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Raquel e Eduardo da Fonte se reúnem buscando consenso sobre vaga ao Senado

Por Nill Júnior

Por Betânia Santana – Blog da Folha

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), decidiu estabelecer um limite para que a Federação União Progressista (Progressistas e União Brasil) apresente o nome que vai disputar a vaga ao Senado na sua chapa. O sábado (11) será definitivo, e ela já teria avisado sobre isso aos dois pré-candidatos – o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União).

O prazo final, segundo fontes palacianas, foi estabelecido em reunião na noite de quinta-feira (9). A chefe do Executivo estadual conversou separadamente com os dois postulantes. Recebeu primeiro o ex-prefeito de Petrolina, que preside o União Brasil no estado, e em seguida conversou com Da Fonte, presidente estadual do PP e da federação. Na mesma reunião, no Palácio das Princesas, a governadora teria sustentado sua preferência por Miguel Coelho. Abriria mão até mesmo do tempo de televisão, mas não teria outro nome.

Em encontro na última segunda-feira, em Brasília, com os presidentes nacionais da federação – Antônio de Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP), já havia relatado ter disponibilizado o espaço para Da Fonte em duas oportunidades, e ele rejeitou. Além disso, o deputado abriu negociação com seu principal adversário, o pré-candidato ao governo e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A outra vaga – como já havia firmado – será do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), que deixou o Rede Sustentabilidade para acompanhar o projeto de reeleição da governadora e disputar o espaço para o Senado. Inicialmente, a quinta-feira era o prazo que o presidente nacional do Partido Progressistas, deputado Ciro Nogueira, havia pedido à governadora, na tentativa de um consenso. A solicitação feita durante o encontro em Brasília na segunda não surtiu efeito.

Na véspera da decisão do União Progressista, o deputado federal Eduardo da Fonte garantiu que o apoio da federação a Raquel Lyra é incondicional. “O apoio da Federação é incondicional. A escolha do nome para o Senado tem que acontecer com harmonia e tranquilidade, levando em conta a força da Federação e o fortalecimento do grupo”, disse o parlamentar em entrevista à Folha de Pernambuco.

O presidente da Federação União Progressita em Pernambuco tem nova reunião com a governadora Raquel Lyra agendada para este sábado (11).

Outras Notícias

Fabiano Marques anuncia obras e novos investimentos no início do segundo mandato em Petrolândia

O prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos), iniciou o segundo mandato com foco em obras e serviços em execução no município. Na quinta-feira (16), o gestor visitou locais onde intervenções estão sendo realizadas e anunciou novos projetos para a infraestrutura local. Entre as ações anunciadas está a urbanização da área próxima à Quadra 11, ao […]

O prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos), iniciou o segundo mandato com foco em obras e serviços em execução no município. Na quinta-feira (16), o gestor visitou locais onde intervenções estão sendo realizadas e anunciou novos projetos para a infraestrutura local.

Entre as ações anunciadas está a urbanização da área próxima à Quadra 11, ao lado do Parque de Vaquejada. No espaço, serão instalados uma balança rodoviária, uma escola com 13 salas de aula, uma creche e uma unidade básica de saúde (UBS). A área está sendo cercada e fica próxima à CEACA e à Feira de Animais.

A implantação da balança rodoviária atende a uma demanda da comunidade e busca melhorar o escoamento da produção local, beneficiando agricultores ribeirinhos e moradores dos blocos 1 e 2 de Apolônio Sales.

Na área da educação, o prefeito entregou uma nova van para o transporte escolar, adquirida com recursos próprios no valor de R$ 300 mil. Durante o evento, Fabiano Marques anunciou que conseguiu, por meio do Ministro dos Portos e Aeroportos e deputado federal Silvio Costa Filho, recursos para a aquisição de um compactador de lixo. Também está prevista a chegada de novos equipamentos entre março e junho, incluindo uma Patrol, uma retroescavadeira e um caminhão-pipa, para reforçar a patrulha mecanizada do município.

Além dos investimentos em infraestrutura, o prefeito destacou que está promovendo uma reforma administrativa com o objetivo de modernizar a gestão municipal. A iniciativa inclui o uso de novas tecnologias e estratégias de gestão para aprimorar os serviços oferecidos pela Prefeitura.

“A modernização de Petrolândia é um esforço conjunto e contínuo. Estamos trabalhando em infraestrutura, educação e saúde, sempre com o objetivo de atender às necessidades da população e promover o desenvolvimento da cidade”, afirmou Fabiano Marques.

Com obras em andamento e novos projetos anunciados, o prefeito reforçou o compromisso de impulsionar o desenvolvimento de Petrolândia e atender às demandas do município.

Ala do PT-PE lança proposta de apoio a Paulo Câmara

Do blog da Folha Em reunião com membros da direção nacional do PT, nesta quinta-feira (03), no Recife, representantes da ala do partido que pretende apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) entregaram uma proposta expondo a necessidade de “sair do isolamento”. Para o grupo, contrário à candidatura da vereadora Marília Arraes, a legenda […]

Oscar Barreto. Foto: Hesíodo Góes/Arquivo Folha

Do blog da Folha

Em reunião com membros da direção nacional do PT, nesta quinta-feira (03), no Recife, representantes da ala do partido que pretende apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) entregaram uma proposta expondo a necessidade de “sair do isolamento”. Para o grupo, contrário à candidatura da vereadora Marília Arraes, a legenda não conseguiu “atrair nenhum partido político e nossas chapas proporcionais se mostram bastante enfraquecidas”.

Na proposta, que conta com a assinatura de integrantes da comissão executiva e do diretório estadual, a conjuntura política atual pede “união de forças e a atuação isolada não ajuda a luta do nosso povo”. “A busca de alianças que potencializem as nossas lutas é tarefa de todos nós. Aqui em Pernambuco não é e não pode ser diferente”, diz o documento.

Segundo os petistas, “a proposta aprovada por unanimidade pelo Diretório Regional do nosso partido, em 30 de julho do ano passado, de construirmos um projeto de candidatura ao governo estadual encontrou dificuldades enormes”. “Hoje, a despeito de termos três companheiros, na condição de pré-candidatura, não conseguimos atrair nenhum partido político e as nossas chapas proporcionais se mostram, bastante enfraquecidas”, afirma o texto.

Além disso, para eles, “a direita articulada a partir da base de sustentação do governo Temer, em nosso estado, torna-se uma ameaça real de retrocesso a um período que o povo pernambucano já experimentou, quando a Arena, o PFL e o PSDB governaram Pernambuco”. “Hoje no governo do estado estão o PSB, o PDT e o PCdoB e concretamente abre-se a oportunidade do PT vir a se incorporar a essa Frente, de retomar o protagonismo e a possibilidade de apresentarmos nossas propostas de melhorias das condições de vida do nosso povo”, acrescenta.

De acordo com o grupo, a decisão final sobre chapa deve ser alinhada de acordo com o calendário definido pelo diretório nacional, que marcou um encontro no dia 28 de julho para oficializar a candidatura de Lula e avançar no debate nos estados. “Reiteramos a necessidade de precisarmos sair do isolamento. Precisamos fazer política olhando para frente”, finaliza a proposta.

Assinam o documento André José Vieira Torres, Gillian Marques de Barros, Antenor Aparecido da Silva, Newton Bruno, Reginaldo Cordeiro do Nascimento, Ana Paula Bezerra, Cláudia Queiroz, Marineide Correia, Dalva Maria, José Cirilo da Mota, Oscar Paes Barreto, Adriano Alberico, Fabricia Barbosa, Andreia Messias e Ivanize Alves.

Cadeia Pública de Afogados da Ingazeira tem superlotação, denunciam detentos

Nem só do excesso de presos vivem os presídios do país. As cadeias públicas também vivem muitas vezes uma situação sub-humana. A capacidade da Cadeia Pública de Afogados da Ingazeira é para 24 presos. Hoje são 64 detentos de acordo com informações dos próprios presos, em carta de um deles à Rádio Pajeú. “Aqui tem […]

Nem só do excesso de presos vivem os presídios do país. As cadeias públicas também vivem muitas vezes uma situação sub-humana.

A capacidade da Cadeia Pública de Afogados da Ingazeira é para 24 presos. Hoje são 64 detentos de acordo com informações dos próprios presos, em carta de um deles à Rádio Pajeú.

“Aqui tem 6 celas e ao todo tem 64 presos. Não tô falando pra soltar os presos. Alguns tem direito a ter liberdade. Outros deveriam ser transferidos para outras comarcas. Aqui tem presos que nem daqui são”, denuncia um deles.

Seis senadores já respondem a ações penais no STF

Com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réu o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva e obstrução de Justiça, chegou a seis o número de senadores alvos de ações penais na Corte em decorrência da Operação Lava Jato e de seus desdobramentos. Além de Aécio, são réus no […]

G1

Com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réu o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva e obstrução de Justiça, chegou a seis o número de senadores alvos de ações penais na Corte em decorrência da Operação Lava Jato e de seus desdobramentos.

Além de Aécio, são réus no STF os senadores Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor (PTC-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Romero Jucá (MDB-RR) e Valdir Raupp (MDB-RO).

Aécio Neves (PSDB-MG): Foi acusado em junho do ano passado, em denúncia da Procuradoria Geral da República, de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, em troca de favores políticos; e também de tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato. É réu por corrupção passiva e obstrução de Justiça. O caso é um desmembramento da Lava Jato.

Agripino Maia (DEM-RN): Segundo a PGR, teria recebido mais de R$ 654 mil em sua conta pessoal, entre 2012 e 2014, da construtora OAS. A pedido do senador, a empreiteira também teria doado R$ 250 mil ao DEM em troca de favores de Agripino. A acusação diz que ele teria ajudado a OAS a destravar repasses do BNDES para construir a Arena das Dunas, estádio-sede da Copa do Mundo em Natal. É réu por corrupção e lavagem de dinheiro. O caso é um desmembramento da Lava Jato.

Fernando Collor (PTC-AL): Ex-presidente da República, foi acusado de receber mais de R$ 30 milhões em propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. É réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa. Além dessa ação, o senador é alvo de outros cinco inquéritos na Lava Jato.

Gleisi Hoffmann (PT-PR): Primeira senadora a se tornar ré no STF, ela é acusada de receber propina de R$ 1 milhão, desviados da Petrobras, para a campanha ao Senado em 2010. É ré por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além dessa ação, a presidente nacional do PT é alvo de outro inquérito na Lava Jato e de uma segunda denúncia, também relacionada à operação.

Romero Jucá (MDB-RR): Segundo a denúncia, ele pediu uma doação de R$ 150 mil à Odebrecht para a campanha eleitoral do filho Rodrigo em 2014, então candidato a vice-governador de Roraima. Em troca, segundo a acusação, a empresa esperava que Jucá a beneficiasse durante a tramitação de duas medidas provisórias no Congresso. É réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além dessa ação, Jucá é alvo de outros 12 inquéritos no Supremo (seis da Lava Jato), tendo sido denunciado quatro vezes pelo Ministério Público Federal.

Valdir Raupp (MDB-RO): É acusado pelo Ministério Público de ter recebido propina de R$ 500 mil disfarçada de doação oficial para sua campanha ao Senado em 2010. É réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Programa para conter aumentos de preço de combustíveis é aprovado na CAE e vai a Plenário

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (7) projeto de lei que cria um programa de estabilização do preço do petróleo e derivados no Brasil. O objetivo do PL 1.472/2021 é servir como uma espécie de “colchão” para amortecer os impactos dos aumentos do preço do barril de petróleo e conter a alta […]

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (7) projeto de lei que cria um programa de estabilização do preço do petróleo e derivados no Brasil. O objetivo do PL 1.472/2021 é servir como uma espécie de “colchão” para amortecer os impactos dos aumentos do preço do barril de petróleo e conter a alta nos preços dos combustíveis.

Apresentada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), a proposta teve relatório favorável do senador Jean Paul Prates (PT-RN), na forma de um substitutivo. O texto segue para o Plenário.

O projeto, segundo Jean Paul, é baseado em um “tripé”. Além de criar um programa de estabilização, com a finalidade de reduzir a volatilidade dos preços de derivados de petróleo, o PL 1.472/2021 estabelece uma nova política de preços internos de venda a distribuidores e empresas comercializadoras de derivados do petróleo produzidos no Brasil.

O texto também apresenta um conjunto de possíveis fontes de recursos, para evitar reajustes recorrentes na bomba de combustível e na venda de gás aos consumidores. Entre eles, está um imposto de exportação sobre o petróleo bruto, principal tema de divergência entre senadores. Pela proposta, a receita advinda dessa cobrança será usada para subsidiar a estabilização dos preços quando os valores do produto subirem. 

Jean Paul reforçou que o imposto é apenas uma das ferramentas que o governo terá para garantir que os aumentos do barril no mercado internacional não impactem com tanta frequência o orçamento das famílias e de caminhoneiros, motoristas de aplicativos e outros que dependem de combustível para trabalhar. Ao longo do ano, já foram contabilizados 38 reajustes nos combustíveis, de acordo com o senador. 

— Estamos tentando colocar um sistema de amortecimento para que um país grande produtor de petróleo assegure ao investidor a receita, mas que atenue os impactos para o comprador de gás de cozinha, diesel e gasolina. É a solução possível — disse Jean Paul. Leia a íntegra da reportagem na Agência Senado