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Opinião: 10 anos do impeachment da presidente Dilma Rousseff

Por Nill Júnior

Por Fernando Ferro*

Há exatos 10 anos, em 17/4/2016, o Brasil acompanhou pela tv aberta a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que tinha sido reeleita democraticamente em 2014. Era o começo da tragédia política que chocou o ovo da serpente fascista no país, cujo resultado estamos acompanhando nas disputas atuais.

 

A votação na Câmara, encerrada em 367 votos a favor e 137 contra, expôs o clima de polarização do país. Muitas justificativas de voto basearam-se em misoginia ou ofensas pessoais, incluindo a apologia ao crime feita por Jair Bolsonaro ao exaltar Carlos Alberto Brilhante Ustra, expoente da repressão militar e torturador da ex-presidente. A tramitação encerrou-se meses depois, em 31 de agosto de 2016, quando o Senado Federal decretou o afastamento definitivo de Dilma Rousseff.

No entanto, o rumo dos que votaram pelo impeachment deu voltas: da euforia punitiva de Danilo Cabral ao delírio exibicionista de Bruno Araújo sobraram castigos e a urnas indicaram isso. Por sinal, Dilma está atualmente num posto de topo na geopolítica global, enquanto seus algozes rastejam na província.

Dilma é presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Com sede em Xangai, a instituição tem como objetivo financiar obras para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países que compõem o colegiado de economias emergentes.

Avante, companheiros e companheiras. A democracia brasileira exige vigilância diária e voto na esquerda sempre!

* Nome histórico do PT e um dos fundadores da legenda, Fernando Ferro é ex-deputado federal.

Outras Notícias

Haddad foi interrompido 62 vezes em entrevista ao Jornal Nacional, diz PT 

Do Congresso em Foco  Último presidenciável a ser entrevistado no Jornal Nacional, da TV Globo, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, foi interrompido 62 vezes em 27 minutos. Em comunicado distribuído pelo PT neste sábado (15), a postura dos entrevistadores é classificada como “tendenciosa”.  “Além de interromper o candidato, os jornalistas seguidamente emitiram […]

Foto: Reprodução/Vídeo

Do Congresso em Foco 

Último presidenciável a ser entrevistado no Jornal Nacional, da TV Globo, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, foi interrompido 62 vezes em 27 minutos. Em comunicado distribuído pelo PT neste sábado (15), a postura dos entrevistadores é classificada como “tendenciosa”. 

“Além de interromper o candidato, os jornalistas seguidamente emitiram opiniões, colocaram palavras na boca de Haddad e fizeram interpretações tendenciosas e infundadas”, diz o texto da assessoria da campanha petista. Procurada por e-mail e por telefone, a assessoria da Rede Globo não havia se manifestado até a publicação deste texto, que será atualizado caso a emissora se pronuncie. 

A entrevista foi realizada apenas três dias após Haddad ser oficializado como cabeça da chapa do PT. Na terça-feira (11), o ex-prefeito de São Paulo foi ungido como candidato do partido, no último dia para substituir Lula, que teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Segundo levantamento do site da Revista Fórum, os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) foram os outros dois candidatos mais interrompidos pelos jornalistas. Durante os 27 minutos de entrevista, foram 36 interrupções a Bolsonaro e 34 a Ciro. 

Marina Silva (Rede) foi interrompida 20 vezes e Geraldo Alckmin (PSDB), 17. 

Apesar de ser o mais interrompido, Haddad não foi o que menos falou. Ainda segundo o levantamento da Fórum, Ciro foi o que teve menos tempo de fala. Dos 27 minutos, o pedetista falou por 15 minutos e 20 segundos. Haddad falou 16 minutos e 5 segundos. Alckmin teve 16 minutos e 17 minutos. Marina (19 minutos e 30 segundos) e Bolsonaro (16 minutos e 47 segundos) foram os que mais falaram. 

Família denuncia tortura a médico de Serra Talhada durante treinamento do Exército

Uma família serra-talhadense utilizou as redes sociais para denunciar o que seria um grave caso de tortura em Recife. De acordo com Kátia Nogueira, em contato com o Farol de Notícias, seu sobrinho teria sido vítima de tortura e maus tratos durante um treinamento de formação de médicos pelo Exército na capital pernambucana. O jovem […]

Uma família serra-talhadense utilizou as redes sociais para denunciar o que seria um grave caso de tortura em Recife. De acordo com Kátia Nogueira, em contato com o Farol de Notícias, seu sobrinho teria sido vítima de tortura e maus tratos durante um treinamento de formação de médicos pelo Exército na capital pernambucana. O jovem Felipe Ferraz, 23 anos, se formou em Medicina pela Uninassau em 2022.

De acordo com a família, durante o treinamento, o rapaz teria informado que não estava bem, mas foi impedido de ser socorrido pelos próprios colegas também médicos. Filipe só teria sido atendido após desmaiar e sofrer convulsões quando, finalmente, o levaram para uma UPA onde foi medicado. Felipe Ferraz se encontra internado na UTI neste momento do Hospital Esperança, no bairro Ilha do Leite.

“Após relatar que estava passando muito mal e já ter caído mais de uma vez, sem que pudesse ser socorrido por todos os seus colegas médicos, que também estão na turma de formação, pois quem estava comandando o treinamento disse que os médicos eram eles e que ninguém podia fazer nada, que só depois que desmaiasse. Ou seja, os próprios médicos foram impedidos de exercer o que lhes tem de mais caro na profissão que é o juramento de Hipócrates. Foram impedidos de prestar socorro, crime previsto no Código Penal. Após ele ficar desacordado, inconsciente e sofrer convulsões no batalhão, foi removido para uma UPA”, detalhou Kátia.

Filipe estava com a frequência cardíaca alterada, com dificuldade de respiração, com os sinais vitais comprometidos e diversos machucados nos joelhos e nas pernas. A família imediatamente buscou a transferência do jovem o Hospital Esperança. A família teme que Filipe tenha complicações renais e cardíacas.

“Os exames demonstraram função renal bem comprometida, correndo o risco de ter que fazer hemodiálise, bem como várias taxas super alteradas, o que comprova falência por exaustão física. Ele teve rabdomiólise – que é a degradação do tecido muscular e liberação uma proteína prejudicial no sangue. A sequela mais grave e comum são lesões nos rins, que podem acabar provocando uma insuficiência renal. No entanto, a presença de resíduos no sangue também leva a um aumento dos níveis de potássio e fósforo no organismo, o que pode acabar afetando o funcionamento do coração”, explicou Kátia.

Ainda durante o relato, Kátia Nogueira afirmou que outras famílias de médicos recém-formados, inclusive de serra-talhadenses, estejam sujeitas a passar pelo mesmo problema e ainda terem o direito ao socorro médico negado.

“Ao saberem do ocorrido, muitos pais de médicos convocados, que estão na mesma turma, nos contataram para falar que não estavam tão surpresos, pois os relatos de seus filhos já os assustavam. Eles tinham medo que algo sério pudesse acontecer com eles e não tivessem tempo de fazer nada. Sessão de horrores diária, constrangimento moral e psicológico para uma turma de médicos que dedicaram 6 anos em uma faculdade para salvar vidas e terem suas vidas colocadas em risco por uma instituição que se diz séria e que deveria zelar por eles”, argumentou Nogueira. As informações são do Farol de Notícias

Lula defende mundo mais justo, solidário e sustentável em discurso na ONU

Por André Luis O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu um mundo mais justo, solidário e sustentável em seu discurso de abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (19). Lula destacou a importância da cooperação internacional para enfrentar os desafios globais, como a pandemia de COVID-19, a crise climática e a desigualdade. […]

Por André Luis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu um mundo mais justo, solidário e sustentável em seu discurso de abertura da 78ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (19).

Lula destacou a importância da cooperação internacional para enfrentar os desafios globais, como a pandemia de COVID-19, a crise climática e a desigualdade.

“Precisamos trabalhar juntos para encontrar soluções para problemas comuns”, disse Lula. “O mundo está cada vez mais interconectado e não podemos resolver nossos problemas sozinhos.”

Lula também criticou o aumento das desigualdades e do autoritarismo no mundo. Ele defendeu a democracia e os direitos humanos como pilares da paz e do desenvolvimento.

“A democracia é o único sistema que garante a igualdade de direitos e oportunidades para todos”, disse Lula. “Os direitos humanos são essenciais para a construção de um mundo mais justo e solidário.”

A seguir, alguns dos principais pontos do discurso de Lula:

Cooperação internacional – Lula defendeu a necessidade de uma cooperação internacional mais forte para enfrentar os desafios globais. Ele ressaltou que o mundo está cada vez mais interconectado e que os países precisam trabalhar juntos para encontrar soluções para problemas comuns.

Democracia e direitos humanos – Lula criticou o aumento das desigualdades e do autoritarismo no mundo. Ele defendeu a democracia e os direitos humanos como pilares da paz e do desenvolvimento.

Pandemia de COVID-19 – Lula destacou a importância da vacinação contra a COVID-19 para garantir a saúde e a economia global. Ele também defendeu a necessidade de um acesso equitativo às vacinas em todo o mundo.

Crise climática – Lula alertou para os perigos da crise climática. Ele defendeu a necessidade de um acordo global para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Desigualdade – Lula criticou o aumento das desigualdades no mundo. Ele defendeu a necessidade de políticas públicas para reduzir a pobreza e promover a justiça social.

Lula terminou seu discurso com um apelo à ação para construir um mundo melhor para todos. Ele disse que “o futuro do planeta está em nossas mãos” e que “juntos podemos construir um mundo mais justo, solidário e sustentável”.

O discurso de Lula foi recebido com aplausos de representantes de diversos países e tem sido bem elogiado pela imprensa brasileira. Leia aqui a íntegra do discurso de Lula.

Guerra pelo Senado na federação esquenta: Eduardo da Fonte vence no Estado, mas Miguel aciona cúpula nacional e disputa segue aberta

Votação na executiva estadual da União Progressista expõe racha entre PP e União Brasil e transfere decisão para Brasília A disputa por uma das vagas ao Senado na chapa governista de Pernambuco ganhou temperatura máxima nesta segunda-feira (29). O deputado federal saiu da reunião da executiva estadual da Federação União Progressista (PP/União Brasil) com a […]

Votação na executiva estadual da União Progressista expõe racha entre PP e União Brasil e transfere decisão para Brasília

A disputa por uma das vagas ao Senado na chapa governista de Pernambuco ganhou temperatura máxima nesta segunda-feira (29). O deputado federal saiu da reunião da executiva estadual da Federação União Progressista (PP/União Brasil) com a chancela de pré-candidato ao Senado, mas a comemoração durou pouco: a reação do grupo liderado por e a intervenção da cúpula nacional recolocaram a disputa em aberto.

Na prática, a reunião realizada no Pina serviu mais para escancarar o tamanho do racha interno do que para pacificar a escolha.

Eduardo da Fonte obteve cinco votos favoráveis contra duas abstenções. Além do próprio parlamentar, votaram a favor , Adalto Paes Barreto, Elias Manoel da Silva e Fernanda Cerqueira. Já Miguel Coelho e o deputado federal preferiram se abster, num gesto político que evitou endossar o resultado sem, ao mesmo tempo, romper formalmente com o colegiado.

Após a votação, Eduardo tratou o resultado como uma sinalização robusta de fortalecimento político.

Segundo ele, a oficialização da pré-candidatura pela executiva estadual representa um indicativo consistente de consolidação de seu projeto rumo ao Senado.

Mas, nos bastidores, o entendimento era outro: a batalha estava apenas começando.

Miguel Coelho, Fernando Filho e Antonio Coelho deixaram a sede da federação sem falar com a imprensa. O silêncio foi eloquente.

Brasília entra em campo

A resposta veio quase imediatamente de Brasília. O presidente nacional da Federação União Progressista, , divulgou nota esfriando qualquer interpretação de definição consumada.

Rueda deixou claro que ainda não existe decisão final sobre as candidaturas majoritárias em Pernambuco, incluindo a vaga ao Senado e a composição de alianças em torno da reeleição da governadora .

O ponto central da nota foi político e jurídico: qualquer deliberação estadual sem consenso entre Progressistas e União Brasil não terá efeito perante a executiva nacional.

Em outras palavras, a decisão tomada no Recife não basta.

Miguel mantém candidatura

Amparado pela nota de Rueda, Miguel Coelho reagiu nas redes sociais e reforçou que a disputa continua aberta.

Nos bastidores do União Brasil, o discurso permanece alinhado: embora o PP tenha musculatura maior em Pernambuco, a federação pressupõe equilíbrio entre as legendas, especialmente em decisões estratégicas.

Esse argumento sustenta a tese de que o União Brasil não aceitará uma imposição construída apenas pela maioria numérica do Progressistas.

Ciro fortalece Eduardo

Se Rueda freou a euforia do grupo de Eduardo, outro movimento nacional serviu para reequilibrar o jogo.

O copresidente da federação, senador , referendou as deliberações da executiva estadual, fortalecendo o discurso do Progressistas de que o processo teve legitimidade política.

O impasse revela algo maior que a simples disputa entre dois pré-candidatos. A corrida pelo Senado se tornou o principal teste de força dentro da recém-formada federação em Pernambuco.

No fim das contas, o tabuleiro estadual mostrou seu limite. A decisão real, agora, parece cada vez mais concentrada em Brasília.

E, por enquanto, apesar da vitória de Eduardo da Fonte no voto local, ninguém pode cravar um vencedor.

Raquel Lyra destaca queda de homicídios pelo 11º mês consecutivo

Pernambuco registrou uma redução de 6,1% nos homicídios em março de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, saindo de 326 para 306 casos. Este é o 11º mês consecutivo de queda no índice. De acordo com o levantamento da Secretaria de Defesa Social (SDS), os dados reforçam a tendência de diminuição […]

Pernambuco registrou uma redução de 6,1% nos homicídios em março de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, saindo de 326 para 306 casos. Este é o 11º mês consecutivo de queda no índice. De acordo com o levantamento da Secretaria de Defesa Social (SDS), os dados reforçam a tendência de diminuição já observada nos primeiros meses do ano, que chega a 13,9% de redução no acumulado dos três primeiros meses, saindo de 989 (2024) para 852 (2025). 

As informações foram detalhadas nesta terça-feira (8), pela governadora Raquel Lyra durante visita aos Cursos de Formação da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), no Recife. A vice-governadora Priscila Krause também esteve presente.

“Tive a alegria de visitar o Curso de Formação de novos oficiais e praças. Serão 2,4 mil novos policiais e 300 bombeiros que irão reforçar a segurança de Pernambuco. Com isso, estamos realizando a maior nomeação da nossa história e um recorde de investimentos. A redução nas mortes violentas no mês de março reflete o trabalho que estamos fazendo para garantir a segurança e a proteção da população. Vamos seguir firmes, com foco e determinação, para alcançar novos resultados em abril”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A Violência Contra a Mulher também apresentou indicadores positivos, com diminuição de 5,6% (5.870 em 2024 e 5.541 em 2025). Os casos de feminicídio recuaram 28,6% em março, totalizando cinco registros, frente a sete no mesmo período de 2024. 

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, enfatizou a importância do planejamento estratégico adotado pelas forças de segurança para alcançar esses resultados. “A redução da violência é resultado de um planejamento detalhado feito para cada área integrada de segurança. O Estado se divide em 26 áreas integradas para que tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil, cada uma com suas atribuições, realizem um bom trabalho, e os resultados vistos desde maio do ano passado são fruto disso. E assim atingimos o 11º mês de redução consecutiva de homicídios em Pernambuco”, explicou o titular da pasta.

O Governo de Pernambuco realizou concurso público para mais de 7 mil novos policiais, que deverão assumir seus postos até o próximo ano. Deste total, 2.339 alunos, sendo 2.014 homens e 325 mulheres, já iniciaram o Curso de Formação e Habilitação de Praças da PMPE, com previsão de término para julho deste ano.

“É uma ação estratégica do Governo do Estado que vem para completar o efetivo e dar um maior gás para toda a nossa tropa em busca de melhores resultados no segundo semestre, já que a previsão de término desse curso permeia entre julho e agosto”, ressaltou o comandante-geral da PMPE, coronel Ivanildo Torres.

O curso de formação do Corpo de Bombeiros possui 324 alunos, sendo 34 matriculados (31 homens e 03 mulheres) no curso de oficiais e 290 no curso de praças (241 homens e 49 mulheres). 

O comandante-geral do CBMPE, coronel Francisco Cantarelli, enfatizou que, com a chegada desses profissionais, a corporação ganha fôlego para prestar um melhor serviço à sociedade pernambucana. “A nossa carência primordial em termos de efetivo é nas sessões do interior. Por vezes, são cinco homens compondo guarnições de combate a incêndio e atendimento pré-hospitalar, além de desenvolverem a atividade de salvamento que precisamos”, detalhou o comandante.

Também estiveram presentes o secretário da Casa Militar, coronel Hercílio Mamede, e o comandante do Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), coronel Linaldo Tavares.