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Publicitário preso na Lava Jato era elo de Caixa 2 para políticos de PE

Por Nill Júnior

Folhapress

Preso hoje pela Operação Lava Jato junto com o ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine, o publicitário André Gustavo Vieira da Silva aparece nas delações de executivos da JBS como um suposto elo para o pagamento de caixa dois a políticos do Pernambuco, incluindo um senador, um ministro e um governador de Estado.

Segundo o acordo de colaboração premiada fechada com a PGR (Procuradoria Geral da República) pelo diretor de relações institucionais da J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud, durante a campanha eleitoral de 2014 a empresa fez pagamentos em esquema de caixa dois tanto para André Silva quanto para uma de suas empresas, a Arcos Propaganda.

O dinheiro, segundo Saud, teve como destino final os seguintes políticos: R$ 1 milhão para o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), pago após a apresentação de uma nota fiscal da Arcos; R$ 2 milhões em espécie “entregues por André Gustavo” no Recife “para Fernando Bezerra”; R$ 1 milhão em espécie entregues pelo publicitário na mesma cidade para o atual governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB-PE); por fim, R$ 200 mil entregues por Silva para “Bruno Araújo [PSDB-PE]”, então deputado federal e hoje ministro das Cidades.

O tucano Araújo ganhou projeção no ano passado por ter sido o autor do voto decisivo, em sessão da Câmara dos Deputados, que autorizou o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) do seu cargo em processo de impeachment.

Em documento que entregou como parte do seu acordo de colaboração, Saud disse que seguia orientação do empresário da JBS Joesley Batista para “realizar doações a políticos e a partidos políticos”, mas que o “método de pagamento era sempre determinado pelo político, podendo consistir em doação oficial, pagamento de notas fiscais avulsas ou a entrega de dinheiro em espécie”.

Saud afirmou que foi procurado, nas eleições de 2014, por um suposto “interlocutor” do então governador do Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB-PE).

Em agosto daquele ano, Campos morreu em acidente aéreo em Santos (SP).

Henrique teria então pedido a Saud que os pagamentos “não fossem interrompidos”. O pedido foi reforçado depois, segundo Saud, durante uma reunião com Joesley e o então prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o então candidato a governador Paulo Câmara.

Ao todo, o grupo da JBS pagou R$ 14,6 milhões para os políticos do PSB em doações oficiais, disse o delator.

O restante foi pago “por meio de notas fiscais avulsas”, ou seja, empresas que emitiam notas em favor da JBS ou do grupo, como se tivessem prestado serviços ao grupo empresarial, mas que destinavam o dinheiro para campanhas eleitorais.

Em 2 de setembro de 2014, por exemplo, a Arcos Propaganda emitiu uma nota de R$ 1 milhão “apresentada por Fernando Bezerra”.

A justificativa foi “planejamento, acompanhamento e curadoria” de um “evento “Brasil-China” ocorrido em Brasília em julho de 2014.

Levantamento feito pela reportagem da Folhapress no sistema da Justiça Eleitoral, contudo, não indicou nenhuma prestação de serviços da Arcos nas eleições de 2014.

Da mesma forma, na prestação de contas do deputado Bruno Araújo não consta doação de R$ 200 mil do grupo JBS.

Na prestação de contas de Fernando Bezerra, então candidato ao Senado, aparece uma doação oficial de R$ 1 milhão de uma empresa vinculada à JBS, a Eldorado Brasil Celulose, mas a delação de Saud diz que foram entregues R$ 3 milhões à mesma campanha.

Outras Notícias

Patriota, Sebastião Dias e Lino Moraes comemoram resultado das eleições em suas bases

Conhecido o resultado do primeiro turno das eleições o comunicador Anchieta Santos ouviu no Programa Cidade Alerta, da Cidade FM, ouviu os prefeitos de Afogados da Ingazeira, Tabira e Ingazeira. Os três fizeram majoritário o mesmo candidato a Presidente, Fernando Haddad (PT) e prometem repetir a dose no segundo turno diante de Jair Bolsonaro (PSL). […]

Conhecido o resultado do primeiro turno das eleições o comunicador Anchieta Santos ouviu no Programa Cidade Alerta, da Cidade FM, ouviu os prefeitos de Afogados da Ingazeira, Tabira e Ingazeira.

Os três fizeram majoritário o mesmo candidato a Presidente, Fernando Haddad (PT) e prometem repetir a dose no segundo turno diante de Jair Bolsonaro (PSL).

Enquanto Lino Moraes e Jose Patriota agradeceram ao povo de Ingazeira e Afogados pelo triunfo do governador Paulo Câmara (reeleito), o prefeito Sebastião Dias se mostrou feliz com a ótima vitória de Armando Monteiro (PTB) em Tabira, mesmo com o insucesso no estado. “Não fui na casa de nenhum eleitor.

A votação representou a avaliação do trabalho que temos feito”, disse o poeta. Mesmo não tendo votado em Carlos Veras(PT) para federal que recebeu quase 4 mil votos em Tabira, o Prefeito se mostrou feliz com sua vitória. “Ricardo Teobaldo teve mais voto do que os adversários, mesmo com parte do nosso grupo votando em Carlos Veras”.

O estadual de Sebastião Dias, Antônio Moraes também foi majoritário na Cidade das Tradições. Detalhe: Em Tabira os senadores mais votados foram Humberto e Jarbas do palanque do governador reeleito. O Prefeito Patriota que fez o chamado barba, cabelo e bigode com as vitórias do governador, senadores e deputados, também se mostrou feliz e grato ao povo de Afogados da Ingazeira.

Ao mesmo tempo Patriota reconheceu que a eleição foi de tempo curto e com pouca informação para os eleitores. “Poucos dias antes do pleito, mais de 50% da população rural não tinha conhecimento dos deputados do Prefeito”.

Patriota enalteceu as boas votações de João Campos, eleito Federal e Aline Mariano, Estadual não eleita.

Provocado pelo apresentador a falar sobre a expectativa de algumas pessoas, que com o apoio do Prefeito, Aline teria 8 mil votos, Patriota disse que a afirmação tinha o objetivo de lhe desgastar, pois os quase seis mil votos recebidos por Aline, estavam dentro do esperado na campanha.

Já o prefeito Lino ressaltou a força do grupo que lidera para fazer além do Governador Paulo Câmara vencedor, os senadores Humberto e Jarbas e os deputados João Campos e Diogo Moraes.

Comissão de Finanças da Alepe aprova as contas do governador

Na reunião ordinária, realizada nesta quarta-feira (11), a Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa deliberou sobre três projetos de lei, além da prestação de contas do governador do Estado de Pernambuco, referentes aos exercícios 2014, 2015 e 2016. Relator das matérias, o deputado estadual Lucas Ramos (PSB) apresentou pareceres que foram aprovados […]

Na reunião ordinária, realizada nesta quarta-feira (11), a Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa deliberou sobre três projetos de lei, além da prestação de contas do governador do Estado de Pernambuco, referentes aos exercícios 2014, 2015 e 2016. Relator das matérias, o deputado estadual Lucas Ramos (PSB) apresentou pareceres que foram aprovados por unanimidade pelo colegiado.

Os períodos compreendem o último ano dos governos Eduardo Campos e João Lyra, bem como o primeiro biênio do atual gestor, Paulo Câmara (PSB). Antes da apreciação na Assembleia Legislativa, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado apresentou relatório parcial de cada exercício, votado em plenário da Corte de Contas e aprovado também por unanimidade. Em 2014, o TCE-PE inaugurou o formato eletrônico de análise das prestações de contas.

Para o relator, o deputado Lucas Ramos (PSB), foram objetos de análise das contas do governo os Balanços Gerais do Estado, que retratam a movimentação contábil, orçamentária, financeira e patrimonial, e os relatórios sobre a execução do orçamento e a situação da administração financeira do estado, demonstrativos exigidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Serviram de fundamento técnico para apresentação do parecer aos Relatórios de Análise da Prestação de Contas do Governador e defesas prévias.

“Observados os limites de despesas com pessoal em todos os quadrimestres dos exercícios, como também os limites de endividamento, realização de operações de crédito, pagamento da dívida e concessões de garantias, não há que se falar em irregularidade das contas apresentadas, em virtude dos princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da segurança jurídica, o parecer é pela aprovação”, disse o relator em seu voto.

Sobre os dados apresentados nos relatórios, o deputado estadual Tony Gel (MDB) ressaltou a responsabilidade do chefe do Executivo ao garantir equilíbrio financeiro do estado. “É de grande importância destacar o trabalho realizado pelo governador Paulo Câmara (PSB), que nos momentos de crise que o país passou, respeitou e cumpriu todas as obrigações fiscais, mantendo o Estado em condições plenas de funcionamento”, afirmou.

Após as leituras dos votos do relator, o presidente em exercício, deputado Antonio Coelho (DEM), colocou os pareceres em votação, que foram aprovados por todos os parlamentares presentes na reunião: o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB), Henrique Queiroz Filho (PL), José Queiroz (PDT), João Paulo (PC do B), Sivaldo Albino (PSB) e Tony Gel (MDB).

O deputado José Queiroz (PDT) destacou a aprovação unânime do colegiado. “A validação dos relatórios, que foram aprovadas por todos os pares nesta reunião, é uma mostra da competência do nosso governador Paulo Câmara (PSB), que manteve Pernambuco bem gerenciado, com uma administração responsável e habilmente conduzida”, afirmou o parlamentar.

Depois de lideranças no Alto Pajeú, Zé Marcos vai buscar puxar Luciano Duque para apoio a Armando

Ex-deputado nega vingança contra Câmara e já contabiliza conquistas de lideranças para o palanque de Armando Novo aliado do Senador Armando Monteiro (PTB) e de imediato definido como Coordenador da Campanha das Oposições no sertão do Pajeú, Jose Marcos de Lima, ex-Presidente da Alepe e ex-Prefeito de São Jose do Egito, falou ontem a Anchieta […]

Ex-deputado nega vingança contra Câmara e já contabiliza conquistas de lideranças para o palanque de Armando

Novo aliado do Senador Armando Monteiro (PTB) e de imediato definido como Coordenador da Campanha das Oposições no sertão do Pajeú, Jose Marcos de Lima, ex-Presidente da Alepe e ex-Prefeito de São Jose do Egito, falou ontem a Anchieta Santos.

Na oportunidade justificou o rompimento com o palanque de Paulo Câmara. Inicialmente Jose Marcos descartou a ideia de vingança, mas citou como principal causa a falta de espaço no governo.” Eduardo ouvia e respeitava nosso espaço. Paulo escuta e não atende”.

Lembrou que em defesa da candidatura do atual Prefeito Evandro Valadares, o Governador prometeu para São Jose do Egito uma UPA e mais uma Faculdade e até agora não entregou. Com poucos dias na coordenação José Marcos iniciou os contatos e já contabiliza adesões, inclusive de lideranças que votariam com Marília e agora vão de Armando.

Entre os nomes estão Romério Guimarães (PT) ex-prefeito de São Jose do Egito; o empresário Gilsomar, liderança de oposição em Brejinho; Vitalino Patriota ex-prefeito de Tuparetama e o filho Diógenes Patriota (vereador), ambos do Solidariedade; cinco vereadores da oposição de Santa Terezinha e mais o ex-Prefeito Delson Lustosa.  José Marcos prometeu procurar Luciano Duque(PT) Prefeito de Serra Talhada para conversar.

Os deputados do ex-prefeito serão os mesmos de 2014, Sebastião Oliveira-Federal e Rogério Leão-Estadual.

Analisando a gestão Evandro Valadares, Jose Marcos disse que “o primeiro governo foi excelente, o segundo deixou a desejar e o terceiro nem desejo tem, é nota zero”.

Perguntado onde está o Presidente da Câmara Antônio Andrade, José Marcos disse que ele não está do seu lado na oposição e nem com o governo. “Andrade está na coluna do meio. Segue em faixa própria”. Ele disse ainda não saber quando a chapa liderada por Armando Monteiro estará no Pajeú.

Lava Jato denuncia Frederick Wassef e mais 4 por peculato e lavagem de dinheiro

Advogado, que já representou Bolsonaro, é alvo de investigação sobre supostos desvios na Fecomércio-RJ; ele ainda não se manifestou. Outras 4 pessoas foram denunciadas. Por Arthur Guimarães, TV Globo O advogado Frederick Wassef, que já representou o presidente Jair Bolsonaro e o filho mais velho dele, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e mais quatro pessoas […]

Advogado, que já representou Bolsonaro, é alvo de investigação sobre supostos desvios na Fecomércio-RJ; ele ainda não se manifestou. Outras 4 pessoas foram denunciadas.

Por Arthur Guimarães, TV Globo

O advogado Frederick Wassef, que já representou o presidente Jair Bolsonaro e o filho mais velho dele, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e mais quatro pessoas foram denunciadas nesta sexta-feira (25) pela força-tarefa da Lava Jato por peculato e lavagem de dinheiro.

Foram denunciados: Frederick Wassef, advogado; Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ; Marcelo Cazzo, empresário que teria apresentado Wassef para o grupo;

Marcia Carina Castelo Branco Zampiron, advogada; Luiza Nagib Eluf, advogada.

A denúncia é um desdobramento da Operação E$quema S, que mirou um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo grandes escritórios de advocacia. Jair e Flávio Bolsonaro não são investigados nessa operação.

Os procuradores encontraram movimentações suspeitas nas contas do escritório de Wassef. Esses recurso, segundo os investigadores, foram desviados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

Wassef foi procurado mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. O G1 tenta contato com os outros denunciados.

O G1 apurou que Wassef foi contratado para atuar como uma espécie de informante de Orlando Diniz, pressionando pessoas e fazendo apurações paralelas. Segundo um depoimento colhido pelos investigadores, o advogado foi contratado por sua habilidade para lidar com escrivães de polícia.

Não está claro para os investigadores se Luiza Nagib Eluf teria contratado Wassef com anuência dos outros envolvidos nem se o serviço, de fato, foi prestado.

Segundo a denúncia, o ex-advogado de Bolsonaro recebeu R$ 4,5 milhões por meio do escritório de Luiza Eluf. Os investigadores querem saber se o dinheiro foi empregado para alguma atividade concreta.

A denúncia contra Wassef e os outros quatro é a segunda apresentada na operação, deflagrada no início do mês.

Além de Wassef, foram alvos de busca e denunciados os advogados Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, que defendem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (que não é investigado), e Eduardo Martins, filho do atual presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins.

A Justiça Federal aceitou a denúncia contra Zanin, Teixeira e Eduardo Martins e os tornou réus. Na ocasião, Zanin e Wassef negaram irregularidades. A equipe de reportagem não conseguiu contato com Martins.

A ligação de Wassef com a família Bolsonaro

A proximidade entre o presidente Jair Bolsonaro e Frederick Wassef começou em 2014, pouco depois da campanha eleitoral daquele ano — naquela disputa, Bolsonaro foi eleito deputado federal com a maior votação do Rio de Janeiro.

O advogado tornou-se um dos principais conselheiros de Jair Bolsonaro. Em 2018, Wassef passou a ser um homem de confiança do presidente e dos filhos. Participou dos bastidores da campanha eleitoral e, após a posse de Bolsonaro como presidente, continuou em contato permanente com a família.

Wassef é dono da casa onde foi preso, em junho, o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, investigado no caso das rachadinhas, um suposto esquema de desvio de salários de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

Atraso no Alto Pajeú tirou Raquel de agenda institucional e política em Afogados

A governadora Raquel Lyra ficou mais tempo que o esperado no Alto Pajeú e não conseguiu chegar na agenda de Afogados, onde participaria da Expoagro. Ela também teria agenda política no lançamento da pré-candidatura de Danilo Simões, do PSD. O ato de lançamento da pré-candidatura de Danilo e Edson Henrique acontece sem intercorrências, segundo a […]

A governadora Raquel Lyra ficou mais tempo que o esperado no Alto Pajeú e não conseguiu chegar na agenda de Afogados, onde participaria da Expoagro.

Ela também teria agenda política no lançamento da pré-candidatura de Danilo Simões, do PSD.

O ato de lançamento da pré-candidatura de Danilo e Edson Henrique acontece sem intercorrências, segundo a organização, apesar da ausência de Raquel.

Na Expoagro, até as 20h30 nomes da prefeitura aguardavam a governadora para a visita institucional. O staff da gestão estava presente e Sandrinho de stand by para recebê-la. A visita institucional chegou a ser noticiada em sua agenda.

Pelo que o blog apurou, ela ficou muito tempo em Fátima de Brejinho, na festa de inauguração de da pista, capitaneada pela gestão do prefeito Gilson Bento.

Atrasou demais a agenda dela no Alto Pajeú. Chegou em São José às 16h40. Em Brejinho, às 19 horas. Para que se tenha ideia, a agenda estava prevista em Brejinho para começar às 16 horas. Mas o “efeito dominó” da agenda causou o atraso.

Alguns pensaram que ela cancelaria a segunda agenda de Brejinho, vindo a Afogados. Mas ela decidiu ir à Vila de Fátima e ficou por lá. Não havia mais como chegar a tempo em Afogados nem para a agenda institucional, na Expoagro com Sandrinho Palmeira, nem política, com Danilo Simões.