Sem renovar aluguel, Delegacia de São José do Egito vai fechar, diz Delegado
Por Nill Júnior
Em comunicado ao presidente da Câmara de Vereadores de São José do Egito, Antônio Andrade, o Delegado de Polícia Civil, Paulo Henrique Gil de Medeiros informou que as atividades da Delegacia serão transferidas para Afogados da Ingazeira.
Motivo? Não houve a renovação da locação da sede do imóvel, muito menos o aluguel de outro imóvel que abrigue a Delegacia.
“Os trabalhos da Polícia Judiciária dessa Circunscrição, como atendimentos, servidores, instalações, etecétera, serão transmitidos para a cidade de Afogados da Ingazeira, dia 17 de dezembro, até que haja deliberação ulterior”, diz o comunicado.
A sede funcionou por vários anos na Praça João Pequeno Seresteiro, no centro da Capital da Poesia.
O tema promete render: São José do Egito é a terceira maior cidade da região e uma das mais complexas no combate à criminalidade, por estar na fronteira com a Paraíba.
Outra informação que chegou ao blog é a de que o contrato não foi renovado porque o dono do imóvel alegou atrasos nos pagamentos do aluguel pelo Estado. Sem querer esperar mais, optou por não mais renovar.
A Prefeitura de Itapetim, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, anunciou a programação da Festa do Padroeiro São Vicente Férrer, que ocorrerá nos dias 2, 3, 4 e 5 de abril, no Distrito de São Vicente, reunindo fé, tradição e cultura. Todas as noites haverá celebração da Santa Missa, apresentações culturais e comidas […]
A Prefeitura de Itapetim, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, anunciou a programação da Festa do Padroeiro São Vicente Férrer, que ocorrerá nos dias 2, 3, 4 e 5 de abril, no Distrito de São Vicente, reunindo fé, tradição e cultura.
Todas as noites haverá celebração da Santa Missa, apresentações culturais e comidas típicas, proporcionando momentos de devoção e confraternização.
No dia 4 de abril, acontece a festa social, com shows de Gleydson Gavião, Banda Feras e Gamadões do Forró, em praça pública.
“A festa reafirma o compromisso do Governo Municipal com a valorização da cultura e das tradições itapetinenses, promovendo eventos que levem entretenimento e alegria à população, além de fomentar a economia do município”, destacou a assessoria de comunicação.
Sem alvoroço, os baldes vão sendo enfileirados. Um atrás do outro num silêncio tão incômodo quanto enganador. Confusão já houve muita. Ainda há. Já teve caso de ser preciso chamar a polícia para apartar a briga. Mas no começo daquela manhã de quarta-feira, a fila está comportada. As pessoas mal se falam. Vão chegando e […]
Sem alvoroço, os baldes vão sendo enfileirados. Um atrás do outro num silêncio tão incômodo quanto enganador. Confusão já houve muita. Ainda há. Já teve caso de ser preciso chamar a polícia para apartar a briga. Mas no começo daquela manhã de quarta-feira, a fila está comportada. As pessoas mal se falam. Vão chegando e esperando. Encostam suas vasilhas numa coreografia quase robotizada. É hora da humilhação de todo dia. De tentar juntar um resto de dignidade no balde vazio. Dessa vez, a caixa-d’água instalada na Rua Paulino Soares, em Itapetim, no Sertão do Estado, foi premiada. O moço do carro-pipa resolveu encher o reservatório todo. Coisa rara. Geralmente, abastecem só até a metade e vão embora. Talvez, por isso, o silêncio enganador. Naquele dia, de breve fartura, os baldes aguardavam pacientemente a sua vez.
Em Itapetim, o mato invadiu a barragem esturricada pela seca
Na Avenida Antônio Paes de Lira, no Alto da Boa Vista, município de Pedra, num Agreste tão seco e esturricado quanto o Sertão, não há calmaria. Nem aparente. Baldes nervosos, desesperados até, disputam instantes preciosos embaixo da torneira. Naquela manhã, completavam nove dias que a caixa-d’água instalada no meio da rua estava vazia. Nem uma gota d’água. No dia anterior, a dona de casa Silene Clemente da Silva, 39 anos, havia gasto os únicos R$ 40 que tinha para comprar água para os quatro filhos. Deixou vazio o botijão de gás para matar a sede. “Agora vou fazer o que para cozinhar?”, perguntava-se, entre uma e outra lata d’água na cabeça. Silene vive num regime de exceção. São mais de 100 mil pernambucanos que, iguais a ela, tiveram confiscado o direito a água encanada, pingando da torneira. Num Estado devastado pela seca, o Jornal do Commercio percorreu as oito cidades do Agreste e do Sertão que hoje dependem, exclusivamente, do carro-pipa para garantir a sobrevivência diária. No carimbo oficial, são os chamados “municípios em colapso”. Na vida real, uma nação em guerra por água.
Após três anos de estiagem, não é mais a vaca morta na estrada que impressiona. A maior parte do rebanho já havia sido dizimada em 2012, primeiro ano em que a chuva deixou de cair em Pernambuco. Lá atrás, o gado esquálido, abandonado para morrer à míngua, era uma imagem recorrente. E o homem do campo, com a colheita e os bichos perdidos, o mais sofredor. Agora é diferente. Já entrando no quarto ano de seca prolongada, as barragens deixaram de alimentar as torneiras das casas e nivelaram sítio e cidade numa mesma desolação. Muitas secaram completamente. Outras, como a de Jucazinho, localizada em Surubim, e que abastece cidades do Agreste, estão em nível crítico. Sem espaço para armazenar água, os moradores da área urbana sofrem até mais. Madrugam com baldes nas mãos à espera de um pouco de alento. Espreitam a sorte de ter água para lavar a roupa, a casa, os pratos. Tomar banho nem que seja uma vez só.
No Agreste, a reportagem visitou as cidades de Pedra, Venturosa, Poção, Jataúba e Alagoinha. Pelos caminhos do Sertão, andou por Itapetim, Brejinho e Triunfo. Foram 1.500 quilômetros para testemunhar o desespero diário pela água. A seca fez a desigualdade ficar ainda mais desigual: quem ainda tem dinheiro para comprar água vai enfrentando como pode. E quem não tem? A aposentada Sebastiana Gorete da Silva, 61, moradora de Alagoinha, já deixou de comprar comida para garantir água para a família. “Tenho seis filhos, cinco netos, criança ainda de colo em casa. A gente tem que escolher. Diminuir a feira, para sobrar algum dinheiro e poder limpar a casa e tomar banho”, conta. Não se gasta pouco. Dependendo do município, um carro-pipa, com sete mil litros, chega a custar R$ 200. O botijão com mil litros, R$ 20.
A saída encontrada pelo governo para matar a sede da população foi espalhar caixas-d’água pelas ruas das cidades. Em todas elas, os reservatórios azuis são a única fonte de quem não tem como pagar pela água que consome. Quando as caixas são abastecidas, não se sabe ao certo dia ou hora, crianças, adultos e velhos disputam balde a balde um pouco de esperança para levar para casa. No município de Pedra, João Guilherme mal consegue ficar em pé. Tem apenas 7 anos, mas já se incorporou ao exército sedento por água. Vai torto, balde para um lado, equilíbrio para o outro, carregando uma vasilha quase maior do que ele. A mãe, grávida de quatro meses, em nada pode ajudá-lo. O menino vai uma vez, vai outra. Consegue juntar pouco, mas é melhor do que nada. Em Itapetim, Maria do Socorro de Souza tem 75 anos e o corpo machucado pela vida. Vai carregar água escondida do filho. “Se ele souber que eu puxei esses baldes, reclama comigo. Mais tarde, vou ter que tomar remédio para dormir porque os ossos doem muito. Mas não tem outro jeito. Não tenho como comprar”, diz, resignada.
Quando a ajuda do governo não chega, o jeito é apelar para o céu. Na zona rural de Jataúba, Maria das Graças Teixeira, 38, tem uma cisterna no quintal. Mas o reservatório está praticamente vazio há um ano. A dona de casa, mãe de quatro filhos, correu atrás do Exército para conseguir um carro-pipa. Tentou uma vez, duas, três. Deixou pra lá. Vai se virando com o trocado do Bolsa Família. Mais sede do que vida. Ela nunca soube o que é água na torneira. “O que é isso? A gente aqui não tem direito a esses luxos, não, moça.” Sentada na cadeira de balanço, Maria das Graças espera por uma chuva que teima em não cair. “Tô esperando que Deus abra as portas do céu.”
O blog Folha do Sertão, denunciou, neste domingo (9), um clássico exemplo da má gestão do dinheiro público em Salgueiro. O blog destaca a Quadra Poliesportiva do Sítio Feijão (KM 16), em Salgueiro, demorou longos dez anos para ser construída. Foi inaugurada no mês passado mas não tem energia e nem água. Segundo o Folha […]
O blog Folha do Sertão, denunciou, neste domingo (9), um clássico exemplo da má gestão do dinheiro público em Salgueiro.
O blog destaca a Quadra Poliesportiva do Sítio Feijão (KM 16), em Salgueiro, demorou longos dez anos para ser construída. Foi inaugurada no mês passado mas não tem energia e nem água.
Segundo o Folha do Sertão, o projeto deste importante equipamento – cujos gastos não foram suficientemente divulgados (apenas na etapa final), teve o financiamento do governo federal, foi lançado durante o segundo mandato do atual prefeito Marcones Sá, passou mais quatro anos na gestão do ex-prefeito Clebel Cordeiro e foi concluído há um mês na metade da terceira gestão do atual prefeito.
No primeiro momento, uma placa oficial informava que a obra custaria R$421 mil. Na administração de Clebel Cordeiro (que também empancou) a Prefeitura e o Governo Federal não colocaram a placa obrigatória. No terceiro e último estágio, a atual gestão municipal colocou uma placa (foto) onde afirma que a conclusão da obra ficaria por R$733,479, 46.
Na solenidade da inauguração o prefeito disse que o projeto atingiu o montante de mais de R$ 1 milhão. Não foi apresentada a tradicional placa inaugural que se coloca no interior da obra, onde consta nome do administrador, custo, data, etc.
A quadra não conta com energia elétrica e os vestiários e banheiros não estão sendo utilizados porque o equipamento também não tem água.
Anexa à escola Torres Galvão, a quadra está com seus arredores tomados pelo mato, comprometendo a segurança/saúde das crianças e adolescentes que frequentam o equipamento, na medida que existe um ambiente próprio para a proliferação de cobras, insetos, etc.
O grupo de oposição em Tuparetama teve ato com os candidatos a Deputado Federal e Estadual André de Paula e Rodrigo Novaes. Houve carreata e motocada, com concentração no Comitê da Frente Popular na Vila Bom Jesus, que percorreu as principais ruas da cidade. O comício foi na residência do ex vereador Thiago Lima e […]
O grupo de oposição em Tuparetama teve ato com os candidatos a Deputado Federal e Estadual André de Paula e Rodrigo Novaes.
Houve carreata e motocada, com concentração no Comitê da Frente Popular na Vila Bom Jesus, que percorreu as principais ruas da cidade.
O comício foi na residência do ex vereador Thiago Lima e teve nomes como o ex-prefeito Dêva Pessoa, vereadores que dão sustentação à dupla e militância de vermelho, cor característica dos candidatos.
Deva aproveitou o ato e reforçou pedido para votação em sua chapa, que ainda tem os candidatos ao Senado Humberto e Jarbas, mais Paulo Câmara e Fernando Haddad.
Aos candidatos, pediu empenho para conseguir demandas antigas como a climatização da escola estadual Ernesto de Souza Leite e a construção de Biblioteca e Auditório da escola Cônego Olímpio Torres, além do Sistema de abastecimento da comunidade Redonda.
O Deputado Federal Danilo Cabral anunciou em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, a liberação de emendas para cidades da região do Pajeú. Para Carnaíba, Cabral anunciou a liberação de R$ 800 mi para custeio de atividades na área de saúde, destinados principalmente para o Hospital Zé Dantas, após solicitação do aliado Anchieta […]
O Deputado Federal Danilo Cabral anunciou em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, a liberação de emendas para cidades da região do Pajeú.
Para Carnaíba, Cabral anunciou a liberação de R$ 800 mi para custeio de atividades na área de saúde, destinados principalmente para o Hospital Zé Dantas, após solicitação do aliado Anchieta Patriota. Também serão R$ 205 mil para calçamento.
Já em relação a Flores, a liberação de recursos para saúde e mais R$ 700 mil para uma máquina perfuratriz para perfuração de poços no município, que tem área territorial enorme, após indicação do prefeito Marconi Santana.
Danilo também destacou recursos que serão destinados para Tuparetama via IPA e o aporte pactuado com o governador Paulo Câmara para aquisição de dessalinizadores e suporte às Adutoras do Pajeú e do Agreste. “Serão ao todo R$ 177 milhões liberados pela bancada”.
Danilo reconheceu que a dificuldade para os que assumem as prefeituras em janeiro é enorme, causa da romaria de gestores em busca de emendas em Brasília, e destacou a iniciativa de Pernambuco com o FEM para que gestores de municípios não sejam meros administradores de folha. Ele estará na Marcha dos Prefeitos, em novembro.
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