Prefeitura inicia manutenção e reparos no Estádio Pereirão
Por André Luis
A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Obras e Infraestrutura, está promovendo manutenção com reparos no Estádio Municipal Nildo Pereira de Menezes, o Pereirão, a casa do futebol serra-talhadense. A ação acontece em parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer.
Entre os reparos, foram iniciados nesta semana os serviços de capinação, limpeza, caiação, manutenção dos bancos de reservas e manutenção da estrutura do alambrado. “Enquanto elaboramos os projetos para reforma das cabines, vestiários e campo, faremos pequenas intervenções no intuito de melhorar o aspecto desse equipamento tão importante pra Serra Talhada e região”, adianta o secretário de Obras e Infraestrutura, Cristiano Menezes.
O projeto de recuperação do Estádio Pereirão, que está sendo elaborado, prevê a troca do gramado, mudança de local das cabines de imprensa, requalificação dos vestiários, pintura interna e externa, implantação de um sistema de reuso de água, além de outras melhorias que vão garantir melhor usabilidade e manutenção do espaço.
Em nota enviada ao blog, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, informou que recebeu a informação de populares do Distrito de Santa Rita, que na PE-418 tem um trecho da rodovia com risco de ceder, próximo à comunidade do Cachoeira. O prefeito informa ainda que já entrou em contato com a Secretária de Infraestrutura […]
Em nota enviada ao blog, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, informou que recebeu a informação de populares do Distrito de Santa Rita, que na PE-418 tem um trecho da rodovia com risco de ceder, próximo à comunidade do Cachoeira.
O prefeito informa ainda que já entrou em contato com a Secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado, Fernandha Batista, solicitando providências no intuito de evitar a ocorrência de acidentes.
Ainda segundo a nota, Luciano Duque também orientou o vice-prefeito Marcio Oliveira e o coordenador da Defesa Civil Municipal, Thiago Oliveira, a irem ao local nesta manhã avaliar a situação e tomar providências, caso seja necessário, até a chegada da equipe do DER.
“Tá faltando posição de homem. É ruim esse fuxico, leva e trás” O vereador Zé Raimundo (PP) criticou e chamou de prematura a movimentação de vereadores já antecipando o debate sobre a sucessão de Ronaldo de Dja na Câmara de Serra Talhada. “São prematuras as candidaturas colocadas. A preocupação não pode ser apenas pelo poder. […]
“Tá faltando posição de homem. É ruim esse fuxico, leva e trás”
O vereador Zé Raimundo (PP) criticou e chamou de prematura a movimentação de vereadores já antecipando o debate sobre a sucessão de Ronaldo de Dja na Câmara de Serra Talhada.
“São prematuras as candidaturas colocadas. A preocupação não pode ser apenas pelo poder. Não é bom para o poder nesse momento. O poder é independe e harmônico. Lealdade tem que ter mas não podemos ter câmaras que não tenham independência. Serra tem problemas que a gente tem que reavivar a discussão. Esse debate precisa ser interrompido”.
Ele ainda disse que prejudica muito o leva e traz até mesmo entre colegas vereadores, citando sua posição em apoiar Rodrigo Novaes, e não Luciano Duque. “Tá faltando posição de homem, é ruim esse fuxico, leva e trás”.
E completou sobre o leva e trás: “Tenho me entristecido como as coisas chegam a Luciano Duque”. Vota em Fernando Filho e Rodrigo Novaes. “Isso não acontece. Infelizmente coloca mais fogo. Isso me entristece”. Zé falou à Revista da Cultura.
Hoje (03) nos estúdios da Pajeú o vereador José Edson Ferreira (Zé Negão), falou sobre algumas questões, entre elas o caso do levantamento feito pelo blog Afogados Online que aponta o vereador como o segundo mais faltoso nas seções da Câmara com dez faltas, o polêmico projeto enviado ao legislativo pelo executivo propondo mudanças para […]
Hoje (03) nos estúdios da Pajeú o vereador José Edson Ferreira (Zé Negão), falou sobre algumas questões, entre elas o caso do levantamento feito pelo blog Afogados Online que aponta o vereador como o segundo mais faltoso nas seções da Câmara com dez faltas, o polêmico projeto enviado ao legislativo pelo executivo propondo mudanças para homenagens de Honra ao Mérito e sobre o possível racha entre a vice-prefeita Lúcia Moura e o prefeito José Patriota.
Faltômetro
Sobre o levantamento do blog Afogados Online onde Zé aparece como o segundo vereador que mais faltou às seções da Câmara perdendo apenas para o vereador Vicentinho, Zé Negão justificou dizendo que das dez faltas, três ele justificou, sendo duas por motivos de saúde e uma por conta de estar em uma reunião e não conseguiria chegar a tempo. Em relação às faltas restantes, Zé Negão disse: “Tem matéria que é do interesse da população e a essas eu nunca faltei, mas por outro lado às vezes tem seção que abre e logo se encerra por falta de matéria, sem contar que muitas dessas são usadas apenas para vereador ficar parabenizando o prefeito”, disse Zé.
Outra justificativa de Zé Negão para as faltas seria o desânimo causado, segundo ele pelos entraves por parte do executivo.
“Infelizmente a Rádio Pajeú é mais forte que o poder legislativo. Isso porque os vereadores cobram, mas os requerimentos não recebem nem reposta do executivo em tempo hábil e quando a resposta vem não é convincente, ai muitas vezes você perde a vontade de participar de uma seção quando não tem matéria em favor da população”, desabafou Zé.
Honra ao Mérito
Sobre a polêmica da sessão extraordinária para aprovação de um projeto onde o executivo ficaria responsável pela criação da homenagem de honra ao mérito, Zé Negão disse que é totalmente contra pois passaria por cima do poder legislativo, além de causar ônus ao município.
O racha
Sobre o possível racha da vice-prefeita Lúcia Moura com o prefeito José Patriota, Zé Negão disse que é muito amigo da Dra. Lúcia, assim como da família inteira, mas política há muito tempo não a encontra; “então se ela esta rachada com o governo tem que perguntar a ela”, disse, mas admitiu uma possível conversa futura, já que o Dr. Júnior Moura declarou apoio ao candidato a governador Armando Monteiro que é apoiado por Zé.
Mais Polêmica
Zé Negão também falou que o que se escuta pelas ruas é que antes todos os vice-prefeitos tinham seu espaço, ”por exemplo Totonho, quando ele viajava quem ficava na prefeitura era Augusto Martins que era o vice dele, hoje o que se comenta é que quando Patriota viaja quem toma conta é Heleno Mariano, isso é o pessoal que diz nas ruas, não sei se é verdade ou mentira e Dra. Lúcia, o que se comenta é que foi escanteada, se foi cabe a ela tomar uma decisão, se der certo futuramente nos podemos estar juntos”, disse Zé.
Por Magno Martins, jornalista A morte de uma mãe é a maior dor da vida, ferida que pode ser cicatrizada, nunca apagada. Quem, como eu, que já perdi o meu jardim de margaridas, a minha Margarida Martins, em 2013, sabe exatamente a extensão desse martírio. É como arrancar, abruptamente, um pedaço do corpo, partir ao […]
A morte de uma mãe é a maior dor da vida, ferida que pode ser cicatrizada, nunca apagada. Quem, como eu, que já perdi o meu jardim de margaridas, a minha Margarida Martins, em 2013, sabe exatamente a extensão desse martírio. É como arrancar, abruptamente, um pedaço do corpo, partir ao meio o coração, a alma, o espírito.
Antes do galo cantar três vezes, ontem, Deus chamou para sua morada eterna Beta Pires, a Dona Betinha, aos 89 anos. Arrancou um taco do coração de José de Sá Maranhão Júnior, ou simplesmente Júnior Finfa, o conhecido blogueiro de Afogados da Ingazeira, minha terra natal, que já trabalhou na equipe do meu blog.
Ivonete Pires de Sá Maranhão era o seu nome completo. Seis filhos, viúva de José de Sá Maranhão, o Zezito Sá, o grande da amor da sua vida, que perdeu com apenas 48 anos. Zezito era amigo do meu pai Gastão Cerquinha. Trabalharam juntos nos Correios e Telégrafos. Leitor insaciável, Zezito passava todos os dias na loja do meu pai para pegar um bigu na assinatura do velho Diário de Pernambuco, que chegava às 14 horas em Afogados da Ingazeira no bagageiro do ônibus da Progresso.
Depois da rádio Pajeú, pioneira no Sertão, o DP era o único meio de comunicação que chegava até nós trazendo notícias da civilização, das cidades grandes, da capital Recife. Dona Betinha, vez em quando, ia pegar o jornal para o marido ler quando ele chegava esbaforido de trabalho nos Correios. Baixinha, branca feito uma neve, Dona Betinha era um amor de pessoa, parceira e amiga do peito de minha mãe.
Na vida, o amor aparece, é plantado como uma rosa perene no coração de todas as formas: amor da mulher amada, amor de filho, amor de amigos. O mais sublime, incomparável amor, é o de mãe. O único amor que existe de verdade é o amor de mãe, permanece mesmo após a morte. A morte de uma mãe, para o filho, é ver um pedaço dela morta dentro dele.
Dona Betinha foi uma mãe sofrida. Além do marido, sua única paixão em vida, a quem entregou sua vida aos 28 anos, viu Deus tirar do seu convívio a filha Raquel, uma das amigas de infância mais doce que tive. Nunca mais Dona Betinha foi a mesma. Mãe não chora pela morte de um filho, mas por um pedaço dela que morreu. Foi a primeira morte de Dona Betinha.
Para Finfa, que chora sem parar, dona Betinha foi seu maior amor, sua rainha, seu tudo. Amou mais do que a sua própria vida. Para ele, foi uma heroína sem capa, uma rainha sem coroa, um anjo sem asas. Colo de mãe é o melhor remédio para todas as idades. O colo de Dona Betinha curou todos os males do filho amado.
Deus escolheu a melhor pessoa do mundo para ser a mãe de Finfa. Ela teve o filho mais visguento, mais apaixonado, mais embriagado de amor. Um filho que sempre esteve de plantão para vê-la alegre e sorridente saboreando a plenitude do amor e da alegria.
Que Deus estenda tapete vermelho para sua entrada no reino dos eternos!
Colaborou Carlos Eduardo Queiroz Pessoa O debate em torno da “luta anticomunista”, contra os partidos de esquerda, não vem de hoje e já envolveu lideranças expressivas com atuação no Pajeú, sobretudo a partir do advento do movimento republicano. Historicamente, como hoje, políticos de linha mais conservadora usam o pressuposto de combater o contágio do “vírus […]
O debate em torno da “luta anticomunista”, contra os partidos de esquerda, não vem de hoje e já envolveu lideranças expressivas com atuação no Pajeú, sobretudo a partir do advento do movimento republicano.
Historicamente, como hoje, políticos de linha mais conservadora usam o pressuposto de combater o contágio do “vírus do Comunismo” no Brasil. O período entre 1961 e 1964 foi um deles.
Fundada em 1961, a Ação Democrática Parlamentar (ADP), fora criada para atuar nas eleições de 1962, consistindo em um significativo bloco de poder conservador, empresarial e ruralista, suprapartidário. Provavelmente, constituído por cerca de 150 Deputados, quase 1/3 da Câmara, forjou as bases da guerra ideológica às propostas de políticas públicas consideradas nacional-desenvolvimentistas. Organicamente, mobilizada a partir do lema “anticomunistas sempre, reacionários nunca”, propagavam a cruzada crítica ao comunismo através do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD). Com publicações frequentes na Revista Ação Democrática, contribuiu, substancialmente, para promover as principais ideias da grande imprensa de circulação nacional contra as experiências comunistas de Cuba, China e da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Por outro lado, a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), era composta pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista do Brasil (PTB), representando no Congresso a defesa dos interesses relacionados, especialmente, as reformas de base. Iniciativa consistente no conjunto de propostas políticas comprometidas com a superação do subdesenvolvimento econômico e superação das desigualdades sociais, formuladas ainda durante o governo de Juscelino Kubitschk, aprofundadas durante a chegada de João Goulart à Presidência da República ao preconizar as reformas bancárias, fiscal, urbana, administrativa, agrária e universitária, além de estender o direito de voto aos analfabetos.
As eleições de 1962 envolveram a atuação dessas duas principais frentes parlamentares antagônicas, ideologicamente, entre si: as forças nacional-reformistas, reunidas na FPN, mais progressistas; e as que se autoproclamavam anticomunistas, representadas no parlamento pela ADP, mais liberais na economia e conservadoras nos costumes; afiançada pela criação da Aliança Eleitoral pela Família (ALEF), criação da Igreja Católica em defesa de candidaturas comprometidas com o programa religioso, além de articulada à outras organizações como a Ação Democrática Popular (ADP).
Neste mesmo período, o financiamento de campanha dos candidatos, considerados anticomunistas, ocasionou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por fortes suspeitas de milhões de dólares advindos do exterior penetrarem no país, abastecendo a candidatura de 250 postulantes a deputado federal, 600 a deputado estadual, oito a governador e outros incontáveis a senador, prefeito e vereador. Diante disso, o presidente João Goulart, por decreto, decidiu fechar o IBAD e a ADEP.
Esse cenário de hostilidades civil, política, religiosa e militar, capitaneada por parte expressiva da mídia corporativa, propiciou a erupção de um ambiente polarizado politicamente, recrudescendo os ânimos da população profundamente dividida. Sedimentando as condições do golpe de 1964 ao retirar o Presidente João Goulart do poder contra a denominada Política Externa Independente (PEI), que consentia o restabelecimento das relações diplomáticas do Brasil com nações comunistas.
O anticomunismo católico propalado pela ADP era reforçado pelo ilustre afogadense, então combatente da Revolução de 30, Monsenhor e Deputado Federal, Alfredo de Arruda Câmara, além dos destacados clérigos de outros Estados da Federação: Padre Godinho, Padre Medeiros Neto e Padre Vidigal, filiados ao PSD e UDN. Fundador do Partido Democrata Cristão (PDC-PE) em 1945, com doutorado em filosofia e teologia dogmática em Roma, atuou como parlamentar desde a Assembleia Constituinte de 1934, elegendo-se sucessivamente como Deputado Federal, após o Estado Novo.
Em sua obra Contra o Comunismo, Alfredo de Arruda Câmara, também conhecido como “o padre-jagunço do Pajeú”, segundo a opinião do parlamentar estadual do Partido Social Trabalhista (PST), Antônio de Andrade Lima Filho, compila seus principais discursos no campo anticomunista.
As fortes críticas ao “surto comunista” no Brasil à época eram motivadas por razões internacionais diante do iminente perigo do suposto imperialismo soviético. Mas também por questões nacionais como o crescimento de organizações de esquerda no país, devido a política aliancista do PCB com outros grupos de revolucionários, principalmente, as Ligas Camponesas em Pernambuco.
Nesse sentido, as denúncias ao famigerado “regime de Moscou” marcam os pronunciamentos do Monsenhor Arruda Câmara, que não poupava críticas incendiárias ao então Governador Miguel Arraes, considerado comunista, por se ausentar de Recife no dia 27 de novembro de 1963, a fim de fugir, inadvertidamente, às obrigações de comparecer às comemorações em memória dos mortos da intentona comunista de 1935, conforme transcreve-se abaixo, literalmente:
Senhor Presidente, toda a imprensa do meu Estado e vários jornais da Guanabara noticiaram que o Sr. Miguel Arraes arquitetou uma viagem para ausentar-se do Recife no dia das comemorações dos mortos de 27 de novembro de 1935.
Ao tempo do Governo do Senhor Barbosa de Lima Sobrinho S. Exa. Ouviu na qualidade de Secretário de Estado, durante a homenagem às vítimas da revolução vermelha uma alta patente das Forças Armadas articular contra S. Exa. E outros Secretários as suas qualidades de comunista.
Também eu, desde aquela data, venho identificando o Sr. Miguel Arrais qual um dos mais espertos e eficientes marxistas deste País. Tanto que o Sr. Carlos Prestes em comício público em Recife, designou-o “seu sucessor” no comando do partido soviético do Brasil.
Agora, S. Exa. confirmou de alguma maneira, a sua hostilidade àqueles que tombaram na defesa da tradição brasileira democrática e cristã, ausentando-se propositadamente da Capital pernambucana, a fim de fugir, na qualidade de Governador do Estado, às homenagens às quais, pelo exercício de seu cargo e pelo protocolo, estava obrigado a comparecer (…).
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