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Senado aprova projeto do piso salarial para profissionais da enfermagem

Por André Luis

Agora, projeto de autoria do senador Fabiano Contarato, será analisado pela Câmara dos Deputados

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (24), na forma de um substitutivo, o projeto que institui o piso salarial nacional do enfermeiro, do técnico e do auxiliar de enfermagem e também da parteira (PL 2.564/2020). 

A proposta é de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e recebeu voto favorável da relatora, senadora Zenaide Maia (Pros-RN), que apresentou o substitutivo aprovado em Plenário. Agora o texto será analisado pela Câmara dos Deputados.

O projeto inclui o piso salarial na Lei 7.498, de 1986, que regulamenta o exercício da enfermagem, estabelecendo um mínimo inicial para enfermeiros no valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente por serviços de saúde públicos e privados, para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais. Em relação à remuneração mínima dos demais profissionais, o projeto fixa a seguinte gradação: 70% do piso nacional dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem e 50% do piso nacional dos enfermeiros para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.

Homenagem

Ao defender o projeto, Contarato sustentou que sua aprovação seria a melhor homenagem possível a esses profissionais que, em meio ao maior desafio sanitário já enfrentado neste século, colocam suas vidas em risco para salvar vítimas da covid-19. 

Segundo o senador, “a fixação do piso salarial nacional a profissionais de enfermagem e das atividades auxiliares é um reparo imprescindível a ser feito”. Ele informou que no seu estado, o Espírito Santo, a remuneração média de enfermeiros é inferior a dois salários mínimos.

Contarato agradeceu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pelo fato de o projeto ter sido pautado no Plenário. Ele também elogiou o caráter humanista de Zenaide na construção de seu relatório e a disposição da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) no auxílio para o entendimento a respeito do texto. Contarato lembrou que apresentou o projeto no dia 12 de maio do ano passado, data em que é comemorado o Dia Internacional da Enfermagem.

Ao reiterar que o projeto é uma forma de homenagem a esses profissionais, o senador observou que há cerca de 2,4 milhões de enfermeiros no Brasil. Ele destacou que 85% desses profissionais são mulheres e mais de 53% são pretos e pardos. E, ao cobrar mais valorização para os profissionais da enfermagem, lamentou a misoginia, a homofobia e o racismo institucional que ao longo dos anos marcou o posicionamento dos políticos no país.

O senador se emocionou ao lembrar que sua cunhada, que era técnica de enfermagem, morreu de covid-19 aos 44 anos.

“Tenhamos mais empatia. Vamos lutar por uma sociedade mais justa e por um país melhor”, pediu ele.

Para Zenaide Maia, com um piso salarial nacional, será possível oferecer serviços de saúde com mais qualidade a todos os brasileiros. Ela apontou que não é razoável exigir que justamente aqueles que trabalham nas piores condições recebam os piores salários. Para a senadora, a valorização desses profissionais trará uma melhoria na qualidade do atendimento e vai estimular a “interiorização” de mais profissionais.

“Esse projeto é uma forma de aplaudir esses profissionais, para dar dignidade e respeito à enfermagem. Profissionais eficientes, planejamento e centralização podem reduzir perdas e restabelecer a normalidade em caso de novas crises pandêmicas ou novas ondas”, afirmou a senadora ao defender seu substitutivo.

Relatório

Zenaide informou que foram apresentadas 11 emendas em Plenário, das quais ela acatou quatro de forma parcial. Uma delas, da senadora Eliziane Gama, estabelece o valor do piso para enfermeiros em R$ 4.750. 

O valor da proposta original era de R$ 7.315, enquanto outra emenda sugeria o valor de R$ 3.500. Zenaide optou pelo valor intermediário, por considerá-lo “bem razoável”. Eliziane também apresentou outra sugestão, acatada pela relatora, para assegurar a manutenção dos salários vigentes superiores ao piso, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado. Zenaide disse que é uma forma de garantir a irredutibilidade do salário.

A relatora também acatou uma emenda do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que sugeriu desmembrar as diversas instâncias de empregadores ou contratadores de enfermeiros, técnicos ou auxiliares de enfermagem, além de parteiras, para fazer distinção entre “celetistas” e estatutários públicos. 

Com base em uma sugestão dos senadores Lasier Martins (Podemos-RS) e Eliziane Gama, o texto passou a prever a correção anual do piso com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Jornada e vigência

No texto original, Contarato sugeria que o piso salarial nacional seria elevado proporcionalmente ao número de horas excedentes que extrapolassem as 30 horas semanais. No substitutivo, Zenaide Maia retirou esse dispositivo. Em seu lugar, a relatora sugeriu a possibilidade de compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva.

Zenaide Maia, que é médica, mudou também a data de entrada em vigor da proposta. Contarato havia sugerido que o piso passasse a valer 180 dias após a publicação da nova lei. Já a relatora propôs que a futura lei entre em vigor no primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao de sua publicação. As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Carlos Evandro está de volta ao grupo do deputado Inocêncio Oliveira. E quer emplacar mulher na vice em 2016

Por Marcos Oliveira* Impossibilitado de ser candidato  por estar na lista dos fichas sujas e isolado politicamente depois de romper  com o prefeito Luciano Duque (PT), Carlos Evandro (PSB) não encontrou outro caminho a não ser voltar a fazer parte do grupo que o elegeu prefeito por duas vezes. Há rumores de que o ex-prefeito […]

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Por Marcos Oliveira*

Impossibilitado de ser candidato  por estar na lista dos fichas sujas e isolado politicamente depois de romper  com o prefeito Luciano Duque (PT), Carlos Evandro (PSB) não encontrou outro caminho a não ser voltar a fazer parte do grupo que o elegeu prefeito por duas vezes.

Há rumores de que o ex-prefeito já bateu o martelo e agora vai apoiar os candidatos do PR Rogério Leão para estadual e provavelmente, com a desistência de Marinaldo Rozendo, vai de   Sebastião Oliveira para Federal.

Até ai tudo bem. Mas, qual é a contra  partida ?  O que o ex-prefeito quer de volta em troca do seu apoio ? Isso precisa ficar claro, pois já se comenta que ele quer emplacar a sua esposa Socorro Brito  como vice na chapa encabeçada  pelo PR em 2016.

Na boca dos seguidores de Carlão,  a chapa já está montada: Valdemar Oliveira  para prefeito e Socorro para vice. É  aí onde mora o problema: vereadores do grupo não aceitam essa união  e os que estavam com o ex-prefeito irão apoiar os candidatos do prefeito Luciano Duque.

A verdade é que Carlão está de volta ao berço em que se lançou na política. Se conseguirá   emplacar sua esposa na vice, só o tempo vai dizer.

* Marcos Oliveira apresenta seu comentário no programa A Voz da Notícia e o reproduz em nosso blog

Passarinho alega “questões profissionais e pessoais” para deixar governo Zeca

Respondendo a uma nota do Blog do Magno,  que especulava as razões de sua saída da prefeitura de Arcoverde,  Manoel Torres,  o Passarinho,  primeiro confirmou a saída. “De fato, não integro mais a equipe do prefeito Zeca Cavalcanti”, afirmou. Também esclareceu não ter sido demitido pelo prefeito Zeca Cavalcanti. “A verdade é que, nesta segunda-feira […]

Respondendo a uma nota do Blog do Magno,  que especulava as razões de sua saída da prefeitura de Arcoverde,  Manoel Torres,  o Passarinho,  primeiro confirmou a saída.

“De fato, não integro mais a equipe do prefeito Zeca Cavalcanti”, afirmou.

Também esclareceu não ter sido demitido pelo prefeito Zeca Cavalcanti. “A verdade é que, nesta segunda-feira (24/03), apresentei um pedido formal de exoneração do meu cargo na Prefeitura de Arcoverde”.

Também negou relação de sua saída com qualquer indisposição com o vice-prefeito, Siqueirinha. “Não teve nada a ver com minha saída da equipe de Zeca”.

E concluiu: “a decisão de pedir a exoneração foi de minha responsabilidade exclusiva e motivada por dois fatores: questões profissionais e de caráter pessoal”.

Buíque: pesquisa mostra que apoio de Túlio Monteiro muda cenário politico para governador

Uma pesquisa do Instituto Múltipla, realizada entre os dias 12 e 15 de agosto de 2025, revela que o apoio do prefeito Túlio Monteiro (MDB) pode alterar significativamente o quadro da disputa para o Governo de Pernambuco no município. No primeiro cenário estimulado, caso a eleição fosse hoje, o atual prefeito do Recife, João Campos […]

Uma pesquisa do Instituto Múltipla, realizada entre os dias 12 e 15 de agosto de 2025, revela que o apoio do prefeito Túlio Monteiro (MDB) pode alterar significativamente o quadro da disputa para o Governo de Pernambuco no município.

No primeiro cenário estimulado, caso a eleição fosse hoje, o atual prefeito do Recife, João Campos (PSB), lidera com 43,2% das intenções de voto, seguido pela governadora Raquel Lyra (PSD), com 35,8%. Porém, quando o nome de Raquel é apresentado como candidata apoiada por Túlio Monteiro, a situação se inverte: a governadora salta para 48,4% e ultrapassa João Campos, que cai para 34,8%.

O levantamento ouviu 250 eleitores buiquenses e tem margem de erro de 6,3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os números revelam que Túlio Monteiro chega a pouco mais de sete meses de mandato com uma boa aprovação: 75,2% dos entrevistados aprovam sua administração, enquanto apenas 12,8% desaprovam. Quando considerada a avaliação por faixas (“ótima”, “boa” e “regular”), a gestão atinge 90% de aprovação, e apenas 8,8% avaliam como “ruim” ou “péssima”.

O capital político do prefeito também se manifesta em relação aos cargos de deputado estadual e federal. A pesquisa indica que 63,2% dos eleitores afirmam que votariam com certeza, ou considerariam votar, no candidato indicado por Túlio Monteiro para os cargos de deputado federal e estadual.

Luciano Bonfim acaba mistério e confirma apoio a José Patriota

O prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim (Avante) confirmou em entrevista à Rádio Triunfo FM seu apoio ao presidente da AMUPE, José Patriota (PSB), para Estadual. A fala do gestor põe uma pedra nas especulações sobre sua posição em relação ás eleições 2022. Bonfim é aliado do Federal Sebastião Oliveira e seguirá no apoio a estadual […]

O prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim (Avante) confirmou em entrevista à Rádio Triunfo FM seu apoio ao presidente da AMUPE, José Patriota (PSB), para Estadual.

A fala do gestor põe uma pedra nas especulações sobre sua posição em relação ás eleições 2022. Bonfim é aliado do Federal Sebastião Oliveira e seguirá no apoio a estadual o ex-prefeito e aliado João Batista.

O anúncio era esperado porque da boca de outros agentes políticos havia declarações de outros nomes sobre seu apoio. Rodrigo Novaes (PSD) e Jarbinhas, filho do senador Jarbas Vasconcelos (MDB), cantaram sem apoio em publicações recentes.

Mas Luciano Bonfim, registre-se, não havia declarado nada publicamente. Na entrevista, o gestor reconheceu o papel de ambos, mas manteve sua posição em defesa do ex-prefeito José Patriota (PSB), o classificando como “um grande municipalista”, pela gestão na AMUPE.

Sindicato dos Professores em pé de guerra com gestão em São José do Egito

O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado em 12,84% para 2020, passando de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. O acréscimo está previsto na chamada Lei do Piso (Lei 11.738), de 2008. O texto estabeleceu que o piso salarial dos professores do magistério é atualizado, anualmente, […]

Coordenadora do Sinduprom, Dinalva Lima. informações de Anchieta Santos

O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado em 12,84% para 2020, passando de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24.

O acréscimo está previsto na chamada Lei do Piso (Lei 11.738), de 2008. O texto estabeleceu que o piso salarial dos professores do magistério é atualizado, anualmente, no mês de janeiro.  Passados cinco meses e o Governo de Evandro Valadares (PSB) em São José do Egito ainda não concedeu o reajuste a categoria.

Coordenadora do Sinduprom, Dinalva Lima declarou a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM que a Prefeitura recebeu o sindicato uma única vez. “O argumento para não pagar o reajuste inicialmente foi que não tinha dinheiro para tal mesmo recebendo verba carimbada”.

Depois disse Dinalva, a Prefeitura justificava a orientação do Ministério Público de Contas para não conceder reajuste a nenhuma categoria em tempos de pandemia, mesma orientação que chegou a balisar o debate em Afogados da Ingazeira.

Já no dia 8 de abril o Tribunal deu nova orientação tirando a educação da proibição, segundo ela. Dinalva informou que de janeiro a abril a Prefeitura de São José do Egito recebeu R$ 7,1 milhões.

“Mesmo assim o Prefeito Evandro Valadares argumenta a ausência de recursos. Os professores aposentados também reclamam do governo a redução dos seus vencimentos.  O Sinduprom, mesmo priorizando a situação dos professores efetivos, vai atuar em defesa dos inativos”, concluiu a Coordenadora.

Orientação da CNM: por seu lado a CNM, Confederação Nacional dos Municípios explica que, se o município pagou, no ano anterior, mais do que o valor do piso estabelecido para este ano, não está obrigado a conceder reajuste em igual percentual ao do piso salarial do magistério. Ainda não se sabe se esta é a situação da Prefeitura de São José do Egito.