Coligação de Raquel Lyra denuncia suposta rede de crimes eleitorais e desinformação ligada ao PSB
A coligação “Pernambuco de Coração”, da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra, protocolou uma petição na Polícia Federal. O documento apresenta um suposto esquema coordenado de ataques virtuais, desinformação e violência política que envolve cabos eleitorais, servidores comissionados da Prefeitura do Recife e perfis de redes sociais ligados a integrantes do PSB.
A denúncia ganhou força após a detenção de Alexsandro Pereira, identificado como cabo eleitoral do PSB. De acordo com os documentos encaminhados à Polícia Federal, ele foi flagrado pela Polícia Militar conduzindo um grupo de falsos militantes com camisas de Raquel Lyra para o evento de um candidato à presidência que não conta com o apoio da governadora. A estratégia teria o objetivo deliberado de confundir o eleitorado no ambiente físico.
A investigação apresentada pela coligação mapeou uma estrutura que conecta as ações de rua a uma rede de ataques virtuais. No centro do ecossistema digital estão perfis como:
João Campos Platinado: Página que acumula 15 processos por difamação e mensagens de ódio contra a governadora. O número de telefone associado a este perfil é o mesmo do antigo perfil “Marília Debochada”, operado por Wladimir Quirino nas eleições de 2022.
Raquel Bolada: Administrado por Eduardo Nino, o perfil foi desativado recentemente após denúncias de incitação a ataques físicos contra a gestora estadual. Nino aparece em registros fotográficos ao lado de Alexsandro Pereira.
Ao todo, a coligação aponta 21 perfis dedicados à difamação, os quais já são alvos de pelo menos 64 representações na Justiça Eleitoral.
O documento destaca que todos os perfis acionados judicialmente compartilham o mesmo advogado de defesa: Celso Rocha, do escritório Rocha & Pinto Advogados.
As conexões políticas apontadas na denúncia detalham que Celso Rocha possui cargo no gabinete do vereador licenciado Eduardo Mota (PSB), atual secretário de Esportes do Recife.
Rocha é sócio de Américo Pinto, descrito como amigo de infância do prefeito do Recife, João Campos, e do deputado federal Pedro Campos.
O sócio de Alexsandro Pereira em uma empresa de internet, Eduardo da Cruz Silva, atua como gerente-geral de Finanças da Secretaria de Esportes do Recife.
A defesa da coligação “Pernambuco de Coração” argumenta que as evidências demonstram uma estrutura financiada indiretamente para desestabilizar a campanha de Raquel Lyra, unindo a articulação de rua com a propagação de conteúdo difamatório na internet. O caso agora segue sob análise da Polícia Federal.
Com informações da Assessoria da Coligação Pernambuco de Coração





Por André Luis















Você precisa fazer login para comentar.