Seleção brasileira agora sem temor e com a confiança em alta

O adversário é outro. O estilo também. A Colômbia não é o Chile. E, por mais que o técnico Luiz Felipe Scolari tenha tentado não dar armas motivacionais ao adversário, o discurso lhe saía naturalmente. E o forçava até a, por vezes, consertar o tom. No fundo, há uma certeza que domina a comissão técnica da seleção antes do jogo desta sexta-feira, às 17h, no Estádio Castelão, em Fortaleza: de que o jeito de jogar da Colômbia torna o rival de hoje mais à feição do Brasil.
É clara a sensação de que a vitória está ao alcance. Até o tal compromisso marcado com o título, com a final da Copa, a “mão na taça”, voltou a aparecer no discurso.
Na coletiva, Felipão e Thiago Silva se exibiam muito mais leves do que na véspera do dramático duelo com o Chile. O temor que o jeito guerreiro dos chilenos causava deu lugar à expectativa de encontrar um rival técnico. E que, por isso, dê à seleção espaços para desenvolver seu jogo. Por ser mais leve e ofensiva, a Colômbia, na previsão de Felipão, colocará em xeque a defesa brasileira, mas permitirá que o Brasil crie chances.
Se a impressão é equivocada, só os 90 minutos dirão. Estará em jogo um lugar na semifinal da Copa do Mundo, ponto que o Brasil não atinge desde 2002.
As vezes, chegava a transparecer uma certeza de vitória. Talvez seja mais correto falar em uma marcante confiança. Óbvio que estava subentendido o “caso o Brasil vença”, mas Felipão, ao responder sobre a presença da psicóloga Regina Brandão, chegou a dizer que ela “vai voltar sábado ou domingo” a Teresópolis.



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