Promotores de Justiça da 3ª Circunscrição emitem nota pública
Por Nill Júnior
A nota trata sobre as competências estaduais e municipais durante a pandemia.
Promotores de Justiça que integram a 3ª Circunscrição Ministerial do Estado de Pernambuco e abrange os municípios de Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Sertânia, Solidão, Tabira e Tuparetama, considerando a missão institucional do Ministério Público de atuar em defesa da ordem jurídica e dos interesses sociais e indisponíveis, emitiram nota pública.
Segundo eles, a nota tem o fim de dar publicidade às questões técnicas que precisam ser enfrentadas por todos (Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, sociedade, imprensa).
A nota pública destina-se a explicitar, publicamente, em respeito ao dever de transparência e à regra da publicidade, a posição do Ministério Público de Pernambuco, na 3ª Circunscrição Ministerial, sobre a manutenção das medidas restritivas, mesmo após o Decreto Presidencial. É também um chamamento público, sobretudo do meio jurídico, à reflexão sobre os pontos abordados na nota.
São imprescindíveis as medidas de prevenção e enfrentamento à disseminação da Covid-19 e a manutenção das medidas restritivas temporárias, inclusive os salões de beleza, barbearias e academias, diante dos dados obtidos e examinados na última semana, devido ao aumento do número de casos e de mortes, assim como o baixo índice de adesão verificado a partir do Ranking de Isolamento Social.
É fundamental a colaboração de todos. A população precisa colaborar e compreender que o isolamento social só terá eficácia se houver substancial melhora dos índices de isolamento, preferencialmente acima de 70%.
Por outro lado, as autoridades públicas precisam ser mais transparentes em seus atos e basear suas ações em critérios técnico-científicos, além de obedecerem aos limites estabelecidos pela Constituição Republicana de 1988 e na legislação infraconstitucional. Leia aqui a íntegra da nota.
Venho através desta, tornar pública minha posição política e empenhar meu total apoio e solidariedade ao Presidente do SINPOL, Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, o companheiro Áureo Cisneiros, que enfrenta um posicionamento arbitrário e antidemocrático do Governador Paulo Câmara, cujo governo encaminha medidas no sentido de demitir o sindicalista por incapacidade de manter uma […]
Venho através desta, tornar pública minha posição política e empenhar meu total apoio e solidariedade ao Presidente do SINPOL, Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, o companheiro Áureo Cisneiros, que enfrenta um posicionamento arbitrário e antidemocrático do Governador Paulo Câmara, cujo governo encaminha medidas no sentido de demitir o sindicalista por incapacidade de manter uma postura democrática, onde a tolerância no trato das divergências é indispensável.
A atitude do governador e seus auxiliares é, absolutamente, contraditória com o discurso que o mesmo sustentou na recente campanha eleitoral, na qual o povo decidiu pela sua reeleição.
O momento que vivemos no país, onde divergir, ser representante de uma categoria de trabalhadores ou ser liderança de movimentos sociais, é ousar ser contra o autoritarismo que as forças anti-democráticas tentam nos impor, e exige das lideranças que se colocam no campo democrático um compromisso prático e efetivo com os valores democráticos.
Nesse sentido, é inaceitável um partido que escreve a palavra socialismo na sua bandeira, tentar calar de forma autoritária um sindicalista.
Eu, Sinézio Rodrigues, ex presidente do SINTEST e vereador de Serra Talhada pelo Partido dos Trabalhadores, exercendo um mandato comprometido com os/as trabalhadores/as, nas lutas por direitos e condições dignas de trabalho e vida, manifesto minha solidariedade ao companheiro Áureo Cisneiros, me colocando a disposição para contribuir na defesa da garantia de direitos e da liberdade de expressão.
A elite que mata por ‘diversão’ e o Estado que a premia “Eles acham que o mundo é um playground onde a dor alheia não tem custo”, desabafa o senso comum diante de uma realidade que se repete como farsa e tragédia no Brasil. O paralelo entre o martírio do líder Pataxó Galdino Jesus dos […]
A elite que mata por ‘diversão’ e o Estado que a premia
“Eles acham que o mundo é um playground onde a dor alheia não tem custo”, desabafa o senso comum diante de uma realidade que se repete como farsa e tragédia no Brasil. O paralelo entre o martírio do líder Pataxó Galdino Jesus dos Santos, incendiado em 1997, e a recente morte do cão Orelha não é apenas uma coincidência de crueldade; é o retrato de uma patologia social de classe que goza de uma impunidade hereditária e de uma desconexão absoluta com a realidade.
O “erro” que vira carreira pública
A discrepância entre o tratamento dado a jovens ricos e pobres no Judiciário ganha contornos de escárnio quando observamos os desdobramentos do caso Galdino. Enquanto a juventude periférica enfrenta o encarceramento em massa, os cinco responsáveis por queimar vivo o indígena em 1997 — após uma “reabilitação” célere e repleta de privilégios — hoje estão integrados à elite do funcionalismo público.
Longe das celas, os agressores ocupam cargos de destaque no Senado Federal, no Detran-DF e até na Polícia Rodoviária Federal, com salários que superam os R$ 15 mil. Como revela a investigação da BBC News Brasil, o Estado que eles agrediram ao violar a vida é o mesmo que hoje lhes garante estabilidade. É a prova de que, para os “filhos bons” da elite, o crime não é uma barreira, mas um “erro juvenil” absorvido por um sistema que protege os seus.
A dessensibilização e o status da barbárie
Essa blindagem começa em casa e no ambiente digital. Em entrevista à BBC, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, alerta para um fenômeno de “dessensibilização da violência”. Segundo a magistrada, adolescentes de classes média e alta estão sendo alimentados por comunidades digitais (como o Discord) que transformam a tortura em espetáculo e busca por status.
“Eu teria zero surpresa se se concluísse que isso não foi apenas a ação de cinco meninos isolados, mas parte de uma comunidade maior, com liderança e busca por status”, afirma Cavalieri.
O que une os agressores de ontem e de hoje é a parentalidade permissiva: famílias que não impõem limites e que, após o crime, atuam para obstruir a justiça ou minimizar a barbárie — como no caso atual, em que jovens envolvidos seguiram viagem para a Disney enquanto a vítima agonizava.
O fascismo social e a balança viciada
Sempre que a lei ameaça o asfalto, o crime vira “brincadeira” e o sadismo vira “impulso”. Essa retórica é uma ferramenta do fascismo social. Para o rico, o direito ao esquecimento e ao prestígio; para o pobre, o rigor da repressão e o descarte em celas superlotadas.
A democracia só se consolida quando o valor da vida não é medido pelo CEP ou pelo saldo bancário. Tratar esses episódios como “casos isolados” é ignorar que o sistema penal brasileiro tem lado. Enquanto o sobrenome for salvo-conduto para cargos públicos e a permissividade familiar for endossada pelo Judiciário, continuaremos sendo uma nação que incendeia seus próprios alicerces de humanidade em nome do entretenimento de uma elite cruel.
Morde
Em entrevista à Rádio Pajeú, o vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares, subiu o tom contra a gestão de Raquel Lyra, afirmando que o governo estadual sofre de uma “paralisia de entregas” que já dura mais de três anos. Valadares foi enfático ao dizer que é impossível identificar a marca da governadora nas obras de Pernambuco, atribuindo o protagonismo das realizações ao Governo Lula. “O maior problema não são episódios pontuais, mas a falta de entregas efetivas”, disparou o vice-prefeito, evidenciando o vácuo administrativo que enfraquece a presença do Estado no interior.
Assopra
O ex-prefeito de Flores e pré-candidato a deputado estadual, Marconi Santana, saiu em defesa da governadora Raquel Lyra, minimizando as pesquisas de opinião e classificando o crescimento da gestora como “público e notório”. Para Santana, a força da governadora para a reeleição reside no volume de ações no Sertão, destacando investimentos em cozinhas comunitárias e na recuperação da malha viária como pilares de uma gestão que, segundo ele, está mudando a face do interior pernambucano.
“Janeiro amargo”
Pernambuco iniciou 2026 sob uma tempestade que nenhum marqueteiro político seria capaz de conter apenas com notas oficiais. O acúmulo de crises em órgãos estratégicos, como: Detran, SDS e EPTI, não é apenas um problema de “gestão de nomes”, mas um desgaste corrosivo que atinge o coração da narrativa de eficiência e ética que elegeu o atual governo. Em ano eleitoral, onde cada erro é multiplicado pela lupa da oposição, o Palácio do Campo das Princesas se vê diante de um labirinto político perigoso.
A erosão da autoridade
O primeiro ponto de desgaste é a quebra da confiança institucional. Quando o presidente do Detran-PE é alvo de denúncias de assédio e hostilidade, a imagem do Estado como garantidor de direitos é a primeira a cair. Para o eleitor, não se trata apenas de uma briga administrativa, mas de uma falha na escolha de quem comanda o dia a dia do cidadão. Esse tipo de escândalo humaniza a falha do governo de forma negativa, gerando uma rejeição emocional difícil de reverter.
O combustível da oposição
A crise da “Arapongagem” e o pedido de impeachment relacionado à empresa familiar da governadora são verdadeiros presentes para os adversários.
No caso da SDS, a acusação de uso da máquina pública para monitorar adversários (o secretário do Recife) alimenta o discurso de “perseguição política”.
No caso da EPTI/Logo Caruaruense, a oposição ganha a narrativa do “privilégio”, sugerindo que o rigor da lei não se aplica aos de casa.
Em uma pré-campanha, essas pautas dominam o debate, impedindo que o governo consiga vender suas entregas e obras. O governo passa a jogar na defesa, e “quem explica, já perdeu”, como diz o velho jargão político.
O erro de triagem e a pauta identitária
A rápida queda do presidente da EPTI, Yuri Coriolano, por mensagens racistas e misóginas é o golpe final na imagem de “renovação”. Em um estado de maioria negra e com forte histórico de lutas sociais, ter um alto escalão que destila preconceito, mesmo que em mensagens antigas, sinaliza uma falha grave na triagem política. O desgaste aqui é com a base progressista e com as mulheres, fatias do eleitorado que são fundamentais para qualquer vitória nas urnas.
O preço da paralisia
O governo chega a 2026 com a urgência de uma reforma interna profunda. O acúmulo de casos em um curto espaço de tempo cria uma percepção de desgoverno. Se a resposta continuar sendo apenas a troca reativa de nomes após o escândalo estourar, o desgaste será inevitável. Para quem busca a reeleição, o maior inimigo hoje não é apenas o candidato adversário, mas a sombra dessas denúncias que começam a cristalizar na mente do eleitor a imagem de uma gestão cercada por polêmicas e privilégios.
O caminho da recuperação
Para reverter o desgaste que atinge o Palácio do Campo das Princesas em 2026, o governo de Raquel Lyra não pode se limitar a notas de esclarecimento. A crise atual, que mistura assédio, espionagem e suspeitas de prevaricação, exige uma reforma de postura e de método. O tempo da política não perdoa a hesitação em ano eleitoral.
Primeiro, é urgente a implementação de um protocolo de compliance rigoroso. Não basta exonerar após o vazamento; é preciso demonstrar que a triagem para cargos de confiança agora segue critérios éticos inegociáveis. A governadora precisa “abrir a caixa-preta” das investigações no Detran e na SDS, punindo com transparência quem usou a máquina pública para fins escusos ou opressores.
Além disso, Raquel Lyra precisa resgatar a impessoalidade. O pedido de impeachment sobre a empresa familiar tocou em um nervo sensível: a percepção de privilégio. Para desfazer essa imagem, a gestão deve se antecipar aos órgãos de controle, oferecendo auditorias independentes e fortalecendo a Controladoria Geral do Estado.
Em política, o vácuo de resposta é preenchido pela narrativa da oposição. Se o governo não assumir o protagonismo da correção de rumos, chegará às urnas como refém dos próprios escândalos, transformando o que deveria ser um ano de entregas em uma longa jornada de defesa judicial.
Frase da semana
“As pessoas estão divorciadas da realidade. Elas não têm ideia de que o que aconteceu, acontece todas as noites em muitas casas do Brasil.”
Da juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro em entrevista a BBC News Brasil sobre o caso do cão Orelha.
A juíza estuda, há anos, a radicalização de adolescentes.
A unidade da Fundação Altino Ventura está cada vez mais perto de começar a funcionar em Serra Talhada. Foi assinado, em Recife, o convênio entre a Prefeitura de Serra Talhada e a fundação. A celebração aconteceu na sede da FAV e contou com a presença do secretário executivo de Saúde de Serra Talhada, Aron Araújo, […]
A unidade da Fundação Altino Ventura está cada vez mais perto de começar a funcionar em Serra Talhada.
Foi assinado, em Recife, o convênio entre a Prefeitura de Serra Talhada e a fundação. A celebração aconteceu na sede da FAV e contou com a presença do secretário executivo de Saúde de Serra Talhada, Aron Araújo, do presidente do Conselho Diretor da FAV, Ronald Fonseca Cavalcanti, do representante jurídico da fundação, Cleidson Carvalho, e do diretor administrativo, Mário Lira.
A unidade da Fundação Altino Ventura está prevista para começar a funcionar no próximo mês de março em Serra Talhada, com atendimento ambulatorial (consultas e exames) na antiga Unidade Básica de Saúde do Alto da Conceição, que foi totalmente reformada e adaptada para abrigar o serviço. A unidade contará ainda com bloco cirúrgico, que está em implantação e previsto para ficar pronto no próximo mês de junho.
“Vamos iniciar com consultas e exames, mas toda a demanda de cirurgias já tem garantia de encaminhamento sem burocracia nos três primeiros meses após o início do serviço ambulatorial, e após a conclusão do bloco cirúrgico vamos ter todas as demandas resolvidas aqui no território”, afirmou o secretário executivo de Saúde, Aron Araújo. Ainda segundo ele, a coordenação da FAV vem a Serra Talhada na próxima segunda-feira (05), para uma inspeção nas instalações da unidade. “A estrutura física está quase pronta, temos uma equipe técnica do município e também da fundação trabalhando nos últimos ajustes, o próximo passo agora é a parte da mobília e do recrutamento de pessoal”, concluiu.
O prefeito Luciano Duque comemora a chegada do serviço ao município. “Serra Talhada caminha com passos largos para implantar um serviço de alta relevância para atendimento da nossa população, uma entidade conceituada em todo Brasil que vem fazer parte de nossa rede de saúde, numa perspectiva de atender toda a região, e isso mostra o compromisso da gestão em trazer equipamentos de saúde com alta resolutividade, um ganho incalculável para a nossa população”, disse.
Os pipeiros do Sertão de Pernambuco (donos de caminhões-pipas) que abastecem as famílias que moram em cidades do Pajeú estão reclamando oito meses de salário atrasado. “Sou proprietário de um desses caminhões que realizam o abastecimento em lugares afetados pela seca. Desde outubro que estou sem receber”, reclama um dos profissionais. “Com o valor eu […]
Os pipeiros do Sertão de Pernambuco (donos de caminhões-pipas) que abastecem as famílias que moram em cidades do Pajeú estão reclamando oito meses de salário atrasado.
“Sou proprietário de um desses caminhões que realizam o abastecimento em lugares afetados pela seca. Desde outubro que estou sem receber”, reclama um dos profissionais.
“Com o valor eu pago os motoristas, combustível e faço a manutenção de caminhões. Nem os postos estão querendo vender para a gente porque não sabem quando irão receber. Já procuramos a Compesa , responsável pela contratação dos serviços, mas eles não dão previsão”, acrescenta.
Mesmo acontecendo no amplo Teatro Guararapes, com 2.400 lugares, a diplomação dos eleitos em Pernambuco vai deixar muita gente de fora. É que além da rigidez do protocolo, o número de diplomados é alto. Só entre os eleitos são 49 deputados e deputadas estaduais, 25 federais, uma senadora, uma vice-governadora e uma governadora: 77 pessoas. […]
Mesmo acontecendo no amplo Teatro Guararapes, com 2.400 lugares, a diplomação dos eleitos em Pernambuco vai deixar muita gente de fora.
É que além da rigidez do protocolo, o número de diplomados é alto. Só entre os eleitos são 49 deputados e deputadas estaduais, 25 federais, uma senadora, uma vice-governadora e uma governadora: 77 pessoas.
Isto além das equipes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), autoridades convidadas e imprensa.
Vereadores e prefeitos não tem acesso livre, apenas o prefeito do Recife, João Campos, vai compor a mesa.
Cada diplomado só poderá ser acompanhado por duas pessoas e indicar outras 10 para a plateia. Na hora de receber o título, só uma foto e nada mais. Apenas a governadora eleita, Raquel Lyra, poderá falar.
As regras não tiram o brilho do momento, mas desanimam muitos eleitos que não poderão ter familiares e amigos por perto em um momento tão importante.
“Tentei fazer uma festa de comemoração pra reunir todo mundo e não foi possível, agora na diplomação também não dá. Vamos contando com a compreensão de nossa gente e encontrando e agradecendo um a um, pouco a pouco”, lamenta o deputado estadual eleito Jose Patriota, que teve seus 43.586 votos espalhados em 154 municípios.
“Nem uma comitiva de representação vai dar pra fazer dessa vez. Quem sabe na posse!”, brinca Patriota.
Como alternativa aos não presentes, o ato vai ser transmitido pelo canal do TRE-PE no Youtube. O ato de diplomação acontece segunda-feira próxima, dia 19, às 16h.
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