Reitor da UFPE defende curso de Medicina para assentados e quilombolas
O Reitor Alfredo Gomes, da Universidade Federal de Pernambuco, rebateu as críticas e defendeu o Curso de Medicina para assentados da Reforma Agrária e quilombolas.
Hoje, o juiz federal Ubiratan de Couto Maurício, atendeu liminar em ação popular movida pelo vereador do Recife Tadeu Calheiros (MDB) e suspendeu o edital nº 31/2025 do Centro Acadêmico do Agreste (CAA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, que previa a criação de uma turma de Medicina destinada exclusivamente a 80 integrantes de assentamentos da reforma agrária e comunidades quilombolas.
À coluna Enem e Educação, a UFPE reforçou que a proposta de criação de uma turma extra de graduação em Medicina seria ofertada através de vagas supranumerárias, tendo sido aprovada pelo Conselho Superior da UFPE, por meio da Resolução nº 1 de 29 de julho de 2025.
“É fundamental ressaltar que essas vagas são específicas de uma Turma Extra que foi criada exclusivamente para esse fim, dentro da autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial prevista no Artigo 207 da Constituição federal e não afetam as vagas já oferecidas regularmente pela UFPE por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A criação desta turma especial não interfere na distribuição regular de vagas da universidade que já existe fluxo de funcionamento definido na instituição via SISU”, disse a UFPE.
A Universidade citou o Art. 53 da Lei nº 9.394/1996 (LDB), que assegura que as universidades podem “I – criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior; II – fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes; IV – fixar o número de vagas oferecidas em cada curso, conforme a capacidade institucional”.
O Reitor já havia criticado políticos como o autor da ação e nomes da direita, pelos ataques à instituição, falando em “busca de likes”. O vídeo foi gravado antes da decisão.
Nomes como Mendonca Filho e Alberto Feitosa também atacaram a instituição pela iniciativa de universalização do ensino para minorias.





Do G1 PB


Por iniciativa do deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade uma moção de apoio pela manutenção da aposentadoria especial dos professores nos termos da lei vigente.












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