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Senado aprova novo limite de gastos do governo com propaganda em ano eleitoral

Por André Luis

O Senado aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que muda as regras de limite de gastos com propaganda em anos eleitorais para órgãos dos governos federal, estaduais e municipais. O texto (PL 4059/2021) permitirá ao governo federal um aumento de R$ 25 milhões nessas despesas ainda em 2022. Ele segue agora para a sanção presidencial.

O projeto recebeu muitas críticas por promover o aumento de gastos públicos e por entrar em vigor em ano eleitoral. A pedido de vários senadores, ele foi votado nominalmente. Recebeu 38 votos favoráveis e 29 contrários.

O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que foi o relator, defendeu o projeto argumentando que ele atende os profissionais de publicidade e propaganda, gerando empregos no setor. Gomes comparou a proposta a outras medidas de auxílio aprovadas pelo Congresso Nacional durante a pandemia de covid-19, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e a Lei Aldir Blanc, para a área cultural.

— É um setor da economia brasileira que, a exemplo de tantos outros, precisa nesse momento de reforço, garantia de emprego. Esta relatoria tem a ver com as relatorias que foram feitas aqui para centenas de setores da economia brasileira — disse.

Outros pontos destacados pelo senador foram a necessidade de reforçar a capacidade de prestação de contas do poder público. O projeto também fala sobre a contratação de serviços de comunicação digital e Eduardo Gomes também falou da necessidade de adaptar a legislação a mudanças tecnológicas recentes.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) abriu a divergência, manifestando estranhamento com o fato de a iniciativa não ter surgido em momento anterior a pandemia. Ele lembrou a proximidade das eleições, que acontecerão daqui a menos de cinco meses.

— Eu concordo com o mérito, mas nós estamos praticamente aos 45 [minutos] do segundo tempo. Nós vamos dar aos governos estaduais e ao governo federal a possibilidade de terem, perdoe-me o termo, uma farra de propaganda.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição, antecipou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta, com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI).

— Essa matéria é flagrantemente inconstitucional. A ADI já está pronta, já está no forno. É só o presidente da República sancionar e nós interpomos a ADI no Supremo Tribunal Federal. Vai cair — afirmou.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) apresentou uma emenda mudando o início da vigência da futura lei para 2023, de modo a evitar que ela já produza efeitos na próxima eleição. Ele explicou que a Constituição impõe o princípio da anterioridade eleitoral, o que significa que todas as normas que impactam as eleições precisam ser aprovadas com pelo menos um ano de antecedência.

Eduardo Gomes havia rejeitado a emenda, argumentando que a regra só vale para leis que modificam o próprio processo eleitoral. Destacada pela bancada do PT, a emenda foi a votação no Plenário e terminou rejeitada, por 36 votos a 29, também em votação nominal.

Outros senadores dirigiram críticas ao projeto. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) classificou-o como “moralmente afrontoso”, destacando que ele promove aumento de gastos públicos sem finalidade social num momento em que a população ainda sofre os efeitos da pandemia e da crise econômica.

— As pessoas estão fazendo fila atrás de ossos, um desemprego recorde, uma inflação de dois dígitos que está corroendo o salário do trabalhador brasileiro, e nós acabamos de levar o Congresso Nacional ao chão. Nós vamos ser massacrados pela opinião pública, e com toda a razão —argumentou.

Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que o projeto cria vantagem eleitoral para os candidatos que já estão nos governos de todos os níveis. Ele também criticou o tom das propagandas já usadas pelo governo federal, lembrando pronunciamentos oficiais feitos pelos ministros que deixaram os cargos para concorrer nas eleições.

— Isto é desigual para quem está na oposição. É potencializar verba pública para fazer propaganda pessoal. Nós vimos que, na saída dos ministros, todo mundo ocupou um espaço enorme na televisão para falar um monte de coisa que não fez, como se o país vivesse às mil maravilhas — protestou.

Conteúdo

Pela legislação atual, o poder público deve se limitar, no primeiro semestre do ano eleitoral, a um valor equivalente à média dos gastos com propaganda nos primeiros semestres dos três anos anteriores. O projeto muda esse cálculo: o limite passa a ser o equivalente à média mensal desses gastos nos três anos anteriores, multiplicada por seis.

 Além disso, o valor a ser considerado para o cálculo passa a ser o que foi empenhado. Hoje, na lei, considera-se o valor gasto. O projeto também estipula que, para o cálculo, os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com essas mudanças, o limite disponível para gastos governamentais federais com propaganda no primeiro semestre de 2022 subiria de R$ 140,2 milhões para R$ 165,7 milhões. A estimativa é da Agência Câmara, com base em informações do Portal da Transparência.

Outra inovação do projeto é que os gastos com publicidade institucional ligada à pandemia de covid-19 não estariam sujeitos a esse limite. A exceção vale para a divulgação de atos e campanhas dos órgãos públicos contra a pandemia e para a orientação da população quanto a serviços públicos relacionados ao tema.

Licitações

Em outros dispositivos, o projeto trata de regras para a licitação e contratação de serviços de comunicação institucional, o que inclui gestão de redes sociais e serviços para otimização de mecanismos de busca (search engine optimization). Esses serviços deverão ser licitados pelas modalidades de técnica e preço ou melhor técnica, em vez do uso apenas do preço, como tem ocorrido atualmente por meio da modalidade pregão.

Para o autor do projeto na Câmara dos Deputados, Cacá Leão (PP-BA), a regra atende a um acórdão de 2016 da segunda câmara do Tribunal de Contas da União (TCU), que recomendou à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República o uso das práticas previstas na lei para contratar serviços de comunicação digital.

A exceção ao novo enquadramento fica por conta de serviços de impulsionamento de mensagens em ambiente virtual e da contratação de espaços publicitários e de mídia. Nesses casos, valerão as regras para contratação de serviços de publicidade pelo poder público. Fonte: Agência Senado, com informações da Agência Câmara

Outras Notícias

Justiça proíbe Salgueiro Atlético Clube de usar Estádio Cornélio de Barros após problemas estruturais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão judicial que impede o Salgueiro Atlético Clube de vender ingressos, realizar partidas, treinos ou qualquer outro evento esportivo no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A medida atende a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do município. A ação foi apresentada […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve decisão judicial que impede o Salgueiro Atlético Clube de vender ingressos, realizar partidas, treinos ou qualquer outro evento esportivo no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. A medida atende a pedido da 2ª Promotoria de Justiça do município.

A ação foi apresentada após o MPPE identificar problemas estruturais que, segundo o órgão, comprometem as condições de utilização do estádio. O processo tramita sob o número 0003762-11.2026.8.17.3220.

De acordo com o promotor de Justiça Otávio Machado, uma vistoria realizada no dia 10 de setembro identificou rachaduras nas arquibancadas, comprometimento da estabilidade do muro sul, um buraco em área de circulação e instalações elétricas expostas.

“Após vistoria realizada no dia 10 de setembro, ficou evidente a inviabilidade do uso do Cornélio de Barros pela presença de rachaduras em arquibancadas, comprometimento da estabilidade do muro sul, buraco em área de circulação e instalações elétricas expostas”, afirmou o promotor.

Segundo o MPPE, o estádio, localizado em Salgueiro, também foi reprovado no laudo de segurança da Polícia Militar, não possui atestado de vistoria do Corpo de Bombeiros e recebeu avaliação sanitária desfavorável.

Com a decisão, o Salgueiro Atlético Clube fica impedido de comercializar ingressos e de promover partidas, treinamentos ou outros eventos esportivos no Cornélio de Barros.

Foto: Reprodução

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Band não avaliou riscos e contribuiu pora o boixo nível do Debate entre Lula e Flávio

No meu comentário desta segunda-feira (19) para o Jornal Itapuama, analiso a organização e a condução do debate promovido pela TV Band. Segundo minha avaliação, a emissora falhou na avaliação dos riscos e tem responsabilidade direta pelo baixo nível do confronto. Destaco que, diferentemente do papel histórico dos convidados (que atuavam como observadores da lisura), […]

No meu comentário desta segunda-feira (19) para o Jornal Itapuama, analiso a organização e a condução do debate promovido pela TV Band.

Segundo minha avaliação, a emissora falhou na avaliação dos riscos e tem responsabilidade direta pelo baixo nível do confronto. Destaco que, diferentemente do papel histórico dos convidados (que atuavam como observadores da lisura), a presença de figuras na plateia serviu para interferir e provocar.

Concluo ressaltando que eventos desse porte exigem regras mais rígidas como a limitação da plateia a poucos assessores para conter cenários inflamados e mitigar riscos de novos tumultos.

Clique no link e ouça o comentário completo.

 

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Anchieta Patriota diz que Lula venceu debate da Band e critica desempenho de Flávio Bolsonaro

O ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota (PSB) avaliou, em vídeo, o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizado neste domingo (18). Ex-candidato a deputado federal nas eleições deste ano, ele declarou apoio ao presidente e afirmou que Lula teve melhor desempenho no confronto. Na gravação, Anchieta comparou a participação dos dois candidatos e […]

O ex-prefeito de Carnaíba Anchieta Patriota (PSB) avaliou, em vídeo, o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizado neste domingo (18). Ex-candidato a deputado federal nas eleições deste ano, ele declarou apoio ao presidente e afirmou que Lula teve melhor desempenho no confronto.

Na gravação, Anchieta comparou a participação dos dois candidatos e afirmou considerar Lula mais preparado para o debate. Ao comentar a atuação de Flávio, disse que o candidato do PL não teria respondido aos questionamentos feitos pelo presidente durante o confronto.

“O debate foi claro, o vencedor foi Lula”, afirmou Anchieta. A avaliação representa a posição política do ex-prefeito sobre o encontro entre os presidenciáveis.

Anchieta também fez críticas à experiência e à preparação de Flávio para ocupar a Presidência. No vídeo, classificou o adversário de Lula como “sem preparo” e “sem qualificação” e afirmou que sentiu falta de propostas apresentadas pelo candidato durante o debate.

Ao tratar da reta final do segundo turno, o ex-prefeito direcionou a mensagem principalmente aos eleitores do Sertão do Pajeú e citou Carnaíba e outros municípios da região. Ele defendeu mobilização em favor da candidatura de Lula até a votação do próximo domingo (25).

Anchieta Patriota foi prefeito de Carnaíba e disputou uma vaga de deputado federal pelo PSB nas eleições deste ano.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a avaliação de Anchieta Patriota sobre o debate.

Imagem: Frame/Reprodução

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Futura: Flávio tem 50,4% e Lula 49,6% dos votos válidos; diferença cai para 0,8 ponto

Pesquisa Futura Inteligência divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,4% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,6% de Lula (PT). A diferença de 0,8 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico. A distância entre Flávio e Lula diminuiu pela metade em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na […]

Pesquisa Futura Inteligência divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,4% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,6% de Lula (PT). A diferença de 0,8 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico.

A distância entre Flávio e Lula diminuiu pela metade em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado na sexta-feira (16). Naquela rodada, o candidato do PL aparecia com 50,8% dos votos válidos, enquanto o petista tinha 49,2%, uma diferença de 1,6 ponto percentual.

Na comparação entre as duas pesquisas, Flávio oscilou 0,4 ponto para baixo e Lula avançou na mesma proporção.

No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra 48,3% das intenções de voto e Lula, 47,5%. Os que afirmam votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 2,4%, enquanto 1,9% estão indecisos ou preferiram não responder.

O levantamento também mediu a rejeição aos dois candidatos. Lula tem 47,4% de eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum, enquanto Flávio registra 45,8%. A diferença entre os índices é de 1,6 ponto percentual.

A Futura Inteligência entrevistou 2 mil eleitores nos dias 16 e 17 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador, metodologia conhecida como CATI.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela 100% Cidades e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06715/2026.

Fonte: Exame
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado/Flickr

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PoderData: Flávio tem 52% e Lula 48% dos votos válidos; candidato do PL volta à frente

Pesquisa PoderData divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno, contra 48% de Lula (PT). Na rodada anterior, divulgada na sexta-feira (16), os dois apareciam empatados com 50%. O novo levantamento aponta uma diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos quando considerados apenas os votos válidos, […]

Pesquisa PoderData divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno, contra 48% de Lula (PT). Na rodada anterior, divulgada na sexta-feira (16), os dois apareciam empatados com 50%.

O novo levantamento aponta uma diferença de quatro pontos percentuais entre os candidatos quando considerados apenas os votos válidos, cálculo que exclui votos brancos, nulos e eleitores indecisos.

Na pesquisa anterior do PoderData, divulgada na última sexta-feira, Flávio e Lula registravam 50% cada. Com os novos números, o candidato do PL aparece numericamente à frente neste recorte.

Considerando os votos totais, Flávio tem 49% das intenções de voto e Lula aparece com 46%. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

Nesse cenário, a diferença de três pontos percentuais está dentro do intervalo considerado pela margem de erro, e os candidatos aparecem tecnicamente empatados.

O PoderData entrevistou 3 mil eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02586/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: UOL
Foto: Reprodução

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