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Rádio Pajeú mais do que um show de notícias: uma emissora comprometida com a democracia

Por Nill Júnior

Por Augusto César Acioly*

A Rádio Pajeú não é apenas um show de Notícias, ela é e faz parte da memória afetiva e identidade histórico cultural de Afogados da Ingazeira e Pajeú.

Tendo uma posição tão central no coração do Povo, hoje ela entra num novo momento da sua longa trajetória, a migração para a FM, sob novo prefixo 104,9.

Trajetória que se confunde com as transformações e lutas pelas quais passaram o Pajeú e os sertões pernambucanos, no processo de desenvolvimentos e combates pela superação de desigualdade, ou denúncia de tal realidade.

A sua ligação com a Diocese, não fizeram desta emissora um espaço tão somente de proselitismo religioso, como infelizmente, boa parte das emissoras que encontram-se em mãos de grupos religiosos tornou-se. Ela tornou-se sim, espaço de difusão da educação de um povo, missão que está no seu DNA gerador, quando o Dom Mota à arquitetou e concretizou e os demais bispos da Diocese continuaram a incentivar a fortalecer os seus passos.

Principalmente, em momentos tão obscuros como os enfrentados pela emissora, ao longo da Ditadura Civil Militar, no qual o seu bispo profético, Dom Francisco, não deixou de usar os seus microfones na defesa das parcelas mais exploradas e humilhadas dos sertões do Pajeú e da região.

Ao seu papel de educadora a Pajeú também, ao longo destas décadas teve papel decisivo na politização da população e no acesso a uma comunicação livre, libertadora e que representa o local sem nunca perder a sua inserção no mundo global.

Mas, entendendo que o direito a comunicação dos mais diversos segmentos sociais, tem ali guarita, e que ajuda na formação de pessoas e não de interesses particulares.

Esta é outra das tantas lições que esta rádio profética, na acepção bíblica da palavra desfruta, a de encontrar-se ao lado do povo ser um instrumento de debate público, e quando necessário espaço de denúncia e problematização dos vários temas da sociedade, e na maioria das vezes, ficando como os profetas bíblicos ao lado dos menos favorecidos, dos sem vozes cumprindo assim, de forma verdadeira a sua missão cristã, principalmente em tempos nos quais vários cristãos parecem sinalizar e abraçar soluções tão contrárias a própria doutrina que seguem, aliando-se a discursos políticos que patrocinam a tortura, a violência e a intolerância, princípios que o próprio Cristo execrava de forma veemente.

Em tempos tão difíceis como os que enfrentamos, no qual a comunicação brasileira encontra-se nas mãos de poucas famílias ou concentrados em grupos de interesse especifico, que se colocam como imparciais, mas que assumem uma posição.

Aspecto que nas Democracias sérias do mundo não torna-se nenhum trauma para os meios de comunicação, a Rádio Pajeú ao longo destas décadas tão sabidamente, tem como é “natural” em toda a imprensa mundial assumido uma posição que é a de rádio serviço, voz democrática e órgão de imprensa no qual existe uma intransigente defesa ao fato jornalístico, premissa central dos manuais do jornalismo e que cada vez mais com a expansão das Fake News e de outros recursos tão antiprofissionais, fazem parte da nossa imprensa, acredito eu que devido à falta de democratização da imprensa, principio base de uma imprensa realmente livre e desenvolvida.

A Rádio Pajeú terá ainda mais um papel determinante como o que desempenhou em momentos anteriores, nos vários debates polarizados que as eleições municipais tiveram na cidade e região, que é o guardar de maneira intransigente a defesa ao direito à comunicação democrática e do efetivo debate público, sem esquecer a sua missão profética, a de fazer e disseminar uma comunicação que preserve os direitos humanos e combata as injustiças, intolerâncias e violências que se avizinham em tempos tão sombrios.

Vida longa à Rádio Pajeú de Educação Popular e aos seus colaboradores, e que esta nova fase da sua história continue a orientar-se pelos princípios humanitários e democráticos que conduziu até o momento.

*Doutor em História e professor da AESA-CESA

Outras Notícias

Caminhão de combustível de São José do Egito explode em Sertânia

Caminhão pertencia a uma rede de postos de São José do Egito. Motorista foi transferido ao Recife. Atualizado às 10h30 Um caminhão de combustível explodiu essa manhã, na área do municipal de Sertânia,  no Moxotó. O acidente aconteceu na PE 265, na chegada ao município. O caminhão pertence a Cayo Jefferson, da rede de postos Petrovia […]

Caminhão pertencia a uma rede de postos de São José do Egito. Motorista foi transferido ao Recife.

Atualizado às 10h30

Um caminhão de combustível explodiu essa manhã, na área do municipal de Sertânia,  no Moxotó.

O acidente aconteceu na PE 265, na chegada ao município. O caminhão pertence a Cayo Jefferson, da rede de postos Petrovia Trevo, em Itapetim e São José do Egito .

O motorista, foi identificado como Elvandro Bernardes de Souza, 35 anos, natural de Afogados da Ingazeira. É conhecido em São José Egito por José Silva, o Rato, está sendo transferido para o setor de Queimados do Hospital da Restauração, Recife. Cayo, que escreve artigo para o blog e a esposa do motorista estão seguindo para Recife.

Segundo a jornalista Cecília Souza, da Sertânia FM, o estado de saúde dele é considerado moderado, com queimaduras e ferimentos pelo corpo. Porém segue consciente e sem maiores riscos.

Um vídeo nas redes sociais mostra pessoas tentando apagar o fogo com auxílio de um carro pipa.  O fogo foi controlado pelo departamento de defesa Civil de Sertânia. O Corpo de Bombeiros esteve no local, mas as chamas já tinham sido controladas. A Guarda Municipal isolou o local até o resfriamento da caatinga atingida e para a proteção dos curiosos e transeuntes.

Após a explosão,  a distância era possível ver a nuvem de fumaça. O episódio ocorreu na entrada para Sertânia, próximo ao Cruzeiro do “Gogo da Gata”, como é conhecido. A polícia civil investigará a ocorrência. A atualização em tempo real você também acompanha no Instagram do blog, clicando aqui.

Cinco cidades do Sertão do Pajeú tem vagas no programa Mais Médicos

Estão abertas as inscrições para o programa Mais Médicos, do governo federal, com 3.184 vagas em mais de 1.500 cidades brasileiras. Destas, 136 são distribuídas em 75 municípios de Pernambuco, incluindo cinco do Sertão do Pajeú: Flores (uma vaga), Itapetim (uma vaga), São José do Egito (uma vaga), Serra Talhada (quatro vagas) e Tabira (uma […]

Estão abertas as inscrições para o programa Mais Médicos, do governo federal, com 3.184 vagas em mais de 1.500 cidades brasileiras. Destas, 136 são distribuídas em 75 municípios de Pernambuco, incluindo cinco do Sertão do Pajeú: Flores (uma vaga), Itapetim (uma vaga), São José do Egito (uma vaga), Serra Talhada (quatro vagas) e Tabira (uma vaga).

Os médicos selecionados receberão uma bolsa-formação de R$ 14.058 mensais, por até dois anos, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Além da bolsa, os profissionais têm direito a auxílio moradia e alimentação, pagos diretamente pelo município onde atuarão.

Podem participar da seleção:

Médicos formados em universidades brasileiras ou com diplomas revalidados no Brasil, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM); médicos brasileiros habilitados para exercer a profissão no exterior; médicos estrangeiros habilitados para exercer a profissão no exterior; para médicos estrangeiros, o Ministério da Saúde exige conhecimento da língua portuguesa e das regras de organização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total de vagas, 20% são reservadas para grupos étnico-raciais e 9% para pessoas com deficiência, conforme o edital publicado na segunda-feira (1º).

Todos os candidatos devem estar com a situação regular na esfera criminal da Justiça nos últimos seis meses. Médicos brasileiros também devem estar em dia com a Justiça Eleitoral. As inscrições, que começaram na manhã desta terça-feira (2), estarão abertas até as 18h do sábado (6) e podem ser realizadas pela internet.

Falta de liderança pós-derrota enfraquece grupo de Madalena Britto e provoca debandada política

A política arcoverdense está movimentada com o recente “pula-pula” dos vereadores Claudelino, João Marcos e Luiza Margarida para o grupo liderado por Zeca Cavalcanti. Embora a prática de fisiologismo entre parlamentares não seja novidade, há um fator adicional que merece destaque: a ausência de uma estratégia política por parte de Madalena Britto, ex-prefeita e líder […]

A política arcoverdense está movimentada com o recente “pula-pula” dos vereadores Claudelino, João Marcos e Luiza Margarida para o grupo liderado por Zeca Cavalcanti. Embora a prática de fisiologismo entre parlamentares não seja novidade, há um fator adicional que merece destaque: a ausência de uma estratégia política por parte de Madalena Britto, ex-prefeita e líder do grupo derrotado nas últimas eleições.

Desde 8 de outubro, data da última reunião com aliados na semana do pleito, Madalena praticamente desapareceu da cena pública. Sem aparições na imprensa ou ações que sinalizem um plano para o futuro, a ex-prefeita parece ter se retirado não apenas do protagonismo político, mas também do diálogo com a sociedade e sua base.

A falta de uma agenda de articulação tem custado caro ao grupo. Após a derrota, era esperado que Madalena assumisse a responsabilidade de reunir sua equipe, redefinir estratégias e reforçar o vínculo com seus apoiadores. No entanto, a ausência prolongada abriu espaço para insatisfações e migrações políticas, enfraquecendo ainda mais sua posição como líder.

Zeca Cavalcanti, por outro lado, tem se mostrado ativo, mantendo conversas e construindo pontes que consolidam seu grupo e ampliam sua base de apoio. Essa diferença de postura ressalta o impacto da liderança — ou da falta dela — no cenário político local.

Para muitos, a inatividade de Madalena Britto sinaliza uma aparente desistência de seguir na política. A ausência de articulação após a derrota não apenas deixou seu grupo desamparado, mas também criou as condições perfeitas para que adversários políticos, como Zeca, capitalizassem sobre o vácuo de liderança.

Enquanto a política não tolera espaços vazios, o futuro do grupo de Madalena permanece incerto. A ex-prefeita ainda pode retomar o comando e reverter o cenário, mas, até o momento, sua ausência ecoa como um sinal de rendição, permitindo que outros assumam o protagonismo no xadrez político de Arcoverde.

Exposerra terá inovações e será pela última vez a céu aberto

Farol de Notícias A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Serra Talhada convidou expositores, empresários, associados e a imprensa serra-talhadense para apresentar o formato em que será realizada a 20ª edição da ExpoSerra, um dos maiores e mais importantes eventos econômicos do interior do estado, que tem como objetivo dar mais visibilidade às empresas participantes […]

Farol de Notícias

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Serra Talhada convidou expositores, empresários, associados e a imprensa serra-talhadense para apresentar o formato em que será realizada a 20ª edição da ExpoSerra, um dos maiores e mais importantes eventos econômicos do interior do estado, que tem como objetivo dar mais visibilidade às empresas participantes e promover o desenvolvimento da economia regional.

As mudanças que acontecerão na feira, os investimentos, os novos expositores e as novidades que chegam ao evento neste ano de 2019, fizeram parte da pauta do encontro onde estiveram presentes representantes do Governo Municipal, o presidente da Câmara de Vereadores, Manoel Enfermeiro, o presidente da OAB, Allan Pereira, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcus Godoy, além de representantes do Sindcom, Polícia Militar, Senac e Sebrae.

Entre as inovações desta edição estão: a Arena Moda e Beleza, um lugar reservado especialmente para especialistas ou interessados em buscar as melhores opções nesses dois segmentos; e novas ferramentas tecnológicas, como por exemplo o aplicativo da Feira: o ExpoAPP, desenvolvido especialmente para facilitar a comunicação entre expositores e visitantes.

ARMAZÉM SOCIAL

Na ocasião, foi anunciado também que, imediatamente após a 20ª ExpoSerra, o Serviço Social do Comércio (SESC) dará início às obras pra construção de um espaço coberto voltado para realização de eventos e onde acontecerão as próximas edições da ExpoSerra, chamado Armazém Social. Assim, esse deve ser o último ano em que a feira acontece a céu aberto.

Nos próximos dias a organização do evento deverá anunciar mais novidades, bem como as atrações da festa de encerramento do evento. A 20ª ExpoSerra acontece de 11 a 13 de julho, e tem a produção da agência ZRG Produções.

Em Serra, ato marca filiação de Breno Araújo ao PT

A noite em Serra Talhada é da filiação de Breno Araújo ao PT, marido da prefeita Márcia Conrado e candidato a Estadual. O pré-candidato chegou cercado da militância, carregado por um homem nas costas. Na quarta, Breno teve sua candidatura “apadrinhada” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem quer puxar o mote de […]

A noite em Serra Talhada é da filiação de Breno Araújo ao PT, marido da prefeita Márcia Conrado e candidato a Estadual.

O pré-candidato chegou cercado da militância, carregado por um homem nas costas.

Na quarta, Breno teve sua candidatura “apadrinhada” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem quer puxar o mote de campanha, para impulsionar sua caminhada com o lulismo.

O ato de hoje acontece na área de recepção da Concha Acústica, no centro da cidade, reunindo apoiadores e lideranças políticas da região.

Aproveitando as plenárias do PT, o encontro reúne uma constelação de lideranças do partido, como Carlos Veras, Humberto Costa, Teresa Leitão e outros nomes.

Chamou a atenção a fala do prefeito de São José do Belmonte, Vinicius Marques, irmão de Victor Marques, vice-prefeito do Recife, prestes a assumir. A dúvida é se Vinícius apoiará Breno, desejo dele e de Márcia, ou se só representa Campos.

Dentre os discursos, Teresa Leitão criticou duramente Miguel Coelho, que chamou de “moleta” a busca pelo apoio de Lula. Leitão disse que Miguel prova de que lado sempre esteve.

Curioso também Fernando Monteiro, aliado de Raquel Lyra, mas alinhado com Márcia e Breno, em um ato do PT, um mar vermelho, com o Federal desconcertado e de azul.