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Raquel Lyra quer doar cinco terrenos do Estado para a construção de habitacionais

Por André Luis

A governadora Raquel Lyra enviou dois Projetos de Lei para a Assembleia Legislativa (Alepe) autorizando a doação de cinco terrenos do Estado que vão permitir a construção de habitacionais com 1.238 unidades residenciais de interesse social nos municípios do Recife, Paulista (Região Metropolitana) e São Benedito do Sul (Zona da Mata). A doação de áreas para moradia popular faz parte do Morar Bem Pernambuco, primeiro programa de habitação de interesse social do Estado.

“O sonho de milhares de pernambucanos é a conquista da casa própria, um lugar onde seja possível criar os filhos com segurança e conforto. Por isso temos trabalhado com tanto afinco em cada área do programa Morar Bem, por isso temos disponibilizado terrenos do Estado para a construção de habitacionais. Por meio da compreensão e do apoio dos nossos deputados e deputadas, possibilitaremos que mais de 1.200 famílias alcancem esse sonho”, pontou a governadora.

Os projetos de lei encaminhados à Alepe solicitam autorização dos parlamentares pernambucanos para que o Executivo efetive a transferência de terrenos do Estado, hoje sob registro da Secretaria de Administração (SAD) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), para a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), empresa responsável pela execução do Morar Bem PE. Atualmente esses terrenos não têm uso social.

Em um dos textos, a governadora lista dois terrenos no Recife (Água Fria e Cordeiro), um em Paulista e outro em São Benedito do Sul. Todos esses sob responsabilidade atual da SAD. No segundo PL, Raquel solicita a cessão de um terreno do DER situado em Santo Amaro, no Recife. Com a aprovação desses projetos pela Casa Legislativa, novos habitacionais poderão ser construídos nestas cidades através de financiamento das modalidades Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

FDS

Em três desses terrenos (Água Fria, Santo Amaro e Paulista) os habitacionais serão erguidos sob a coordenação de movimentos de luta pela moradia no Estado, através da Modalidade FDS do MCMV.

Em maio, Raquel Lyra foi homenageada pelos movimentos sociais AAST, MTST/PE, União Nacional por Moradia, MLST/PE e OLMD-PE em um evento realizado em frente ao terreno do antigo Senai, em Água Fria, cuja doação está sendo garantida agora com o projeto enviado à Alepe. Neste local, onde hoje existe uma ocupação, será erguido um residencial com 64 unidades. Os movimentos sociais representados pela AAST também vão construir um habitacional de 96 unidades na área de Santo Amaro, de propriedade do DER, que igualmente é objeto do texto enviado à Alepe.

Em agosto, as entidades Centro de Pesquisa, Formação e Desenvolvimento Feminista (Cefeminista) e o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) organizaram uma festa para a governadora em agradecimento à doação do terreno de Maranguape II, Paulista. A área, onde hoje também existe uma ocupação, está sendo doada pelo Governo do Estado para a construção do Residencial Miguel Lobato, com 192 unidades habitacionais.

“O Governo do Estado colocou habitação popular como prioridade na nossa gestão. Criamos o Morar Bem Pernambuco e estamos trabalhando junto com os movimentos sociais de luta pela moradia, com o governo federal e com recursos do governo estadual para que possamos avançar no quesito habitação, que é direito da população”, disse a governadora na ocasião da festa. 

FAR

Os outros dois terrenos que estão sendo doados pelo Estado –  o de São Benedito do Sul (150 unidades) e o da Avenida Caxangá, no bairro do Cordeiro (736 unidades) – terão habitacionais erguidos através do MCMV- FAR. Nesta modalidade, as obras serão contratadas pelo Estado, que vai abrir um cadastro de beneficiados através da Cehab.  Essas pessoas beneficiadas precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, são pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. 

Em maio deste ano, o Morar Bem PE passou a oferecer parcela zero para famílias beneficiadas no MCMV FAR e FDS. A parcela zero será dada às pessoas que não recebem benefício do Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essas já são contempladas com o subsídio total na compra da casa própria, concedido pelo governo federal.  

Com essa medida anunciada pela governadora Raquel Lyra, Pernambuco ampliou o alcance das políticas de habitação, beneficiando aproximadamente 13 mil pessoas contempladas no MCMV FAR e MCMV FDS no Estado.  “Essas famílias poderão residir em suas casas sem pagar parcelas e, com isso, vão poder destinar os recursos que seriam utilizados nas prestações para melhorar suas condições de vida”, disse a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado, Simone Nunes.

Morar Bem PE

O Morar Bem PE do Governo de Pernambuco é o primeiro programa de habitação de interesse social da história do Estado e tem como principal objetivo proporcionar moradia digna para famílias de baixa renda de todas as regiões, com renda familiar máxima de até dois salários mínimos.  As linhas de atuação do programa envolvem ações de regularização fundiária, retomada de obras paralisadas, reforma de casas e lançamento de novos contratos habitacionais, impulsionando os recursos do Minha Casa, Minha Vida com contrapartidas oriundas do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (Fehis).

Outras Notícias

Ricardo Nunes enfrenta pedido de impeachment após redução de ônibus no segundo turno em SP

A Câmara Municipal de São Paulo inicia, nesta quinta-feira (29), a análise de um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A primeira reunião da comissão especial está marcada para as 16h30 e discutirá acusações de interferência no segundo turno das eleições presidenciais. A denúncia foi apresentada pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal […]

A Câmara Municipal de São Paulo inicia, nesta quinta-feira (29), a análise de um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A primeira reunião da comissão especial está marcada para as 16h30 e discutirá acusações de interferência no segundo turno das eleições presidenciais.

A denúncia foi apresentada pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista, todos do PSol. Eles acusam a administração municipal de descumprir uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de 100% da frota operacional de ônibus na capital paulista durante a votação.

Segundo a Agência Brasil, apenas cerca de 60% da frota foi mantida em circulação durante grande parte do domingo (25). A situação provocou reclamações de passageiros que enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação.

A Prefeitura de São Paulo afirma que determinou às concessionárias a disponibilização integral da frota. Segundo a administração municipal, a ordem judicial foi comunicada às empresas no sábado (24), mas o prazo reduzido dificultou a reorganização das operações. A gestão informou ainda que eventuais descumprimentos por parte das concessionárias poderão resultar em sanções contratuais.

O pedido também menciona denúncias de suposto assédio eleitoral contra servidores comissionados da prefeitura, que teriam sido pressionados a participar de atividades da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). As acusações ainda dependem de apuração.

A comissão especial é formada por sete vereadores: Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (PSol), Rubinho Nunes (União Brasil), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL).

O colegiado terá até dez dias para emitir parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Caso o pedido seja considerado admissível, ainda precisará passar por votação no plenário da Câmara para que o processo avance.

A instalação da comissão não significa que o impeachment tenha sido aprovado nem que o prefeito tenha cometido as infrações apontadas.

O caso também motivou manifestações contra Ricardo Nunes. Novos protestos estão previstos para sexta-feira (30), na Praça Roosevelt, e sábado (31), no Largo da Batata, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Aliado de Flávio Bolsonaro atribui ao ChatGPT erros em carta que o apresentava como presidente eleito

O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo atribuiu ao ChatGPT os erros identificados na carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, nesta quinta-feira (29), ele afirmou que a ferramenta teria inserido um brasão antigo do Brasil e recuperado uma versão anterior do documento, na qual […]

O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo atribuiu ao ChatGPT os erros identificados na carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, nesta quinta-feira (29), ele afirmou que a ferramenta teria inserido um brasão antigo do Brasil e recuperado uma versão anterior do documento, na qual o senador se apresentava como o verdadeiro presidente eleito.

Segundo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro ficou responsável pela preparação do material e solicitou à inteligência artificial que acrescentasse o brasão da República. O arquivo, entretanto, apareceu com um símbolo antigo, que utilizava a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a grafia anterior à reforma ortográfica.

O segundo problema, conforme a explicação apresentada, ocorreu na geração do documento. A ferramenta teria recuperado uma versão preliminar do texto, que continha a expressão “verdadeiro presidente eleito”, posteriormente retirada.

Figueiredo afirmou que a carta passou por diferentes versões e recebeu contribuições de mais de uma pessoa antes de ser divulgada. Ele também relatou que pediu autorização para encaminhar o material à imprensa e recebeu sinal positivo da equipe.

Após a repercussão, os responsáveis pelo documento realizaram duas correções. Primeiro, substituíram o brasão. Depois, alteraram o texto para apresentar Flávio como “verdadeiro líder”, expressão que, segundo Figueiredo, representaria melhor a condição jurídica e a posição política pretendida pelo senador.

O aliado argumentou que a escolha da nova expressão também buscava reafirmar a liderança de Flávio dentro do grupo político. Ele classificou como exageradas as especulações sobre as mudanças e minimizou os erros encontrados nas primeiras versões.

Apesar das correções, Figueiredo reiterou que Flávio Bolsonaro não reconhece o resultado das eleições presidenciais e pretende continuar contestando a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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Aliado de Flávio, Trump diz que eleição no Brasil foi uma “desgraça”, mas diz que vai conversar com Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas voltou a questionar as eleições presidenciais brasileiras. Durante uma conversa com jornalistas, o republicano classificou a votação como uma “desgraça”. O candidato de Trump era Flávio Bolsonaro. A declaração ocorreu quando Trump foi […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas voltou a questionar as eleições presidenciais brasileiras. Durante uma conversa com jornalistas, o republicano classificou a votação como uma “desgraça”. O candidato de Trump era Flávio Bolsonaro.

A declaração ocorreu quando Trump foi questionado se pretendia telefonar para Lula e parabenizá-lo pela reeleição. O presidente norte-americano confirmou a intenção de conversar com o brasileiro, mas aproveitou a resposta para criticar o processo eleitoral.

“Eu vou falar com ele. Eu acho que a eleição foi uma desgraça no Brasil”, afirmou.

Em seguida, um jornalista perguntou quem Trump considerava o vencedor legítimo da disputa presidencial. O republicano não respondeu diretamente e voltou a manifestar sua insatisfação com a eleição.

“Não quero comentar agora, mas achei que a eleição foi uma grande desgraça para a população do Brasil”, declarou.

Trump também afirmou que acompanhou a votação brasileira e alegou ter recebido um pedido do próprio Lula para não tomar partido na disputa. Segundo ele, a solicitação teria sido respeitada.

O presidente americano utilizou ainda a reação negativa do mercado financeiro brasileiro após a reeleição de Lula como argumento para suas críticas. Ele mencionou a queda da Bolsa de Valores, classificando o movimento como um sinal de insatisfação com o resultado eleitoral.

Apesar das declarações, Trump não apresentou provas de irregularidades na votação e tampouco indicou quem considera o legítimo vencedor das eleições. Também não informou quando pretende conversar com Lula.

Até o momento das declarações, a Casa Branca não havia divulgado uma manifestação formal de reconhecimento ou felicitação ao presidente brasileiro pela reeleição.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Donald Trump aos jornalistas.

Vídeo: Reprodução/Metrópoles

 

Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem publicam fotos com Flávio nos EUA após saída do Brasil

Os ex-deputados divulgaram imagens ao lado de Flávio Bolsonaro após a chegada do senador aos Estados Unidos. Eduardo e Ramagem vivem no país desde 2025 e têm ordens de prisão expedidas pelo STF. Os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL) e Alexandre Ramagem (PL) publicaram, na noite dessa quarta-feira (28), fotografias ao lado do senador Flávio […]

Os ex-deputados divulgaram imagens ao lado de Flávio Bolsonaro após a chegada do senador aos Estados Unidos. Eduardo e Ramagem vivem no país desde 2025 e têm ordens de prisão expedidas pelo STF.

Os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL) e Alexandre Ramagem (PL) publicaram, na noite dessa quarta-feira (28), fotografias ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que chegou a Miami acompanhado da família após deixar o Brasil descumprindo uma determinação judicial.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais dos dois aliados. Eduardo afirmou que a fotografia foi registrada após reencontrar o irmão e comentou as circunstâncias da viagem.

“Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil”, escreveu.

Alexandre Ramagem também publicou uma fotografia com Flávio, acompanhada de uma mensagem em defesa da atuação política do senador a partir do território norte-americano.

“Livre da perseguição para ser a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade”, afirmou o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Eduardo Bolsonaro e Ramagem permanecem nos Estados Unidos desde 2025. Ambos tiveram a prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), embora respondam a processos distintos.

Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, em razão de sua atuação junto a autoridades norte-americanas para pressionar instituições brasileiras durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. No início de outubro, o ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento de sua pena.

Ramagem, por sua vez, foi condenado por participação na tentativa de golpe de Estado e deixou o Brasil mesmo estando proibido judicialmente de sair do país. Sua prisão preventiva foi decretada em novembro de 2025.

O encontro ocorre após Flávio Bolsonaro deixar o território brasileiro, apesar de uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.

Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio divulgou uma carta na qual questionou o resultado sem apresentar provas de fraude e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução/Redes sociais

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Direita já escolheu Tarcísio de Freitas para substituir Flávio Bolsonaro

No meu comentário das 12h desta quinta-feira (29),  faço uma analise sobre o impacto da carta de Flávio Bolsonaro e como a direita brasileira tem se movimentado para escolher um novo líder. Destaco que a publicação da carta especulada até como tendo sido feita com ajuda de inteligência artificial tornou-se uma “aberração política” sem respaldo […]

No meu comentário das 12h desta quinta-feira (29),  faço uma analise sobre o impacto da carta de Flávio Bolsonaro e como a direita brasileira tem se movimentado para escolher um novo líder.

Destaco que a publicação da carta especulada até como tendo sido feita com ajuda de inteligência artificial tornou-se uma “aberração política” sem respaldo no próprio campo conservador. Ao se autoproclamar presidente dos “Estados Unidos do Brasil”, Flávio criou uma situação sem base na realidade, além de gerar problemas para a imagem de Donald Trump nos EUA.

A movimentação atual sinaliza que o cenário político da direita não gira mais exclusivamente em torno da família Bolsonaro, marcando o início de um novo ciclo de liderança.

Acompanhe o comentário completo clicando no link abaixo: