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Presidente da Astur-PE diz ver boas perspectivas para o turismo em 2023

Por André Luis

Edygar Santos afirmou que a governadora eleita, Raquel Lyra se comprometeu com fortalecimento do setor

O presidente da Associação dos Secretários de Turismo de Pernambuco – Astur-PE, Edygar Santos, disse em entrevista nesta terça-feira (29), ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que as perspectivas para o turismo pernambucano são as melhores possíveis.

No entanto, para que o Sertão do Pajeú possa se beneficiar de duas propostas aprovados na semana passada pelo colegiado de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe, que buscam incentivar o turismo no interior, é preciso estruturação.

Uma das propostas pretende alterar a norma sobre contratação ou formalização de apoio a eventos turísticos e de cultura de modo a fomentar a cadeia do artesanato pernambucano, do turismo gastronômico e do ecoturismo, bem como estimular o turismo rural.

A outra cria a Rota do Queijo no Estado. A medida pretende estimular o desenvolvimento econômico e sustentável e o turismo em 36 municípios por meio da inserção desse roteiro nas campanhas que promovem Pernambuco como destino.

“Não é fácil. Sabemos que são projetos robustos com vários investimentos, enquanto isso é preciso capacitar as pessoas que trabalham diretamente com o turismo e isso que a Astur pretende fazer em 2023”.

Edygar afirmou pode ser estudado fazer a rota do café e da rapadura, das quais fariam parte Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde.

Ainda sobre o fortalecimento do turismo no interior, Edygar, em reposta a um ouvinte que questionou a possibilidade de Afogados da Ingazeira se tornar polo do turismo religioso na região pelo fato de possuir uma das mais belas catedrais do Estado, lembrou que a questão do turismo religioso já foi discutido, e que no caso, seria encabeçado por Solidão.  

“Pela história e tradição da Festa de Nossa Senhora de Lourdes e aí a gente conseguiu identificar que não só Solidão, mas Afogados, Tabira e São José do Egito também tem características importantes para puxar a questão do turismo religioso”, explicou.

Pandemia – questionado sobre a recuperação do setor após o período mais duro da pandemia que foram os primeiros dois anos, Edygar relatou que o setor está tendo um retorno positivo, mas destacou a preocupação com o momento atual que mostra uma nova escalada de casos de Covid-19. 

“Por isso batemos na tecla da importância de incentivar a vacinação. É preciso que as pessoas que não concluíram seu esquema vacinal, procurem atualizar, e aquelas que ainda não tomaram nem a primeira dose que busquem se imunizar”, alertou.

Ele lembrou da importância do turismo para economia de Pernambuco. Também lembrou da proximidade das festas de fim de ano e do carnaval, dois momentos que costumam aquecer a economia de muitos municípios do Estado.

“A gente vem acompanhando a situação. Por isso destaquei anteriormente a importância da vacinação. Os primeiros a serem afetados em caso de endurecimento de medidas para combater a Covid são justamente o turismo e a cultura. A prioridade é a saúde, é a vida, mas a gente fica um pouco preocupado nesse sentido”, destacou.

Governo Raquel Lyra – Questionado sobre as perspectivas do setor com o novo governo que toma posse em janeiro de 2023, Edygar disse que já teve o primeiro contato com a governadora eleita ainda durante a campanha. 

“O Plano de Governo dela coloca o turismo como referência e ela deu certeza que fortalecer o turismo será uma de suas prioridades. Eu lembrei ela de a gente vem fazendo um trabalho com o Governo do Estado na questão da interiorização do turismo e ela disse que vai dar continuidade”, afirmou o presidente da Astur-PE.

Ele também falou que a associação espera saber o nome do secretário de Turismo para avançar mais nas tratativas.

Edygar também comentou sobre o prêmio de Personalidade Destaque do Turismo no Litoral Norte, que recebeu durante evento do Jornal Folha Cristã e da Revista Fé e Cultura, em Olinda, na última quarta-feira (23).

Outras Notícias

Defesa recorre da decisão de Fachin de julgar caso Palocci no plenário do STF

G1 O advogado José Roberto Batochio, que defende Antônio Palocci, preso na Operação Lava Jato, recorreu da decisão do ministro Luiz Edson Fachin, que determinou o julgamento pelo plenário do STF do mérito do pedido de liberdade do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil. Após rejeitar conceder liminar (decisão provisória) para soltar Palocci, Fachin, […]

G1

O advogado José Roberto Batochio, que defende Antônio Palocci, preso na Operação Lava Jato, recorreu da decisão do ministro Luiz Edson Fachin, que determinou o julgamento pelo plenário do STF do mérito do pedido de liberdade do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil.

Após rejeitar conceder liminar (decisão provisória) para soltar Palocci, Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, informou que o caso seria julgado pelos 11 ministros do STF no plenário e não pela Segunda Turma. O regimento do STF garante ao relator definir onde o caso deve ser julgado.

Fachin não justificou a mudança, mas anunciou o deslocamento do julgamento após ter sido voto vencido em três julgamentos na Segunda Turma, que decidiu soltar três réus da Lava Jato, entre eles o ex-ministro José Dirceu.

No recurso, um agravo regimental de 21 páginas, a defesa afirma que Palocci está preso desde setembro do ano passado por decisão do juiz Sérgio Moro, do Paraná, mesmo sem existir crime em seu comportamento. Para a defesa, a prisão é “evidente e irrecusável coação ilegal”.

No entanto, frisa o advogado, o recurso é contra a mudança no julgamento, considerada “absolutamente carente de qualquer fundamentação” e contrária ao princípio do juízo natural, que é o direito do réu de ser julgado pelo órgão de justiça competente para seu caso. Para a defesa, o julgamento pelo plenário poderia acarretar “nulidade” no processo.

A defesa cita informações jornalísticas segundo as quais o ministro teria sido avisado de que perderia na Segunda Turma.

Para a defesa, não é aceitável que se indique que o deslocamento do julgamento ocorreu para que o ministro não perca mais.

“Tal fosse procedente, estaríamos diante de uma censura oblíqua aos demais e doutos integrantes da Segunda Turma”, diz o advogado.

Serra chega a 1.783 casos e 24 óbitos

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada informa em nota que foram registrados 89 casos positivos de Covid-19 nas últimas 72 horas, totalizando 1.783 casos confirmados. Foram registrados mais quatro óbitos no município: paciente idoso, 79 anos, morador do Alto da Conceição, faleceu no dia 23/07; paciente masculino, 56 anos, morador do São Cristóvão, faleceu […]

Foto: Wellington Júnior

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada informa em nota que foram registrados 89 casos positivos de Covid-19 nas últimas 72 horas, totalizando 1.783 casos confirmados.

Foram registrados mais quatro óbitos no município: paciente idoso, 79 anos, morador do Alto da Conceição, faleceu no dia 23/07; paciente masculino, 56 anos, morador do São Cristóvão, faleceu no dia 25/07; paciente idosa, 83 anos, moradora do Mutirão, faleceu dia 26/07; e paciente masculino, 44 anos, faleceu em Caruaru dia 26/07.

O número de casos suspeitos é de 71 e o de casos descartados subiu para 5.364. Quanto à evolução dos casos confirmados, o município tem 1.370 pacientes recuperados, 380 em tratamento domiciliar, 09 em leitos de internamento e 24 óbitos.

Em relação aos profissionais de saúde contaminados, 65 estão recuperados e 21 em isolamento. O boletim diário, portanto, fica com 1.783 casos confirmados, 71 casos suspeitos, 1.370 recuperados, 5.364 descartados e 24 óbitos.

Prefeitura reforça medidas de biossegurança no comércio de Serra Talhada

A Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Saúde e Secretaria de Relações Institucionais, vem reforçando as ações de fiscalização e conscientização sobre biossegurança no comércio de Serra Talhada, em virtude da Covid-19. No intuito de orientar os comerciantes sobre as medidas sanitárias necessárias contra a disseminação do novo coronavírus, a Prefeitura Municipal vem […]

A Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Saúde e Secretaria de Relações Institucionais, vem reforçando as ações de fiscalização e conscientização sobre biossegurança no comércio de Serra Talhada, em virtude da Covid-19.

No intuito de orientar os comerciantes sobre as medidas sanitárias necessárias contra a disseminação do novo coronavírus, a Prefeitura Municipal vem disponibilizando consultoria sobre biossegurança em parceria com a Vigilância Sanitária e com o Sebrae. Mais de 300 empresas já foram fiscalizadas e inspecionadas no município. 

“Essa é uma ação da Prefeitura em parceria com o Sebrae, onde estamos levando orientações às empresas de nossa cidade e concedendo um selo de biossegurança àquelas que vêm respeitando os protocolos sanitários. É uma ação que vem surtindo efeito positivo na sociedade, gerando mais segurança para quem visita nosso comércio e ativando novamente os cuidados daquelas empresas que porventura estiverem relaxando no cumprimento das medidas preventivas”, explicou o secretário municipal de Relações Institucionais, Elyzandro Nogueira. 

De acordo com Elyzandro Nogueira, a inspeção de biossegurança será estendida aos bairros de Serra Talhada. “Por orientação da nossa prefeita Márcia Conrado, vamos levar consultoria de biossegurança às empresas localizadas nos bairros de nossa cidade, tendo em vista o resultado positivo obtido até agora no centro comercial”, concluiu o secretário. 

As empresas interessadas podem entrar em contato com a Vigilância Sanitária de Serra Talhada pelo telefone: (87) 3831-3938.

Coluna do Domingão analisa formação do secretariado de Sandrinho em Afogados

Na edição deste domingo (15), a Coluna do Domingão, do Blog, trouxe uma análise sobre o processo de definição do novo secretariado do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira. Enquanto algumas peças-chave já estão garantidas para a segunda fase de sua gestão, outras áreas permanecem envoltas em indefinições e disputas internas que complicam o […]

Na edição deste domingo (15), a Coluna do Domingão, do Blog, trouxe uma análise sobre o processo de definição do novo secretariado do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira. Enquanto algumas peças-chave já estão garantidas para a segunda fase de sua gestão, outras áreas permanecem envoltas em indefinições e disputas internas que complicam o cenário.

As certezas e as incertezas

Entre os nomes certos para o secretariado 2.0 de Sandrinho estão Arthur Amorim, que continua na Saúde; Ney Quidute e Augusto Martins, ambos com pastas ainda a serem definidas; Odílio Lopes, confirmado na Infraestrutura; Rodrigo Lima, à frente da Comunicação; e Flaviana Rosa, que segue no comando dos Transportes.

No entanto, o restante da composição enfrenta o que a coluna descreveu como “angu de caroço, tiro, porrada e bomba”. As disputas por cargos de primeiro escalão refletem não apenas tensões políticas internas, mas também uma possível falta de renovação em um momento em que a gestão enfrenta cobranças por mudanças significativas.

A crítica à longevidade dos secretários

Um dos principais alvos de críticas durante a campanha eleitoral deste ano foi a longevidade de alguns secretários no comando de pastas estratégicas. Há quem ocupe cargos de primeiro escalão há mais de 20 anos na administração municipal, uma situação que gera descontentamento em parte da população e também no próprio grupo político do governo.

A falta de renovação no secretariado é percebida como um ponto de desgaste, especialmente em áreas onde há demanda por maior dinamismo e inovação. Durante o período eleitoral, esse tema foi amplamente debatido, com questionamentos sobre a capacidade de nomes tão antigos na gestão de responderem aos desafios atuais da cidade.

O desafio de Sandrinho

Com o início do novo ciclo de sua gestão, Sandrinho Palmeira terá o desafio de equilibrar a continuidade em áreas bem-sucedidas com a renovação exigida por parte da sociedade. A decisão sobre quem integrará o restante de seu time será fundamental para definir o rumo de sua administração e responder às críticas que marcaram o debate eleitoral.

Se o governo insistir em manter figuras de longa data sem promover mudanças efetivas, o desgaste político pode se intensificar, comprometendo a capacidade da gestão de atender às demandas da população de Afogados da Ingazeira. Resta agora acompanhar os desdobramentos e observar como o prefeito lidará com esse “angu de caroço” em busca de equilíbrio e governabilidade.

MPF denuncia mais seis pessoas por fraudes em ações de socorro a cidades atingidas por enchente há 12 anos

Segundo Ministério Público Federal no estado, seis pessoas fazem parte da 13ª etapa de denúncias da Operação Torrentes, que investigou irregularidades cometidas em 2010. O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco enviou, nesta terça (7), à Justiça Federal a 13º etapa de denúncias de envolvidos na Operação Torrentes, que investigou fraudes no socorro a vítimas […]

Segundo Ministério Público Federal no estado, seis pessoas fazem parte da 13ª etapa de denúncias da Operação Torrentes, que investigou irregularidades cometidas em 2010.

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco enviou, nesta terça (7), à Justiça Federal a 13º etapa de denúncias de envolvidos na Operação Torrentes, que investigou fraudes no socorro a vítimas de uma enchente ocorrida há 12 anos. Seis pessoas fazem parte da relação de suspeitos. Na lista, estão policiais militares, bombeiros e empresários. As informações são do G1.

A denúncia de envolvidos nas irregularidades praticadas em 2010 ocorre em meio à tragédia chuva do fim de maio e começo de junho de 2022. Até esta terça, eram 129 mortos e mais de 128 mil desabrigados e desalojados.

Em 2017, a operação, deflagrada pelo MPF e Polícia Federal, apontou a atuação de um grupo criminoso que praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas de 2010. Foram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco.

As empresas ligadas ao esquema foram contratadas, de acordo com o MPF, várias vezes para fornecimento de produtos e serviços, como colchões, cobertores e água mineral.

Conforme as investigações, os agentes públicos envolvidos desviaram parte dos recursos repassados pela União, mediante fraudes em licitações, prática de sobrepreço, celebração de aditivos irregulares, pagamento por mercadorias não recebidas e serviços não prestados, entre outras irregularidades.

Até a 12ª etapa, ao menos 40 pessoas tinham sido denunciadas. Houve, ainda, condenações de policiais militares e empresários pela Justiça Federal.

Os prejuízos aos cofres públicos são estimados em cerca de R$ 30 milhões. Um dos envolvidos é o secretário-executivo de Defesa Civil, o coronel dos bombeiros Cássio Sinomar, que, na época, atuava nas ações desenvolvidas pelo governo do estado.

Nova etapa

Na 13ª etapa, seis pessoas foram denunciadas. Segundo o MPF, as investigações apontaram a prática de dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica, desvio de recursos e corrupção passiva.

As irregularidades foram praticadas com verbas direcionadas à contratação de serviço de locação de embarcações para transporte de pessoas sobre o Rio Una, em Barreiros, na Zona da Mata Sul, em 2010.

Ainda de acordo com o MPF, um dos denunciados na 13ª fase da Operação Torrentes é Hélder Carlos da Silva, então coronel do Corpo de Bombeiros responsável por comandar os trabalhos de campo da Defesa Civil em Barreiros.

O Ministério Público Federal aponta que ele “estabeleceu, clandestinamente e sem as formalidades necessárias, acordo verbal” com uma empresa responsável pelo traslado de pessoas.

Esse acordo, também segundo o MPF, esse acordo verba foi feito com Stany Frederico Woolley da Silva e Carmen Lúcia Gomes da Silva Woolley, administradores da empresa beneficiada no esquema, a Carmen L. G. da Silva ME. Elas também foram denunciadas agora.

Conforme a denúncia, a empresa foi criada apenas depois desse acordo informal, com o objetivo de direcionar a contratação, efetuada com sobrepreço e após a apresentação de cotações fraudulentas.

O valor do prejuízo aos cofres públicos foi de mais de R$ 120 mil, em valores da época. Além disso, as investigações indicaram que a empresa não possuía embarcações e nunca havia prestado nenhum tipo de serviço anteriormente.

Para localização e interrogatório dos dois administradores residentes no exterior, o MPF contou, ainda, com a cooperação internacional do Ministério Público do Reino de Espanha.

Também são alvos da denúncia os policiais militares reformados Mário Cavalcanti de Albuquerque e Waldemir José Vasconcelos de Araújo.

Eles tinham postos de comando na Casa Militar do governo de Pernambuco (Camil). Os dois já são réus de outras ações penais em andamento na Operação Torrentes.

O MPF denunciou também o então tenente-coronel do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil à época, Ivan Fredovino Ramos Júnior.

O g1 tenta contato com os advogados das pessoas denunciadas pela 13ª etapa da Operação Torrentes.