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Presidente da AMUPE diz que se cenário não melhorar, vai gerar demissões

Por Nill Júnior

O pleito dos prefeitos representados pela AMUPE e CNM junto ao Governo Federal não se resume apenas à ajuda emergencial de um FPM.

A revelação foi feita ontem ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM pelo Presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, José Patriota, que considerou válida a mobilização dos prefeitos em Brasília esta semana.

O prefeito de Afogados da Ingazeira declarou que além da audiência com o Presidente Temer, os gestores também querem da bancada o compromisso de votar as propostas municipalistas.

Patriota citou cortes do Governo Federal em programas como Cisternas de placas, PAA e outras rubricas. Admitiu que o Prefeito que não demitir em novembro ou dezembro, terá que fazê-lo em janeiro de 2018.  “Daí porque o Brasil inteiro está sendo articulado pela CNM para pressionar o Governo Federal em busca de recursos”.

O gestor afogadense admitiu que enquanto o plenário da Câmara não decidir o futuro de Michel Temer que enfrenta nova denúncia, o Presidente não deverá receber os prefeitos em audiência.

Patriota agradeceu os elogios do deputado Gonzaga Patriota que disse que o Prefeito de Afogados tem dimensão para ser o que quiser, Estadual ou Federal. “Gonzaga tem ajudado Afogados e somos gratos, agora minha pauta é cuidar dos problemas do meu município. Eleição não está na pauta da população e nem na minha”, completou Patriota, ao se indagado se apoiaria ou não o Deputado.

Outras Notícias

Alepe homenageia presidente do TRE-PE e Instituto Dom Hélder Câmara

A Assembleia Legislativa de Pernambuco conferiu a Medalha do Mérito Democrático e Popular Frei Caneca ao desembargador Agenor Ferreira, presidente do TRE-PE, e ao Instituto Dom Hélder Câmara, na pessoa do diretor Antônio Carlos Aguiar. O presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, foi autor da homenagem ao magistrado. Já a deferência à entidade foi proposta pela […]

A Assembleia Legislativa de Pernambuco conferiu a Medalha do Mérito Democrático e Popular Frei Caneca ao desembargador Agenor Ferreira, presidente do TRE-PE, e ao Instituto Dom Hélder Câmara, na pessoa do diretor Antônio Carlos Aguiar. O presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, foi autor da homenagem ao magistrado. Já a deferência à entidade foi proposta pela deputada Teresa Leitão (PT).

A reunião solene contou com a presença de magistrados, parlamentares e defensores da democracia, essência da comenda que homenageia o herói pernambucano. A honraria é conferida a personalidades que se destacam na defesa da democracia e da igualdade de direitos. Eriberto considerou justa a concessão da medalha ao Instituto Dom Helder Camara e ao presidente do TRE-PE, órgão condutor e guardião do processo eleitoral de Pernambuco.

“Não temos dúvidas de que, na Presidência do TRE-PE, cargo que ocupa desde dezembro de 2018, dr. Agenor fará uma gestão que entrará para a história”, salientou Eriberto Medeiros. O deputado finalizou dizendo que o TRE-PE poderá contar sempre com a Assembleia “para, juntos, continuarmos construindo uma sociedade democrática, livre, justa e igualitária, pela qual Frei Caneca e Dom Helder Câmara sonharam e lutaram”.

Em nota, PSDB anuncia oposição ao governo Bolsonaro

Partido diz que repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente Por André Luis Após reunião da executiva do PSDB nesta quarta-feira (08.09), o Partido decidiu de forma unanime, anunciar oposição ao governo Bolsonaro. A decisão é um dos desdobramentos dos discursos do presidente durante atos antidemocráticos que aconteceram ontem, no Dia da Independência […]

Partido diz que repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente

Por André Luis

Após reunião da executiva do PSDB nesta quarta-feira (08.09), o Partido decidiu de forma unanime, anunciar oposição ao governo Bolsonaro.

A decisão é um dos desdobramentos dos discursos do presidente durante atos antidemocráticos que aconteceram ontem, no Dia da Independência do Brasil.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, informou ainda ontem sobre a convocação da reunião. Para ele o país chegou ao “limite da dignidade política” e que não há mais como os partidos se omitirem diante das declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segue a íntegra da nota:

O PSDB repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente da República em manifestações pelo Dia da Independência. Ao mesmo tempo, conclama as forças de centro para que se unam numa postura de oposição a este projeto autoritário de poder; e para evitar a volta do modelo político econômico petista também responsável pela profunda crise que enfrentamos.

O PSDB também se alinha à indignação de todos aqueles que têm na democracia, na defesa das instituições e no respeito à liberdade o seu maior compromisso.

Os brasileiros esperam de seu governante soluções para a pandemia, para o desemprego, para a inflação crescente, para a crise hídrica, para desigualdade, e para o descalabro fiscal.

Por fim, com a participação da Executiva e das bancadas na Câmara e Senado, registramos que após o pronunciamento inaceitável do chefe do Poder Executivo, na data de ontem, iniciamos hoje o processo interno de discussão sobre a prática de crimes de responsabilidade cometidos pelo Presidente da República e o caminho mais eficiente para evitar o agravamento dessa crise na vida das pessoas.

Coluna do Domingão

A guerra começou Há um movimento por trás das adesões, pula-pula e indicações para cargos de primeiro a terceiro escalão no estado e o cabo de guerra com a prefeitura do Recife: a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026. Essa semana, foi confirmado o embarque do AVANTE no palanque da governadora Raquel Lyra. Os […]

A guerra começou

Há um movimento por trás das adesões, pula-pula e indicações para cargos de primeiro a terceiro escalão no estado e o cabo de guerra com a prefeitura do Recife: a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.

Essa semana, foi confirmado o embarque do AVANTE no palanque da governadora Raquel Lyra. Os irmãos Sebastião e Waldemar Oliveira indicarão o novo administrador do Arquipélago de Fernando de Noronha e emplacam na Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo do Estado o ex-prefeito de Custódia, Emanuel Fernandes de Freitas, o Manuca.

Kaio Maniçoba (PP) deixa a ALEPE e assume a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco. O movimento contempla o PP, maior partido da base de apoio da gestora. Também houve fortalecimento da relação com o Podemos,  entregando o IPA a Miguel Duque.

É a maior movimentação desde os rumores envolvendo Miguel Coelho, que até se encontrou com a governadora Raquel Lyra (PSD), mas reforçou a aliança com o prefeito João Campos (PSB).

Do outro lado, João Campos começa a mergulhar no interior.  No próximo domingo (30) estará em Afogados da Ingazeira, em encontro do PSB. Os encontros regionais aos domingos foram a solução encontrada para evitar o discurso de que João estaria deixando Recife e antecipando campanha no interior.

É um movimento de contraponto a Raquel,  que, com legitimidade institucional, tem percorrido o Estado. Essa movimentação tem, na opinião de aliados, atenuado a distância entre eles aferida nas pesquisas, que ainda é muito grande pró Campos.

Aliás, as próximas pesquisas vão indicar se esse movimento vai se intensificar pró Raquel, se ela equilibra o jogo, ou se João fortalece seu bloco, à medida em que mantém com uma vantagem consistente.

Certo é dizer que já há uma efervescência nos bastidores muito maior do que vemos na imprensa. Se nos holofotes a temperatura aparentemente esquenta, nos bastidores há plena ebulição.

Os mais questionados

Dos nomes anunciados para funções de segundo e terceiro escalão,  o mais questionado tem sido o de Michele Collins (PP), que vai assumir o comando da Arena de Pernambuco. Difícil encontrar uma lógica no anúncio. Já o nome de Manuca traz desconfiança por desconhecimento de parte do staff governista e também pelo currículo desalinhado com a pasta. Cabe a ele provar o contrário.

Árvore…

Muito difícil renovar pra valer a política em Pernambuco. Da capital ao interior. Amanhã, assumem funções no governo Raquel: Miguel Duque (filho de Luciano), Kaio Maniçoba (filho de Rorró) e Manuca (filho de Zé do Povo). Depois, Michelli Collins, esposa de Cleiton Collins. Todos serão empossados por Priscila Krause, filha de Gustavo,  ex-governador.

…genealógica

Não faz muito tempo, Miguel Coelho (um dos filhos de FBC enfiados na política) foi cotado no palanque de Raquel Lyra (filha do ex-governador João Lyra Neto), mas preferiu João Campos (filho de Eduardo e neto de Arraes), que na sua primeira eleição venceu a prima Marília (neta de Arraes).

Pra completar 

Aliados da prefeita Márcia Conrado, com direito à mãe do postulante, a Secretária Lisbeth Souza, lançaram o nome de Breno Araújo a Estadual. O blog já tinha cantado a pedra ano passado. A ideia é confrontar o favoritismo de Luciano Duque com o marido de Márcia,  tido como nome leve para ser apresentado. A indicação, se levada à frente,  poderá azedar a relação com Sebastião Oliveira, que também disputará uma vaga. A conferir…

Avaliação de Túlio

O Instituto Múltipla divulga em parceria com o blog nesta segunda-feira, dez da manhã, a primeira pesquisa de avaliação do prefeito Túlio Monteiro, de Buíque. É o primeiro levantamento desde a posse do prefeito do MDB, em janeiro.

Disputa

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, chegou a brincar sobre a disputa de protagonismo com Serra Talhada. “Vamos botar um portão na entrada de Arcoverde para não deixar passar investimento pra Serra Talhada”, disse aos risos. A fala foi um posicionamento à máxima de que Arcoverde teria perdido terreno e sido ultrapassada por Serra Talhada economicamente, em termos de investimentos.

Entrevista

Na vinda a Afogados no próximo domingo, o prefeito do Recife,  João Campos, concede entrevista à Rádio Pajeú. O evento do PSB em Afogados terá uma homenagem ao ex-prefeito e ex-deputado José Patriota, falecido em setembro do ano passado.  O anfitrião, Sandrinho Palmeira, quer fazer do ato um grande encontro regional.

Unidade

O ex-prefeito de Itapetim,  Adelmo Moura, do PSB, vai aproveitar a vinda do socialista para reforçar as articulações em torno de sua pré-candidatura a Deputado Estadual.  Também vai aproveitar a vinda de João Campos para reforçar a necessidade de unidade em torno do projeto na região, principalmente depois da sinalização de Anchieta Patriota e Luciano Torres pelo voto em Diogo Moraes.

A mãe falou

Giovanna Ramos, mãe do menino Arthur Ramos do Nascimento – que foi morto violentamente no último dia 16 de fevereiro, aos 2 anos de idade – falou, pela primeira vez desde o dia do crime, ao LW Cast, e seguiu afirmando que é inocente. A entrevista exclusiva foi ao ar na última quinta-feira (20). Giovanna disse que só vai parar quando conseguir provar que não tem nenhum envolvimento no crime. “Meu erro foi confiar em Giselda (…) Vou até o fim”, prometeu.

Repercussão nacional 

Diversos veículos de comunicação continuam repercutindo a entrevista de Giovanna no LW Cast. Recortes de trechos do programa ilustram matérias e posts, com destaque para a fala de Giovana, quando responde sobre a demora em levar o seu filho para João Pessoa, cidade onde estava trabalhando como prostituta. “Como que eu vou levar uma criança para dentro de um cabaré?Como que eu vou levar uma criança para um ambiente que é pesado, com prostituição e droga e que tem todo tipo de gente? Eu não ia levar meu filho para isso”. Muitos outros tinham tentado ouví-la, sem êxito.  Clique aqui e assista na TV LW On Line.

Frase da semana:

“Minha meta de vida será fazer você pagar por toda a sua crueldade com pessoas inocentes”.

De Eduardo Bolsonaro a Alexandre de Moraes, na tentativa de, nos EUA, gerar uma pressão pra tirar o pai da forca.

Inclusão da misoginia como crime de preconceito é aprovada e vai à Câmara

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (24), a inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação (PL 896/2023). A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O projeto foi aprovado com 67 votos a favor e nenhum contra, na forma de um […]

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (24), a inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação (PL 896/2023). A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

O projeto foi aprovado com 67 votos a favor e nenhum contra, na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ao projeto da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

O texto aprovado define a misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. O projeto também inclui a expressão “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989), ao lado de cor, etnia, religião e procedência.

A legislação atual equipara a misoginia à injúria e à difamação – com pena que pode ir de dois meses a um ano de reclusão, de acordo com o Código Penal (arts. 139 a 141). Para evitar possíveis conflitos de interpretação, Soraya apresentou uma emenda para que o Código Penal passe a reger tão somente a injúria no contexto de violência doméstica e familiar, e não a injúria misógina – “substancialmente mais grave que a primeira”, segundo a senadora.

A relatora apontou que países como França, Argentina e Reino Unido já têm leis de combate à misoginia. Soraya lembrou que, só no ano de 2025, houve quase 7 mil vítimas de tentativas de feminicídio no Brasil. Ela alertou para a ameaça representada pelos chamados red pills, que incentivam o ódio contra as mulheres, frequentemente por meio da internet.

— O projeto é para proteger a família e a dignidade e a liberdade das mulheres. A aprovação do projeto responde a uma realidade urgente. O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias — afirmou Soraya.

Conceitos

A relatora disse lamentar o fato de o país, segundo ela, odiar mais a palavra “feminismo” do que “feminicídio”. Segundo Soraya, para deliberar sobre o projeto seria importante o entendimento de quatro conceitos: machismo, femismo, feminismo e misoginia.

— O termo contrário ao machismo não é feminismo, é “femismo”. E o que femismo significa? Ideologia que defende a superioridade da mulher sobre o homem. O feminismo é um movimento que luta pela igualdade de direitos, oportunidades e tratamento entre homens e mulheres; não visa à superioridade. Por sua vez, o que vem a ser a misoginia? A misoginia se traduz no ódio, na aversão, no desprezo extremo às mulheres, muitas vezes manifestado por meio de violência física, psicológica e difamação.

Divergências

Até a aprovação no Plenário, houve divergências em relação ao projeto. Enquanto alguns senadores apontavam o projeto como uma defesa da família e das mulheres, outros temiam riscos à liberdade de expressão e banalização da Lei de Racismo.

A matéria já havia sido aprovada, em dezembro de 2025, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de forma terminativa, o que significa que o texto iria direto para a Câmara dos Deputados. No entanto, houve um recurso para que fosse ao Plenário. A votação, inicialmente prevista para a semana passada, chegou a ser adiada, na tentativa de um acordo.

Família

Ana Paula defendeu seu projeto e afirmou que, a cada semana de atraso na aprovação da matéria, cresce a violência contra as mulheres. A senadora disse que o projeto só pede que as mulheres sejam respeitadas e tenham a liberdade de viver suas vidas.

— Não odiamos os homens nem somos contra a família. Somos a favor das mulheres, que estão pedindo socorro — declarou a autora.

Logo após a votação, Ana Paula Lobato pediu a palavra para ler uma série de ofensas e ameaças, inclusive de morte, que recebeu pela internet, por conta da autoria do projeto. Acrescentou que a aprovação tem peso político, jurídico e moral. Segundo ela, o Brasil está cansado de enterrar mulheres e testemunhar humilhações públicas. Por isso, ressaltou, a misoginia não pode ser tratada como um detalhe, pois é uma “cultura que desumaniza antes do crime”.

— Agora, existe uma resposta clara do Estado brasileiro. É o Senado dizendo que a misoginia tem consequências — celebrou a senadora.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que o projeto reconhece a realidade da violência enfrentada pelas mulheres. Ela definiu a misoginia como “uma doença que se instalou dentro da sociedade” e pediu coragem ao Senado para apresentar uma resposta ao país.

Na visão de Zenaide Maia (PSD-RN), tipificar a misoginia é uma forma de prevenção da violência. Ela disse que o Congresso Nacional não pode ficar de braços cruzados vendo mulheres sendo assassinadas.

Segundo a senadora Teresa Leitão (PT-PE), o ódio contra as mulheres se manifesta de forma organizada, seja na internet ou nos feminicídios. Por isso, ressaltou, o projeto é necessário.

— Quando ocorre um feminicídio, uma família é destruída — argumentou Teresa.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que a misoginia é um problema crescente e mundial. Ele apontou que a internet tem sido um campo fértil para a ação dos misóginos. Para o senador, o projeto é importante, acertado e contemporâneo.

Fabiano Contarato (PT-ES) lamentou os recentes casos de feminicídio em seu estado e no país. Segundo o senador, em 2025, foram quatro mulheres vítimas de feminicídio por dia no Brasil.

Os senadores Styvenson Valentim (PSDB-RN), Efraim Filho (União-PB), Eduardo Braga (MDB-AM) e Margareth Buzetti (PP-MT) também manifestaram apoio ao projeto. Para o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o projeto é importante e urgente, pois o Brasil vive uma epidemia de violência contra as mulheres.

— Este projeto é a favor da família. Não existe família sem a mãe de família — apontou Randolfe.

Destaque

Para o senador Eduardo Girão (Novo-CE), o projeto deveria ter uma ressalva, como previsto em uma de suas emendas, para vedar “a punição de manifestações de natureza artística, científica, jornalística, acadêmica ou religiosa, quando ausente a intenção discriminatória”. Um destaque apresentado para votar essa emenda de forma separada foi rejeitado.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se disse preocupada com uma possível banalização da Lei do Racismo. Para a senadora, o ideal seria incluir a misoginia na legislação penal.

— Estamos lutando pelo sonho da tipificação da misoginia. Mas este é o instrumento certo? — questionou a senadora, prevendo que a matéria será modificada na Câmara dos Deputados e enviada de volta ao Senado.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) reconheceu que há condutas que agridem e ofendem as mulheres. Ele pediu o envolvimento dos homens na defesa dos direitos femininos. Portinho, no entanto, disse temer o que chamou de ativismo judicial. O senador sugeriu a inclusão da frase “observadas as garantias e liberdades individuais previstas na Constituição”.

A relatora ponderou que a Constituição já garante a liberdade de expressão e está acima de todas as leis. Assim, registrou Soraya, não haveria a necessidade de registro da ressalva no texto do projeto.

Emendas

Soraya acatou uma das quatro emendas apresentadas em Plenário pelo senador Eduardo Girão. A sugestão de Girão altera a ementa da Lei do Racismo, ao incluir a referência aos crimes resultantes de discriminação: preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou praticados em razão de misoginia. Hoje, a ementa da lei faz referência apenas aos “crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor”.

Por tratarem de tema correlato, o projeto aprovado e o PL 985/2023, do ex-senador Mecias de Jesus, tramitaram de forma conjunta. Com a aprovação da proposta da senadora Ana Paula, o texto de Mecias foi considerado prejudicado e enviado ao arquivo. As informações são da Agência Senado.

Lucas Ramos pede esclarecimentos sobre processo de privatização no IPA

O deputado Lucas Ramos (PSB) alertou a população sobre o início de um processo de privatização no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, manifestou surpresa diante do interesse do presidente do órgão, Odacy Amorim, de entregar à iniciativa privada o Laboratório de Reprodução e Melhoramento Genético Animal, […]

O deputado Lucas Ramos (PSB) alertou a população sobre o início de um processo de privatização no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, manifestou surpresa diante do interesse do presidente do órgão, Odacy Amorim, de entregar à iniciativa privada o Laboratório de Reprodução e Melhoramento Genético Animal, localizado em Arcoverde. A unidade, que além de pioneira é referência na seleção de animais no Nordeste, foi inaugurada em 2013 pelo então governador Eduardo Campos.

Nos termos da negociação, o IPA irá fazer a concessão e colocar à disposição toda sua equipe técnica e operacional, suas instalações e dependências administrativas, técnicas e de laboratório. Uma das empresas interessadas tem sede no Rio de Janeiro. Além do alerta feito em Plenário, o deputado Lucas Ramos protocolou ofício à Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa solicitando que o colegiado cobre esclarecimentos do presidente do IPA, Odacy Amorim, e do secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, sobre o projeto.

“A discussão não pode passar por privatizar a gestão do laboratório, e sim priorizar com mais investimentos e modernização para manter como referência o equipamento. O laboratório é uma conquista de todos os pernambucanos, em especial para a população do Agreste e Sertão. Não permitiremos que seja entregue a uma empresa que busque o lucro sobre os pequenos produtores, eliminando assim a função social que possui o laboratório de pesquisa, que atende gratuitamente todos os pernambucanos”, defendeu Lucas Ramos.

O Laboratório de Reprodução e Melhoramento Genético Animal é fundamental para as áreas de melhoramento animal e biotecnologia da reprodução. Uma moderna unidade de processamento de sêmen e de produção de embriões in vitro, além de pesquisas e seleção de animais por marcadores moleculares. Com isso, é possível monitorar a qualidade genética dos bezerros desde o nascimento, assegurando a obtenção de animais de alta linhagem e mais adaptados às condições climáticas do semiárido pernambucano.

Nos últimos anos, recebeu vários alunos de pós-graduação, mestrandos e doutorandos, desenvolvendo pesquisas. O equipamento tem a missão de proporcionar capacitação de mão de obra nessa área e uma importante função social, garantindo o melhoramento genético do rebanho em Pernambuco de forma gratuita para os pequenos produtores.