Notícias

Seminário discute o impacto da reforma da previdência nos municípios

Por André Luis

Uma semana antes do texto da reforma da previdência ser votado em primeiro turno na Câmara dos deputados, a Amupe promoveu na tarde de hoje (09), dentro do Seminário dos Municípios Pernambucanos, a mesa “Impacto da reforma da previdência nos municípios”, no Teatro Tabocas, no Centro de Convenções de Olinda.

O coordenador-geral de normatização e acompanhamento legal da subsecretaria de RPPS Leonardo da Silva Motta, o presidente da OAB/PE Bruno Baptista e o presidente da Associação Pernambucana de Entidades de Previdência Pública (APEPP) debateram com a plateia os pontos mais importantes da nova previdência.

Em texto lido pelo relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), ficou  nítido a exclusão dos servidores estaduais e municipais na PEC da nova previdência. Hoje, a União, os Estados e os municípios possuem déficit previdenciário de R$ 1,2 trilhões; R$ 5,2 trilhões e R$ 1 trilhão de reais, respectivamente. A nova previdência visa diminuir esse déficit e está atrelada a quatro pilares principais: proposta de EC, combate às fraudes, cobrança da dívida e projeto dos militares.

Segundo Leandro Motta, coordenador-geral de normatização da RPPS “a secretaria de previdência defende que Estados e Municípios não devem ficar de fora, devem seguir a mesma regra estabelecida na Constituição conforme já vem sendo aplicado desde as constituições anteriores”, pontuou. Motta ainda disse que se a reforma não for aprovada abrangendo os municípios, as prefeituras vão quebrar, como alguns Estados já estão quebrando, a exemplo do Rio de Janeiro.

Para o Presidente da OAB/PE Bruno Baptista “é importante que isso (reforma da previdência) seja discutido pelo Congresso Nacional, que é a casa do povo, que tenha a oportunidade de discutir a inclusão dos Estados e Municípios para haver o respeito ao nosso pacto federativo… É difícil a gente ter um sistema previdenciário para cada município”, pontuou o presidente.

A Associação Pernambucana de Entidades da Previdência Privada (APEPP) não apoia o texto da nova previdência sem a inclusão de Estados e Municípios, para isso, o presidente Adilson Carlos Pereira tem buscado alternativas a fim reverter esse quadro.

“A associação é ligada a outras associações nacionais. Nós estamos levando essa palavra para os deputados, para o congresso nacional, que modifique essa ideia. Nesse momento nós não vemos essa possibilidade, mas num segundo momento, no Senado, pode ser incluído”, concluiu o presidente da APEPP.

Outras Notícias

Bolsonaro desembarca em Salgueiro nesta terça-feira

Por André Luis O presidente Jair Bolsonaro (PL), estará cumprindo agenda em cidades de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte durante esta semana. Nesta terça-feira (8), Bolsonaro desembarca em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. Ele deve participar de visita à Estação de Bombeamento (EBI-3) e ao acionamento das bombas no Núcleo de Controle Operacional, no […]

Por André Luis

O presidente Jair Bolsonaro (PL), estará cumprindo agenda em cidades de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte durante esta semana.

Nesta terça-feira (8), Bolsonaro desembarca em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. Ele deve participar de visita à Estação de Bombeamento (EBI-3) e ao acionamento das bombas no Núcleo de Controle Operacional, no Eixo Norte 3. A visita está programa para às 10h30.

Ainda na terça-feira, às 12h30, em Jati, no Ceará, Bolsonaro visita à Barragem Jati onde acontece a retomada da liberação das águas para o cinturão das Águas do Ceará. 

Já na quarta-feira (9), o presidente Bolsonaro tem duas visitas previstas ao Rio Grande do Norte.

A primeira, marcada para às 9h, acontece na cidade de Jucurutu, onde o presidente participa de visita à Barragem de Oiticica e assinatura de Ordem de Serviço para 2ª etapa da pavimentação no município. A solenidade acontece no Sítio Acampamento na zona rural, de Jucurutu.

A segunda, marcada para as 10h30, acontece na cidade de Jardim de Piranhas, onde participa do evento: “Chegada das Águas do Rio São Francisco ao Rio Grande do Norte”, que ocorrerá no Clube Atlético de Piranhas – Avenida Rio Branco, 230, Vila do Rio.

Duque e Márcia dão mais uma prova de unidade na Cavalgada da Pedra do Reino

Em parte da agenda neste domingo, Márcia Conrado e Luciano Duque estiveram juntos, em mais um ato de reafirmação da unidade pela reeleição da petista em 2024. Na véspera, com os shows no sábado, Duque esteve com a ex-deputada federal e candidata a governadora nas últimas eleições, Marília Arraes. Um dos momentos mais registrados teve […]

Em parte da agenda neste domingo, Márcia Conrado e Luciano Duque estiveram juntos, em mais um ato de reafirmação da unidade pela reeleição da petista em 2024.

Na véspera, com os shows no sábado, Duque esteve com a ex-deputada federal e candidata a governadora nas últimas eleições, Marília Arraes.

Um dos momentos mais registrados teve Márcia e Duque ao lado da governadora Raquel Lyra, com o trio a cavalo participando do evento tradicional.

A unidade do grupo é enxergada como uma pá de cal para as pretensões da oposição que ainda esperava por um racha para uma disputa mais equilibrada. Ao contrário, a notícia que fechou a semana foi do ingresso de Pinheiro do São Miguel no apoio a Márcia, dizendo entretanto que mantém apoio a Sebastião, Waldemar Oliveira e Fabrizio Ferraz.

“Bolsonaro e sua família vão responder pelos crimes cometidos”, afirma Carlos Veras

O deputado federal Carlos Veras (PT), recém-eleito presidente estadual do partido, afirmou que a oposição tenta usar a CPMI do INSS como “palanque político” para desgastar o governo Lula, mas disse acreditar que a base governista seguirá com maioria no colegiado e poderá garantir uma investigação “séria e isenta”. A declaração foi dada em entrevista […]

O deputado federal Carlos Veras (PT), recém-eleito presidente estadual do partido, afirmou que a oposição tenta usar a CPMI do INSS como “palanque político” para desgastar o governo Lula, mas disse acreditar que a base governista seguirá com maioria no colegiado e poderá garantir uma investigação “séria e isenta”. A declaração foi dada em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha, nesta sexta-feira (22).

Segundo Veras, a perda do comando da CPMI pelo governo se deveu a “descuido de articulação” e a uma manobra da oposição que encerrou a votação antes da chegada de parlamentares aliados. Ele defendeu que a comissão não se limite ao embate político e sirva para apurar fraudes contra aposentados, devolvendo valores descontados indevidamente. 

“Tem que separar o joio do trigo. Entidades sérias precisam ser respeitadas, enquanto as fraudulentas devem ser punidas”, afirmou, lembrando a importância histórica do movimento sindical rural e denunciando perseguições a servidores que expuseram esquemas durante o governo Bolsonaro.

Veras também atacou a postura do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que classificou como “traidor da pátria” por, segundo ele, trabalhar contra os interesses do Brasil no exterior. “A população sabe quem defende a democracia. Bolsonaro e sua família vão responder pelos crimes cometidos”, disse.

Sobre 2026, Veras destacou que a prioridade do PT é a reeleição do presidente Lula e do senador Humberto Costa. Questionado sobre a pesquisa Genial/Quaest que aponta João Campos (PSB) com 55% das intenções de voto e Raquel Lyra (PSD) com 24%, ele evitou antecipar alianças e cobrou “gestos claros” das lideranças estaduais em apoio ao presidente. “Quem quer governar Pernambuco sabe que é melhor com Lula na Presidência. O prefeito João Campos já declarou apoio incondicional. Esperamos um gesto semelhante da governadora Raquel Lyra”, afirmou.

Veras ressaltou que o PT discutirá sua tática eleitoral apenas em 2026, ouvindo os partidos da federação (PV e PCdoB) e a militância. Ele defendeu ainda maior aproximação com a classe trabalhadora, como propôs o presidente nacional do PT, Edinho Silva. “Nossa pauta é a pauta do povo: redução da jornada de trabalho, isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, defesa dos motoboys e dos trabalhadores precarizados”, disse.

O deputado cumpre agenda em Brasília neste sábado (23) em reunião do diretório nacional do PT, mas retorna a Pernambuco para participar do congresso estadual do partido no domingo (24), no Clube do Sindsprev, no Recife. O evento reunirá cerca de 400 delegados e terá a presença do ex-ministro José Dirceu para debater a conjuntura política. Também acontecerá a posse de Carlos Veras como presidente estadual do PT.

Delegado Israel anuncia apoio a Zeca Cavalcanti

Ex-prefeito coloca apoio como “nome de peso” para seu projeto O pré-candidato a prefeito Zeca Cavalcanti anunciou um apoio de peso ao seu projeto: o ex-vice-prefeito Israel Rubis anunciou apoio à sua candidatura. “Na noite desta terça-feira (09.04) tive a alegria de receber uma liderança jovem, com serviços prestados e reconhecida pela população de Arcoverde, […]

Ex-prefeito coloca apoio como “nome de peso” para seu projeto

O pré-candidato a prefeito Zeca Cavalcanti anunciou um apoio de peso ao seu projeto: o ex-vice-prefeito Israel Rubis anunciou apoio à sua candidatura.

“Na noite desta terça-feira (09.04) tive a alegria de receber uma liderança jovem, com serviços prestados e reconhecida pela população de Arcoverde, para seguir ao nosso lado em 2024”, comemorou Zeca.

Pelo que o blog teve acesso, Israel não quis firmar compromissos com cargos ou disputar cargo eletivo. Sua proposta é participar e sugerir ações na área de segurança para Arcoverde.

Israel se disse decepcionado com a forma de tratamento que recebeu do gestor Wellington Maciel a pnto de renunciar ao cargo. Com a decisão, também não viu ambiente para estar no palanque de Madalena Britto. Outra questão é que ele não deixará a  carreira de delegado, pelo que foi apurado.

O apoio também é visto como uma contra ofensiva a Madalena, que anunciou o advogado e delegado da polícia civil Gilson Duarte Rosas Filho, popularmente conhecido por Gilsinho Duarte, como seu candidato a vice.

Boa notícia 2: multa da repatriação cai dia 1 na conta de Estados e Municípios

O repasse de recursos arrecadados com a multa cobrada para repatriação de bens mantidos por brasileiros ilegalmente no exterior a  Estados e Municípios ocorrerá no dia 1.° de janeiro de 2017. O direto foi garantido com a publicação da Medida Provisória (MP) 374/2016, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU),  na noite desta […]

Paulo Ziulkoski, da CNM
Paulo Ziulkoski, da CNM

O repasse de recursos arrecadados com a multa cobrada para repatriação de bens mantidos por brasileiros ilegalmente no exterior a  Estados e Municípios ocorrerá no dia 1.° de janeiro de 2017. O direto foi garantido com a publicação da Medida Provisória (MP) 374/2016, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU),  na noite desta segunda-feira, 19 de dezembro. O que  representa mais uma conquista do municipalismo brasileiro.

Para que os governo locais tivessem direito aos R$ 10,5 bilhões, do total de R$ 46 bilhões arrecadado pelo governo federal, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e o movimento municipalista percorreram um longo caminho. Por isso, seus representantes recebem com entusiasmo a notícia de publicação da MP, embora a verba só entre nos cofres municipais em pouco mais de 10 dias.

Instituído pela Lei 13.254/2016, o regime chamado de repatriação estabeleceu o pagamento de 15% a título de Imposto de Renda (IR) e 15% de multa sobre o montante a ser regularizado e trazido de volta para o país. O texto foi apresentado pelo governo, da então, presidente Dilma Rousseff com a justificativa de ser uma forma de ajuste fiscal e de receita para equilibrar as contas públicas.

a0284a3a-c95f-4e96-84cb-36fcd49b0f52Como iria precisar de apoio para aprovação do texto no Congresso Nacional, o governo comprometeu-se em partilhar os 30% arrecadados com os demais Entes, em forma de imposto e multa, por meio dos Fundos de Participação dos Estados e Municípios (FPE e FPM). A partir desse empenho, o movimento municipalista nacional, que representa os 5.568 Municípios, trabalhou pela a aprovação da matéria, que foi apreciada pelo Legislativo com os devidos compromissos assumidos.

A partir dessa garantia, a CNM apresentou aos prefeitos estimativas dos valores que poderiam receber, caso o montante previsto pelo governo fosse realmente conquistado, inicialmente R$ 70 bilhões no geral e R$ 21 bilhões de imposto e multa. Já mercado financeiro previu um valor mais otimista – em torno de R$ 273 bilhões.

Com base nesses números, a Confederação efetuou seus cálculos e mostrou aos gestores municipais os seguintes valores: caso a projeção do governo se confirmasse, R$ 21 bilhões seriam repassados aos cofres dos Entes, mas se a estimativa do mercado fosse alcançada o valor aumentaria para R$ 82 bilhões.