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Procurador-geral da República pede novamente prisão de Aécio Neves

Por Nill Júnior

G1

O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente, a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu afastamento do mandato.

A prisão já havia sido negada no final de junho, individualmente, pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no STF.

Na mesma ocasião, o magistrado permitiu o retorno do tucano ao mandato, do qual estava afastado desde maio, quando estourou a Operação Patmos, baseada em delação da JBS.

Em nota, a defesa de Aécio afirmou que não há “fato novo” apontado pela PGR para justificar a prisão.

“Ao insistir na prisão do senador, o PGR, como já reconheceu o ministro Marco Aurélio, ignora princípios elementares de um Estado Democrático, como a tripartição de poderes. Mais, o agravo ministerial pretende substituir-se ao que diz a Constituição Federal, sugerindo que se ignore seu art. 53 e que se adote uma ‘pauta hermenêutica’ inventada pelo próprio PGR”, diz trecho da nota.

O novo pedido de Janot é um recurso à decisão de Marco Aurélio. Ele poderá rever sua decisão individualmente, determinando a prisão e o afastamento; caso contrário, leva o recurso à Primeira Turma da Corte, formada também pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

Caso o novo pedido de prisão seja negado, Janot pede ao STF para aplicar medidas alternativas, como monitoramento com tornozeleira eletrônica; proibição de contato “de qualquer espécie” com investigados na Lava Jato; impedimento de entrar no Congresso ou outra repartição pública; e entrega do passaporte, para não deixar o Brasil.

Para Janot, mesmo após o afastamento, Aécio continuou sua articulação política no Congresso, desobedecendo a ordem do STF.

“Há, em verdade, prova cabal da personalidade audaciosa do agravado e de seu notório desprezo pelas decisões judiciais. Verdadeiro atestado de ineficiência das medidas cautelares diversas à prisão que vigoraram até o advento da decisão agravada, em 30/6/2017 [que derrubou o afastamento]”, escreveu o procurador.

Outras Notícias

TCE vai apresentar levantamento sobre a destinação do Lixo em Pernambuco

Nesta terça-feira (7), às 10h da manhã, técnicos do Tribunal de Contas de Pernambuco darão uma coletiva de imprensa para divulgar o levantamento sobre a destinação do lixo em Pernambuco. O levantamento foi feito a partir de dados fornecidos pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e inspeções realizadas pelo próprio Tribunal de Contas. É […]

Fumaça do lixão de afogados da Ingazeira. No Sertão, poucas cidades tem tratamento adequado

Nesta terça-feira (7), às 10h da manhã, técnicos do Tribunal de Contas de Pernambuco darão uma coletiva de imprensa para divulgar o levantamento sobre a destinação do lixo em Pernambuco.

O levantamento foi feito a partir de dados fornecidos pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e inspeções realizadas pelo próprio Tribunal de Contas. É possível saber quais as cidades que depositam os resíduos sólidos em aterros sanitários, bem como os locais onde a destinação ainda é feita de forma irregular, com um comparativo desde 2012.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010, entrou em vigor a partir de agosto de 2010, ou seja, há cinco anos, no entanto, os dados revelam que não houve muitas mudanças, apesar de o prazo para a disposição ambientalmente adequada dos resíduos, definido na referida lei, ter se esgotado desde agosto de 2014.

Todas informações sobre o estudo serão detalhadas pela equipes da Coordenadoria de Controle Externo e do Núcleo de Engenharia. Em resumo, vem aí pressão para os prefeitos que não priorizaram o tema do lixo.

Prefeitura de Afogados promove limpeza de açude comunitário no Saco da Serra 

Mais um açude comunitário de Afogados da Ingazeira recebeu serviços de limpeza por parte da Prefeitura. Depois do açude que atende à comunidade rural de Escada, foi a vez da Prefeitura de Afogados concluir a limpeza do açude comunitário do Saco da Serra.   A ação visa melhorar e aumentar a capacidade de armazenamento d’água do […]

Mais um açude comunitário de Afogados da Ingazeira recebeu serviços de limpeza por parte da Prefeitura. Depois do açude que atende à comunidade rural de Escada, foi a vez da Prefeitura de Afogados concluir a limpeza do açude comunitário do Saco da Serra. 

 A ação visa melhorar e aumentar a capacidade de armazenamento d’água do reservatório. 

“Estamos trabalhando limpando nossos açudes comunitários na iminência da chegada das chuvas, o que vai permitir que esses reservatórios reservem um volume maior de água, minimizando problemas com a escassez hídrica,” afirmou o secretário de agricultura de Afogados, Valberto Amaral. Está semana, as máquinas chegam para realizar a limpeza do açude comunitário de Queimadas.

Serra: Casa de Parto completa 30 dias com atendimentos humanizados 

Com um mês de funcionamento, a Casa de Parto Normal de Serra Talhada já demonstra seu impacto positivo na saúde materno-infantil do município. Em 30 dias, o equipamento realizou cinco partos humanizados – dando boas-vindas aos pequenos Ravi Misael, Melissa, Arthur Davi, Kethelym e Henrique Levi – além de mais de 50 atendimentos a gestantes […]

Com um mês de funcionamento, a Casa de Parto Normal de Serra Talhada já demonstra seu impacto positivo na saúde materno-infantil do município. Em 30 dias, o equipamento realizou cinco partos humanizados – dando boas-vindas aos pequenos Ravi Misael, Melissa, Arthur Davi, Kethelym e Henrique Levi – além de mais de 50 atendimentos a gestantes na porta de entrada, mais de 50 visitas guiadas e o início do pré-natal conjugado entre a atenção básica e a equipe do próprio centro.

Localizada no bairro da Caxixola, a Casa de Parto é uma unidade pioneira na região, voltada para o incentivo ao parto normal, com estrutura de acolhimento 24 horas por dia. 

O espaço conta com uma equipe multidisciplinar, que oferece acompanhamento seguro, respeitoso e qualificado às gestantes. Desde a inauguração, a unidade tem sido referência não só para os atendimentos, mas também para a conscientização sobre os benefícios do parto humanizado.

“Em apenas 30 dias, a Casa de Parto já se tornou símbolo de cuidado e dignidade para as mulheres de Serra Talhada. Estamos falando de um serviço que aproxima a saúde das pessoas, que respeita a vontade da gestante e oferece segurança para a mãe e o bebê”, destacou a secretária de Saúde, Lisbeth Rosa.

Para o coordenador do centro, João Antônio, os primeiros resultados comprovam a importância da Casa de Parto para a cidade. “É emocionante ver o brilho nos olhos das mães que escolhem esse espaço para dar à luz. Estamos realizando um sonho coletivo e garantindo que o nascer seja um momento de afeto, segurança e acolhimento”, afirmou.

Grupo Saminina se destaca em evento da publicidade pernambucana

Na última quinta-feira (17), o Recife Expo Center foi palco do Festival Cria PE, um evento que celebrou a criatividade e inovação na publicidade pernambucana. Reunindo profissionais de agências e importantes players do setor, o festival promoveu um espaço dedicado ao networking, troca de conhecimentos e discussão de temas impactantes, como transformação digital, criatividade e […]

Na última quinta-feira (17), o Recife Expo Center foi palco do Festival Cria PE, um evento que celebrou a criatividade e inovação na publicidade pernambucana. Reunindo profissionais de agências e importantes players do setor, o festival promoveu um espaço dedicado ao networking, troca de conhecimentos e discussão de temas impactantes, como transformação digital, criatividade e novas tendências em comunicação.

Durante o festival, também foram premiados os trabalhos mais criativos das agências do estado. Um dos destaques foi o Grupo Saminina, localizado em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Em um evento que contou com a participação de quase 18 agências de referência de Pernambuco, a Saminina conquistou três prêmios: o Capivara de Ouro como Agência do Ano (interior), o Capivara de Prata pela ilustração da Cavalgada Pedra do Reino e o Capivara de Bronze, reconhecendo o projeto desenvolvido para a Associação Pedra do Reino na mesma categoria.

O blog, que esteve presente no evento, conversou com Carla Carvalho, CEO do Grupo Saminina. Em uma entrevista, Carla expressou seu orgulho em representar o Sertão e ressaltou a importância das premiações para a publicidade interiorana. “É uma grande satisfação mostrar que temos, sim, profissionais capacitados. O que importa é o que você quer fazer, e nós somos bons no que fazemos, por isso estamos aqui recebendo esses prêmios”, afirmou.

Ao falar sobre a relevância de eventos como o Cria PE, Carla destacou que eles valorizam o mercado publicitário, beneficiando não apenas as agências, mas também os clientes anunciantes. “O Cria é uma evolução do antigo Prêmio Pernambuco de Propaganda, no qual a Saminina também foi premiada anos atrás. Hoje, além dos prêmios, trouxemos conhecimento através de workshops e palestras, promovendo oportunidades de networking com parceiros”, disse. Carla também revelou sua expectativa de participar novamente do evento no próximo ano.

Embora tenha ido sozinha desta vez, a CEO do Grupo Saminina pretende trazer sua equipe no próximo festival. “Meu time ficou no interior, trabalhando, e eles também queriam estar aqui, disputando e fazendo parte dessa vitrine”, comentou.

Carla deixou um recado para as pequenas agências de publicidade do Sertão do Pajeú e do interior de Pernambuco: “Já temos o ‘não’, então precisamos buscar o ‘sim’, que são os prêmios. O tamanho do cliente não importa. O prêmio que estou levando hoje é de uma associação cultural, um cliente pequeno que a agência abraçou. O que importa é um trabalho dedicado e a vontade de concorrer.”

Ela também fez um apelo às agências: “Só concorre ao prêmio quem é associado ao Sinapro – Sindicato das Agências de Propaganda de Pernambuco. Busquem se profissionalizar e associar-se ao Sinapro, pois ele defende a categoria e ajuda a desenvolver o nosso mercado. Primeiro, associem-se ao Sinapro, depois concorram”, pontuou.

Cunha e Geddel denunciados por supostas fraudes na Caixa Econômica

G1 O Ministério Público Federal (MPF) apresentou esta quinta-feira (4) à 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília quatro denúncias relacionadas às investigações da Operação Cui Bono, que apura irregularidades em operações da Caixa Econômica Federal em troca de pagamento de propina. Entre os denunciados estão o ex-ministro Geddel Vieira Lima, os ex-deputados e presidentes da […]

G1

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou esta quinta-feira (4) à 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília quatro denúncias relacionadas às investigações da Operação Cui Bono, que apura irregularidades em operações da Caixa Econômica Federal em troca de pagamento de propina.

Entre os denunciados estão o ex-ministro Geddel Vieira Lima, os ex-deputados e presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o operador Lúcio Funaro e o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto.

Eles são acusados dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Os procuradores pedem multa e reparação de danos que ultrapassam R$ 3 bilhões.

De acordo com o MPF, foram identificados repasses que somam R$ 89,5 milhões a Eduardo Cunha de 2011 a 2015, além de R$ 17,9 milhões a Geddel Vieira Lima de 2012 a 2015 e R$ 6,7 milhões a Henrique Alves de 2012 a 2014.

As denúncias estão relacionadas a operações de créditos para os grupos Marfrig, Bertin, J&F Grupo BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários. Parte das acusações refere-se ainda a duas operações com recursos do FI-FGTS.

Segundo as investigações, a estrutura que dava suporte à prática das irregularidades no banco era sustentada por três frentes: o grupo empresarial, o de empregados públicos que operavam na Caixa e no FGTS e o grupo político e de operadores financeiros.

Neste caso, as investigações apontam que o sócio da Gol, Henrique Constantino, pagou cerca de R$ 7 milhões em propina a Geddel, Fábio Cleto, Eduardo Cunha, Lúcio Funaro e Alexandre Margotto.

O objetivo, segundo o MPF, seria a obtenção de recursos no valor de R$ 300 milhões, por meio de aquisição de debêntures pelo FI-FGTS.

Os procuradores pedem, em caráter de reparação econômica, moral e social, além de multa, o pagamento do valor mínimo de R$ 111 milhões.

O MPF sustenta que Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Lúcio Bolonha Funaro, Henrique Eduardo Alves e Fábio Cleto pediram R$ 57,3 milhões em propina, paga pelos sócios do grupo Bertin, Natalino Bertin, Reinaldo Bertin e Silmar Roberto Bertin. O objetivo seria liberação de um financiamento de R$ 2 milhões.