Rapper de Triunfo, Jessica Caitano em matéria do UOL
Por André Luis
Foto: Twitter/Reprodução
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Os jornalistas, Peu Araújo e Tiago Dias, publicaram matéria no UOL TAB, intitulada de “Entre Beats e bolhas”, que fala sobre como rappers e beatmakers nordestinos se organizam para mudar o jogo da cena musical e furar a bolha que existe em volta do cenário do rap no sudeste.
Entre relatos de preconceito e xenofobia, uma das rappers citadas é Jéssica Caitano, de Triunfo-PE, Sertão do Pajeú. Leia abaixo a parte da matéria dedicada a rapper pajeuzeira. A matéria na íntegra você lê aqui.
Jéssica Caitano vem da cidade de Triunfo, localizada no sertão do Pajeú, em Pernambuco, região em que a poesia está enraizada na vivência de seus habitantes. Foi natural crescer treinando rimas, e isso só se intensificou quando ouviu rap.
Ela chegou a participar de projetos em São Paulo e conta que a experiência a fez enxergar seu lugar de nascimento de outra forma. “Conheci pessoas que estavam próximas de mim, trabalhos que eu não fazia ideia que existia, a partir da provocação de uma pessoa que está lá do outro lado”, observa.
Caitano faz o que ela chama de “rap repente”, uma decantação da sua paixão pelo rap e suas raízes no improviso cantado, próprio do seu estado. Sua proposta nem é furar bolha nenhuma. “É hackear esse espaço, descentralizar a região. Se a gente se reconhecer, se afirmar junto, não vai precisar ninguém vir de fora para reafirmar. Parece que a gente está esperando uma reafirmação de alguém para então dizer: ‘tá, é real’.”
Neste domingo (7), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou suas redes sociais para comemorar a derrota do extremismo de direita na França. Em uma publicação, Lula destacou a importância da união das forças políticas francesas contra o extremismo nas eleições legislativas. “Muito feliz com a demonstração de grandeza e maturidade das […]
Neste domingo (7), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou suas redes sociais para comemorar a derrota do extremismo de direita na França. Em uma publicação, Lula destacou a importância da união das forças políticas francesas contra o extremismo nas eleições legislativas.
“Muito feliz com a demonstração de grandeza e maturidade das forças políticas da França que se uniram contra o extremismo nas eleições legislativas de hoje. Esse resultado, assim como a vitória do partido trabalhista no Reino Unido, reforça a importância do diálogo entre os segmentos progressistas em defesa da democracia e da justiça social. Devem servir de inspiração para a América do Sul”, afirmou o presidente.
Segundo o g1, as pesquisas de boca de urna indicam a vitória da esquerda no segundo turno das eleições legislativas na França. As projeções mostram que a coalizão de esquerda obteve uma maioria considerável, superando os partidos de extrema direita. Esse resultado é visto como uma resposta contundente ao avanço das políticas extremistas e um reforço ao compromisso com a justiça social e os direitos democráticos no país.
A vitória da esquerda nas eleições francesas é um reflexo de uma tendência maior que se observa também em outros países, como o Reino Unido, onde o partido trabalhista recentemente obteve uma vitória significativa. Esses acontecimentos destacam a relevância do fortalecimento das alianças progressistas em nível global para enfrentar os desafios impostos pelo extremismo e promover sociedades mais justas e inclusivas.
Moradores dos assentamentos Sol Nascente e Massangano, localizados em Petrolina, no Sertão de Pernambuco começaram a semana com mais um motivo para comemorar. Eles receberam da Codevasf concessão para irrigação de áreas de plantio. Cada família poderá usar a água para até dois hectares. Antes, as famílias tinham acesso à água apenas para uso doméstico. […]
Moradores dos assentamentos Sol Nascente e Massangano, localizados em Petrolina, no Sertão de Pernambuco começaram a semana com mais um motivo para comemorar. Eles receberam da Codevasf concessão para irrigação de áreas de plantio. Cada família poderá usar a água para até dois hectares. Antes, as famílias tinham acesso à água apenas para uso doméstico.
Além do recurso hídrico, os produtores também recebem o apoio da Codevasf para liberação de crédito para a agricultura familiar. A expectativa da Companhia é que sejam garantidos cerca de R$ 26,5 mil a cada família, que deverão ser usados para o plantio e a assistência técnica.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa, comemorou a inciativa. “O que isso mostra é que o governo Dilma vem trabalhando por quem mais precisa. Mesmo com a crise, com todas as dificuldades que estamos enfrentando, o governo dedica seu esforço para levar água e garantir o sustento de famílias que passaram muito tempo esquecidas pelos antigos governantes”, afirmou o senador.
“A Bíblia não pode ser usada simplesmente para legitimar ou justificar a minha ação” Por André Luis O padre Luiz Marques Ferreira (padre Luizinho), falou sobre a sua preocupação em ver o nome de Deus sendo usado por golpistas que pedem o fim da ruptura institucional, como nos atos terroristas do último domingo (8). “Isso […]
“A Bíblia não pode ser usada simplesmente para legitimar ou justificar a minha ação”
Por André Luis
O padre Luiz Marques Ferreira (padre Luizinho), falou sobre a sua preocupação em ver o nome de Deus sendo usado por golpistas que pedem o fim da ruptura institucional, como nos atos terroristas do último domingo (8).
“Isso é muito complicado, porque quando você tem no bojo de uma insurreição, de uma revolta, que você usa o nome de Deus para legitimar algo que é ilegal, então fica claro que existe um fanatismo e um fundamentalismo no meio”, explicou padre Luizinho falando ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú nesta quinta-feira (12).
O padre chamou a atenção para o perigo de se ler e usar a Bíblia como uma receita de bolo. “Se a gente for pegar a Bíblia, ou o Alcorão, ou qualquer livro sagrado para determinada religião e for aplicar como está, como se fosse uma receita de bolo, causa um problema muito grande. A Bíblia não pode ser usada simplesmente para legitimar ou justificar a minha ação, eu tenho que, na verdade, ter o máximo de cuidado para que o sagrado não seja um ponto de manipulação das pessoas”, destaca.
Ele explica que não se pode ter um desejo político e manipular as pessoas pela questão da fé, para defender uma bandeira que muitas vezes está contrária as leis do país.
Padre Luizinho chama a atenção para o uso indiscriminado, nos últimos tempos, justamente do fomento por parte do ex-presidente da exploração da fé.
Segundo o padre, não se pode condenar quem votou em Bolsonaro. Ele lembra que vivemos em uma democracia e a candidatura do ex-presidente foi legítima, mas a crítica cabe na questão da relação cega com a realidade e a doutrinação de seus seguidores.
“Dentro desses acampamentos que haviam em frente aos quartéis a pessoa não escutava outra fonte de informação, ele não tem outro jornal, não assistem outro canal, só querem saber daquilo que os chefes, que as pessoas e sobretudo lideranças religiosas, algumas delas que justificaram que é uma ação de Deus aqui na terra, por exemplo, a questão da quebradeira”, destacou Luizinho.
O sacerdote chama a atenção para a necessidade do fim da guerra ideológica entre quem votou em Bolsonaro e quem votou em Lula. E lembrou que não é porque Lula tá no poder que é santo. “De forma alguma, nós temos problemas em todos os lugares. Agora, quem se revelou de forma exacerbada, como golpista, porque o que eles queriam era dar um golpe… Veja só que a inocência e o fanatismo cegam as pessoas. Como você vai dar um golpe sem poder bélico?”, lembrou o padre.
Para o padre Luizinho, tudo que aconteceu no dia 8 de janeiro é resultado de um fanatismo criado no coração de algumas igrejas. Inclusive, parte da igreja católica, em menor proporção que nas igrejas evangélicas. “Começaram a criar um falso messias e criar uma série de coisas que não correspondem a verdade. O fanatismo cega, quando você é fanático você cega e quando você é fundamentalista é pior”.
Padre Luizinho lembra que não existem duas verdades, só uma e ainda sobre a importância do diálogo. “Uma sociedade que não dialoga, que não trabalha com o diferente é uma sociedade condenada a morrer”, destacou.
Ele questiona o lema usado pelos bolsonaristas: Deus, pátria e família.
Pátria: “Ninguém prova que é brasileiro usando somente verde e amarelo e com a bandeira nas costas. É com respeito às pessoas, com respeito aos símbolos da pátria, então quer dizer, eles sangraram a bandeira brasileira naquele dia quando invadiram e depredaram os três poderes”.
Deus: “Que Deus é esse que quer matar, destruir, que quer a eliminação do outro? Mentira também”.
Família: Que família é essa? Família que eu entendo como cristão, é um homem, uma mulher com os filhos vivendo em paz, trabalhando, construindo um mundo novo, sendo realmente honesto. Aquelas pessoas ali mostram o que é um modelo de família que eu quero, que eu desejo? Então os três pilares que podemos desmistificar essa coisa de Deus, Pátria e família, eles não estão vivendo isso. Deus, pátria e família é outra coisa que a gente entende”, finalizou Padre Luizinho.
A obra do açude da Clarinha foi concluída em fevereiro, e com as últimas chuvas que estão caindo em nossa região recebeu um grande volume de água. A obra foi realizada pelo Governo do Estado, através do governador Paulo Câmara, e da Secretaria de Agricultura, que tinha até então o deputado Nilton Mota como secretário […]
A obra do açude da Clarinha foi concluída em fevereiro, e com as últimas chuvas que estão caindo em nossa região recebeu um grande volume de água.
A obra foi realizada pelo Governo do Estado, através do governador Paulo Câmara, e da Secretaria de Agricultura, que tinha até então o deputado Nilton Mota como secretário da pasta.
O prefeito Adelmo Moura visitou a barragem comunitária ao lado do ex-prefeito Arquimedes Machado, do proprietário das terras Raimundo Nunes e populares da região.
“Este açude é uma grande conquista para toda comunidade Clarinha. Agora todos terão água suficiente por três anos com o açude totalmente cheio. Se Deus quiser, a comunidade terá uma grande safra.”, afirmou Adelmo.
As cozinhas comunitárias, iniciativa que faz parte do Programa Bom Prato, realizada em parceria com os municípios, ultrapassaram a marca de seis milhões de refeições servidas em 2023 e no primeiro semestre de 2024. Nesses dezoito meses, o número registrado pelo Governo de Pernambuco na metade de 2024, 2,9 milhões de refeições, já se aproxima […]
As cozinhas comunitárias, iniciativa que faz parte do Programa Bom Prato, realizada em parceria com os municípios, ultrapassaram a marca de seis milhões de refeições servidas em 2023 e no primeiro semestre de 2024.
Nesses dezoito meses, o número registrado pelo Governo de Pernambuco na metade de 2024, 2,9 milhões de refeições, já se aproxima das 3,2 milhões distribuídas em 2023, em muito devido ao número recorde de inaugurações neste ano. Atualmente, há 156 cozinhas em funcionamento no Estado, sendo que 101 foram inauguradas na gestão atual.
“As cozinhas comunitárias são parte da estratégia do nosso programa Pernambuco Sem Fome, que visa combater o quadro de miséria e fome que encontramos. Estamos servindo para a população, nas quatro regiões do Estado, 686 mil refeições por mês para o combate à fome. É assim que seguimos forte, investindo e trabalhando junto com o importante trabalho das prefeituras, para que possamos levar mais dignidade para a vida daqueles que mais precisam”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Os equipamentos fornecem 200 refeições diárias, cinco dias na semana, aos pernambucanos em insegurança alimentar e nutricional. O Governo do Estado tem o objetivo de inaugurar 214 cozinhas comunitárias até o final de 2024.
De acordo com o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Carlos Braga, esses locais não só proporcionam refeições, mas também promovem dignidade e cidadania.
“Estamos não apenas ampliando o acesso à alimentação de qualidade como pauta central da atual gestão, mas também fortalecendo a economia local ao priorizar insumos da agricultura familiar. Cada refeição servida representa um passo em direção a um futuro mais justo e inclusivo para todos os pernambucanos”, pontuou.
As cozinhas comunitárias são resultado de um cofinanciamento entre o Estado e os municípios, com um investimento total este ano de R$ 39,2 milhões, sendo R$ 3,1 milhões destinados à instalação de novas cozinhas e R$ 36,1 milhões ao custeio das unidades já existentes. Cada equipamento fornece refeições diárias para a população cadastrada no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou Centro Pop dos municípios.
Em paralelo, os equipamentos também fortalecem o desenvolvimento econômico da região, empregando cozinheiros, auxiliares, nutricionistas e outros profissionais que fazem as unidades acontecerem no seu dia a dia.
Para a produção dos alimentos, os insumos são comprados nos locais onde estão inseridas, movimentando a economia dos municípios e fortalecendo a agricultura familiar, o que gera um ciclo virtuoso de desenvolvimento e sustentabilidade para as comunidades.
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