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Rombo nas contas públicas soma R$ 111 bilhões em 2015, maior da história

Por Nill Júnior
Recessão na economia e pagamento de 'pedaladas' afetou resultado. Após pagar juros, déficit somou R$ 613 bilhões, mais de 10% do PIB
Recessão na economia e pagamento de ‘pedaladas’ afetou resultado.
Após pagar juros, déficit somou R$ 613 bilhões, mais de 10% do PIB

Do G1

As contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais, registraram no ano passado o maior rombo da série histórica, que tem início em 2001, informou Banco Central nesta sexta-feira (29). Foi o segundo ano seguido com as contas no vermelho.

Em 2015, as contas públicas apresentaram um déficit primário (gastos maiores que as receitas, sem a inclusão dos juros da dívida) de R$ 111,24 bilhões, ou 1,88% do Produto Interno Bruto (PIB). Até então, o pior resultado para um ano fechado havia sido registrado em 2014 (-R$ 32,53 bilhões, ou 0,57% do PIB).

O fraco resultado das contas públicas em 2015 está relacionado com a recessão que se abateu sobre a economia brasileira, prejudicando o recolhimento de impostos e contribuições do governo, estados e municípios. Além disso, também foi contabilizado, no último ano, o pagamento integral das chamadas “pedaladas fiscais” pelo governo federal – recursos que eram devidos aos bancos públicos.

Desempenho do governo impulsiona déficit
O desempenho das contas públicas no ano passado está relacionado, principalmente, com resultado ruim das contas do governo central. Em 2015, o governo teve déficit primário de R$ 116,65 bilhões, enquanto estados e municípios tiveram superávit primário de R$ 9,68 bilhões, e as estatais registraram resultado negativo de R$ 4,27 bilhões.

Além da recessão na economia e do pagamento das “pedaladas fiscais” em 2015, o governo também atribui os números ruins das contas públicas aumento do déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em todo ano passado, o déficit da Previdência somou R$ 85,81 bilhões, contra R$ 56,69 bilhões em 2014. Nesta quinta-feira (28), o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, informou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano uma proposta de reforma da Previdência Social.

Revisão da meta fiscal
Por conta do resultado ruim das contas públicas no decorrer do ano passado, o Executivo enviou ao Congresso, que aprovou, uma nova revisão da meta fiscal de 2015. A meta passou de um superávit, nas contas do setor público, de R$ 8,7 bilhões, ou 0,15% do PIB, para um déficit fiscal de R$ 48,9 bilhões (0,8% do PIB).

Este valor não incluía, porém, o pagamento das chamadas “pedaladas fiscais” (limitadas a R$ 55,6 bilhões) e, também, a frustração de R$ 11 bilhões em receitas previstas com o leilão de hidrelétricas – cuja arrecadação aconteceu somente em janeiro deste ano. Incluindo o pagamento das pedaladas e a frustração de receitas das hidrelétricas, o teto da meta passou para R$ 115,8 bilhões em 2015 para as contas do setor público. Deste modo, a meta revisada foi atingida pelo setor público.

Déficit nominal
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta, no conceito conhecido no mercado como resultado “nominal”, houve déficit de R$ 613 bilhões no ano passado, o equivalente a expressivos 10,34% do PIB. Trata-se do pior resultado da história para o conceito em 12 meses. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco na determinação da nota dos países.

Com este valor, o resultado nominal do Brasil só está em melhor situação que países como Antigua (-10,5% do PIB), Algéria (-12,5% do PIB), Brunei (-15,6% do PIB), República do Djibuti (-13% do PIB), Egito (-11,7% do PIB), Guinea Equatorial (-21,4% do PIB), Eritreia (-12,18% do PIB), Líbia (-68% do PIB) e Venezuela (-19,9% do PIB), de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O resultado nominal das contas do setor público – ou seja, após a incorporação dos juros – sofreu impacto, no ano passado, do processo de aumento dos juros (Selic), para conter a inflação, atualmente em 14,25% ao ano, o maior patamar em quase 10 anos. Também houve efeitos dos contratos de swaps cambiais – cujas perdas, que são incorporadas aos juros da dívida pública, somam cerca de R$ 89,67 bilhões em 2015.

O pagamento de juros nominais, em todo ano passado, ainda de acordo com números da autoridade monetária, somou R$ 501 bilhões, ou 8,46% do PIB, contra R$ 311 bilhões, ou 5,48% do PIB, no ano anterior.

Dívida líquida do setor público sobe
Segundo números do Banco Central, a dívida líquida do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) subiu de R$ 1,88 trilhão dezembro de 2014, ou 33,1% do PIB, para R$ 2,13 trilhões no fechamento de 2015 – o equivalente a 36% do PIB. A dívida líquida considera os ativos do país como, por exemplo, as reservas internacionais – atualmente ao redor de US$ 370 bilhões.

Dívida bruta também avança
No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), o endividamento brasileiro também cresceu no ano passado. Esse conceito também é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco.

Em dezembro de 2015, a dívida estava em 66,2% do PIB (R$ 3,92 trilhões), em comparação com R$ 3,25 trilhões, ou 63,4% do PIB, no fim de 2014.

Alguns bancos já projetam a dívida bruta em 70% do PIB nos próximos anos. O próprio Banco Central já admite que, considerando as previsões de mercado para PIB, câmbio, juros básicos da economia e inflação no próximo ano, além de um déficit primário de 1% do PIB (estimado pelos analistas para 2016), a dívida bruta somaria 71,5% do PIB no fim deste ano.

Em setembro do ano passado, a Standard & Poors tirou o grau de investimento do país. A equipe econômica trabalhava para que o Brasil não perdesse o selo de bom pagador de outra agência de classificação de risco, mas acabou não conseguindo atingir seu objetivo e, no fim de 2015,, a Fitch anunciou o rebaixamento da nota brasileira para grau especulativo. Com isso, alguns fundos de pensão, por conta de suas regras, têm de retirar investimentos do país.

Meta fiscal para 2016
Para este ano, o Congresso Nacional aprovou o texto do Orçamento de 2016 estabelecendo uma meta de superávit primário (economia que o governo tem que fazer para pagar os juros da dívida) de 0,5% do PIB, o equivalente a R$ 30,5 bilhões. Esse valor, porém, é para todo o setor público – que inclui a União, estados, municípios e estatais. A parte somente do governo é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, enquanto R$ 6,5 bilhões são a meta de estados e municípios (0,1% do PIB).

Entre outros pontos, o texto da lei orçamentária prevê arrecadação federal com a criação da nova CPMF – tributo que sofre resistência por parte da sociedade e de parlamentares. Bancos ouvidos pelo Ministério da Fazenda em dezembro, porém, não acreditam que a meta fiscal de 2016 será atingida.

Outras Notícias

Amupe lança edição do Congresso Pernambucano de Municípios

A presidenta da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, comandou mais uma Assembleia dos Prefeitos e Prefeitas, realizada na sede da instituição, nesta terça-feira (11).  “Estamos aqui para discutir todas as dificuldades que encontramos nos nossos municípios e vamos também falar sobre os 15 municípios da Zona da Mata […]

A presidenta da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, comandou mais uma Assembleia dos Prefeitos e Prefeitas, realizada na sede da instituição, nesta terça-feira (11). 

“Estamos aqui para discutir todas as dificuldades que encontramos nos nossos municípios e vamos também falar sobre os 15 municípios da Zona da Mata que decretaram estado de emergência. É uma preocupação grande, mas estamos juntos e solidários na reconstrução dos municípios atingidos pelas enchentes”, comentou a presidenta, durante o seu discurso de abertura.

A Amupe apresentou ainda na oportunidade o 6º Congresso Pernambucano de Municípios, que será realizado entre os dias 28 e 30 de agosto, no Centro de Convenções, em Olinda. A edição deste ano vai falar sobre Inovação e Sustentabilidade, conceitos urgentes para o futuro dos municípios. 

O evento, que já entrou no calendário dos gestores públicos, técnicos, comunicadores, legisladores e demais representantes da sociedade civil, tem como objetivo discutir as principais questões relacionados ao municipalismo. As inscrições para todo o público serão abertas em breve.

Na Assembleia, o coordenador do Tesouro Estadual da Secretaria da Fazenda de Pernambuco, Flávio Martins da Mota, falou sobre a compensação das perdas do ICMS para os municípios. Na sequência, o advogado Leucio Lemos trouxe para a discussão as cobranças indevidas da Neoenergia. Já o secretário executivo de Saneamento da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Saneamento, Artur Coutinho, discorreu sobre os Planos Municipais para o tema.

O gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Pernambuco, Fernando Clímaco e Natália Siqueira, diretora de microempresa da prefeitura de Serra Talhada trouxeram o projeto Pajeú Conectado para apresentação. Entrando na pauta municipalista, o advogado Marcus Alencar junto aos consultores da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz e Denilson Magalhães, que participaram remotamente da discussão, falaram sobre o piso dos professores e da Enfermagem, além do Censo do IBGE e do FPM. 

Estiveram presentes na Assembleia mais de 60 gestores, além dos que compõem a diretoria da Amupe: Marcelo Gouveia (Paudalho), Paulo Roberto Arruda (Vitória de Santo Antão), Mariana Medeiros (Cumaru), Ana Célia Farias (Surubim), Nadegi Queiroz (Camaragibe), Elcione Ramos (Igarassu) e Judite Botafogo (Lagoa do Carro).

Serra: prefeitura implanta projeto de revitalização das nascentes do Cachoeira

O governo municipal de Serra Talhada, por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Agricultura e Recurso Hídricos, vai promover a implantação do Projeto de Revitalização das Nascentes da Bacia Hidrográfica do Cachoeira, riacho que tem aproximadamente 50 km de extensão e corta diversas comunidades rurais dos distritos de Santa Rita e Luanda. […]

O governo municipal de Serra Talhada, por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Agricultura e Recurso Hídricos, vai promover a implantação do Projeto de Revitalização das Nascentes da Bacia Hidrográfica do Cachoeira, riacho que tem aproximadamente 50 km de extensão e corta diversas comunidades rurais dos distritos de Santa Rita e Luanda.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Ronaldo Melo Filho, o projeto envolve ações de revitalização e proteção de nascentes, educação ambiental, implantação de viveiros e produção de mudas nativas para reflorestamento das matas ciliares degradadas. Serão promovidas ainda palestras sobre temas importantes como preservação da vegetação nativa, uso de agrotóxicos e uso racional da água nas associações e escolas das comunidades envolvidas.

“Estamos visitando as comunidades que ficam nas margens do riacho, fazendo reuniões de apresentação do projeto, vamos promover palestras e oficinas de capacitação e em seguida implantar diversos viveiros de mudas que svão ser plantadas pelos próprios moradores assim que as chuvas voltarem”, disse Ronaldo Filho.

Ainda segundo o secretário, a previsão é que o projeto comece a ser implantado no início de 2018. “Por enquanto estamos levantando os principais pontos de nascentes do riacho, conversando com as comunidades e buscando parcerias junto à sociedade civil, mas esperamos começar a implantação das mudas já entre os meses de janeiro e fevereiro do próximo ano”, completou o secretário ambiental.

Parecer do Ministério da Saúde contraindica cloroquina a internados com covid

Congresso em Foco Um parecer elaborado por uma comissão técnica do Ministério da Saúde após revisão de estudos e diretrizes não indica o uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina, ivermectina e  remdesivir para pacientes internados com covid-19. As informações das jornalistas Julia Chaib e Natália Cancian, da Folha de S. Paulo, que tiveram acesso […]

O parecer, segundo a Folha, foi feito por um grupo técnico formado na gestão do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e coordenado pelo professor Carlos Carvalho, da USP.

O documento é mais uma opinião científica que contraindica o “kit covid” que tem sido defendido pelo governo como cura para a doença, mesmo com estudo que provam sua ineficiência e até seus riscos aos pacientes.

A diferença é que, elaborado pelo próprio Ministério da Saúde, o parecer pressiona o Planalto a modular o discurso sobre o tratamentou ou a assumir que indica o coquetel mesmo tendo informações do próprio governo de que ele é ineficaz.

Vereadores de Afogados da Ingazeira participam de curso no TCE

Os  Vereadores de Afogados da Ingazeira participam durante está semana de um curso no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que discutirá vários temas importantes ligados ao legislativo Municipal. Serão abordados cinco temas principais:  As funções dos Vereadores e das Câmaras frente ao Direito constitucional; Noções de Direito Financeiro e Orçamento Público;  A Câmara Municipal […]

Os  Vereadores de Afogados da Ingazeira participam durante está semana de um curso no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que discutirá vários temas importantes ligados ao legislativo Municipal.

Serão abordados cinco temas principais:  As funções dos Vereadores e das Câmaras frente ao Direito constitucional; Noções de Direito Financeiro e Orçamento Público;  A Câmara Municipal e o Direito Administrativo; Parecer Prévio x Julgamento das Contas e Receitas e Despesas do Legislativo – Conceitos, espécies e jurisprudência dos tribunais.
O curso será ministrado de segunda a sexta na Escola de Contas do Tribunal que fica localizada na Avanida Mário Melo, 90 no bairro de Santo Amaro.
Falando ao blog o Presidente Igor Mariano destacou a importância do curso: ” É Uma oportunidade única para os Vereadores, de aprendizado e conhecimento, o Tribunal de Contas oferece seus melhores auditores e conselheiros para ministrar esses cursos, tenho certeza que será uma semana de aprendizado, os vereadores precisam se preparar cada vez melhor para atender os anseios do povo”, frisou Igor.
A próxima sessão do Poder Legislativo está agendada para o dia 22 de maio, na próxima segunda feira as 20h.
Ator Ney Latorraca morre aos 80 anos no Rio

O ator e diretor Ney Latorraca, de 80 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (26) no Rio. Ele estava internado desde o dia 20 de dezembro na Clínica São Vicente, na Gávea, por conta de um câncer de próstata e morreu em decorrência de uma sepse pulmonar. O câncer foi diagnosticado em 2019. Na época, […]

O ator e diretor Ney Latorraca, de 80 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (26) no Rio. Ele estava internado desde o dia 20 de dezembro na Clínica São Vicente, na Gávea, por conta de um câncer de próstata e morreu em decorrência de uma sepse pulmonar.

O câncer foi diagnosticado em 2019. Na época, Ney foi operado e retirou a próstata. A doença voltou em agosto deste ano, já com metástase.

Ele deixa o marido, o ator Edi Botelho, com quem era casado há 30 anos. O local e horário do velório ainda não foram definidos.

O artista estreou na Globo em 1975 na novela “Escalada” e, ao longo da carreira, se destacou em novelas e programas humorísticos, como Quequé, em “Rabo de saia” (1984), o vampiro Vlad, em “Vamp” (1991) e Barbosa, em “TV Pirata”.

“Ator já nasce ator. Aprendi desde pequeno que precisava representar para sobreviver. Sempre fui uma criança diferente das outras: às vezes, eu tinha que dormir cedo porque não havia o que comer em casa. Então, até hoje, para mim, estou no lucro”, disse o ator em depoimento ao Memória Globo.