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Secretário Mário Amaral anuncia para 05 de janeiro ordem de serviço de construção de novos calçamentos em Tabira

Por Nill Júnior

Mario Amaral na cidade

Mesmo admitindo dificuldades, o Secretário de Obras da Prefeitura de Tabira Mário Amaral, se mostrou satisfeito com o volume de obras executadas em 2014. Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, Mário exaltou como principais ações a reforma do Hospital, a construção de calçamentos em 10 ruas, ampliação do número de PSFs e a melhoria na coleta de lixo.

Para 2015, Amaral informou que várias ruas serão beneficiadas com calçamentos e asfalto. A ordem de serviço deverá ser dada em cinco de janeiro. O secretário admitiu que o Prefeito Sebastião Dias foi infeliz durante a recente coletiva à imprensa quando esqueceu de relacionar todas as obras de sua Secretaria.

Outras Notícias

Arquiteto serra-talhadense projeta Rio Pajeú sem alagamentos e despoluído

O arquiteto e urbanista Ícaro Diniz afirmou ter uma proposta para revitalização do Rio Pajeú, com múltiplos benefícios para o desenvolvimento da cidade e região. “O foco do projeto gira em torno de abrir novamente o debate para o uso do rio em Serra Talhada, que tem sido exclusivamente para o descarte de resíduos sanitários”. A proposta […]

A esquerda, o Rio Pajeú tomando a cidade de Serra talhada. Ao lado, a projeção do arquiteto

O arquiteto e urbanista Ícaro Diniz afirmou ter uma proposta para revitalização do Rio Pajeú, com múltiplos benefícios para o desenvolvimento da cidade e região.

“O foco do projeto gira em torno de abrir novamente o debate para o uso do rio em Serra Talhada, que tem sido exclusivamente para o descarte de resíduos sanitários”. A proposta também é aplicável em outras cidades cortadas pelo Rio que da mesma forma o agridem de forma permanente.

A proposta de Ícaro envolve tratamento adequado para todo o esgoto da cidade que é derramado no rio, o que resultaria numa estação de tratamento de esgoto. Ainda revitalização do leito em virtude do assoreamento de décadas; reflorestamento da mata ciliar;  áreas de preservação ambiental nas margens do rio, urbanização adequada para as margens, planejamento urbano para o desenvolvimento da cidade e consequentemente o rio voltaria a ser usado para o lazer da população.

“O debate sobre os benefícios são infinitos e teriam que haver o compromisso entre todas as cidades que o margeiam. Um pacto para que uma cidade fosse a fiscal da outra seria inevitável, pois o que se derrama no rio em Afogados da Ingazeira chega a Serra Talhada”.

Ele mostrou arquivos além de um texto proposta. A primeira foto foi tirada pela Fotografa Taciana Souza, e a imagem da proposta foi elaboração dele, com técnicas de edição. “Dezenas de famílias e pequenos comerciantes da feira livre da cidade perderam tudo que tinham”, lamentou. Veja clicando aqui a apresentação do projeto.

Serra: Márcio Oliveira anuncia que não disputará mandato em 2024

Sem poder mais ser candidato a vice, Márcio Oliveira anunciou em sua rede social que, após quase 16 anos de vida publica não disputará cargo eletivo nas próximas eleições. Ele só poderia ser candidato a prefeito ou a vereador. Foram quatro disputas eleitorais: duas de vereador e duas de vice-prefeito. “Venho comunicar a minha não […]

Sem poder mais ser candidato a vice, Márcio Oliveira anunciou em sua rede social que, após quase 16 anos de vida publica não disputará cargo eletivo nas próximas eleições.

Ele só poderia ser candidato a prefeito ou a vereador. Foram quatro disputas eleitorais: duas de vereador e duas de vice-prefeito.

“Venho comunicar a minha não disputa nas próximas eleições. Já havia conversado com a prefeita Márcia Conrado há alguns meses e estava esperando o momento mais oportuno para a comunicação. Minha decisão deve-se a não ter mais interesse em disputar uma eleição proporcional e, também, meu compromisso em apoiar a reeleição da prefeita Márcia Conrado”, disse.

“Agradeço a Prefeita Márcia Conrado e ao ex-Prefeito e Deputado Estadual Luciano Duque pelas possibilidades que me permitiram. E, também, ao ex-Deputado Sebastiao Oliveira pela contribuição nas duas eleições a vereador”.

Ele se comprometeu a continuar lutando por Serra. “Fiz isso antes de ser um detentor de mandato e, acredito, possa continuar fazendo mesmo sem mandato. Não disputarei as eleições de 2024, seja para qual cargo for. Continuarei me preparando, como sempre fiz, para, em um futuro, ter a possibilidade de voltar a ocupar um cargo político na nossa cidade”.

Arcoverde abre vacinação contra a Covid-19 para crianças a partir dos 6 anos sem comorbidades

Nesta quarta-feira (9), a Secretaria de Saúde de Arcoverde e o PNI Municipal estarão ampliando a vacinação contra a Covid-19 para crianças de 6 anos ou mais, sem comorbidades.   As imunizações ficam disponíveis nas unidades de saúde de cada bairro, dentro do horário normal de funcionamento. “É mais um avanço que possibilitamos para o público […]

Nesta quarta-feira (9), a Secretaria de Saúde de Arcoverde e o PNI Municipal estarão ampliando a vacinação contra a Covid-19 para crianças de 6 anos ou mais, sem comorbidades.  

As imunizações ficam disponíveis nas unidades de saúde de cada bairro, dentro do horário normal de funcionamento.

“É mais um avanço que possibilitamos para o público infantil neste primeiro semestre de 2022, favorecendo que faixas etárias a partir dos 06 anos iniciem o processo de imunização e assim também colaborem com o município, na luta contra a pandemia”, ressaltou a coordenadora do PNI Municipal, Cláudia Cunha.

Como documentos necessários das crianças, os pais ou responsáveis legais devem levar com elas o Cartão do SUS, Cartão de Vacina, Certidão de Nascimento, RG (de pais ou responsáveis). Em casos de dúvidas, o PNI Municipal está à disposição da população pelo telefone: 3821-0806.

Márcia Conrado amplia protagonismo, desafios, e tem que lidar com jogo baixo em Serra Talhada

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, tem no terceiro ano de sua gestão um grande desafio: gerir paralelamente uma das cidades mais desafiadoras do Nordeste e conciliar a função com a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco, AMUPE. O maior desafio nem é o gerencial, já que com uma assessoria bem montada e com […]

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, tem no terceiro ano de sua gestão um grande desafio: gerir paralelamente uma das cidades mais desafiadoras do Nordeste e conciliar a função com a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco, AMUPE.

O maior desafio nem é o gerencial, já que com uma assessoria bem montada e com bons conselheiros, como o próprio Deputado José Patriota, vai conseguir dominar o funcionamento da instituição. Será uma provação logística. Serra Talhada fica, tal qual Afogados da Ingazeira, a uma considerável distância de Recife. Patriota tinha uma agenda insana. Vivia nas estradas. Márcia vai ter que adaptar sua agenda à essa nova realidade.

Outra certeza é que a prefeita também vai ter que aprender a responder ao jogo baixo de setores da oposição, que já começou. Ontem, o empresário Faeca Melo foi a única voz da contramão do bom senso. Dizer que a chegada de Márcia à AMUPE não favorece Serra Talhada explica o lugar que ocupa na atual política da Capital do Xaxado. Patriota por exemplo, usou muito a influência na AMUPE para estreitar laços e, cumprida a missão institucional, angariar recursos para Afogados da Ingazeira.

Aliás, nem os principais e reais adversários políticos, como Sebastião Oliveira se atreveram a questioná-la. Até o PT local, que vinha em rota de colisão contra a gestora, teve um gesto e fez o óbvio: elogiou a indicação da prefeita para uma função de tamanho destaque. Márcia foi manchete ontem em toda a imprensa pernambucana, levando Serra Talhada junto.

Claro, ela que escolheu mais esse fardo para carregar e sabe das consequências caso a gestão desande. A todo momento será invocada pela população sua decisão, caso as demandas desse ano exponham erros gerenciais. Mas no calor da posse invocar esse mantra é má vontade e oportunismo político, encontrado apenas no baixo clero. A população e os políticos terão todo direito de, dada uma carta temporal de confiança, cobrá-la, fiscalizar, expor gastos inadequados quando surgirem, questionar. Mas não agora. Até na política e na gestão, vale Eclesiastes: tudo tem seu tempo…

Um país sem ciência é refém de um presente medíocre e de um futuro sem perspectivas

Foto: Louis Reed / Unsplash Por Mercedes Bustamante* Em 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi devastado por um grande incêndio que consumiu, de forma irrecuperável, a maior parte de um acervo inestimável.  O museu, fundado em 1818, é a instituição científica mais antiga do país e uma das […]

Foto: Louis Reed / Unsplash

Por Mercedes Bustamante*

Em 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi devastado por um grande incêndio que consumiu, de forma irrecuperável, a maior parte de um acervo inestimável. 

O museu, fundado em 1818, é a instituição científica mais antiga do país e uma das mais importantes do mundo. Além da perda da memória e de conhecimentos únicos, especialmente sobre a América Latina, a devastação no Museu Nacional comprometeu a geração de novos conhecimentos por meio da ciência.

A ciência é a prática que nos fornece as explicações mais confiáveis sobre a natureza, nós mesmos, nossas sociedades, nossas construções físicas e de pensamento por meio das variadas áreas do conhecimento. 

As ações e inações que ao longo de anos deterioraram as condições do Museu Nacional até o trágico 2 de setembro de 2018 se repetem em instituições científicas país afora e se acentuaram nos últimos três anos. 

O desprezo pela educação e pela ciência nas esferas do poder federal, ancorado por discursos falaciosos e má gestão, foi demonstrado de forma cabal na solicitação do Ministério da Economia ao Senado Federal que resultou em novo corte de recursos para a ciência brasileira.

O setor já estava debilitado por manobras anteriores que impediram acesso aos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os recursos do FNDCT, cuja destinação é claríssima pelo próprio nome do Fundo, garantiriam a sobrevida de projetos e programas de pesquisa e inovação, em particular o Edital Universal do CNPq que sustenta todos os níveis do Sistema de Ciência e Tecnologia. 

Se o incêndio do Museu Nacional consumiu nossa memória, a manobra do Ministério da Economia, encampada pelo Senado, consome as nossas possibilidades de construir um país com base numa economia do conhecimento.

Impossível avaliar a degradação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia sem também mencionar o desmonte da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação vinculada ao Ministério da Educação e responsável pela avaliação e fomento aos Programas de Pós-graduação no Brasil. 

A maior parte da pesquisa científica no país é conduzida em universidades públicas e no âmbito de programas de pós-graduação por pesquisadores e alunos de mestrado e doutorado.

A CAPES tem sido instrumental para a expansão e consolidação da formação em nível de pós-graduação. No entanto, seus programas de bolsas de estudo e pesquisa, que permitem a dedicação desses jovens pesquisadores, padecem de restrições crescentes de recursos e os valores das bolsas encontram-se defasados pela ausência de reajustes recentes. 

As inúmeras mudanças na gestão, com dirigentes cada vez menos capacitados para suas funções, têm gerado instabilidades e controvérsias que lançam incertezas sobre a sustentação dos programas de pós-graduação.

O estudo histórico do sucesso moderno da pesquisa tem mostrado repetidamente que o conhecimento básico, a tecnologia e a inovação estão intensamente conectados formando um único e coeso tecido. Ademais, avanços científicos e tecnológicos emergem do conhecimento resultante de investimentos e contribuições de muitos grupos de pesquisa ao longo de anos.

Por seu caráter sistêmico, os grandes desafios do Brasil no plano nacional e internacional só poderão ser enfrentados a partir de um investimento consistente e previsível em ciência e na formação de recursos humanos com conhecimentos, habilidades e ferramentas necessários para lidar com questões complexas que envolvem dimensões sociais, econômicas e ambientais. 

Não se trata somente de compartilhar os produtos da ciência, mas também os seus valores como o raciocínio crítico, a resiliência diante da incerteza e o apreço pelo conhecimento.

A atuação míope do Ministério da Economia ao propor o corte das verbas suplementares para a ciência brasileira, e a falta de interesse ou avaliação profunda por parte do Senado Federal das consequências nefastas desse corte, tornam o país refém de um presente medíocre e de um futuro sem perspectivas.

*Mercedes Bustamante é pesquisadora da UnB e membro da Coalizão Ciência e Sociedade. O artigo é endossado pela Coalizão Ciência e Sociedade