inquestionável  honestidade na sociedade, sobre a qual não pesa nenhum questionamento de ordem ética ou moral. “Sou filha de pais simples, que sempre pregaram valores como honestidade e zelo ao seu nome”, disse, conversando com este blogueiro.

Com a mesma força com a qual denunciamos e continuaremos cobrando instituições ou pessoas lesivas à nossa comunidade, temos obrigação de buscar reparar dano quando, involuntariamente ou não, o cometemos. Fica o registro.