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Presidente do PSB reforça posição sobre ministérios e apoio ao governo Lula

Por André Luis

Carlos Siqueira diz ser contra acordos com Centrão em troca de ministérios

Por André Luis

O presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, concedeu uma entrevista ao Estúdio I da GloboNews nesta sexta-feira (21) para discutir a relação do partido com o governo do presidente Lula. 

Em uma conversa franca com jornalistas, Siqueira expressou sua discordância em relação à estratégia de formar acordos mediante Ministérios com partidos do centrão. Segundo ele, o sistema político brasileiro precisa de mudanças profundas, e a prática de barganha por cargos ministeriais não é a solução para fortalecer a democracia no país.

“Eu discordo completamente da ideia de se fazer um acordo através de Ministérios com o centrão. Eu acho que o sistema político brasileiro está profundamente desgastado. É o sistema que gerou a situação que vivemos até menos de um ano atrás. Enfrentamos a eleição duríssima depois do desastre que significou o governo Bolsonaro”, criticou Siqueira.

Durante a entrevista, Carlos Siqueira reforçou a importância do PSB no processo eleitoral e na vitória do presidente Lula nas últimas eleições. Ele destacou que o partido teve papel fundamental na conquista da Vitória e ressaltou o compromisso em apoiar o governo, desde que haja uma coerência política e respeito às ideias e programas.

O líder do PSB também enfatizou a necessidade de uma base parlamentar estável para o governo e argumentou que a popularidade do presidente Lula é suficiente para garantir o apoio necessário, sem a necessidade de ceder cargos e emendas para partidos que apoiaram Bolsonaro no passado.

Siqueira mencionou que o partido não está apoiando o governo Lula por causa dos Ministérios que ocupa, mas sim por acreditar que é importante para o país que o governo tenha sucesso. Ele deixou claro que o PSB pode perder Ministérios e mesmo assim continuar apoiando o governo, pois o partido defende a participação de quadros que estão desempenhando um bom trabalho.

Mais tarde, Siqueira divulgou em suas redes sociais um encontro que teve com a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann no final da tarde desta sexta-feira. O encontro já estava pré-agendado e aconteceu em meio aos ruídos com relação à negociação de ministérios com o Centrão.

Segundo Siqueira, a conversa com Gleisi girou em torno da conjuntura política do país e, também, sobre as eleições municipais de 2024.

Outras Notícias

PSDB anuncia neutralidade do pleito. Diretórios estaduais, liberados

G1 O presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, informou nesta terça-feira (9) que o partido não apoiará Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo ele, a legenda também não vai compor o governo de quem vencer. O anúncio foi feito por Alckmin após reunião da Executiva Nacional do PSDB. […]

G1

O presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, informou nesta terça-feira (9) que o partido não apoiará Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo ele, a legenda também não vai compor o governo de quem vencer.

O anúncio foi feito por Alckmin após reunião da Executiva Nacional do PSDB. Ex-governador de São Paulo, ele disputou a eleição presidencial pela segunda vez e ficou em quarto lugar – recebeu 5.096.349 votos (4,76%).

Segundo Alckmin, a cúpula do PSDB decidiu liberar os diretórios estaduais da legenda e os filiados para fazer a escolha que quiserem.

Segundo Alckmin, o filiado ao PSDB que anunciar apoio a Haddad ou a Bolsonaro o fará em “caráter pessoal, não em nome do partido”.

Durante a campanha presidencial, o tucano tentou se apresentar como “terceira via”, ou seja, a alternativa a Bolsonaro e a Haddad, afirmando que os dois candidatos representavam o “radicalismo” de direito e de esquerda.

A mesma estratégia foi adotada por Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB).

“Nós não nos sentimos representados nem por um nem pelo outro. Falamos isso a campanha inteira. Só estamos repetindo de forma coerente aquilo que nós falamos na campanha. […] É evidente que o partido não estará em governo nenhum”, declarou.

Nesta terça-feira, Alckmin disse que, na opinião dele, o PSDB deve fazer oposição tanto a Haddad quanto a Bolsonaro.

Com governo em crise, Bolsonaro indica Fernando Bezerra líder no Senado e faz gesto ao MDB

Da Painel/ Folha de São Paulo O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu fazer um gesto à política nesta terça (19), em meio a uma crise no governo. Ele chancelou o nome de Fernando Bezerra Coelho (MDB) para o posto de líder do governo no Senado. A indicação de Bezerra foi costurada como uma forma de […]

Da Painel/ Folha de São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu fazer um gesto à política nesta terça (19), em meio a uma crise no governo. Ele chancelou o nome de Fernando Bezerra Coelho (MDB) para o posto de líder do governo no Senado.

A indicação de Bezerra foi costurada como uma forma de compensar e acalmar ala do MDB que apostou na candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) ao comando da Casa e perdeu.

O presidente já enviou comunicado ao Senado formalizando sua escolha. Bezerra foi líder do governo Michel Temer.

Cidade paraibana interrompe atendimento em postos de saúde

Do Uol Aos 72 anos, hipertenso, o aposentado José Severino da Silva reclama no banco da praça ao lado de outros moradores de Esperança, a 160 quilômetros de João Pessoa. Há semanas, o assunto na cidade é o decreto municipal 1.874/2018, que determinava a suspensão de parte dos serviços de saúde da cidade de 33 mil […]

Do Uol

Aos 72 anos, hipertenso, o aposentado José Severino da Silva reclama no banco da praça ao lado de outros moradores de Esperança, a 160 quilômetros de João Pessoa. Há semanas, o assunto na cidade é o decreto municipal 1.874/2018, que determinava a suspensão de parte dos serviços de saúde da cidade de 33 mil habitantes até 15 de janeiro. A medida foi cancelada após o Ministério Público (MP) da Paraíba ameaçar ingressar com ação civil pública contra a Prefeitura. Citando dificuldades financeiras, servidores anunciavam aos pacientes que procuravam os serviços de saúde que o atendimento havia sido interrompido.

A população não pode ficar sem assistência à saúde. Por isso tomamos as providências necessárias e comunicamos a posição do MP, para que a prefeitura não executasse o que estava no decreto, sob pena de entrarmos com ação. Até onde sabemos, o decreto foi revogado, mas continuamos em alerta para qualquer alteração. Pedro Alves Nóbrega, Promotor de Justiça.

O decreto que gerou toda a polêmica no interior paraibano era do começo de novembro e trazia “medidas de contingenciamento para o eficaz corte de gastos em todos os âmbitos da administração”. Segundo a Prefeitura, houve diminuição na arrecadação de impostos na cidade e “queda ainda mais acentuada dos repasses oriundos da união e do Estado”. Diante do cenário, o prefeito Nodson Almeida (PTB) determinou medidas para reduzir gastos em todas as secretarias. Na saúde, foi instituída redução de “10% de produtividade das unidades”. Para cumprir o decreto, a secretaria de saúde da cidade decidiu interromper, até 15 de janeiro de 2018, serviços como atendimento em unidades básicas de saúde.

Antes mesmo de o decreto entrar em vigor, quem chegava às unidades de saúde de Esperança na primeira quinzena de dezembro era avisado da interrupção dos serviços. Os funcionários informavam que o atendimento seria concentrado no complexo hospitalar do município, onde há quatro médicos para toda a cidade. Quando soube da decisão, a dona de casa Maria de Fátima Paulino, 59, lamentou ter que ir para longe para receber o acompanhamento mensal de que precisa. “Aqui falta médico há dois, três meses. Agora vão fechar as unidades de saúde. O que era ruim, agora deve piorar”, declarou.

Veja mais: https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/decreto-suspende-saude-em-esperanca-na-paraiba/index.htm#4-medicos-para-33-mil-habitantes

 

Gleide Ângelo é reeleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

Parlamentar assume para o biênio 21/22 com o desafio de retomar a Comissão Itinerante A Delegada Gleide Ângelo continua na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A eleição das comissões permanentes para o biênio 2021-2022 aconteceu na última segunda (15) e a deputada foi mantida por unanimidade […]

Parlamentar assume para o biênio 21/22 com o desafio de retomar a Comissão Itinerante

A Delegada Gleide Ângelo continua na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A eleição das comissões permanentes para o biênio 2021-2022 aconteceu na última segunda (15) e a deputada foi mantida por unanimidade pelos membros da junta, que também garantiram a progressista Roberta Arraes como vice. 

“Vamos continuar fazendo da política um agente transformador das vidas das pernambucanas e conseguimos isso com a criação de políticas públicas que viabilizem a autonomia das mulheres. Precisamos ainda mais trabalhar pela criação e pela aprovação de projetos de lei que ofereçam oportunidades para essas mulheres: oportunidades de emprego, de educação e, claro, de segurança. O respeito e a igualdade entre os gêneros em todo estado é o foco maior do nosso trabalho”, declara.

O ano de 2020 foi adverso para todas as áreas, com a suspensão das atividades presenciais e a adaptação repentina à realidade remota, mesmo assim, o colegiado aprovou 18 propostas que tratam de temas como educação, geração de emprego e renda, além do enfrentamento à violência doméstica – assunto ainda mais evidente diante da realidade de confinamento e distanciamento social provocado pela pandemia da Covid-19. 

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2020), a cada dois minutos, uma mulher é agredida fisicamente; uma outra é estuprada a cada oito minutos e uma terceira é vítima de feminicídio a cada sete horas. Os dados podem ser ainda mais assustadores, haja vista quando analisamos o cenário nas zonas rurais, onde as dificuldades aos acessos físico e virtual ficam ainda mais evidentes.

Desta maneira, a retomada das atividades da Comissão Itinerante, iniciativa criada em 2016 e que tem como objetivo interiorizar os debates em favor das pernambucanas, é um grande desafio para o colegiado, em virtude das incertezas ainda impostas pela pandemia.

“Somos adaptáveis e aprendemos a lidar com as dificuldades desta nova realidade. Por isso, não tenho dúvidas de que vamos reassumir o compromisso de levar a todas as regiões do estado os debates da nossa comissão, além de ouvir as sugestões da sociedade”, afirma a Delegada.

Do Sertão do Pajeú ao poder no Cabo de Santo Agostinho

Blog do Magno As sombras existem para dar vida à luz. Nada nem ninguém existe por acaso. Lembrei-me desta premissa  básica para fazer um paralelo que precisa vir à luz no rastro da escuridão das eleições municipais deste ano. José de Arimateia, eleito vice-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, tem raízes fincadas no município desde os […]

Blog do Magno

As sombras existem para dar vida à luz. Nada nem ninguém existe por acaso. Lembrei-me desta premissa  básica para fazer um paralelo que precisa vir à luz no rastro da escuridão das eleições municipais deste ano.

José de Arimateia, eleito vice-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, tem raízes fincadas no município desde os anos 80, foi professor, líder estudantil e comunitário, emplacou quatro mandatos de vereador, resultados do impulso de uma energia guerreira que vem de longe, a mais de 400 km do Recife, do solo rachado e poético do Sertão do Pajeú.

Seu pai Manoel Jerônimo Neto, conhecido como o Lula do Sertão, foi guerrilheiro sindical. Saído das barrancas do sítio São Paulo, na Iguaracy de Maciel Melo, no Pajeú das Flores, onde se tem razão de cantar, como profetizou Rogaciano Leite, o Faraó do verso metrificado, Manoel foi uma das primeiras luzes acesas no movimento sindical entre o final da década 70 e início de 80.

Enfrentou poderosos em defesa dos trabalhadores rurais sem voz, com fome e sede de justiça. Garoto de pés descalços, obrigado andar a pé até a escola na caatinga fechada, Arimatéia viu seu pai ser perseguido e sofrer um atentado à bala. Levou quatro tiros, mas pela graça divina escapou da morte matada pelo cheiro da pólvora e a ruindade dos coronéis contrariados, mandantes de um Sertão marcado pela lei olho por olho, dente por dente.

O Lula do Sertão foi protagonista de uma época em que defender camponês era ofício de comunista. Revolucionário, Jerônimo bem que se enquadraria na figura lendária do Herói do Sertão. Alicerçou um sindicalismo forte e de resultados ao lado de figuras históricas, como Antônio Marques dos Santos, já falecido em Afogados da Ingazeira, e Braz Emídio, este vivinho da silva, ainda morando num sítio também em território afogadense.

Eles deram as mãos e o sangue em defesa de causas nobres forjadas no campo da luta, tendo como orientador, conselheiro espiritual e político o saudoso Dom Francisco de Mesquita, bispo que dizia as verdades na cara dos poderosos. A então temida Fetape, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura, ganhou notabilidade não apenas enfrentando usineiros na Zona da Mata, mas também pelo grito que ecoava no distante Pajeú, de Jerônimo, Antônio Marques, Braz e Dom Francisco.

José de Arimatéia Jerômimo Santos é o segundo dos 13 filhos de Manoel Jerômimo Neto e Iranete Maria dos Santos, casal de camponeses sofrido, criado numa região de maioria pobre, obrigada a trabalhar na roça ainda no reino dos sonhos infantis. “Eu andava, com alguns dos meus irmãos, 6 km por dia, para atingir a porta da escola e aprender as primeiras lições na educação”, lembra Arimatéia.

O hoje vice-prefeito eleito do Cabo viu, também, seu pai ser forçado a deixar a luta no campo, depois do atentado em praça pública. Pegou a estrada rumo a Ribeirão, na Zona da Mata, para proteger a família, no início dos anos 80. Foi a partir de Ribeirão que Arimateia criou raízes com a cidade do Cabo. Com pouco tempo no seu novo eldorado, foi  alçado a líder comunitário, diretor de escola, secretário municipal e vereador por quatro mandatos consecutivos.

“Acredito que todo mundo tem um poder. E a gente pode, sim, mudar as coisas. Me chame de idealista. De sonhador. E de romântico. Sou tudo isso. Mas ainda acredito nas pessoas e nas mudanças. E toda mudança começa no fundo de cada pessoa que quer realmente fazer alguma diferença. Essa diferença no Cabo começa com a nossa eleição, a vitória de Keko”, diz Arimatéia.

Arimatéia vai acumular na gestão de Keko a articulação política na Secretaria Governo, mas antes disso quer levar o prefeito eleito a Ribeirão, onde o valente pai, aos 86 anos bem vividos, ainda contempla a lua e vez por outra pega na enxada para não perder o costume do seu Sertão pajeuzeiro.