Destaque, Notícias

“Janeiro amargo”: escândalos asfixiam o governo Raquel em ano eleitoral

Por André Luis

Pernambuco iniciou 2026 sob uma tempestade que nenhum marqueteiro político seria capaz de conter apenas com notas oficiais. O acúmulo de crises em órgãos estratégicos, como: Detran, SDS e EPTI, não é apenas um problema de “gestão de nomes”, mas um desgaste corrosivo que atinge o coração da narrativa de eficiência e ética que elegeu o atual governo. Em ano eleitoral, onde cada erro é multiplicado pela lupa da oposição, o Palácio do Campo das Princesas se vê diante de um labirinto político perigoso.

O primeiro ponto de desgaste é a quebra da confiança institucional. Quando o presidente do Detran-PE é alvo de denúncias de assédio e hostilidade, a imagem do Estado como garantidor de direitos é a primeira a cair. Para o eleitor, não se trata apenas de uma briga administrativa, mas de uma falha na escolha de quem comanda o dia a dia do cidadão. Esse tipo de escândalo humaniza a falha do governo de forma negativa, gerando uma rejeição emocional difícil de reverter.

A crise da “Arapongagem” e o pedido de impeachment relacionado à empresa familiar da governadora são verdadeiros presentes para os adversários.

  • No caso da SDS, a acusação de uso da máquina pública para monitorar adversários (o secretário do Recife) alimenta o discurso de “perseguição política”.
  • No caso da EPTI/Logo Caruaruense, a oposição ganha a narrativa do “privilégio”, sugerindo que o rigor da lei não se aplica aos de casa.

Em uma pré-campanha, essas pautas dominam o debate, impedindo que o governo consiga vender suas entregas e obras. O governo passa a jogar na defesa, e “quem explica, já perdeu”, como diz o velho jargão político.

A rápida queda do presidente da EPTI, Yuri Coriolano, por mensagens racistas e misóginas é o golpe final na imagem de “renovação”. Em um estado de maioria negra e com forte histórico de lutas sociais, ter um alto escalão que destila preconceito, mesmo que em mensagens antigas, sinaliza uma falha grave na triagem política. O desgaste aqui é com a base progressista e com as mulheres, fatias do eleitorado que são fundamentais para qualquer vitória nas urnas.

O governo chega a 2026 com a urgência de uma reforma interna profunda. O acúmulo de casos em um curto espaço de tempo cria uma percepção de desgoverno. Se a resposta continuar sendo apenas a troca reativa de nomes após o escândalo estourar, o desgaste será inevitável. Para quem busca a reeleição, o maior inimigo hoje não é apenas o candidato adversário, mas a sombra dessas denúncias que começam a cristalizar na mente do eleitor a imagem de uma gestão cercada por polêmicas e privilégios.

Para reverter o desgaste que atinge o Palácio do Campo das Princesas em 2026, o governo de Raquel Lyra não pode se limitar a notas de esclarecimento. A crise atual, que mistura assédio, espionagem e suspeitas de prevaricação, exige uma reforma de postura e de método. O tempo da política não perdoa a hesitação em ano eleitoral.

Primeiro, é urgente a implementação de um protocolo de compliance rigoroso. Não basta exonerar após o vazamento; é preciso demonstrar que a triagem para cargos de confiança agora segue critérios éticos inegociáveis. A governadora precisa “abrir a caixa-preta” das investigações no Detran e na SDS, punindo com transparência quem usou a máquina pública para fins escusos ou opressores.

Além disso, Raquel Lyra precisa resgatar a impessoalidade. O pedido de impeachment sobre a empresa familiar tocou em um nervo sensível: a percepção de privilégio. Para desfazer essa imagem, a gestão deve se antecipar aos órgãos de controle, oferecendo auditorias independentes e fortalecendo a Controladoria Geral do Estado.

Em política, o vácuo de resposta é preenchido pela narrativa da oposição. Se o governo não assumir o protagonismo da correção de rumos, chegará às urnas como refém dos próprios escândalos, transformando o que deveria ser um ano de entregas em uma longa jornada de defesa judicial.

Outras Notícias

Evandro Valadares toma posse para quarto mandato

Sem surpresas, João de Maria é eleito presidente da Câmara Com informações de Marcelo Patriota Evandro Valadares e Eclériston Ramos tomaram posse para seus respectivos mandatos de prefeito e vice de São José do Egito. É o quarto mandato de Evandro. A solenidade de posse ocorreu no plenário da Câmara de Vereadores de São José […]

Sem surpresas, João de Maria é eleito presidente da Câmara

Com informações de Marcelo Patriota

Evandro Valadares e Eclériston Ramos tomaram posse para seus respectivos mandatos de prefeito e vice de São José do Egito. É o quarto mandato de Evandro.

A solenidade de posse ocorreu no plenário da Câmara de Vereadores de São José do Egito. Cada eleito teve apenas um acompanhante.  Toda solenidade foi transmitida pelas redes sociais.

Em seu discurso Evandro agradeceu ao povo e destacou a chegada de novos investimentos para o município. “No último dia do ano, recebemos a liberação de recursos da ordem de R$ 3 milhões para investir nas estradas rurais. Precisamos unir forças, para buscar cada vez mais coisas para nosso município.” completou Evandro.

Ainda na  solenidade de posse,  Evandro Valadares confirmou os dois primeiros nomes que vão compor o primeiro escalão do seu quarto governo. Luíza Gomes será a nova Secretária de Finanças no lugar de Augusto Valadares, que assumiu o cargo de prefeito em Ouro Velho.O advogado Rênio Líbero volta à Procuradoria do município.

Já a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores aconteceu sem novas surpresas. Por 8 votos a 5, a chapa encabeçada pelo vereador mais votado nas últimas eleições, João de Maria (PSB) levou a melhor sobre a chapa do também socialista Beto de Marreco, para presidir o poder legislativo egipciense no biênio 2021/2022, contando com os votos da oposição.

A nova Mesa Diretora tem como vice-presidente o vereador Gerson Souza, na Primeira Secretaria Maurício Mendes e na Segunda Secretaria a vereadora Alberione Patrícia, todos PSB. Apesar de eleito com os votos de quatro vereadores de oposição, o grupo encabeçado pelo presidente Joao de Maria garante que não rompeu com o grupo e permanece na base aliada ao prefeito Evandro Valadares.

Sertânia: Prefeito e servidores da saúde tem primeira rodada de negociação

O prefeito Guga Lins, acompanhado dos secretários municipais e assessoria jurídica, recebeu, na manhã desta terça-feira (01), uma comissão do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Sertânia (SINTEMUSE) para discutir uma pauta de reivindicações dos trabalhadores de nível superior da Saúde, entre eles, médicos, dentistas, biomédico e enfermeiros. Os trabalhadores haviam anunciado uma greve. Um dos principais […]

REUNIÃO COM OS SERVIDORES

O prefeito Guga Lins, acompanhado dos secretários municipais e assessoria jurídica, recebeu, na manhã desta terça-feira (01), uma comissão do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Sertânia (SINTEMUSE) para discutir uma pauta de reivindicações dos trabalhadores de nível superior da Saúde, entre eles, médicos, dentistas, biomédico e enfermeiros. Os trabalhadores haviam anunciado uma greve.

Um dos principais pontos discutidos na reunião foi a elevação do salário base, uma luta que vem, segundo nota da Prefeitura ao blog,  “sendo travada pelos trabalhadores há 12 anos”.

“Hoje, o salário base do pessoal de nível superior lotado na Saúde é de R$ 788,63. Nossa proposta é elevar para R$ 1.100,00. Lembro que é o salário base. Os vencimentos na Saúde são, por exemplo, médico plantonista de final de semana R$ 10.200,00; médico plantonista de segunda a sexta-feira R$ 9.266,00, médico da UBSF R$ 8.000,00; enfermeiro e dentista da UBSF R$ 2.680,00”. Isso em média”, explicou em nota o secretário de Saúde, Antônio Carlos Santana.

A Gestão Municipal assumiu o compromisso de formular consulta perante o Tribunal de Contas do Estado, para fins de cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, para saber da legalidade do aumento no salário base dos profissionais.

A Presidente do SINTEMUSE, Josielba Lira Matos, afirmou que todas as propostas discutidas na reunião serão avaliadas durante assembleia da categoria e afirmou que o movimento não tinha conotação política. “Estamos aqui buscando a melhoria dos trabalhadores da Saúde. Nosso movimento não tem questões políticas. Queremos dialogar e buscar condições para garantir uma saúde melhor para a população”, disse a sindicalista, segundo nota.

Capitão garante que tem apoio de ex-aliados de Patriota

Do Blog de Maciel Rodrigues O Capitão da Reserva, Sidney Cruz (PSL), pré-candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira/PE, disse em entrevista a Rádio Líder do Vale FM nesta sexta-feira (29) que o seu grupo tem recebido apoios de pessoas ligadas a oposição,  liderado no passado pelo casal Orisvaldo Inácio e Giza Simões, mas não […]

Do Blog de Maciel Rodrigues

O Capitão da Reserva, Sidney Cruz (PSL), pré-candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira/PE, disse em entrevista a Rádio Líder do Vale FM nesta sexta-feira (29) que o seu grupo tem recebido apoios de pessoas ligadas a oposição,  liderado no passado pelo casal Orisvaldo Inácio e Giza Simões, mas não apenas dessa corrente política.

Segundo ele, há também adesões daqueles que se decepcionaram com a gestão do atual prefeito José Patriota (PSB). De maneira moderada, Sidney criticou a administração socialista na cidade que caminha para 16 anos [8 anos de Totonho e 8 de Patriota], pois, de acordo com sua análise, não houveram avanços importantes como no caso da formação e inclusão de jovens no mercado de trabalho.

Ele também criticou a falta de apoio na fomentação das potencialidades locais. “Por falta de capacitação muitas associações e cooperativas não obtiveram sucesso e deixaram de cumprir o seu papel”, avaliou.

O capitão garantiu que nos encontros com os cidadãos afogadenses tem encontrado apoio. Negou que o fato de não ser natural da cidade seja um problema e disse não ouvir questionamentos a pecha de ser “forasteiro”.

Em 1988, Orisvaldo Inácio, natural de Alagoinha/PE, venceu as eleições municipais e imprimiu um modelo de administração referenciado até hoje em Afogados. Esse fato talvez explique o amadurecimento do eleitorado e a ausência do bairrismo quanto ao candidato não ser natural da cidade.

Caso Miguel: Justiça mantém condenação de Sari Corte Real a 7 anos de prisão

Do Diário de Pernambuco A Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco manteve, por maioria de votos, a condenação de Sari a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado pela morte da criança. A Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu, por maioria de votos, rejeitar o recurso apresentado pela […]

Do Diário de Pernambuco

A Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco manteve, por maioria de votos, a condenação de Sari a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado pela morte da criança.

A Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu, por maioria de votos, rejeitar o recurso apresentado pela defesa de Sari Corte Real e manteve a sua condenação a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva.

A morte de Miguel Otávio Santana da Silva ocorreu em 2 de junho de 2020 e ganhou repercussão nacional. O menino, de apenas cinco anos, caiu do nono andar de um edifício de luxo conhecido como “Torres Gêmeas”, no bairro de São José, área central do Recife, enquanto estava sob os cuidados de Sari Corte Real, então primeira-dama de Tamandaré.

 

Naquele período, durante a pandemia da Covid-19, a mãe da criança, Mirtes Renata Santana de Souza, continuava trabalhando como empregada doméstica para a família de Sari. Segundo as investigações, Mirtes havia saído do apartamento para passear com o cachorro dos patrões quando Miguel tentou ir atrás da mãe. Imagens do circuito interno mostraram o menino entrando sozinho no elevador após interação com Sari. Ela foi denunciada por abandono de incapaz.

“Por maioria, julgou-se improcedente a revisional, vencido o relator”, afirmou o presidente da sessão, desembargador Mauro Alencar de Barros após a conclusão do julgamento.

A sessão teve início às 14h16 com a sustentação oral do advogado Jailson Rocha, assistente de acusação que representa Mirtes Renata Santana de Souza, mãe da criança. Durante a manifestação, ele defendeu a manutenção da condenação fixada anteriormente pela Terceira Câmara Criminal do TJPE.

“A correta aplicação da Lei é a resposta mínima que a Justiça pode fazer pela memória de Miguel. Defendemos a manutenção da decisão anterior, que definiu a pena de 7 anos de reclusão com regime inicial fechado, nos termos do voto do desembargador Eudes França. O crime de abandono de incapaz independe da idade da criança. Não importa se tem 5, 6 ou 11 anos de idade”, afirmou.

Na sequência, o advogado Célio Avelino, que atua na defesa de Sari Corte Real, sustentou que a pena deveria ser reduzida para seis anos de prisão em regime inicialmente semiaberto, seguindo o entendimento divergente apresentado pela desembargadora Daisy Andrade apresentado durante o julgamento do caso pela Terceira Câmara Criminal.

Sari Corte Real ainda pode recorrer com Recurso Especial para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ela já tinha obtido o direito de recorrer em liberdade nos autos e esse novo julgamento não alterou esse entendimento, porque a questão nem foi objeto de decisão e de apreciação.

Integram o colegiado os desembargadores Claudio Jean Nogueira Virginio, Daisy Maria de Andrade Costa Pereira, Eudes dos Prazeres França, Demócrito Ramos Reinaldo Filho, Honório Gomes do Rego Filho, Isaias Andrade Lins Neto, Eduardo Guilliod Maranhão, Marcos Antônio Matos de Carvalho e Carlos Gil Rodrigues. Filho.

Aliados de Sebastião exonerados por gestão João Campos

Por Rodrigo Fernandes Do JC A prefeitura do Recife exonerou 21 comissionados do Procon municipal que haviam sido indicados pelo partido Avante. A legenda, liderada no estado pelo ex-deputado Sebastião Oliveira, migrou para o grupo da governadora Raquel Lyra (PSD) no mês de março. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do município do último […]

Por Rodrigo Fernandes
Do JC

A prefeitura do Recife exonerou 21 comissionados do Procon municipal que haviam sido indicados pelo partido Avante. A legenda, liderada no estado pelo ex-deputado Sebastião Oliveira, migrou para o grupo da governadora Raquel Lyra (PSD) no mês de março.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do município do último sábado (12), retroativas a 26 de março e 1º de abril. Segundo o JC apurou, os funcionários já não estavam mais cumprindo expediente.

Sebastião Oliveira havia informado no momento da migração política que colocaria os cargos à disposição da prefeitura e apresentou ofício à gestão municipal. No Diário Oficial, as exonerações foram registradas como “a pedido”.

Foram exonerados quatro gerentes, três gestores, um superintendente e outros profissionais que atuavam em cargos técnicos de diferentes unidades do órgão no município.

O Avante entrou definitivamente no governo Raquel Lyra no dia 24 de março, quando a governadora empossou o ex-prefeito de Custódia, Manuca, como secretário estadual de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, num movimento que teve como objetivo ampliar a musculatura política de olho em 2026.

Sebá, como é conhecido, informou que entregaria os cargos na prefeitura do Recife no mesmo dia da posse de Manuca.

Além de Manuca, o Avante também garantiu a administração do arquipélago de Fernando de Noronha no governo estadual. O indicado foi Virgílio Oliveira, filho do deputado federal Waldemar Oliveira e sobrinho de Sebastião.

Antes de tomar posse, Virgílio precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O presidente do colegiado, Alberto Feitosa (PL), de oposição a Raquel, já sinalizou que não tem pressa em fazer a sabatina.