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São José do Egito: Cultura AM vai virar 94,7 FM

Por Nill Júnior

A Rádio Cultura AM, de São José do Egito, tradicional prefixo sertanejo e único a resistir em Amplitude Modulada no Sertão do Pajeú, vai finalmente migrar para o FM.

A nova frequência já foi definida pelo Ministério das Comunicações: será a 94,7 MHZ.

Os trabalhos estão sendo coordenados pelo jornalista João Carlos Rocha, que deixou a Gazeta FM e tem se dividido entre  curso de Direito na Faculdade Vale do Pajeú, onde também assessora a instituição, e o desafio de colocar a rádio no ar. O responsável técnico é um dos melhores de sua área no Nordeste: Paulo André de Souza, o Paulinho, da SP Eletrônica. É o mesmo a cuidar tecnicamente de prefixos como a CBN Recife, Pajeú e TV Aparecida, além de ter colocado várias emissoras importantes no ar em Pernambuco no processo de migração, autorizado lá em 2013.

Em Pernambuco, ainda resistiam no AM além da Cultura, a Clube AM, em Recife, e a Grande Rio AM, de Petrolina. Esta última foi vendida e passará a ser gerida pelo blogueiro Carlos Brito, que já anunciou a migração para FM.

A Cultura é do ex-deputado e ex-prefeito José Marcos de Lima. A expectativa é de que já entre no ar experimentalmente ainda este ano. Curiosamente, ano que vem tem eleição e Zé Marcos pode até ser o candidato oposicionista, caso seja preferido entre os nomes que estão no páreo.

Outras Notícias

Pesquisa Múltipla: veja dados do Médio, Alto e Baixo Pajeú

O Múltipla também separou os dados por mesorregião, para mostrar como estão os candidatos na corrida estadual no Alto, Médio e Baixo Pajeú. Na Mesorregião de Serra Talhada, que inclui além de  Serra, Calumbi, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo, o resultado mostra que se destacam os nomes com apoio ou radicados politicamente […]

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O Múltipla também separou os dados por mesorregião, para mostrar como estão os candidatos na corrida estadual no Alto, Médio e Baixo Pajeú.

Na Mesorregião de Serra Talhada, que inclui além de  Serra, Calumbi, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo, o resultado mostra que se destacam os nomes com apoio ou radicados politicamente na Capital do Xaxado. Destacam-se Augusto César, Rogério Leão, Marquinhos Dantas e Manoel Santos. Veja os números para Estadual:

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Para Federal, o quadro  é similar. A diferença é que Sebastião Oliveira aparece com mais folga em relação aos demais candidatos. Veja quadro :


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Na Mesorregião de Afogados da Ingazeira ou Médio Pajeú, que além de Afogados conta com  Carnaíba, Iguaraci, Quixaba, Solidão e Tabira o quadro já mostra outra realidade. Apoiado em mais cidades, Anchieta Patriota é o primeiro nome na região na disputa para Estadual, seguido de Aline Mariano. Veja números :

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Para Federal, o primeiro nome citado é o de Gonzaga Patriota, seguido de Danilo Cabral. Confira :

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Finalmente, na mesorregião 3, ou Alto Pajeú, que conta com São José do Egito, Brejinho, Itapetim, Santa Terezinha e Tuparetama o quadro mostra para Estadual liderança de Ângelo Ferreira, com certa folga. Mais abaixo, Rogério Leão, apoiado em São José do Egito, é o primeiro a aparecer. Veja quadro :

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Para Federal, Gonzaga Patriota também aparece liderando com certa folga. Com certa distância, aparecem Ricardo Teobaldo, Bruno Araújo e Zeca Cavalcanti. Veja quadro geral.

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Para Governador, a região onde Armando aparece com maior vantagem sobre Paulo Câmara é a 1, com Serra, Calumbi, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo com 56,33% contra 30,98. Na região do Alto Pajeú, com São José do Egito, Brejinho, Itapetim, Santa Terezinha e Tuparetama, Armando tem a menor vantagem: 48,67% contra 38,93% de Câmara. Já na área 2, com Afogados, Carnaíba, Iguaraci, Quixaba, Solidão e Tabira a vantagem é de  50% do petebista contra 31,6% do socialista.

Na disputa ao Senado, João Paulo bate Fernando por 40,37% contra 28,63% na região de Serra, 40,22% contra 27,1% na região de Afogados e 41,59% a 25,66% na região de São José do Egito.

No embate Dilma x Marina, a petista vence por 74,64% a 19,71% na região de Serra, por 68,39% a 20,68% na região de Afogados e 61,94% a 32,74% na região de São José do Egito.

A Pesquisa foi feita  entre  30/09 e 01/10/14.  A amostra foi composta por 500 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote na microrregião Sertão do Pajeú e distribuída da seguinte forma: área urbana 51,3% e área rural 48,7%. O intervalo de confiança estimado é de 95%. A margem de erro para mais ou para menos é de 4,0%. Ela foi registrada no TRE sob o número  PE 00037/2014 e no TSE com registro de número BR 00941/2014.

Área da pesquisa: A área da pesquisa compreende a microrregião Sertão do Pajeú, composta por 17 municípios: Serra Talhada, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo, Calumbi, Flores, Quixaba, Carnaíba, Afogados da Ingazeira, Ingazeira, Iguaraci, Tuparetama, São José do Egito, Itapetim, Brejinho, Santa Terezinha, Tabira e Solidão.

Zeca faz balanço de gestão e revela ter 82% de aprovação

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, apresentou em coletiva de imprensa, o balanço do primeiro ano de sua atual gestão municipal, em seu terceiro mandato. O encontro destacou as melhorias estruturais e administrativas alcançadas ao longo de 2025. Zeca destacou a reorganização da máquina pública, retomada dos serviços essenciais e o planejamento de ações estratégicas. […]

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, apresentou em coletiva de imprensa, o balanço do primeiro ano de sua atual gestão municipal, em seu terceiro mandato.

O encontro destacou as melhorias estruturais e administrativas alcançadas ao longo de 2025. Zeca destacou a reorganização da máquina pública, retomada dos serviços essenciais e o planejamento de ações estratégicas.

Entre os principais avanços apresentados, a regularização fiscal e administrativa da Prefeitura, com pagamento de dívidas herdadas, equilíbrio financeiro e retomada da capacidade de investimento. A gestão destacou que conseguiu garantir o funcionamento dos serviços básicos, honrar compromissos com aposentados, pensionistas e prestadores de serviços, além de regularizar o CAUC, Sistema do Governo Federal que habilita os municípios a receberem recursos federais. Com essa regularização, Arcoverde voltou a ter condições de receber recursos, firmar convênios e acessar investimentos dos governos estadual e federal.

A coletiva também evidenciou melhorias em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social e infraestrutura urbana. Houve ampliação de atendimentos em saúde, implantação e fortalecimento de equipamentos públicos, investimentos em obras de pavimentação, drenagem e iluminação, além da retomada de políticas sociais voltadas à proteção das famílias em situação de vulnerabilidade. Na educação, foram destacadas ações de valorização profissional, melhorias na merenda escolar e investimentos na rede municipal de ensino.

Durante a coletiva, o prefeito Zeca Cavalcanti ressaltou que o primeiro ano foi marcado pelo cuidado com as pessoas e pela garantia de serviços públicos funcionando. “Esse primeiro ano foi, acima de tudo, um ano de cuidado com as pessoas. Cada decisão tomada teve como prioridade garantir atendimento, dignidade e serviços funcionando para a população de Arcoverde. Nosso compromisso sempre foi fazer uma gestão presente, responsável e próxima do povo, olhando para quem mais precisa e planejando ações que tragam resultados para a cidade.”, afirmou.

Durante a coletiva, foi citado o resultado de uma pesquisa recente do Instituto Plural que aponta 82% de aprovação da gestão. O índice foi atribuído ao conjunto de melhorias implementadas no primeiro ano e que sinaliza confiança da população na continuidade das ações e projetos em andamento.

Os cem anos de Dom Francisco

Por Monsenhor Assis Rocha* A celebração festiva do Centenário de nascimento de Dom Francisco Austregésilo, em Afogados da Ingazeira, , começa hoje, na cidade onde ele foi Bispo Diocesano por 40 anos: de 1961 a 2001. Foi, imediatamente, antecedido por D. Mota, e sucedido por Dom Pepeu, Dom Egídio e, agora, por Dom Limacedo. A Pastoral […]

Por Monsenhor Assis Rocha*

A celebração festiva do Centenário de nascimento de Dom Francisco Austregésilo, em Afogados da Ingazeira, , começa hoje, na cidade onde ele foi Bispo Diocesano por 40 anos: de 1961 a 2001. Foi, imediatamente, antecedido por D. Mota, e sucedido por Dom Pepeu, Dom Egídio e, agora, por Dom Limacedo.

A Pastoral de Comunicação da Diocese, por um de seus membros, a Silmara, entrou em contato comigo, por ser um dos padres mais antigos e vivo, a trabalhar por lá, pedindo-me alguma informação, a respeito de D. Francisco, minha convivência com ele, seu destemor no uso da Rádio, sobretudo através do MEB, de seus sermões e programas radiofônicos ou outros aspectos de sua ação evangelizadora por toda a Diocese. Claro que não me neguei a fazê-lo.

Enviei-lhe três vídeos de 10 a 12 minutos, abordando três aspectos: um pouco de sua biografia e de nossa convivência; outro tanto do seu trabalho de evangelização e catequese pela PASCOM e pelo MEB; e algo mais folclórico ou “causos” que, apesar da seriedade dele, aconteciam, esporadicamente.

Transcrevo para meus leitores, neste meu comentário desta semana, um pouco do que já enviei em vídeo, para meus amigos e colegas, em Afogados da Ingazeira, como colaboração para a Festa Centenária.

Conheci Dom Francisco, em 1952. Eu tinha meus 11 anos de idade, e ele tinha 27. Dezesseis anos de diferença. Eu, ingressando no Seminário de Sobral, e ele meu professor de Língua Portuguesa e Matemática. Mais tarde, de Literatura Brasileira e Portuguesa, e também, meu Reitor do Seminário.

Em comum, tínhamos o nome dos lugares onde havíamos nascido: SANTA CRUZ – já em projeto de mudarem de nomes para evitarem confusão, sobretudo do serviço telegráfico. Com a mudança de um dos nomes, findava a confusão. Mudaram os dois nomes de uma vez: a Santa Cruz dele passou a ser Reriutaba e a minha Santa Cruz passou a chamar-se Bela Cruz. E assim, fomo-nos acostumando com essa história e a recontamos até hoje.

Dom Francisco nasceu aos 3 de Abril de 1924. Por isso é que no dia 03 de Abril de 2024, quarta feira desta semana, Afogados da Ingazeira esteve celebrando os 100 anos do seu nascimento, que Reriutaba, bem que poderia comemorar, com mais propriedade do que nós.

Depois de cursar 1º e 2º graus no Seminário de Sobral, com grande brilhantismo, em Literatura, língua portuguesa e ciências matemáticas, ingressou nos Cursos Superiores de Filosofia, Teologia, Sagradas Escrituras e Direito Canônico com mais brilhantismo ainda, credenciando-se à Ordenação Sacerdotal, que se deu aos 08 de dezembro de 1951 das mãos de seu Bispo de Sobral, Dom José Tupinambá, assumindo tarefas ministeriais, como professor e, mais tarde, como Reitor do Seminário, tornando-se o grande formador dos futuros padres da Diocese. Era conhecido por todos, como Padre Austregésilo, o mais preparado do clero sobralense, o mais admirado pelas aulas bem ministradas, pelos sermões cheios de sabedoria, por suas palestras convincentes, pelos retiros convertedores de pessoas, pela segurança, energia e destemor que passava em tudo o que fazia. Isto o credenciou a ser Bispo.

Sua nomeação de Roma aconteceu aos 25 de Maio de 1961, nove dias antes de completar seus 37 anos de idade. Em 24 de Agosto do mesmo ano, recebeu a Ordenação Episcopal, em sua Diocese de origem, Sobral – CE, e no dia 17 de setembro de 1961 substituiu o 1º Pastor, Dom Mota, que fora trans-ferido para Sobral.

Começou seu Ministério Episcopal em Afogados, tendo a felicidade de participar do Concílio Ecumênico Vaticano II, em Roma, com todos os bispos do mundo, reciclando-se para melhor realizar sua nova fase de prestação de serviço à Igreja. Apresentou-se aos seus diocesanos, como Dom Francisco, dada a dificuldade que o povo teria de chamá-lo Dom Austregésilo. Em Sobral, os colegas mais íntimos o chamavam “Tregeba”. Era bem mais fácil; não?

Ele chegara a Afogados, em Setembro de 1961, como eu já disse. Eu cheguei a Pernambuco, primeiro que ele: em Fevereiro, para cursar o 2º Ano de Filosofia no Seminário Regional do Nordeste, em Olinda. O 1º ano eu havia feito em 1960, no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza.

Dom Mota, em 04 anos, fundara duas instituições básicas para seu trabalho de evangelização: a Rádio Pajeú e a A.S.D. (Ação Social Diocesana). O novo bispo, Dom Francisco, nem se preocupou em “criar” algo “de novo”. O novo já existia. Era só pô-lo em prática. Os políticos, para mostrarem serviço, destroem o que seus antecessores deram início. Bispos sérios não fazem isso.

E aqui está o 2º motivo da minha reflexão sobre o episcopado de D. Francisco.

Dom Mota fora escolhido para a Missão em Afogados da Ingazeira, no momento em que os Bispos de todo o Brasil, sobretudo do Norte, Nordeste e Centro Oeste eram convidados pelo Presidente da República, J.K. a fazerem uma parceria, via CNBB, para iniciarem um projeto de Educação pelo Rádio, que atingisse os interiores mais longínquos do país, onde ninguém chegava, a não ser as ondas do Rádio. O Ministério das Comunicações, associado à Igreja do Brasil, desenvolveria esse trabalho através do M.E.B. (Movimento de Educação de Base). Mas, porque Juscelino pensara nisso?

Ele fora seminarista no grande Seminário Lazarista, do Monte Caraça, em Minas Gerais. Seu “slogan” era pura ousadia: “fazer o Brasil crescer 50 anos em cinco”. Juscelino tinha pressa. Tinha de fazer muito em pouco tempo.  Queria construir no seu momento presente, o que o Brasil fosse precisar mais tarde. Deu início com ousadia e planejamento à Indústria Brasileira, às fábricas de automóveis, às refinarias de petróleo, à frota naval, à marinha mercante nacional, à transferência da Capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central, enfim, motivou, investiu, construiu não só sob o aspecto material, mas cuidou da Educação como sua principal meta. Não queria o povo só para trabalhar pesado. Tinha também que pensar, ativar os conhecimentos, aprender para ser mais. Não era o ter que era mais importante. E a melhor maneira que achou de pagar o que recebeu do Seminário do Caraça, foi nesta parceria com a CNBB.

Em 05 anos, a Diocese de Afogados da Ingazeira, com o início dado por D. Mota e a continuidade expressa pela coragem e destemor de D. Francisco, tinha instalado um serviço de educação integral para a vida comunitária, social e política e para a evangelização que movimentava mais de 400 Escolas Radiofônicas, espalhadas por toda a Diocese. Com o golpe militar de 1964, todo o sonho de Juscelino, todo o empenho da CNBB, todo o material de traba-lho e das pessoas envolvidas, tudo foi de água abaixo. A ditadura os destruiu.

Em Afogados, policiais tomavam os “radinhos cativos” das Escolas e amedrontavam os monitores, ameaçando-os de prisão. O Bispo se indignava.

Procurava o 4º exército, na 10ª região militar em Recife, bradando diante da autoridade: “quem já viu fechar-se um chuveiro, arrolhando cada um de seus buraquinhos? Porque não fechá-lo, enroscando a torneira geral?” Era o desafio do Bispo Sertanejo para o exército fechar a Rádio Pajeú, coisa que nunca aconteceu.

Dom Francisco se caracterizava, por onde andava, como um homem de muita coragem. Sempre dizia que “medo” era uma palavra que não existia em seu dicionário; e justificava o seu destemor, à luz da Palavra de Deus, que tem em 366 ocasiões: “não tenhais medo”. Só da boca de Jesus tem, pelo menos, 18 vezes.  Com essas suas maneiras de pensar e agir, eu vou passando para a terceira solicitação da Silmara, na abordagem de alguns “causos” mais hilários de D. Francisco que, dada a seriedade dele, tem pouca graça, mas é parte do seu jeitão. Como eu disse acima, falando da sugestão de Silmara, quanto aos causos, apesar de sua seriedade, aconteciam esporadicamente. Vamos a eles.

Eu sempre convivi com Dom Francisco, admirando sua sabedoria, quer no seminário menor, em Sobral, quer no Seminário Maior, em Fortaleza, no tocante ao seu Curso de Direito Canônico. Sob este aspecto, orientava por toda a Diocese, sobre a liberdade que o casal de namorados ou noivos deveria ter para realizar-se como marido e mulher. Sustentava com toda coragem que ninguém era obrigado a casar. Assim estava ensinando na Paróquia de S. José do Belmonte, dizendo que casamento obrigado é nulo. Não houve sacramento.

Ao dizer isso, um promotor público que estava na Igreja atreveu-se a dizer que, em certas circunstancias, para evitar uma tragédia na família, talvez fosse mais prudente realizar o casamento. Dom Francisco revidou com mais indignação ainda: “Não, Senhor! Não há lei que obrigue um casamento”. O tal promotor é que não sabia quem era D. Francisco e do que ele era capaz. Replicou-o, dizendo que ‘ele orientava daquele modo por desconhecer a lei’. O suficiente para criar “um bafafá” em que o Bispo saiu à meia noite daquela cidade, 600 km. para Recife, e se inscreveu no último dia do vestibular de Direito da Universidade Católica de Pernambuco. Ficou num dos 1ºs lugares.

Fez todo o Curso, dividido em 03 Faculdades: na Católica, em Caruaru e na Federal, devido dificuldades de frequência; mas venceu. Entre os convites a serem enviados, pediu apenas três, para pessoas que não estariam presentes: Dona Clausídia, sua mãe, já idosa, em Sobral. Para mim, que estava em Roma e também não viria; e para o tal promotor que o desafiara, na Missa, em São José do Belmonte, com o seguinte recado: ‘terei imenso prazer em contar com o prezado colega, em minha formatura’. Será que ele foi?

Gostaria de acrescentar aos causos já citados (não ter medo/ discussão com o promotor/ defesa do MEB no 4º exército) mais um, em âmbito mundial: durante o Concílio Vaticano II, propôs a restauração do Diaconato Permanente, que funcionou no começo da Igreja, como narram os Atos dos Apóstolos 6,13: “escolham entre vocês, sete homens de confiança, cheios do Espírito Santo e de sabedoria e nós entregaremos as prestações de serviços a eles e nós continuaremos a usar todo o nosso tempo na oração e no anuncio da palavra”.

Dom Francisco impôs tanta seriedade no pleito dele, dando exemplos das necessidades de sua própria Diocese de 11 mil km quadrados, 300 mil há-bitantes, 06 padres, o mais novo era ele mesmo, que os Padres Conciliares se renderam aos seus argumentos e aprovaram o projeto. Voltando do Concílio começou a preparar por 03 anos, seus 1ºs Diáconos. A ele nossa homenagem.

*Monsenhor Francisco de Assis Magalhães Rocha é sacerdorte católico, professor e comunicador. Natural de Bela Cruz, Ceará, onde mora hoje, foi ordenado sacerdote a 4 de agosto de 1968. De 1973 a 1976, cursou Sociologia na Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma, onde concluiu o bacharelato e o mestrado, defendendo a tese O Fenômeno Frei Damião na Religiosidade Popular do Nordeste do Brasil. Atuou por décadas a serviço da Diocede de afogados no bispado de Dom Francisco. Dirigiou a Rádio Pajeú e Rádio Universitária de Sobral, no Ceará.

Gestão de Sertânia injeta cerca de R$ 12 milhões na economia em 30 dias

Em 30 dias, a gestão do Governo Municipal de Sertânia vai injetar cerca de R$ 12 milhões na economia local, com o pagamento dos servidores. Esse montante foi atingido ao somar a folha de novembro, a parcela do décimo terceiro e o salário de dezembro em dia. A segunda parcela do décimo terceiro salário foi o equivalente […]

Em 30 dias, a gestão do Governo Municipal de Sertânia vai injetar cerca de R$ 12 milhões na economia local, com o pagamento dos servidores.

Esse montante foi atingido ao somar a folha de novembro, a parcela do décimo terceiro e o salário de dezembro em dia. A segunda parcela do décimo terceiro salário foi o equivalente a 70%. E, na última quarta-feira (27), foi iniciado o pagamento do salário de dezembro com os servidores efetivos de todas as secretarias, exceto Educação e Saúde.

Nesta quinta-feira (28), é o dia dos efetivos das secretarias de Saúde e Educação receberem seus vencimentos, além dos comissionados de todas as secretarias. Na sexta, dia 29, é a vez dos aposentados e pensionistas do IPSESE. Na próxima quinta-feira, dia 04 de janeiro, servidores contratados de todas as secretarias receberão seus pagamentos.

O pagamento em dia é um compromisso da gestão. “Dois mil e vinte e três foi um ano de muita dificuldade para os municípios com queda na arrecadação, mas a injeção de um montante desse na economia da nossa cidade é uma prova do nosso esforço diário para valorizar o servidor sertaniense”, comentou o prefeito Ângelo Ferreira.

SAMU Regional recebe novas ambulâncias

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) recebeu nesta sexta-feira (12) novas ambulâncias do SAMU 192, renovadas pelo Ministério da Saúde por meio do Governo Federal. A cerimônia de entrega das ambulâncias ocorreu na central de regulação de Serra Talhada. Os municípios beneficiados com as novas ambulâncias são Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, […]

O Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) recebeu nesta sexta-feira (12) novas ambulâncias do SAMU 192, renovadas pelo Ministério da Saúde por meio do Governo Federal.

A cerimônia de entrega das ambulâncias ocorreu na central de regulação de Serra Talhada.

Os municípios beneficiados com as novas ambulâncias são Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Serra Talhada, e Sertania.

A renovação da frota é vista como um passo importante para a melhoria dos serviços de emergência na região.

Afogados esteve representada pelos secretários Artur Amorim (Saúde) e Odílio Lopes (Governo), e do motorista-socorrista do SAMU, Leandro Galdino.

A solenidade contou ainda com as presenças do prefeitos Anchieta Patriota (Carnaíba) e Ângelo Ferreira (Sertânia), de Ilana Santana, coordenadora geral do CIMPAJEÚ, Karla Milene, coordenadora da 3ª macrorregional de saúde, além de diversas secretárias municipais de saúde, enfermeiros e motoristas-socorristas. A prefeita Márcia Conrado e o prefeito Sandrinho Palmeira não participaram por limitações da Lei Eleitoral,  já que são pré-candidatos à reeleição.