“Bolsonaro e sua família vão responder pelos crimes cometidos”, afirma Carlos Veras

O deputado federal Carlos Veras (PT), recém-eleito presidente estadual do partido, afirmou que a oposição tenta usar a CPMI do INSS como “palanque político” para desgastar o governo Lula, mas disse acreditar que a base governista seguirá com maioria no colegiado e poderá garantir uma investigação “séria e isenta”. A declaração foi dada em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha, nesta sexta-feira (22).
Segundo Veras, a perda do comando da CPMI pelo governo se deveu a “descuido de articulação” e a uma manobra da oposição que encerrou a votação antes da chegada de parlamentares aliados. Ele defendeu que a comissão não se limite ao embate político e sirva para apurar fraudes contra aposentados, devolvendo valores descontados indevidamente.
“Tem que separar o joio do trigo. Entidades sérias precisam ser respeitadas, enquanto as fraudulentas devem ser punidas”, afirmou, lembrando a importância histórica do movimento sindical rural e denunciando perseguições a servidores que expuseram esquemas durante o governo Bolsonaro.
Veras também atacou a postura do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que classificou como “traidor da pátria” por, segundo ele, trabalhar contra os interesses do Brasil no exterior. “A população sabe quem defende a democracia. Bolsonaro e sua família vão responder pelos crimes cometidos”, disse.
Sobre 2026, Veras destacou que a prioridade do PT é a reeleição do presidente Lula e do senador Humberto Costa. Questionado sobre a pesquisa Genial/Quaest que aponta João Campos (PSB) com 55% das intenções de voto e Raquel Lyra (PSD) com 24%, ele evitou antecipar alianças e cobrou “gestos claros” das lideranças estaduais em apoio ao presidente. “Quem quer governar Pernambuco sabe que é melhor com Lula na Presidência. O prefeito João Campos já declarou apoio incondicional. Esperamos um gesto semelhante da governadora Raquel Lyra”, afirmou.
Veras ressaltou que o PT discutirá sua tática eleitoral apenas em 2026, ouvindo os partidos da federação (PV e PCdoB) e a militância. Ele defendeu ainda maior aproximação com a classe trabalhadora, como propôs o presidente nacional do PT, Edinho Silva. “Nossa pauta é a pauta do povo: redução da jornada de trabalho, isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, defesa dos motoboys e dos trabalhadores precarizados”, disse.
O deputado cumpre agenda em Brasília neste sábado (23) em reunião do diretório nacional do PT, mas retorna a Pernambuco para participar do congresso estadual do partido no domingo (24), no Clube do Sindsprev, no Recife. O evento reunirá cerca de 400 delegados e terá a presença do ex-ministro José Dirceu para debater a conjuntura política. Também acontecerá a posse de Carlos Veras como presidente estadual do PT.




O sistema do Mães de Pernambuco, registrou, nesta terça-feira (9), a confirmação de dados de 50,1 mil mulheres – metade do total de beneficiárias que o programa vai atender –, o que representa um universo de 60,8 mil crianças alcançadas pela iniciativa. Compiladas pela Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), as informações foram coletadas durante a primeira quinzena de operação do programa, que vai pagar um auxílio mensal de R$ 300 para as 100 mil mulheres mais vulneráveis vivendo em Pernambuco. O primeiro pagamento do Mães de Pernambuco está previsto para 13 de maio, um dia após o Dia das Mães.
Após surgir a informação de que o vereador oposicionista Pinheiro do São Miguel estaria de volta ao grupo da prefeita Márcia Conrado e do ex-prefeito Luciano Duque, repercute a notícia de outro parlamentar prestes a deixar a oposição serra-talhadense.
A cia. teatral Primeiro Traço, que atua desde 1999, vai encenar o espetáculo da Paixão do Sertão – Uma Odisseia no Moxotó, nos próximos dias 6 e 7 de abril. 


















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