Amanda Almeida, Natália Portinari e Bruno Góes – O Globo
Cobrado por parlamentares a nomear apadrinhados para órgãos federais em troca de apoio , o governo Bolsonaro mantém, quase quatro meses após assumir o comando do país, indicados de caciques longevos na política em cargos comissionados nos estados.
Apelidados nos corredores do Congresso como “esqueceram de mim”, afilhados de antigas lideranças como Eunício Oliveira (MDB-CE), Romero Jucá (MDB-RR), José Sarney (MDB-AL) e Garibaldi Alves (MDB-RN) permanecem em chefias regionais de órgãos federais.Parte superior do formulário
Essa sobrevida tem frustrado parlamentares rivais desses grupos, que, ao ver os caciques derrotados nas últimas eleições, criaram expectativas de assumir postos do Executivo federal nos estados. Nos últimos dias, integrantes da equipe do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) têm afirmado que há vários nomes em “estágio avançado” de avaliação.
A nova promessa é que as nomeações indicadas por parlamentares comecem a sair no início do mês que vem. Sobre os indicados por antigos políticos, pessoas próximas a Onyx dizem que “afilhados de presidentes de partido serão considerados com carinho”. Jucá é o atual presidente do MDB.
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), acatou liminar impetrada pela defesa do candidato a prefeito de Petrolina, deputado estadual Odacy Amorim (PT), acabando de vez com as dúvidas sobre a elegibilidade do parlamentar para a disputa eleitoral desse ano. A defesa de Odacy solicitou alteração da Decisão exarada no Processo nº 0705402-6, […]
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), acatou liminar impetrada pela defesa do candidato a prefeito de Petrolina, deputado estadual Odacy Amorim (PT), acabando de vez com as dúvidas sobre a elegibilidade do parlamentar para a disputa eleitoral desse ano.
A defesa de Odacy solicitou alteração da Decisão exarada no Processo nº 0705402-6, pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, referente à auditoria especial, exercício 2001, que julgou irregulares as suas contas. O principal motivo, uso de combustível sem devida comprovação, quando era vereador da Casa. A defesa argumentou que a Corte de Contas impõe que a Administração deve utilizar formulário específico de requisição para gastos com combustíveis.
“Mas isso viria a ser uma exigência do TCE/PE e, não um imperativo normativo. No presente caso, houve sim o atendimento do art. 63, da Lei Federal nº 4.320/64, pois o valor utilizado em combustível em 2001, foi de R$ 13.669,68 (Treze mil, seiscentos e sessenta e nove Reais e sessenta e oito centavos) ao ano, o que gira em torno de R$ 1.139,14 (hum mil, cento e trinta e nove Reais e quatorze centavos) ao mês. Frisando que, à época, o suplicante residia no distrito de Rajada, localizado a cerca de 70 km (setenta quilômetros) do centro de Petrolina. Também acrescentou que a prerrogativa de autorização era do Presidente, não dele.
A decisão do TCE define que, se verifica a existência do perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que o prazo para registro dos candidatos se encontra próximo, e, a não concessão da tutela pode ensejar no perecimento definitivo do direito do autor.
Por outro lado, apresenta-se neste momento processual o requisito “probabilidade do direito do autor”, vez que na peça inicial os fundamentos ali colocados podem ser acolhidos numa decisão que passe em julgado mais tarde. Ao final, declarou suspensos os efeitos da Decisão TCE nº 0705402-6 até o trânsito em julgado desta Ação ou qualquer ato judicial expressamente revogatório desta decisão.
O 5° Seminário Regional de Promoção e Defesa da Cidadania, promovido na Alepe pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), foi encerrado, na tarde desta quinta (3), com a apresentação dos relatórios produzidos em cada um dos debates temáticos da manhã. Juntos, os três grupos de trabalho (GTs) – Segurança Pública, Violência contra […]
O 5° Seminário Regional de Promoção e Defesa da Cidadania, promovido na Alepe pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), foi encerrado, na tarde desta quinta (3), com a apresentação dos relatórios produzidos em cada um dos debates temáticos da manhã. Juntos, os três grupos de trabalho (GTs) – Segurança Pública, Violência contra Mulher e Suicídio e Automutilação – produziram 47 propostas, as quais serão reunidas às outras 125 contribuições já recolhidas pela entidade nos seminários promovidos nas regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o presidente da Unale, deputado Kennedy Nunes (PSD-SC), esse conjunto de considerações – construído com a contribuição de especialistas, agentes públicos e sociedade civil organizada – será apresentado na Conferência Nacional da entidade, em novembro. Em seguida, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficará responsável por organizar os dados regionais em um documento único. “As realidades do Nordeste não são iguais às do Norte, por exemplo, ou do Sul, do Centro-Oeste. Então, esse trabalho de regionalização vai dar riqueza e eficiência ao plano nacional que vamos entregar ao Governo Federal”, avaliou.
Coordenador do seminário no Nordeste, o deputado Diogo Moraes (PSB-PE) ressaltou que os temas escolhidos para debate foram aqueles que mais têm interferido na vida das pessoas. O parlamentar relatou as propostas do GT sobre suicídio e automutilação. “Uma das sugestões é a inclusão de psicólogos e assistentes sociais na rede pública de ensino. Esses profissionais são capacitados a perceber os sinais emitidos por jovens que estejam sofrendo de depressão ou algum transtorno mental. Nosso foco precisa ser a prevenção”, alegou.
Representante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a secretária Angela Gandra falou sobre as campanhas e ações desenvolvidas pela pasta para enfrentar o aumento dos números de suicídios, especialmente entre os jovens. “É importante estimularmos as pessoas a olharem umas para as outras. A família deve ser protagonista na percepção dos sintomas de um futuro suicida, mas ela precisa contar com o apoio da escola, dos colegas de trabalho e de amigos”, defendeu.
Já o GT de Segurança Pública apresentou seis proposituras. Entre elas, uma maior articulação de governos e instituições, além do descontingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. “A iniciativa da Unale permitiu a ampliação dos debates que são realizados isoladamente em cada Estado. Foi um grande aprendizado”, opinou o relator desse grupo de trabalho, deputado Ricardo Barbosa (PSB-PB).
“Precisamos trabalhar para aumentar as verbas destinadas às políticas em defesa das mulheres. O orçamento curto de muitas das secretarias estaduais não permite que as ações planejadas sejam realmente efetivadas”, pontuou a deputada Camila Toscano (PSDB-PB), relatora do GT sobre Violência contra a Mulher. O grupo também indicou a necessidade de o Poder Público reservar às mulheres vagas em cursos profissionalizantes e em programas habitacionais.
Presidente da Alepe, o deputado Eriberto Medeiros (PP-PE) destacou, na abertura dos trabalhos, a importância de Pernambuco sediar o último dos encontros organizados nas cinco regiões do País. “No Nordeste, o fato de Pernambuco ter sido escolhido pela Unale, que é uma entidade que representa mais de mil deputados estaduais de todo o Brasil, vem se somar àquele trabalho que a Casa já vem desempenhando, de humanização e aproximação da sociedade”, disse.
Unale – A União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais é uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que congrega os 1.059 deputados estaduais do Brasil. A entidade tem a missão de assumir a defesa dos interesses estaduais coletivos, divulgar as ações legislativas, buscar parcerias para aperfeiçoamento e qualificação, difundir a importância do Legislativo estadual na democracia e promover o debate de grandes temas de interesse do País.
Em resposta à algumas matérias publicadas em determinados veículos de imprensa de Serra Talhada nesta quarta-feira (25), questionando a participação de vereadores serra-talhadenses na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a Presidência da Câmara de Vereadores de Serra Talhada-PE sente-se na obrigação de esclarecer alguns pontos a fim de estabelecer a verdade dos […]
Em resposta à algumas matérias publicadas em determinados veículos de imprensa de Serra Talhada nesta quarta-feira (25), questionando a participação de vereadores serra-talhadenses na XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a Presidência da Câmara de Vereadores de Serra Talhada-PE sente-se na obrigação de esclarecer alguns pontos a fim de estabelecer a verdade dos fatos.
Inicialmente, vimos esclarecer que diferente do que foi informado por dois veículos de imprensa, a marcha que está acontecendo em Brasília não se restringe à “marcha dos prefeitos” como anunciado, mas sim da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional de Municípios – CNM, onde vários dos temas em debates englobam as atribuições do legislativo.
A Marcha é uma mobilização democrática, realizada anualmente desde 1998, e se tornou o maior evento político do Brasil, contanto com a presença de mais de 8 mil participantes, dentre eles: prefeitos, secretários municipais, vereadores, senadores, governadores, parlamentares estaduais e federais, ministros e presidentes da República, com vista a discutir as problemáticas dos municípios e as necessidades de repactuação de políticas públicas voltadas para os municípios.
Diante desse quadro, a Câmara Municipal de Vereadores de Serra Talhada (CMST), compreende que a participação do legislativo municipal no evento permite não apenas a troca de experiências, mas a participação do nosso legislativo no fórum de discussão de defesa dos temas municipais.
Assim, a XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios se trata de uma oportunidade onde os desafios comuns dos municípios são debatidos com os diferentes atores políticos, incluindo prefeitos(a), vereadores(a), secretários (as), etc., como consta na convocação lançada pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, no site oficial da entidade: http://www.marcha.cnm.org.br/convocacao.
Nesse sentido, a CMST acredita que os veículos que publicaram tais inverdades, desconhecem ou não verificaram a programação da XXI Marcha, onde constam atividades específicas para todos os agentes municipais, incluindo vereadores(as). http://www.marcha.cnm.org.br/programacao.
Portanto, a CMST considera as matérias em tese tendenciosas e ofensivas, uma vez que a participação de parlamentares no evento é legítima e fundamental para o fortalecimento do debate municipalista. Quanto à presença de presidenciáveis no evento, a CMST considera positiva, visto ser uma oportunidade para apresentação e discussão de ideias acerca do futuro dos municípios brasileiros.
Por outro lado, cabe informar que nenhum dos atos foram promovidos às escondidas ou ao arrepio da lei, pois todas as informações foram lançadas no portal transparência, para pleno e total conhecimento da população.
Feitos os esclarecimentos, reiteramos nosso compromisso com o melhor para Serra Talhada, ao passo que nos colocamos a disposição da sociedade para prestar demais esclarecimentos caso sejam necessários.
Pelo menos uma certeza no novo secretariado que montado e anunciado em live fechada por Márcia Conrado. Marcos Oliveira será mesmo substituído na pasta de Desenvolvimento Econômico. Ele soltou a pouco uma nota agradecendo o período em que esteve a frente da pasta. Chama a atenção que Marcos foi comunicado hoje, no dia do anúncio, […]
Pelo menos uma certeza no novo secretariado que montado e anunciado em live fechada por Márcia Conrado.
Marcos Oliveira será mesmo substituído na pasta de Desenvolvimento Econômico. Ele soltou a pouco uma nota agradecendo o período em que esteve a frente da pasta.
Chama a atenção que Marcos foi comunicado hoje, no dia do anúncio, e pelo vice-prefeito Márcio Oliveira e não pela mandatária Márcia Conrado.
“Gostaria de agradecer mais uma vez ao prefeito Luciano Duque pelo voto de confiança durante esses três anos que estive a frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Acabei de ser comunicado pelo vice-prefeito Márcio Oliveira, em nome da prefeita eleita Márcia Conrado, que não continuarei na próxima gestão”, disse.
“Quero aqui desejar de coração a Márcia, Márcio e toda equipe, a todos que vão fazer parte do novo governo muito sucesso e que Serra Talhada possa continuar seguindo no caminho do desenvolvimento”, concluiu. Marcos deve ser substituído por Elysandro Nogueira, um dos críticos à escolha de Márcia que se aliou aos 46 do segundo tempo.
Márcia deixa titulares inseguros. Poucos sabem se vão ou se ficam: Faltando poucas horas para o anúncio, nem os secretários atuais sabem se vão ficar ou não, segundo uma fonte ao blog. “Ela não conversou com eles com antecedência. Teria conversado apenas com alguns “novatos”.
Outra questão que chama a atenção é a blindagem em torno da prefeita, praticamente inacessível. “Ninguém consegue falar com ela. Pra chegar nela tem que passar por um batalhão”, reclamou um aliado.
Do Diário de Pernambuco A indústria naval de Pernambuco recebeu mais um atestado de falência. A recontratação de construção de sondas está descartada pela Petrobras e zera a esperança de retomada nos estaleiros pernambucanos. Além de cortar novas encomendas, o plano de desinvestimento da Petrobras inclui a redução da frota existente, para cortar os altos […]
A indústria naval de Pernambuco recebeu mais um atestado de falência. A recontratação de construção de sondas está descartada pela Petrobras e zera a esperança de retomada nos estaleiros pernambucanos. Além de cortar novas encomendas, o plano de desinvestimento da Petrobras inclui a redução da frota existente, para cortar os altos custos de manutenção e tentar equilibrar as contas.
No último balanço da estatal, apresentado na semana passada, o primeiro semestre de 2016 fechou em R$ 800 milhões negativos. As sondas, que eram cerca de 40, passaram para 31 e tiram do circuito a falida Sete Brasil, empresa criada pelo governo federal para contratar navios-sonda de estaleiros brasileiros para alugar à própria Petrobras. A Sete está em recuperação judicial, suspendeu contratos com o estaleiro Atlântico Sul, foi corroída na operação Lava-Jato e o cenário anula qualquer chance de retomar a atividade.
De acordo com o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, é necessário um ajuste de portifólio, inclusive porque há sondas ociosas. “As sondas têm uma despesa operacional muito alta. Passamos por uma redução de sondas contratadas, estamos com 31 sondas, mas já tivemos mais. Mesmo depois de corte, ainda onera muito as despesas e precisamos de soluções que promovam o equilíbrio”, sinalizou.
A Petrobras possui dois braços que promoveram a remobilização da indústria naval no Brasil nos últimos anos. A Transpetro, braço logístico, atua na contratação de navios petroleiros e a Sete Brasil para a construção de sondas. Ambas foram incentivadas e teriam contratos com estaleiros brasileiros para gerar produção local e empregos reais na indústria metalúrgica e de petróleo e gás. Há mais de um ano, o contrato do Atlântico Sul com a Sete Brasil foi suspenso por inadimplência, provocada pela Operação Lava-Jato, que investiga a corrupção em contratos da petroleira e proibiu saídas de dinheiro da Sete Brasil.
O EAS suspendeu a encomenda da ordem de US$ 6 bilhões para entregar seis sondas e o governo federal chegou a mobilizar bancos privados e o BNDES para recuperar o caixa da Sete e revisar os contratos, mas nada saiu do papel. Desde então, a Sete Brasil amargou balanços negativos e entrou em recuperação judicial.
Um navio-sonda é uma embarcação marítima modificada para perfuração de poços de petróleo e gás e apesar de qualquer semelhança com petroleiros, os navios desse tipo são equipados com uma torre de perfuração e normalmente são usados em águas profundas e ultraprofundas. Para se ter ideia, navios-sonda operam em profundidades de água que variam de 2 mil a mais de 10 mil pés (610 a 3 mil metros). Isso faz o preço da sonda ser muito mais alto que outro tipo de navio.
O EAS é um exemplo claro. Os seis navios-sonda contratados pela Sete Brasil representam o mesmo valor que os 22 navios petroleiros contratados pela Transpetro. O Estaleiro Atlântico Sul não se posicionou sobre o assunto. A Petrobras afirmou que não vai comentar sobre a Sete Brasil e os contratos suspensos ou vigentes da empresa.
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