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Projeto de Lessa leva cinema para cidades pernambucanas

Por Nill Júnior

b0b10a76-b1d3-1b8b-50b8-41aeeacecabdO deputado estadual Aluísio Lessa é o autor da emenda responsável pela criação do projeto Cinema na Estrada. A iniciativa tem como foco a interiorização da produção cinematográfica pernambucana e brasileira e viabilizar a criação de novas salas no Estado.Entre os dias 19 e 22 deste mês, a mostra itinerante vai estar em cidades do Agreste Central.

SOBRE O PROJETO – Nas palavras de Aluísio Lessa: “O Cinema na Estrada é uma ação estratégica para promover a difusão das obras audiovisuais pernambucanas em todo o estado, possibilitando a inclusão de novos públicos e contribuindo para diminuir os gargalos da distribuição.”

O  projeto será executado nos seguintes municípios: Mata Norte: Goiana, Paudalho, Vicência, Itambé, Nazaré da Mata, Condado; Sertão Central: Salgueiro; Agreste Setentrional: Bom Jardim, Limoeiro; Agreste Meridional: Saloá, Garanhuns(comunidades quilombolas).

No Sertão do Pajeú: Afogados da Ingazeira, Tacaratu; Agreste Central: Belo Jardim, Bezerros, São Bento do Una, Lagoa dos Gatos; Mata Sul: Palmares, Primavera, Ribeirão, Jaqueira, Catende; RMR: Camaragibe , Itamaracá.

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O pega pra capar entre Mário e Heleno

Repercutiu há pouco o Debate das Dez do programa Manhã Total da Rádio Pajeú entre Mário Viana Filho, Gerente de Articulação Regional da Casa Civil, Heleno Mariano, consultor da gestão Sandrinho e Mônica Souto, presidente do PT local sobre o futuro de Pernambuco. O calor do debate ficou por conta de Mário e Heleno, se […]

Repercutiu há pouco o Debate das Dez do programa Manhã Total da Rádio Pajeú entre Mário Viana Filho, Gerente de Articulação Regional da Casa Civil, Heleno Mariano, consultor da gestão Sandrinho e Mônica Souto, presidente do PT local sobre o futuro de Pernambuco.

O calor do debate ficou por conta de Mário e Heleno, se revezando na defesa e questionamentos à governadora Raquel Lyra. Heleno cobrou ações efetivas na região como o recapeamento da PE 320 e a melhoria dos serviços prestados pela COMPESA. Mário defendeu o governo e disse que as ações sairão do papel, lembrando Estrada de Ibitiranga, Estrada de Água Branca e afirmando que o PSB deixou Pernambuco quebrado nos 16 anos de poder.

Heleno chegou a dizer que Mário era “menino” na política e ouviu de volta a crítica de que era irônico e tinha dois pesos e duas medidas, quando contemporizou problemas da gestão Sandrinho e evidenciou os desafios do governo Raquel.

Assista na íntegra como foi o debate, a partir de 2 horas e sete minutos:

Com Temer, comércio brasileiro tem pior queda em 16 anos, denuncia Humberto

Dados do Indicador Serasa Experian do Comércio revelam uma queda drástica no movimento dos consumidores nas lojas de todo o país em 2016. Segundo o levantamento, o recuo foi de 6,6% no comparativo com o ano anterior. Este foi o pior resultado do varejo desde o início da série histórica do Serasa, realizada há 16 […]

thumbnail_foto-andre-corre%cc%82aDados do Indicador Serasa Experian do Comércio revelam uma queda drástica no movimento dos consumidores nas lojas de todo o país em 2016. Segundo o levantamento, o recuo foi de 6,6% no comparativo com o ano anterior.

Este foi o pior resultado do varejo desde o início da série histórica do Serasa, realizada há 16 anos. Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, a queda evidencia a deterioração da economia durante do governo de Michel Temer (PMDB).

“Os números refletem o fracasso da política econômica de Temer. Primeiro, ele disse que a saída de Dilma resolveria o problema da crise que, como sabemos, ele ajudou a criar. Mas ela só piorou. Depois, ele elaborou uma série de medidas amargas dizendo que elas resolveriam os problemas do Brasil. E, de novo, o que a gente vê é este problema se aprofundando, o número de desempregados crescendo. A gente não vê nenhum sinal de melhora”, afirmou o senador.

De acordo com o Serasa, o recorde negativo era de 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando houve um recuo de 4,9% no movimento de consumidores nas lojas. Segundo o levantamento, entre os fatores que levaram a queda, agora em 2016, estão o aumento no número de desempregados e a baixa da confiança dos consumidores na economia.

“O governo Temer não tem legitimidade e nem apoio popular e isto se reflete nessa política econômica, que retira dos trabalhadores direitos, mas que mantém privilégios de uma pequena categoria. Tiraram uma presidente eleita pelo voto popular para operar essa lambança. Temer já tem tudo para entrar para a História como um dos piores governantes que o Brasil já teve”, avaliou Humberto Costa.

Pesquisa Opinião/Blog do Magno: o que disseram os nomes citados no levantamento

O Debate das Dez do programa Manhã Total,  da Rádio Pajeú,  escutou hoje os nomes citados pela pesquisa Opinião e Blog do Magno com suas impressões sobre os números. Totonho Valadares,  Alessandro Palmeira,  Zé Negão e Augusto Martins avaliaram o quadro apontado pela pesquisa. Nos estúdios, os blogueiros Júnior Finfa, Itamar França e Mário Martins […]

O Debate das Dez do programa Manhã Total,  da Rádio Pajeú,  escutou hoje os nomes citados pela pesquisa Opinião e Blog do Magno com suas impressões sobre os números. Totonho Valadares,  Alessandro Palmeira,  Zé Negão e Augusto Martins avaliaram o quadro apontado pela pesquisa.

Nos estúdios, os blogueiros Júnior Finfa, Itamar França e Mário Martins também avaliaram os dados e projetaram o futuro da sucessão de Afogados da Ingazeira.

Totonho e Sandrinho apareceram empatados tecnicamente, segundo a pesquisa : 32,9% x 31%.  Augusto Martins tem 6,8% e Zé Negão,  6%; Na sondagem espontânea,  José Patriota (PSB), que não é candidato, tem 15%, Totonho tem 13,3%, Sandrinho  12,5%,  Zé Negão 0,8% e Augusto 0,3%. Indecisos 51,5%, enquanto brancos e nulos somam apenas 6,3%;

Num cenário em que os candidatos fossem apenas Totonho e Sandrinho, o ex-prefeito derrotaria o socialista. Teria 39,7% dos votos contra 34,8% do adversário. Como margem de erro é de 4,9%, também configura -se empate técnico.

Totonho Valadares: “mesmo com vice assumindo protagonismo no governo, lideramos”

“Sandrinho em fevereiro já assumiu protagonismo na Prefeitura. O Conselho Político da Frente Popular tradicionalmente escolhia os candidatos e a pesquisa era um instrumento. Várias pesquisas foram feitas para consumo interno, aí ou você apresenta ou não apresenta. Como essa foi anunciada divulgada ontem, acho até que eu tive uma posição muito boa pontuando igual com o vice-prefeito, já que fica patenteada a demonstração de que não é o candidato da Frente, é o candidato de José Patriota, um prefeito que tem uma avaliação muito boa, isso tem uma influencia grande. Mesmo com tudo isso eu pontuo na maneira que eu estou pontuando. No  cenário onde só os dois estão você  tem uma diferença de 4,9 %. Está muito bom. Se passaram um ano com a prefeitura a disposição, colocando determinadas pessoas, ajudando com a máquina pesa, todo mundo sabe disso. Quanto às colocações feitas sobre o problema de grupo eu não me preocupo. Já fui prefeito três vezes, já fui vice-prefeito. O grande grupo que eu sempre tive foi o povo. O resultado é positivo”.

Sandrinho: “não anunciei candidatura e já apareço bem”

“Recebi com alegria e satisfação um resultado como esse, mesmo no momento estratégico que o município atravessa com essa crise. Precisamos de estratégia para governança, para atender a população, que tem percebido o esforço do prefeito Patriota, do vice Sandrinho. Feliz com a aprovação extraordinária do prefeito Patriota. acredito que nenhum outro gestor tenha alcançado índices de aprovação tão altos. Patriota é um prefeito que dá um exemplo de governança. Divido com ele essa responsabilidade, tenho um agrande percentual nessa aprovação, pois trabalhamos juntos. Fiquei muito feliz com o resultado. Importante dizer que não lancei candidatura. Em nenhum momento fiz ato ou evento de filiação. Tenho trabalhado diuturnamente para ajudar Patriota. O povo de Afogados dá essa demonstração de confiança”.

Augusto: “mesmo com polarização,  tive 6,8%. estou no páreo”

“Recebi com tranquilidade. Dei entrevistas na Rádio Pajeú e nunca me coloquei como pré-candidato a prefeito. Apenas disse que me sentia e me sinto preparado para servir a Afogados no legislativo ou executivo. nesse momento onde existe a polarização a um ano entre dois nomes, dois companheiros da Frente Popular, ficar em terceiro lugar era esperado. Dificilmente ficaria em primeiro ou segundo. Eu tô exercendo meu mandato de vereador da melhor forma possível, como se fosse meu primeiro mandato, prestando serviço, ajudando. Estamos colaborando com o desenvolvimento. Me sinto participante dessa aprovação do governo. Não tenho nenhuma equipe fazendo nenhum trabalho pra mim. assim, é um reconhecimento da valorização do meu trabalho. Me considero no páreo”.

Zé Negão: “pesquisa deveria ter mais nomes. Não entendi percentual de 6% na estimulada”

“Sou o único da oposição que foi colocado o nome na pesquisa . Preciso que o povo de afogados fique alegre com o desempenho de meu trabalho. Concordo com a pesquisa, o instituto tem credibilidade, a nível de município e estado, mas pontuo: porque não apareceu Claudio Nogueira que e é pre candidato a prefeito, do Capitão Sydney, de Igor Mariano, que coloca o nome pra vice e Emídio que diz que pode ser o candidato do PT? Comparando dados da espontânea com a estimulada, eu fui pra quarto lugar com o dobro de votos de Augusto. Era pra ir no minimo pra 10% ou 11% e eu desci pra 6% e Augusto que pontuou 0,3% foi pra terceiro. Não fui confrontado com Totonho, Sandrinho e Augusto, porque? Na eleição passada  eu apoiando Zeca e João Paulo Costa dei 15,22% dos votos. Porque hoje sou o único da oposição e tive 6%?”

Nill Júnior Podcast: as semelhanças entre Maduro, Trump e Bolsonaro

Depois de os resultados eleitorais terem sido conhecidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nesta segunda-feira (29) de madrugada, as reações foram imediatas com muitos políticos da região rejeitando estes resultados e pedindo auditorias independentes. Segundo o órgão eleitoral, o presidente Nicolás Maduro obteve 51,2% e o principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, obteve 44,2%. […]

Depois de os resultados eleitorais terem sido conhecidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nesta segunda-feira (29) de madrugada, as reações foram imediatas com muitos políticos da região rejeitando estes resultados e pedindo auditorias independentes.

Segundo o órgão eleitoral, o presidente Nicolás Maduro obteve 51,2% e o principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, obteve 44,2%.

Só que a oposição contesta os números e diz que o González venceu Maduro com 70% dos votos. A situação mostra o risco dos extremos também na esquerda, além de mostrar o que há de semelhanças entre Maduro, Trump e Bolsonaro.

Setor elétrico: refém dos lobistas

Por Heitor Scalambrini Costa* “Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder” Giordano Bruno (frade dominicano, teólogo, filósofo e matemático) Um dos aspectos mais sensíveis do setor elétrico nacional é à influência exercida pelos lobistas, que tem comprometido a gestão, a eficiência, a transparência e a modicidade tarifária. Esta situação chega a […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

“Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder”

Giordano Bruno (frade dominicano, teólogo, filósofo e matemático)

Um dos aspectos mais sensíveis do setor elétrico nacional é à influência exercida pelos lobistas, que tem comprometido a gestão, a eficiência, a transparência e a modicidade tarifária. Esta situação chega a níveis intoleráveis provocando desarranjos importantes na governança do setor. Por tais abusos quem tem pagado a conta, literalmente, é o consumidor.

O atual Congresso Nacional (legislatura 2023-2027) é reconhecido como um dos piores dos últimos tempos, tanto do ponto de vista, moral, ético, político, o de mais “baixo nível” em décadas, com parlamentares concentrados no partido de extrema direita, o PL, com o maior número de representantes na Câmara Federal, e um número expressivo de senadores. Ao se aliar ao Centrão (aglomerado de parlamentares fisiológicos de vários partidos), formam uma maioria que tem sabotado pautas progressistas e de interesse nacional. Ao mesmo tempo frentes e grupos parlamentares têm agido, juntamente com os lobistas, aprovando matérias de interesses específicos, em detrimento daquelas de interesse da maioria da população.

A situação chegou a tal ponto que o próprio ministro de Minas e Energia, logo após a votação da medida provisória 1304/2025 (PEC do setor elétrico), cujo objetivo principal, segundo o governo federal, seria promover a modernização e a eficiência do setor elétrico brasileiro, tornando-o mais competitivo e com regras mais claras para os consumidores, declarou “os lobbies venceram o interesse público”. Uma afirmativa que deixa claro que o Estado brasileiro perdeu sua capacidade de planejar, formular e executar políticas públicas para a gestão sustentável dos recursos energéticos.

Sem dúvida o ministro Alexandre Silveira (o das “boas ideias”) se referiu aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão mineral”, o “lobby do gás natural”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, o da “abertura do mercado”, o “lobby nuclear”, entre outros. Nenhum outro ramo da economia tem atualmente um lobby tão pulverizado na Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional.

Em julho deste ano o ministro já havia declarado “se os lobbies continuarem prevalecendo e não tiver uma compreensão mais generosa da visão do todo, nós vamos, de alguma forma, colapsar o setor elétrico brasileiro”.

A multiplicidade de lobbies infiltrados, cuja busca por benefícios pontuais contribuem para a desorganização do arcabouço regulatório do setor elétrico e de sua governança, tem dificultado o planejamento coerente e transparente. A incerteza sobre como as decisões são tomadas e quais interesses estão sendo atendidos, alimenta a percepção de que o setor é “refém” desses grupos, que tem parlamentares inescrupulosos e oportunistas agindo contra os interesses nacionais, como verdadeiros inimigos do povo. 

A situação é tão grave que a falta de planejamento contribuiu para que o país conviva com um paradoxo dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN). Ao mesmo tempo que avança a produção de energia de fontes renováveis altamente desejáveis, especialmente solar e eólica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), tem decidido cortar a geração destas fontes, impedindo que sejam injetadas na rede, devido a problemas de infraestrutura (na transmissão) e na demanda, não permitindo o escoamento dessa geração. Essas operações são conhecidas como curtailment. Nesse cenário, as usinas termelétricas poluentes são acionadas para cobrir a demanda em horários de pico, justificando assim a oneração das tarifas.

Os cortes promovidos pela ONS na geração das fontes renováveis, ultrapassam as fronteiras nacionais. As empresas geradoras alegam prejuízos e exigem ressarcimento. Em defesa das empresas o presidente francês Emmanuel Macron, segundo noticiado quando de sua vinda para participar da COP30, chegou a fazer um pedido ao presidente Lula para que não vetasse a cláusula no Projeto de Lei de Conversão no 10 (PEC 1304/2025, aprovada com modificações) que prevê o ressarcimento às empresas afetadas pelos cortes.

Mesmo com uma participação de mais de 85% na matriz elétrica por fontes renováveis (solar, eólica, biomassa e hidrelétricas) que são as mais baratas, segundo os diversos leilões realizados, o consumidor acaba pagando uma das tarifas mais caras do mundo. Obviamente quem perde é o consumidor, mas também é facilmente identificado quem ganha, e muito. Não somente as empresas que têm em seus demonstrativos econômico-financeiros a “confissão” de tais ganhos exorbitantes, diante da situação econômica do país; mas também lobistas parlamentares ou não.

Infelizmente esta situação não está restrita ao setor elétrico, pois situação análoga é verificada nos assuntos do agronegócio, com a atuação da poderosa Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com muito dinheiro este setor tem eleito e “convencido” parlamentares a votarem em propostas que beneficiam o setor agropecuário extremamente ganancioso e predatório, prejudicando em vários aspectos, a população brasileira. O setor juntamente com o desmatamento são os maiores emissores de gases de efeito estufa no país, o que por si só é um grande problema tanto a nível nacional como mundial.

O que evidencia nas ações dos lobbies é que o setor elétrico brasileiro é “refém” de interesses privados, em detrimento de um planejamento energético de interesse público. O setor virou um balcão de negócios, legislado pelos lobistas.

*Heitor Scalambrini Costa é professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, físico, graduado na Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, com mestrado em Ciências e Tecnologia Nuclear na UFPE, e doutor em Energética pela Universidade de Marselha/Centro de Estudos de Cadarache-Comissariado de Energia Atômica-França.