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“Se for para fazer passeata, que seja em prol das vacinas”, diz comerciante

Por André Luis

Por André Luis

A empresária e comerciante em Afogados da Ingazeira, Jacitara Nascimento, criticou, durante entrevista ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú nesta sexta-feira (19), a possibilidade de uma passeata em protesto ao fechamento de alguns comércios na cidade, devido ao Decreto Estadual, que tenta frear a curva de contaminação em todo o estado de Pernambuco, que tem oscilado entre 90% e 97% a ocupação de leitos de UTI na rede pública.

“Eu sei que o pessoal da CDL, a quem eu sou muito grata… Sei que muitos podem estar me criticando. Agora, fazer uma passeata… pode fazer uma passeata, mas em prol das vacinas, se não, não tem jeito. Então vocês guerreiros da CDL que estão aí lutando, mas vamos gritar pela vacina primeiro, se não… Não existe economia saudável com pessoas doentes. Deus queira que o próximo a morrer não seja você, não seja eu. Porque estamos num barco sem rumo. Não vamos ver direita nem esquerda. Vamos ver simplesmente vidas. O meu comércio é essencial, o seu também. Toda vida é essencial”, destacou Jacitara. 

Ela também criticou o decreto do Governo do Estado, que segundo ela pune somente algumas atividades econômicas e não tem o efeito combativo contra a pandemia como se deseja.

A empresária ainda criticou boa parte dos políticos brasileiros, que fecharam os olhos para o que a ciência vem alertando desde o início da pandemia.

“A ciência grita, clama desde o começo desta pandemia e uma boa parte dos políticos decidiram desconsiderá-la. Eu me recordo muito bem que na época das eleições a ciência dizia: ‘não faça eleição vamos botar isso mais para frente’. Olha o preço aí”, desabafou. 

Jacitara, que tem filhos médicos, alguns atuando inclusive, na linha frente, fez um relato pessoal, que corrobora com o que as autoridades de saúde já vêm alertando ha algum tempo, que é o risco da falta de leitos de UTI: “estava fazendo um tratamento em Recife e o meu filho disse ‘mãe, vai te embora pro interior te tranca lá, porque se a senhora ou painho adoecer, mesmo nós como médicos, não temos onde botar vocês, seja no particular, ou seja, no público’. Veja a situação em que chegamos”, alertou.

A comerciante também criticou a falta de políticas públicas para salvaguardar pessoas e empresas por conta da paralisação das atividades econômicas. Para ela, além de um auxílio que permita ao trabalhador se alimentar, é necessário incentivos, que minimizem os prejuízos sofridos pelas atividades econômicas. “Linha de crédito com juros altíssimos não é incentivo. Se pega o empréstimo, mas depois tem que pagar com juros e se quando chegar a hora de pagar a atividade ainda não tiver se recuperado, como faz?” questionou.

“A que ponto nós chegamos. Quem mais vai morrer! Não existe outro remédio sem ser a vacina. Pode fazer quantos lockdown’s quiserem, se não houver vacina em massa não adianta. Não existe economia saudável com o povo doente”, destacou. 

“O que vamos fazer? Vamos demitir todo mundo? Vai fechar as portas? A economia está numa situação muito séria. E, porque tudo isso gente? Devido ao negacionismo. Porque não fizemos a tarefa de casa. Temos que gritar, que queremos vacina urgente! ‘Mas espera aí, tem a eleição, depois a gente grita’. Certo estão gritando agora. Olha o caos que nos chegamos”, pontuou Jacitara, criticando a realização das eleições municipais de 2020.

Outras Notícias

Desmatamento da Caatinga: 25 caminhões por semana deixam região com madeira, diz levantamento

  Nesta sexta (05), Dia Mundial de Meio Ambiente será lembrado como dia de luta em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú. O Grupo de Trabalho Fé e Política organiza um debate com representantes do governo e sociedade civil para discutir sobre o desmatamento da caatinga na região. O evento começa às 8h30, no Cineteatro […]

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Nesta sexta (05), Dia Mundial de Meio Ambiente será lembrado como dia de luta em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú. O Grupo de Trabalho Fé e Política organiza um debate com representantes do governo e sociedade civil para discutir sobre o desmatamento da caatinga na região. O evento começa às 8h30, no Cineteatro São José, em Afogados da Ingazeira.

O Grupo de Trabalho é formado por organizações não governamentais e movimentos sociais na luta pela preservação e conservação da caatinga na região do Pajeú. No início do ano as organizações visibilizaram graves denúncias a respeito da retirada ilegal de madeiras de plantas nativas para a comercialização na Região. Em alguns casos, chegam a carregar 25 caminhões por semana.

“A ideia é que esse seja um momento de ter uma resposta das autoridades sobre essas denúncias para que diminua e acabe com as violações ambientais”, relata Dora Santos, presidenta do Sindicato dos/as Trabalhadores/as Rurais de Afogados da Ingazeira. Para a mesa de debate, foram convidados representantes do governo, da universidade e dos movimentos sociais. Neste mesmo dia será lançada uma cartilha para sensibilizar escolas, agricultores e agricultoras, como também a sociedade para a preservação do meio ambiente.

Na ocasião, a Casa da Mulher do Nordeste, que integra o grupo de trabalho, estará com a distribuição de 100 mudas produzidas por mulheres do Projeto Mulheres na Caatinga, que envolve cerca de 210 agricultoras da região na preservação do Bioma Caatinga. O projeto conta com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Inocêncio Oliveira faz discurso de despedida na Câmara Federal

do JC Online O deputado federal pernambucano Inocêncio Oliveira (PR) surpreendeu, na última quinta-feira (27), ao usar o plenário da Câmara Federal para fazer um discurso em tom de despedida. O caso poderia até ser considerado normal, já que Inocêncio está deixando o cargo público após dez mandatos consecutivos – ele não se candidatou em […]

inocencio

do JC Online

O deputado federal pernambucano Inocêncio Oliveira (PR) surpreendeu, na última quinta-feira (27), ao usar o plenário da Câmara Federal para fazer um discurso em tom de despedida. O caso poderia até ser considerado normal, já que Inocêncio está deixando o cargo público após dez mandatos consecutivos – ele não se candidatou em 2014. O fato é que ele discursou não se despedindo da câmara, mas se despedindo da vida. Inocêncio afirmou que, “em um futuro muito próximo, estará deixando a terra para ir para o céu, encontrar com familiares”.

Inocêncio Oliveira tem um problema sério nas articulações. Médico e natural de Serra Talhada, conquistou o primeiro mandato em 1975, pela Arena, quando deixou o cargo de cirurgião chefe do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife. Em fevereiro de 1993 chegou à presidência da Câmara, cargo que ocupou até 1995.

Em 1980 Inocêncio se filiou ao PDS. Em 1985, durante o processo de redemocratização, filiou-se ao PFL, atual DEM, onde permaneceu durante a maior parte de sua carreira. Em 2005 filiou-se ao PL (hoje Partido da República).

Durante o governo do presidente Itamar Franco assumiu a presidência da República, como substituto constitucional, por nove vezes entre os anos 1993 a 1994, porque era presidente da Câmara Federal e substituto imediato do presidente, uma vez que o cargo de vice-presidente da república estava vago desde o afastamento de Fernando Collor de Mello e a posse de Itamar Franco na presidência.

Armando visita Petrolina e reúne-se com lideranças da região

Agenda segue hoje e amanhã nos sertões Central e do Pajeú O senador Armando Monteiro (PTB-PE) visitou o município de Petrolina, no Sertão do São Francisco, nesta quarta-feira (19), e participou de diversas reuniões com importantes lideranças políticas da região. Nos encontros, o petebista ouviu as demandas da localidade, discutiu projetos estruturadores para a cidade […]

Agenda segue hoje e amanhã nos sertões Central e do Pajeú

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) visitou o município de Petrolina, no Sertão do São Francisco, nesta quarta-feira (19), e participou de diversas reuniões com importantes lideranças políticas da região. Nos encontros, o petebista ouviu as demandas da localidade, discutiu projetos estruturadores para a cidade e se dispôs em colaborar para levar ações que auxiliem o desenvolvimento da cidade.

Na passagem por Petrolina, Armando participou de um almoço oferecido pelo deputado federal e ex-candidato a prefeito de Petrolina, Adalberto Cavalcanti (PTB). O petebista também reuniu-se com o prefeito Miguel Coelho (PSB). O encontro teve a presença do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Juntos, Armando, Miguel e Fernando trataram de projetos voltados para o fortalecimento do turismo e do esporte no município sertanejo, bem como fizeram uma análise da conjuntura nacional. Na ocasião, Armando prontificou-se em ajudar a gestão municipal com recursos através de emendas.

No mesmo dia, Armando Monteiro foi ao encontro do deputado estadual Odacy Amorim (PT), ex-candidato a prefeito de Petrolina. No diálogo, os parlamentares fizeram uma análise da situação de Pernambuco. Encerrando o dia, o petebista participou de um jantar com o ex-prefeito Julio Lossio (PMDB). Armando e Lossio trocaram impressões sobre o cenário político nacional e avaliaram a crise institucional que o Brasil enfrenta.

“Sempre andei por Pernambuco, mantendo contato com diversas lideranças políticas de nosso Estado. Essa visita é uma oportunidade de renovar os contatos, conversar sobre os problemas enfrentados pela região e município e verificar as suas prioridades. Como senador, sempre tenho muita satisfação de interagir com todas as lideranças, no intuito de colocar o nosso mandato à disposição para ajudar”, afirmou Armando Monteiro.

Os deputados federais Silvio Costa (Avante) e os estaduais Augusto César (PTB) e José Humberto Cavalcanti – presidente estadual do PTB – integraram à comitiva do senador Armando Monteiro ao Sertão.

MAIS VISITAS – O giro pelo Sertão continua nesta quinta (20) e sexta (21). Nesses dois dias, o senador Armando Monteiro fará visitas a lideranças políticas de sete municípios, passando pelos sertões Central e Pajeú.

Enquanto Luciano Torres comemora, Djalma Alves cobra ações do Estado

O Debate das Dez ouviu realidades diferentes dos gestores socialistas Luciano Torres e Djalma Alves. Enquanto o prefeito de Ingazeira comemora as ações anunciadas pelo governador na vinda semana passada à região, Djalma questiona a falta de um pacote de ações para o município. Luciano Torres foi só gratidão ao governador Paulo Câmara. O governador […]

O Debate das Dez ouviu realidades diferentes dos gestores socialistas Luciano Torres e Djalma Alves.

Enquanto o prefeito de Ingazeira comemora as ações anunciadas pelo governador na vinda semana passada à região, Djalma questiona a falta de um pacote de ações para o município.

Luciano Torres foi só gratidão ao governador Paulo Câmara. O governador assinou a Ordem de Serviço da PE-283, a “Estrada do 49”, entre Ingazeira e Tuparetama, ligando os município à PE 275. São 15 quilômetros de nova pavimentação asfáltica. Importante, o governador autorizou o projeto, primeiro passo para a execução da obra. A notícia foi comemorada pelo prefeito Luciano Torres.

“Ele até brincou dizendo que autorizaria também a PE de Jabitacá para um irmão não ficar com raiva do outro”, disse, referência ao prefeito de Iguaracy, seu irmão, Zeinha Torres.  O prefeito participou de praticamente toda a agenda como Presidente do Cimpajeú.

Já Djalma  questionou a demora na execução de um projeto que melhore o trevo de Riacho do Gado que dá acesso ao município. “Já tive audiência com Fernandha Batista acompanhado de Clodoldo Magalhães”, afirmou.

Djalma disse ter entregue nas mãos do governador o pedido para tapa buracos na PE entre Solidão e Tabira. Também quer a melhoria do portal de entrada de Solidão. “Queremos melhorar o portal. Criar um ponto de apoio. Entregamos um projeto à Secretaria de Turismo, via Rodrigo Novaes”.

Djalma foi sincerão. “Estamos sentindo a falta da presença maciça do estado. Sou aliado mas tenho que responder ao povo. Na rodovia mesmo, passamos três anos pedindo. Atenderam e precisamos de novo”, desabafou.

Debate sobre recesso em Serra vai para novembro

Projeto seria colocado em votação sem garantia de aprovação, para surpresa de Marcos Oliveira Após interrupção da sessão ordinária para uma acalorada reunião interna, a Câmara de Serra Talhada decidiu não colocar em votação a emenda que reduziria o recesso parlamentar para 30 dias no ano, autoria de Marcos Oliveira. Também não seria analisada a […]

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Projeto seria colocado em votação sem garantia de aprovação, para surpresa de Marcos Oliveira

Após interrupção da sessão ordinária para uma acalorada reunião interna, a Câmara de Serra Talhada decidiu não colocar em votação a emenda que reduziria o recesso parlamentar para 30 dias no ano, autoria de Marcos Oliveira. Também não seria analisada a “emenda da emenda”, de Nailson Gomes, que reduz para quinze dias o recesso no meio do ano. O anúncio foi feito pelo presidente Agenor Melo.

Na verdade, Marcos solicitou a retirada da pauta do dia pois disse ter sido pego de surpresa ao saber que o projeto seria votado. “Fiquei surpreso quando soube que a emenda seria votada hoje. Foi dito que entraria em votação no dia 15 de setembro”, reclamou.

Autor da emenda, que reduz de 30 para 15 dias o recesso do meio do ano, Nailson Gomes (PSC) manteve a posição de que não estava legislando em causa própria. “É um projeto que não muda em nada o trabalho do vereador”, disse. Sinézio Rodrigues afirmou que a Câmara comprou um desgaste desnecessário com a decisão. “Esta Casa poderia ter discutido sem ter colocado em cheque a sua imagem”, reclamou. A sessão é transmitida ao vio por uma emissora local, a Líder FM.