Notícias

Projeto quer dispensar consentimento do parceiro para mulheres que queiram fazer laqueadura

Por Nill Júnior

O planejamento familiar é um direito garantido a todo cidadão. No entanto, a legislação atual, que é de janeiro de 1996, exige que a laqueadura, método de esterilização feminina, seja feito somente nos casos em que a mulher tenha mais de 25 anos, ou se já é mãe, de no mínimo, dois filhos. A regra é a mesma para vasectomia, no caso dos homens. A lei, regulamentada há 23 anos, foi feita em um contexto em que muitas mulheres recorriam à laqueadura no Brasil para não ter mais filhos. Para se ter uma ideia, naquele ano, o Congresso chegou a abrir uma CPI para mostrar a avalanche de esterilizações que eram feitas como método contraceptivo.

A comissão tinha como base a Pesquisa Nacional de Demografia em Saúde, feita pelo Ministério da Saúde em 1996. O levantamento mostrava que 45% das brasileiras em uniões estáveis estavam laqueadas e um quinto delas tinham menos de 25 anos. Em 2019, o cenário é completamente diferente e a lei não se aplica mais à realidade brasileira. É o que argumenta a defensora pública Paula Sant’Anna Machado de Souza.

“Com toda a discussão que existe de planejamento familiar dentro do SUS, com as normas e diretrizes do Ministério da Saúde e até com que hoje a gente compreende a partir de convenções internacionais, alguns regramentos que tem na lei do planejamento familiar, elas não se adequam mais. Um dos exemplos que a gente tem é esta anuência, por exemplo, do cônjuge para que a mulher tenha acesso à laqueadura. Ou a questão da cirurgia, que hoje não é possível de ser realizada porque a lei do planejamento familiar diz que não se pode fazer uma laqueadura após o parto.”

Para adequar a legislação, um projeto de lei do Senado que facilita o acesso aos procedimentos de laqueadura e vasectomia está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O PLS 107/2018, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP), permite a laqueadura no período do pós-parto ou do pós-aborto imediato. A lei atual também exige, no caso de união estável, autorização do parceiro para que a cirurgia de esterilização seja feita. Caso o projeto seja aprovado na comissão, que discute o tema em caráter terminativo, a opção da mulher já será suficiente.

Na visão da defensora pública Paula Sant’Anna Machado de Souza, a nova lei pode dar às mulheres a oportunidade de se submeter ao procedimento cirúrgico, sem riscos e em momentos oportunos, como logo após dar à luz. “O pós-parto exige e muito da mulher, no sentido que ela tem que amamentar a cada três horas, ela tem outros filhos para cuidar. Então, ela conseguir se organizar para novamente ser internada, passar por uma cirurgia, é muito complicado para ela, quando isso já poderia ter sido feito nesse momento. Então, nos casos em que há um laudo médico, a saúde da mulher não impossibilita a cirurgia, a gente entende que é possível a realização como se fosse qualquer outra cirurgia.”

Se o projeto de lei for aprovado no Senado, a cirurgia poderá ocorrer durante a internação pós-parto, desde que a vontade da mulher de fazer o procedimento tenha sido manifestada pelo menos 60 dias antes do nascimento da criança. A cirurgia de laqueadura é ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer unidade que ofereça serviço de ginecologia, obstetrícia e/ou maternidade. De acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde, foram realizadas, pelo SUS, 67.525 laqueaduras no ano passado.

Outras Notícias

Agora parece que vai: DNOCS anuncia reinicio da Barragem de Ingazeira

Depois de sua 6ª paralisação a obra da barragem de Ingazeira será outra vez retomada. Com R$ 15 milhões  em conta, o DNOCS reiniciará as obras da Barragem de Ingazeira nos próximos dias. A informação foi transmitida ontem a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM pelo ex-vereador de Tuparetama Joel Gomes, entusiasta da importante obra. […]

Barragem da Ingazeira

Depois de sua 6ª paralisação a obra da barragem de Ingazeira será outra vez retomada. Com R$ 15 milhões  em conta, o DNOCS reiniciará as obras da Barragem de Ingazeira nos próximos dias.

A informação foi transmitida ontem a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM pelo ex-vereador de Tuparetama Joel Gomes, entusiasta da importante obra. O processo de indenizações não foi paralisado neste período.

Mês passado, o deputado Ricardo Teobaldo divulgou vídeo onde aparece ao lado do ministro da Integração Nacional Helder Barbalho, onde o mesmo diz que está “assegurando a liberação e a garantia para a retomada das obras da Barragem de Ingazeira. Inclusive fazendo com que essas obras estejam priorizadas pelo governo federal para a conclusão até 2018”.

A Barragem de Ingazeira fica situada entre os municípios de Ingazeira e Tuparetama. A obra acumulará um volume de água de 48,7 milhões de metros cúbicos. Com investimentos da ordem de R$42 milhões, o projeto vai levar água para consumo, irrigação, turismo e piscicultura às famílias dos municípios de Ingazeira, São José do Egito, Tabira e Tuparetama.

Duque participa da festa junina de São João do Barro Vermelho com o vereador Antônio de Antenor

O deputado estadual Luciano Duque participou, nesta segunda-feira (23), da tradicional festa junina de São João do Barro Vermelho, na zona rural de Serra Talhada. O parlamentar foi recebido com entusiasmo a convite do vereador Antônio de Antenor e celebrou ao lado da população mais uma noite marcada por alegria, cultura e fortes laços comunitários. […]

O deputado estadual Luciano Duque participou, nesta segunda-feira (23), da tradicional festa junina de São João do Barro Vermelho, na zona rural de Serra Talhada. O parlamentar foi recebido com entusiasmo a convite do vereador Antônio de Antenor e celebrou ao lado da população mais uma noite marcada por alegria, cultura e fortes laços comunitários.

“A festa de São João Barro Vermelho é feita com muito carinho e mantém viva a alma do nosso sertão. São momentos como esse que reafirmam o valor das nossas raízes e o orgulho de ser nordestino”, destacou Duque.

O deputado aproveitou a ocasião para reforçar seu compromisso com o fortalecimento da cultura popular e o apoio às comunidades rurais. “É uma alegria enorme estar em São João do Barro Vermelho. Essa celebração é a prova de que a tradição segue firme, atravessando gerações com a força e a beleza do nosso povo”, completou.

Temer deve ter alta ainda nesta quarta, informa Planalto

O Palácio do Planalto divulgou uma nota na qual informou que o presidente Michel Temer deverá ter alta ainda nesta quarta-feira (25). Mais cedo, nesta quarta, Temer sofreu um mal-estar no gabinete e foi levado ao Hospital do Exército, em Brasília. A informação sobre o mal-estar do presidente foi antecipada pela colunista do G1 Andréia Sadi. Segundo […]

O Palácio do Planalto divulgou uma nota na qual informou que o presidente Michel Temer deverá ter alta ainda nesta quarta-feira (25). Mais cedo, nesta quarta, Temer sofreu um mal-estar no gabinete e foi levado ao Hospital do Exército, em Brasília.

A informação sobre o mal-estar do presidente foi antecipada pela colunista do G1 Andréia Sadi. Segundo a Secretaria de Comunicação Social, Temer foi submetido a exames e, após uma sondagem vesical de alívio por vídeo, foi constatada obstrução urológica.

Temer chegou ao hospital em Brasília em um carro oficial, acompanhado da ambulância da Presidência, e entrou no hospital andando, pela entrada de autoridades, utilizada normalmente por generais do Exército e outros oficiais de alta patente.

Homens do Batalhão de Polícia do Exército faziam a segurança na entrada principal do hospital.

Câmara entra no STF contra decisão que barrou rito de impeachment

A Mesa da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou nesta segunda-feira (1º) no Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso questionando decisão de novembro da Corte que definiu o rito de um processo de impeachment no Legislativo. A peça, chamada “embargos de declaração”, visa esclarecer pontos do julgamento considerados obscuros, contraditórios, omissos ou duvidosos. […]

9us0wkxy98mas2z7o6wpyy716

A Mesa da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou nesta segunda-feira (1º) no Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso questionando decisão de novembro da Corte que definiu o rito de um processo de impeachment no Legislativo.

A peça, chamada “embargos de declaração”, visa esclarecer pontos do julgamento considerados obscuros, contraditórios, omissos ou duvidosos. O objetivo é levar a questão novamente a plenário para esclarecer dúvidas já anunciadas por Cunha após a decisão.

No final do ano passado, o plenário do Supremo barrou o rito de impeachment definido por Cunha. Os ministros anularam, por exemplo a eleição, em votação secreta, de chapa alternativa, formada por deputados da oposição e dissidentes da base. Além disso, deram ao Senado o poder de não abrir o processo mesmo após autorização de 2/3 da Câmara.

Em entrevistas e declarações concedidas ainda no ano passado, Cunha destacou várias dúvidas. Uma delas é o que acontece se for rejeitada pelo plenário da Câmara a chapa única para a formação da comissão especial, como determinou o STF.

Outra dúvida é se a determinação de votação aberta para a formação da comissão especial também se estende para outras comissões temáticas da Casa. Cunha chegou a dizer que a demora para responder à dúvida poderia “paralisar” a Câmara.

A declaração foi feita em novembro do ano passado, quando Cunha se reuniu com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para pedir a publicação do acórdão (sentença da decisão). Em regra, só após a publicação do documento (que tem o resumo da decisão e a versão final dos votos dados por cada ministro), as partes podem apresentar recursos.

Na época, Lewandowski alertou o deputado para o risco de os embargos serem recusados de antemão caso sejam apresentados antecipadamente. O regimento do STF dá 60 dias para a publicação, o que ocorrerá no dia 19 de fevereiro, levando em conta a paralisação do prazo por causa do recesso.

No encontro de novembro, o ministro também disse não enxergar espaço para questionamentos da decisão. “A meu ver, não há margem de dúvida pela minudência como foi decidido. Claro que vou fazer o possível para pautar o mais rapidamente possível qualquer eventual embargo interposto”, afirmou Lewandowski à época.

Homicídio é registrado em Itapetim

Sandro Marcos Brito Borges, de 49 anos, morreu após ser esfaqueado na madrugada deste domingo (20), durante um forró no Salão do Alemão, no Sítio Caiana, na zona rural de Itapetim. Segundo o blogueiro Marcelo,  Sandro era natural de São José do Egito. Estava com amigos, familiares, e segundo testemunhas, foi morto com com várias […]

Sandro Marcos Brito Borges, de 49 anos, morreu após ser esfaqueado na madrugada deste domingo (20), durante um forró no Salão do Alemão, no Sítio Caiana, na zona rural de Itapetim.

Segundo o blogueiro Marcelo,  Sandro era natural de São José do Egito.

Estava com amigos, familiares, e segundo testemunhas, foi morto com com várias perfurações de faca por um indivíduo, em virtude de um desentendimento fútil.

O suspeito, que está foragido,   já tinha passagem pela justiça com antecedentes criminais, e cumprido pena em uma penitenciária em Pernambuco por um homicídio em Itapetim há cerca de 15 anos atrás. Já tinha cumprido a pena e estava solto.

O Instituto de Criminalística foi chamado. O corpo da vítima foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. Velório e sepultamento devem ocorrer nesta segunda.