Lula diz a empresários que eleição coloca “democracia ou barbárie” em jogo e defende equilíbrio fiscal e social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nessa sexta-feira (25), durante encontro com empresários em São Paulo, que a eleição presidencial envolve uma escolha entre o fortalecimento da democracia e o que classificou como “barbárie”. No discurso, ele também defendeu a conciliação entre responsabilidade fiscal e políticas sociais.
O evento reuniu empresários, executivos, advogados e representantes de diferentes setores da economia. Diante de uma plateia interessada principalmente em questões fiscais, juros e gastos públicos, Lula apresentou um balanço econômico de seus governos e falou sobre as prioridades de um eventual quarto mandato.
Ao tratar das contas públicas, o presidente afirmou que considera necessário manter responsabilidade com os gastos, mas associou essa política à ampliação da renda e das condições de consumo da população.
“Se a gente não tem responsabilidade social junto com a responsabilidade fiscal, a gente não resolve o problema do país”, afirmou.
Lula defendeu que o crescimento da renda dos trabalhadores também beneficia o setor empresarial e disse ter como objetivo ampliar a participação da classe média na economia. Ele citou ainda o desempenho do Produto Interno Bruto em seus governos e medidas adotadas diante de crises econômicas internacionais.
O presidente não apresentou, durante o discurso, compromissos específicos para uma redução imediata da taxa de juros ou dos gastos públicos, temas que estão entre as preocupações manifestadas por representantes do setor privado.
Em outro eixo do discurso, Lula relacionou a eleição à defesa da soberania nacional e criticou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o petista, o próximo governo terá de preservar a autonomia brasileira diante das disputas internacionais.
“Eu quero dizer para vocês o que está em jogo: é se a gente vai querer fortalecer o regime democrático ou fazer a barbárie no nosso país”, declarou.
Lula também afirmou que, caso seja reeleito, pretende discutir reformas política e do Judiciário. Entre as críticas apresentadas, mencionou a participação do Congresso na definição do Orçamento da União e defendeu maior articulação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também discursou e tratou de temas como reforma tributária, política fiscal, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Ele defendeu a implementação da reforma tributária a partir de 2027 e criticou benefícios e remunerações que considera excessivos no poder público.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende avançar na revisão periódica de benefícios fiscais e reconheceu que a taxa de juros permanece elevada. Segundo ele, uma eventual redução deve ocorrer de maneira estruturada, combinada à melhora das contas públicas e à revisão da eficiência dos gastos.
Também participaram do encontro integrantes do governo, dirigentes de bancos públicos e empresários de setores como indústria, mineração, tecnologia, varejo e sistema financeiro.
Fonte: O Globo
Foto: Divulgação/Esfera Brasil
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Do Panorama PE 











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