Santander demitiu quatro por informe que irritou petistas
Por Nill Júnior
Marcos Madureira, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander
Marcos Madureira, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander
O Banco Santander demitiu quatro funcionários –e não apenas um, como se imaginava até agora– por causa do polêmico informe distribuído a clientes VIPs em julho, no qual descreve a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) como uma ameaça à economia do país.
Enviada a correntistas de alta renda, a análise provocou reações agressivas do governo e do PT, que falaram em terrorismo eleitoral e em boicote contra o banco. O Santander assumiu ter cometido um erro e pediu desculpas publicamente. No mercado financeiro, passou-se a especular que a direção do Santander teria cedido a pressões e promovido as demissões para acalmar Dilma e seu partido.
“Não recebemos, e nem aceitaríamos, qualquer tipo de pressão externa para adotar as medidas que tomamos” disse à Folha de São Paulo Marcos Madureira, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do banco.
O executivo não quis falar sobre o número de demitidos apurado pela Folha. Mas disse que foram dispensados por “desrespeitar” o código de conduta interno, que proíbe os funcionários de fazer “análises e posicionamentos com conteúdo político ou partidário” em nome do banco.
“O descumprimento dessa diretriz nos colocou no centro de um debate político, que não nos cabe”, afirmou Marcos Madureira. Os quatro demitidos eram da área Select, focada nos clientes com renda acima de R$ 10 mil por mês. A autora da análise, enviada junto com o extrato dos clientes, foi a gerente de investimentos.
O trecho crítico dizia que, se Dilma melhorasse nas pesquisas, os juros e o dólar subiriam e a Bolsa cairia. Os outros três colegas perderam o emprego porque deixaram o texto passar desse jeito. A mais graduada era Sinara Polycarpo Figueiredo, superintendente da área.
A Folha não conseguiu localizar os demitidos. À revista “Exame” Sinara disse: “Minha trajetória é impecável e bem-sucedida. Portanto, jamais poderá estar associada a qualquer polêmica”.
Na tarde desta quinta-feira (04.06), Márcia Conrado se despediu oficialmente do comando da Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada. Em seu último ato enquanto gestora da saúde serra-talhadense, inaugurou mais um equipamento para melhorar a qualidade do atendimento à população, a Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde. Bastante emocionada, ela fez um […]
Na tarde desta quinta-feira (04.06), Márcia Conrado se despediu oficialmente do comando da Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada. Em seu último ato enquanto gestora da saúde serra-talhadense, inaugurou mais um equipamento para melhorar a qualidade do atendimento à população, a Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde.
Bastante emocionada, ela fez um balanço das dificuldades enfrentadas durante os seis anos em que esteve à frente da secretaria, elencou as principais conquistas implementadas nesse período e fez questão de destacar o papel de todos que integram a equipe da saúde e que trabalharam junto a ela.
“Foram 2.115 dias dedicados aquilo que eu acredito, a força de uma equipe pronta para transformar a realidade de toda uma população, garantindo uma saúde de qualidade e dignidade a todos. Agradeço a Luciano Duque pela confiança de sempre, por acreditar que eu seria capaz de conduzir uma equipe e mudar o rumo de muitas vidas. À Natália, desejo todo sucesso para dar continuidade a essa missão em prol do bem do povo de Serra Talhada”, disse Márcia, desejando boa sorte a sua substituta, Natália Regalatto.
Atual pré-candidata à prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado foi nomeada secretária de Saúde no dia 13 de agosto de 2014, quando tinha apenas 29 anos. Enfrentando muitos obstáculos.
Sob a gestão de Márcia na saúde, Serra Talhada obteve diversas conquistas e avanços, principalmente na ampliação do atendimento à população. Ela aproveitou a despedida para fazer um balanço da sua gestão.
“Foram entregues 23 unidades de saúde da família e mais 07 postos de saúde na zona rural; implantado atendimento médico e odontológico semanalmente nas comunidades rurais mais distantes; implantado o atendimento noturno em diversos bairros, serviço que se tornou referência a nível nacional, com mais de cem mil atendimentos; foi ampliada a frota de veículos e ambulâncias da Secretaria de Saúde, reforçando e melhorando o transporte de profissionais e pacientes do TFD.”
Ainda listou: “Inaugurado o primeiro hospital veterinário municipal de Pernambuco, referência para todo o Nordeste; realizados mais de um milhão de exames e consultas; ampliadas as especialidades do Centro Municipal de Saúde, que hoje conta com 33 especialistas; conquistado um OdontoMóvel, que leva saúde bucal para todas as localidades; inaugurada a Unidade Avançada da Fundação Altino Ventura, atendendo gratuitamente a população; foi inaugurado o CAPS Infantil; entregue a sede própria da Secretaria de Saúde, reunindo diversos setores e serviços em um só local, melhorando a qualidade do atendimento, entre outras conquistas”.
Com sua saída, a Saúde de Serra Talhada ficará sob o comando da nova secretária Natália Regalatto e da secretária-executiva, Alexsandra Novaes. Juntas, elas darão continuidade ao planejamento estratégico de enfrentamento à crise do novo coronavírus que vinha sendo implementado por Márcia e Aron Lourenço.
Do JC Online A um ano das eleições municipais, Serra Talhada já está em ebulição. Desgastado e rompido com muitos aliados políticos, o prefeito Luciano Duque (PT) já coleciona, ao menos, quatro candidatos virtuais de oposição. Obviamente, com tal distância da campanha propriamente dita, esse cenário não está consolidado e deve ser chacoalhado ao sabor […]
Luciano Duque, do PT, ao lado da presidente Dilma Rousseff
Do JC Online
A um ano das eleições municipais, Serra Talhada já está em ebulição. Desgastado e rompido com muitos aliados políticos, o prefeito Luciano Duque (PT) já coleciona, ao menos, quatro candidatos virtuais de oposição. Obviamente, com tal distância da campanha propriamente dita, esse cenário não está consolidado e deve ser chacoalhado ao sabor das alianças construídas nos bastidores. Mas pelo menos uma candidatura que pode ser dada como certa é a do advogado Waldemar Oliveira, irmão do secretário de Transportes, Sebastião Oliveira (PR), herdeiro político do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira (PR).
Apesar de ser, atualmente, a prefeitura mais importante comandada pelo PT, pode-se se dizer que Serra Talhada está órfã de apoios dentro do PT, partido que está no poder. O próprio prefeito Luciano Duque é um neófito nas fileiras petistas – só se filiou para ser candidato em 2012. Ele também perdeu dois apoios no Estado e em Brasília: o ex-deputado estadual Manoel Santos e o ex-deputado federal Pedro Eugênio, que faleceram recentemente. “As emendas que João Paulo (quando era deputado federal) e Pedro Eugênio destinaram para Serra Talhada foram canceladas, por uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Então, é verdade que me sinto orfão dentro do partido, ainda mais nessa crise”, contou o prefeito. Como suporte, ele tem recorrido ao senador Humberto Costa (PT). “Mas ele tem que atender ao Estado como um todo. Diferente de um deputado, que atua mais numa região”, ponderou.
Para piorar a situação, Luciano Duque rompeu com pelo menos três lideranças políticas que o apoiaram em 2012. O primeiro é o ex-prefeito Carlos Evandro (PSB), de quem foi vice durante dois mandatos. Ele tem colocado o nome da sua esposa, Socorro Brito, como pré-candidata. A segunda liderança é a sua vice, Tatiana Duarte (PSC), que tem inflamado o seu marido, o radialista Marcos Dantas (PP), para prefeito em 2016. Outro racha ocorreu dentro da própria família. O seu irmão João Duque Filho, liderança do PMDB, está brigado com o prefeito e se movimenta para emplacar o nome do ex-secretário municipal e professor Israel Silveira (PMDB).
“Estamos no meio de uma crise, momento difícil para todos os prefeitos. Isso dificultou a governança nesses dois primeiros anos. Quando eles veem um governo mal avaliado, entendem que todo mundo tem espaço para ser candidato. Mas quando meu governo melhorar, ou eles vão desistir ou vão se unir. Eu estou disposto ao diálogo”, acenou o prefeito.
No outro pólo de força, está o PR, partido liderado pelo secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, herdeiro político do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira. Não é segredo para ninguém que o candidato em 2016 desse grupo é o advogado Waldemar Oliveira, irmão de Sebastião. “Essa construção começou desde a eleição passada, quando Sebastião foi candidato e perdeu por 7%. De lá pra cá começou a construir meu nome”, contou Waldemar, que nunca disputou uma eleição. O bloco já está na rua.
Em 2012, a eleição de Serra Talhada teve uma ingerência direta do então governador Eduardo Campos. Discordando da candidatura de Luciano Duque para prefeito, nome endossado pelo então prefeito Carlos Evandro (PSB), Eduardo articulou a união de dois inimigos históricos para construir um palanque forte de oposição. Sebastião Oliveira encabeçou a chapa e o deputado estadual Augusto César (PTB), até então desafeto, indicou para a vice o médico Fonseca Carvalho (PTB).
Para 2016, o PTB se tornou uma peça curinga no xadrez político. Embora mantenha rusgas com o PR, após a eleição de 2012, Augusto César tem sido sondado pelos dois campos políticos. “Acredito que teremos três candidatura e uma disputa acirrada”, avaliou Waldemar Oliveira. Nos bastidores, a leitura é de que tantos pré-candidatos lançados tão precocemente é uma estratégia para demarcar espaço e conquistar alianças mais vantajosas para 2016. De qualquer forma, o Palácio do Governo acompanha de perto as movimentações políticas, pois anteveem uma oportunidade de o PSB ou um aliado retomar o poder em Serra Talhada, uma vez que o PT agora está na oposição.
No sábado, o Senador Humberto Costa segue para o Sertão, onde, além de falar sobre a Reforma da Previdência, terá encontro com lideranças e participará de inauguração de obras de pavimentação. A primeira agenda será no município de Ouricuri, onde vai conhecer o trabalho da Caatinga, instituição que estuda alternativas de convivência com o semiárido. […]
No sábado, o Senador Humberto Costa segue para o Sertão, onde, além de falar sobre a Reforma da Previdência, terá encontro com lideranças e participará de inauguração de obras de pavimentação.
A primeira agenda será no município de Ouricuri, onde vai conhecer o trabalho da Caatinga, instituição que estuda alternativas de convivência com o semiárido. Ainda em Ouricuri, Humberto tem encontro com lideranças do PT de toda a região do Araripe.
De lá, segue para Granito, onde tem encontro com o prefeito João Bosco (PT) e participa da inauguração das obras de pavimentação de ruas na cidade. A ação conta com recursos assegurados por emenda parlamentar do senador.
Ao todo, Humberto destinou R$ 380 mil para o projeto, que vai beneficiar diretamente 70 pessoas. “Temos uma parceria importante com o povo de Granito e com João Bosco. Fico feliz de poder contribuir com a melhora da qualidade de vida das pessoas do município”, disse.
No sábado à noite, Humberto vai a Exu, onde terá encontro com lideranças e participa de ato em homenagem ao Dia do Trabalhador comemorado na última quarta-feira (1º). “É o momento de os trabalhadores unirem forças e se mobilizarem contra a Reforma da Previdência e contra esse governo que quer acabar com todos os direitos da nossa população”, afirmou.
O Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antonio foi o convidado do Debate das Dez desta terça-feira. Foi a primeira entrevista à emissora Diocesana, depois de sua posse no último sábado. Com ele participaram o presidente da Fundação Cultural do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Padre Josenildo Nunes e o pároco de Afogados, padre Gilvan Bezerra. Dom Limacedo […]
O Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antonio foi o convidado do Debate das Dez desta terça-feira.
Foi a primeira entrevista à emissora Diocesana, depois de sua posse no último sábado. Com ele participaram o presidente da Fundação Cultural do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Padre Josenildo Nunes e o pároco de Afogados, padre Gilvan Bezerra.
Dom Limacedo falou um pouco da sua história, conheceu a equipe e as instalações da Pajeú, interagiu com os ouvintes e comentou sobre a acolhida durante a posse.
Em linhas gerais, reafirmou o papel da Igreja nos tempos atuais, alinhada com o Papa Francisco e com o Regional Nordeste II da CNBB. Dom Limacêdo destacou a importância da opção preferencial pelos pobres e citou exemplos de trabalhos pastorais que promovem dignidade social, a partir da atividade que desempenhou com catadores em uma das paróquias pelas quais passou.
O bispo também abordou sobre a sua missão na Diocese de Afogados da Ingazeira e que aos poucos está conhecendo as paróquias da Diocese. “Até maio de 2024 pretendo conhecer todas as paróquias da diocese. Nessa semana estamos com a agenda cheia pela cidade, mas é bom que vou conhecendo um pouco de cada vez”, completou o bispo Dom Limacedo, que tem feito visitas institucionais ao lado do padre Gilvan Bezerra.
Ele também destacou o papel da Igreja na defesa da vida em meio à pandemia de Covid 19. “Não era uma questão de religião, era uma questão de ciência”, destacando a cientista brasileira Jaqueline Goes de Jesus, que mapeou o genoma do coronavírus, passo fundamental para o desenvolvimento de vacinas. Condemnou as fake news e a necedsidade da sociedade se cercar de informações responsáveis.
Estrutura tem 2,4 quilômetros de comprimento. Perfuração recebeu R$ 19,6 milhões em investimentos federais O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) concluiu, nesta quarta-feira (23), mais uma etapa de construção do Ramal do Agreste, em Pernambuco. A escavação do Túnel Ipojuca I, com 2,4 quilômetros de extensão, foi finalizada. Quando completo, o Ramal vai levar água […]
Estrutura tem 2,4 quilômetros de comprimento. Perfuração recebeu R$ 19,6 milhões em investimentos federais
O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) concluiu, nesta quarta-feira (23), mais uma etapa de construção do Ramal do Agreste, em Pernambuco. A escavação do Túnel Ipojuca I, com 2,4 quilômetros de extensão, foi finalizada.
Quando completo, o Ramal vai levar água do Projeto de Integração do Rio São Francisco à região de maior escassez hídrica no estado nordestino. Somente em 2020, foram investidos pelo ministério no empreendimento cerca de R$ 313,6 milhões.
“Garantir abastecimento a populações que historicamente enfrentam escassez de água no Nordeste é um compromisso do presidente Jair Bolsonaro. Demos continuidade a esta e outras obras, pois elas garantirão mais saúde às famílias pernambucanas, além de estimular o desenvolvimento econômico e social”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
A escavação está localizada entre os quilômetros 54 e 56 da obra. Foram utilizados explosivos cuidadosamente controlados em ciclos sucessivos de detonações, que foram condicionados pelas características geológicas das rochas encontradas durante o processo. O túnel custou R$ 19,6 milhões em investimentos federais.
Situado no norte de Pernambuco, próximo à fronteira com a Paraíba, o Ramal do Agreste tem 70,8 quilômetros de extensão, com uma capacidade de vazão de 8 mil litros por segundo.
No total, serão atendidas 68 cidades e mais de 2,2 milhões de pessoas. Além de segurança hídrica, a expectativa é de que o empreendimento ajudará a impulsionar o desenvolvimento econômico da região.
No total, a obra está orçada em 1,67 bilhão e conta com cerca de 2,6 mil trabalhadores e cerca de 580 equipamentos. A entrega do empreendimento, que completou 70,6% de execução, está prevista para junho de 2021.
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