Rogério Leão pede recuperação da PE 264, entre São José do Egito e Olho Velho
Por Nill Júnior
A PE-264 é a principal rota para o Pólo de Confecções de Pernambuco. A via também diminui em, aproximadamente, 70 quilômetros a distância da cidade do Recife, em relação ao trecho da BR 232.
Conhecedor da PE-264 e das condições precárias que a mesma encontra-se, atualmente, o deputado Rogério Leão (PR) fez uma indicação à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Pernambuco para viabilizar o recapeamento da estrada, no trecho que liga a comunidade dos Grossos, no município de São José do Egito ao município de Olho Velho, já na divisa com a Paraíba.
Para Leão a recuperação da via precisa ser feita urgentemente, “devido a sua degradação, constantemente, acontecem acidentes na via”, enfatizou o deputado.
Meia entrada para pacientes com câncer: No dia Mundial de Combate ao Câncer, o deputado deu entrada em um projeto de Lei, na Assembléia Legislativa de Pernambuco, que institui o pagamento de meia-entrada para portadores de câncer, nos estabelecimentos que promovem eventos culturais, artísticos, esportivos e de lazer, em Pernambuco.
“Nossa proposta é incentivar o acesso ao lazer e a cultura aos portadores dessa doença tão dolorosa, na tentativa de proporcionar-lhes uma melhor qualidade de vida, o que pode ajudar no tratamento da doença”, defende o deputado.
Leão também defende que com a aprovação do projeto, os pacientes de câncer ficarão mais estimulados a praticar atividades sociais e a fugir do isolamento.
Por Paulo Arruda Veras* No Futebol, o pior cego é aquele que só vê a bola, disse Nelson Rodrigues. Temos tantos problemas, tantas prioridades que espaço para um singelo desabafo sobre o futebol soa meio grosseiro diante de tantos absurdos, como, por exemplo, comemorar um 31 de março de 64. Mas, como disse o mesmo […]
No Futebol, o pior cego é aquele que só vê a bola, disse Nelson Rodrigues.
Temos tantos problemas, tantas prioridades que espaço para um singelo desabafo sobre o futebol soa meio grosseiro diante de tantos absurdos, como, por exemplo, comemorar um 31 de março de 64. Mas, como disse o mesmo Nelson Rodrigues, das coisas menos importantes, o futebol é a mais importante.
Ontem vi o time da minha cidade, em pleno estádio do Arruda, diante de um temporal, contra a lógica e a chuva, eliminar o Santa Cruz, uma das grandes camisas desse estado e Nordeste. Isso com um goleiro que usa boné a noite, herói do jogo, e com meu primo Matheus Quidute como médico. Detalhe, ele é tricolor.
Resolvi então ouvir as resenhas esportivas, coisa que há tempos não fazia. Também acompanhei pela internet os comentários sobre o jogo, e a palavra que mais li e ouvi foi “vergonha”. Frases do tipo “Como pode o Santa Cruz perder para um time desse?” e “Isso é uma vergonha!” eram aos montes.
Fui criança morando ao lado do Vianão. Para mim era como uma Arena de Copa. Sem grama, mas era. Quase todo domingo eu estava lá. O maior Clássico, Pajeú x Galo de Ouro. Também tinha o Juventude, Vasco da Varzinha, Flamengo do Borges e outros tantos. Dia de final era uma festa, autoridades presentes, Vianão lotado.
Lembro de ouvir os mais velhos falando do futebol de décadas atrás e o que mais gostava era dos nomes das figuras. Seu Jurandir falava que o maior goleiro que já passara por Afogados havia sido Lulu Pantera. Falavam muito dos dribles de Bamba. Da categoria do Rubro-Negro Pé-de-Banda, Serra-Pau, Raminho e por aí vai.
O Guarany era uma unanimidade. Melhor time que já houve, graças à dedicação de Seu Aderval.
Falam também da hecatombe que se instalou na cidade quando o lendário Guarany se desfez.
E eu ali, anos 90, já fanático pelo Sport, uma paixão geograficamente distante, abreviada pelas ondas do rádio. Mas palpável mesmo era a atmosfera do Vianão.
Copa do Interior era uma festa. Perdemos uma vez para o time de Sertânia por 1 a 0. No jogo da volta vencemos por uns 5 a 0. Mesmo assim houve prorrogação e caímos fora com um “gol de ouro”. Nunca me esqueço. Sem falar que na Copa do Interior os Bandeirinhas eram locais, por aí dá pra deduzir a qualidade das arbitragens.
Nenhum dos atletas que falei chegou a ser profissional, o Guarany sequer disputou o torneio estadual e acho que nunca fomos campeões da Copa do Interior. Talvez ninguém fora da nossa cidade tenha conhecimento de absolutamente nada do que falei acima, mas não tem problema, muitos conterrâneos viram e viveram isso.
Provavelmente nosso Afogados da Ingazeira não será Campeão Estadual, não será Campeão Nacional, não disputará a Copa Libertadores. Somos apenas uma pequena cidade atrevida, se colocando no mapa da bola com valentia.
Mas, para aqueles “cegos” que no futebol veem apenas a bola, resta o relato raso e bobo de que o episódio de ontem significou uma vergonha, eu digo de peito estufado: o Afogados bater o Santa Cruz no Arruda, com goleiro de boné e tudo mais, não é uma vergonha, é arretado! Uma vitória do futebol sobre o preconceito contra o interior!
Por Edson Moura – empresário, médico, escritor Nos tempos da minha adolescência, quando o sertão ainda era mais silêncio que barulho de carros, e as noites de junho traziam o cheiro doce do milho assado e da fogueira estalando no terreiro, São João e São Pedro tinham um sentido profundo de comunhão. Meus pais, como […]
Nos tempos da minha adolescência, quando o sertão ainda era mais silêncio que barulho de carros, e as noites de junho traziam o cheiro doce do milho assado e da fogueira estalando no terreiro, São João e São Pedro tinham um sentido profundo de comunhão. Meus pais, como muitos naquela época, faziam questão de manter viva a tradição: na véspera, reuníamos a família inteira — filhos, netos, noras, genros — e a fogueira era acesa com alegria e respeito.
Na pracinha ou na frente de casa, sob o céu estrelado, dançava-se um forrozinho de pé de serra, com sanfona e triângulo, comendo pamonha, canjica, milho cozido e assado — e se rindo das histórias de antigamente. Era uma celebração simples, mas repleta de calor humano. Cada um encontrava no outro uma extensão de si, e o São João era, sobretudo, uma festa de pertencimento.
Ontem à noite, conversando com o desembargador Alberto Nogueira, lembramos disso. Ele, assim como eu, lamentou o tempo que passou. Disse-me com voz embargada que, hoje, vamos ficando sós. As famílias se dispersam. Os filhos crescem, se formam, casam, constroem suas próprias vidas, seus próprios caminhos, seus próprios sonhos. Cada um busca sua felicidade, sua forma de celebrar, às vezes distante das raízes que os moldaram.
Não há mágoa — há uma aceitação triste, uma saudade do que foi. Porque não é que o amor acabou, mas os ciclos mudaram. E nós, que antes acendíamos a fogueira no terreiro, agora acendemos uma chama por dentro, de memória e esperança.
Talvez o São João de hoje não tenha a mesma roda de gente unida no terreiro. Mas dentro de nós, a fogueira ainda arde. E enquanto houver lembrança, ainda haverá São e São Pedro.
Na manhã desse domingo (26) o Partido Social Liberal (PSL) estará disponibilizando um ônibus para levar serra-talhadenses para o ato pró Bolsonaro, que acontecerá no Recife. A saída será em frente ao posto Ipiranga (antigo posto São Cristóvão) às margens da BR 232. “É uma manifestação legítima de apoio as pautas necessárias para manter o […]
Na manhã desse domingo (26) o Partido Social Liberal (PSL) estará disponibilizando um ônibus para levar serra-talhadenses para o ato pró Bolsonaro, que acontecerá no Recife. A saída será em frente ao posto Ipiranga (antigo posto São Cristóvão) às margens da BR 232.
“É uma manifestação legítima de apoio as pautas necessárias para manter o Brasil no rumo do progresso como a lei anti crime do Ministro Sérgio Moro, que contribuirá diretamente contra os desmandos que acontecem nos municípios, principalmente no Sertão de Pernambuco”, disse Drª Eliane Oliveira, Presidente do PSL Serra Talhada.
A organização informou que chegou a fazer uma lista de espera pela procura e lamentou ter que informar as pessoas que continuam pedindo para viajar que as vagas eram limitadas. Eles ainda registraram como sucesso a resposta por parte dos conservadores de Serra Talhada, como gostam de ser chamados para esse evento em Recife.
“Sairemos às 5 da manhã de Serra Talhada e participaremos da concentração em frente a Padaria Boa Viagem lá na capital a partir das das 2 da tarde. Esperamos uma viagem tranquila”, completou Hélder Menezes secretário do PSL no município.
O Projeto ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural, promovido pela ONG Casa da Mulher do Nordeste, destaca-se na promoção da autonomia alimentar e na melhoria da qualidade de vida das mulheres da comunidade Varzinha dos Quilombolas. Com o apoio das técnicas de extensão rural Ceiça e Ana Paula, 17 mulheres estão sendo assessoradas em […]
O Projeto ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural, promovido pela ONG Casa da Mulher do Nordeste, destaca-se na promoção da autonomia alimentar e na melhoria da qualidade de vida das mulheres da comunidade Varzinha dos Quilombolas. Com o apoio das técnicas de extensão rural Ceiça e Ana Paula, 17 mulheres estão sendo assessoradas em práticas sustentáveis que visam transformar seu cotidiano familiar.
A iniciativa busca não apenas garantir a segurança alimentar, mas também valorizar a cultura local. Através do trabalho conjunto, Ceiça e Ana Paula oferecem às participantes, conhecimentos e ferramentas essenciais para o cultivo de hortas comunitárias e a adoção de hábitos alimentares saudáveis.
Nesta quarta-feira (19), foi realizada uma aula específica sobre adubo orgânico, onde as participantes aprenderam sobre sua produção através da compostagem, visando sua utilização em hortaliças. Essa prática é fundamental para garantir uma agricultura sustentável e saudável, promovendo um ciclo de vida mais equilibrado nas plantações.
O prefeito do município de Iguaracy, Dr. Pedro Alves (PSDB-PE), participou da programação. “É fundamental que as mulheres tenham acesso a recursos e conhecimentos que as ajudem a se empoderar. Estamos aqui para apoiar essa transformação”, afirmou o prefeito.
O secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Iguaracy, Rogério Lins, também esteve presente. “Acreditamos que iniciativas como essa são essenciais para fortalecer nossa comunidade. Juntos, podemos promover um futuro mais sustentável e justo para todos.”
Estiveram presentes também o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguaracy, Itinho; Carlinhos de Trindade, técnico em veterinária do município; João Góes, técnico agrícola do município; o diretor de Meio Ambiente do governo Municipal de Iguaracy, George Abel; além de diversos membros da comunidade.
Durante o evento, as participantes plantaram um pé de canela, simbolizando a conexão com a natureza e a cultura local. Esse gesto ressalta a importância da preservação ambiental e do respeito às tradições.
Além disso, o projeto promove atividades de capacitação e educação, criando um espaço acolhedor para a troca de saberes entre as participantes. O objetivo é garantir que as mulheres da comunidade tenham maior autonomia no manejo dos recursos alimentares, resultando em vidas mais saudáveis para elas e suas famílias.
“Estamos construindo um caminho para que as mulheres possam se empoderar e cuidar melhor de suas famílias, respeitando suas tradições e promovendo práticas sustentáveis”, afirmou Ceiça durante uma das oficinas realizadas no projeto.
O Projeto ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural se consolida como uma importante iniciativa social promovida pela ONG Casa da Mulher do Nordeste, contribuindo para o fortalecimento das mulheres quilombolas e para a construção de um futuro mais saudável e autônomo.
O banco britânico HSBC anunciou nesta terça-feira (9) que vai vender e encerrar suas atividades no Brasil e também na Turquia. Uma “participação modesta” será mantida no Brasil para atender grandes clientes corporativos. As mudanças são parte de um plano de reestruturação para economizar entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões até 2017. O […]
O banco britânico HSBC anunciou nesta terça-feira (9) que vai vender e encerrar suas atividades no Brasil e também na Turquia. Uma “participação modesta” será mantida no Brasil para atender grandes clientes corporativos.
As mudanças são parte de um plano de reestruturação para economizar entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões até 2017. O objetivo do banco é concentrar a atuação na Ásia, principalmente na China e na Índia.
A instituição financeira ainda deve cortar 50 mil empregos nos dois países, informam a rede “CNN”, a “BBC”, a Reuters e o jornal “The New York Times”. Não está claro ainda o prazo de encerramento de atividades nos dois países tampouco as datas das demissões, que não foram confirmadas pelo grupo. No Brasil, o banco britânico tem mais de 21 mil funcionários, segundo a agência France Presse.
Entre 2011 e 2014, o banco já havia cortado 40 mil postos de trabalho, para reduzir os custos e para concentrar o grupo nas atividades consideradas estratégicas. “Reconhecemos que o mundo mudou e precisamos mudar com ele”, disse o CEO Stuart Gulliver.
O HSBC estuda ainda a possibilidade de transferir sua sede de Londres para a Ásia e busca melhorar suas operações no México e nos Estados Unidos.
Em maio, o principal executivo do banco espanhol Santander no Brasil, Jesús Zabala, declarou queestudaria a possibilidade de adquirir a atividade brasileira do HSBC.
No Brasil, o HSBC tem 853 agências em 531 municípios, 452 postos de atendimento bancários, 669 postos de atendimento eletrônico e 1.809 ambientes de autoatendimento, com 4.728 caixas automáticos. O HSBC Bank Brasil faz parte do Grupo HSBC, corporação internacional sediada em Londres e presente em 73 países e territórios. (G1)
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