Prefeitura de Sertânia desafia recomendação sobre cachês e contrata shows milionários para Expocose
Por Nill Júnior
Do Panorama PE
A Prefeitura de Sertânia anunciou a programação da Expocose 2026, principal evento do calendário do município, com atrações nacionais de grande porte e um investimento estimado em mais de R$ 6 milhões. O valor considera os cachês dos principais artistas e os custos médios da estrutura de palco, som e iluminação, sem incluir todas as atrações locais e regionais.
Os valores chamam atenção porque algumas das atrações ultrapassam o teto de R$ 350 mil recomendado em entendimento firmado entre a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para contratação de artistas com recursos públicos.
Entre os nomes confirmados estão Wesley Safadão, Xand Avião, Felipe Amorim, Mari Fernandes, Tarcísio do Acordeon e Seu Desejo. De acordo com estimativas de mercado, os cachês desses artistas variam entre R$ 450 mil e R$ 1,5 milhão. Apenas Wesley Safadão tem um cachê estimado entre R$ 1,3 milhão e R$ 1,5 milhão.
Além dos shows nacionais, a programação contará com artistas locais e regionais, cujos cachês variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. A estrutura do evento, incluindo palco e sistema de som, tem custo médio estimado em R$ 1,5 milhão.
A divulgação da programação reacendeu o debate sobre os gastos com grandes eventos públicos e o equilíbrio entre os investimentos em festividades e outras demandas da administração municipal.
A prefeita Pollyanna Abreu tem defendido a realização do evento e afirma que a gestão buscou parcerias para viabilizar a programação, sustentando que os investimentos respeitam o equilíbrio das contas públicas e a responsabilidade fiscal.
Por André Luis O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está julgando uma ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por até oito anos. O julgamento começou em 22 de junho de 2023 e é referente à acusação de abuso de poder político e uso indevido de meio de comunicação estatal. O relator da ação […]
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está julgando uma ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por até oito anos. O julgamento começou em 22 de junho de 2023 e é referente à acusação de abuso de poder político e uso indevido de meio de comunicação estatal.
O relator da ação no TSE, ministro Benedito Gonçalves votou para tornar Bolsonaro inelegível por 8 anos. Para Gonçalves, ficou configurado abuso de poder político de Bolsonaro no uso do cargo.
A sessão desta quinta, a terceira para análise do caso, foi iniciada com o voto do ministro Raul Araújo. Ele inaugurou uma divergência e votou pela rejeição das acusações contra Bolsonaro.
Em seguida, votaram os ministros Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares, pela condenação do ex-presidente. Com o placar de 3×1 pela inelegibilidade, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta sexta-feira (30), às 12h.
Com relação às acusações contra o vice da chapa de Bolsonaro, Walter Braga Netto, todos os quatro ministros votaram pela rejeição da denúncia. Dessa forma, já há maioria para absolvê-lo.
Nesta quinta-feira (29) no programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú a professora e advogada especialista em Direito Eleitoral, Tassiana Bezerra, comentou o julgamento que acontece no TSE.
O voto do Relator – O voto do ministro Benedito Gonçalves baseia-se na gravidade da ação cometida pelo ex-presidente. Ele reconhece a importância da minuta do golpe, que gerou divergências sobre sua aceitação como prova no processo. O voto é dividido em aspectos quantitativos e qualitativos.
No aspecto qualitativo, destaca-se a gravidade de o presidente questionar a legitimidade das eleições ao criticar o sistema eleitoral e os ministros da corte eleitoral. Já no aspecto quantitativo, enfatiza-se o alcance das declarações, amplamente disseminadas pelos meios de comunicação oficiais do governo e utilizadas por outras pessoas para questionar o processo eleitoral e a autoridade das instituições. O foco do voto é analisar possíveis abusos de poder político e de meios de comunicação, sendo esses os pontos principais abordados por Benedito.
O voto divergente – A divergência do Ministro Raul Araújo baseia-se no fato de que as falas do presidente, embora um pouco excedentes, não lograram êxito em seu objetivo, uma vez que ele perdeu a eleição. No entanto, o Ministro Floriano de Azevedo destacou um problema nessa argumentação durante seu voto. Ele ressaltou que o fato de não ter havido êxito não significa que a conduta abusiva não tenha sido praticada, e se houve conduta abusiva, ela deve ser punida.
O Ministro Floriano Azevedo comparou a situação dizendo que não se pode deixar de punir alguém que colocou fogo em um prédio apenas porque os bombeiros chegaram a tempo. A existência da conduta abusiva é o ponto-chave, independentemente do resultado da eleição.
Essa é uma visão respaldada tanto pela jurisprudência do TSE quanto pela própria lei complementar de inelegibilidade. O artigo 22, inciso 16, dessa lei de inelegibilidade deixa claro que o que importa é a gravidade da conduta, e não a capacidade de alterar o resultado da eleição.
Essa foi a principal questão levantada pelo voto do Ministro Raul Araújo, que tentou argumentar que, se não houve um resultado positivo, não haveria necessidade de punição para o ex-presidente. No entanto, essa argumentação foi prontamente rebatida pelo voto subsequente do Ministro Floriano Azevedo.
Cássio Nunes Marques – O Ministro Cássio Nunes Marques, mesmo que ele peça para analisar o processo com mais cautela, não terá mais a possibilidade de solicitar vistas. Essa é a situação.
Existe a possibilidade de quando chegar a vez do voto dele, ele será o penúltimo a votar, mas nesse momento já se terá a maioria, acredito eu. Atualmente, temos uma votação de três a um. Se a Ministra Cármen Lúcia, votar a favor da inelegibilidade de Bolsonaro, se terá a maioria formada para a inelegibilidade do ex-presidente. Nesse caso, o voto do Ministro Nunes Marques e do presidente do TSE, Alexandre Moraes, ainda teriam que ser lidos e considerados, mas isso não faria diferença no resultado final.
Braga Neto – Existe uma questão no direito em que, ao entrar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), você coloca no polo passivo da ação, ou seja, como réus da ação, aqueles que se beneficiaram de possíveis abusos de poder. No caso da chapa do presidente, quem se beneficiaria de um possível abuso de poder? A chapa inteira, porque se o presidente fosse eleito, não seria apenas ele, mas sim ele e seu vice. Isso é chamado de litisconsórcio passivo necessário, ou seja, colocar ambos como réus na ação.
No entanto, essa necessidade de colocar os dois no polo passivo não significa que o julgamento será feito como um pacote conjunto. Afinal, o que foi destacado tanto no voto do Ministro Benedito quanto nos votos dos ministros Raul, Floriano e André Ramos Tavares é que, se o presidente tivesse sido eleito, haveria um benefício para o vice-presidente. No entanto, como isso não ocorreu, não seria possível estender essa inelegibilidade ao candidato a vice-presidente, pois o ato foi personalíssimo, ou seja, foi um ato praticado pelo presidente da República, que fez uso político de suas atribuições. Portanto, o candidato a vice não poderia impedi-lo.
Desdobramentos – Se alguém for considerado inelegível pelo TSE, em geral, não há possibilidade de recurso. No entanto, quando se trata da cassação de direitos políticos de tornar alguém inelegível, isso pode ser uma questão constitucional que pode ser revisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Portanto, se não houver possibilidade de recurso, há desdobramentos em termos de declaração de inelegibilidade e possível ação de improbidade administrativa. Isso ocorre porque o presidente faz uso do Palácio, da residência oficial e do canal de TV oficial.
Há também a possibilidade de investigação por improbidade administrativa pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público, além da análise dos aspectos penais, caso haja identificação de conduta criminosa.
Vale ressaltar que a conduta em questão não se limita ao âmbito eleitoral. Embora o julgamento em andamento esteja relacionado a questões eleitorais, a conduta pode ser investigada tanto na justiça comum, no âmbito penal, quanto no âmbito civil.
O desdobramento dependerá da análise realizada pelos órgãos competentes, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Os ministros, inclusive Alexandre Morais, deixaram claro que ao final das sessões, todo o caso será encaminhado para esses órgãos para avaliar se são necessários tais desdobramentos ou não.
Expectativa – Veja, a expectativa agora é para o dia de amanhã. Ainda há três ministros que devem votar: a ministra Cármen Lúcia, o ministro Nunes Marques e o presidente do TSE, ministro Alexandre Moraes. Isso terá desdobramentos relevantes, inclusive para a ação que está em curso no STF relacionada às fake news, na qual o ex-presidente também está envolvido. O que for decidido nessa ação será levado em consideração como prova.
A conduta do ex-presidente é caracterizada pelo abuso de poder político, utilizando os meios de comunicação oficiais para propagar desinformação. Esse é o ponto central destacado em todos os votos até agora. Essas ações podem ter consequências no âmbito penal e podem ser utilizadas no inquérito das fake news no STF, que está sob a responsabilidade do Ministro Alexandre de Moraes.
O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, afirmou que o município está mais do que preparado para vacinar toda a sua população, bastando para isso a chegada de mais doses da vacina. Segundo ele, Afogados já tem em estoque todos os insumos necessários à vacinação, suficientes para atender toda a população, faltando apenas a […]
O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, afirmou que o município está mais do que preparado para vacinar toda a sua população, bastando para isso a chegada de mais doses da vacina. Segundo ele, Afogados já tem em estoque todos os insumos necessários à vacinação, suficientes para atender toda a população, faltando apenas a liberação de mais doses de vacinas pelo Ministério da Saúde.
“A grande questão hoje é a disponibilidade de vacinas. Estamos acompanhando com bastante apreensão o que está ocorrendo a nível nacional e torcendo para que todo esse imbróglio seja resolvido o mais rápido possível, para que mais doses de vacina cheguem e mais pessoas sejam vacinadas, não só em Afogados, mas nos demais municípios,” avaliou o Prefeito Alessandro Palmeira.
O Prefeito fez ainda questão de destacar que Afogados sempre ultrapassou as metas de vacinação estipuladas pelo Ministério da Saúde, muitas vezes atingindo mais de cem por cento do público-alvo preconizado.
Isso porque, em decorrência da defasagem no número de habitantes da cidade, e do crescimento contínuo, os agentes de saúde sempre encontravam e vacinavam novos moradores, ainda não inclusos nos dados populacionais do IBGE, que norteiam as ações dos ministérios.
A declaração do Prefeito Alessandro Palmeira foi feita durante a vacinação dos profissionais do Hospital Regional Emília Câmara que atuam na linha de frente no combate a Covid-19. A vacinação atendeu rigorosamente às normas e protocolos exigidos para essa primeira etapa. A vacinação foi acompanhada também por Sebastião Duque, diretor do hospital, além de diversos integrantes da coordenação da unidade.
“Fiz questão de vir aqui acompanhar a vacinação no nosso hospital regional, que tantos bons serviços têm prestado a nossa população, oferecendo um serviço de excelência reconhecido por todos que necessitam de atendimento,” finalizou Palmeira.
Na noite desta quarta-feira (22), o prefeito Fredson Brito assinou mais uma ordem de serviço para obras de infraestrutura em São José do Egito. Desta vez, a ação contempla o calçamento da Travessa José Santana e o complemento da Rua Luiz Palmeira, no Bairro São João. O evento, realizado em frente à casa de Luiz […]
Na noite desta quarta-feira (22), o prefeito Fredson Brito assinou mais uma ordem de serviço para obras de infraestrutura em São José do Egito.
Desta vez, a ação contempla o calçamento da Travessa José Santana e o complemento da Rua Luiz Palmeira, no Bairro São João.
O evento, realizado em frente à casa de Luiz Rezador, reuniu moradores, secretários municipais, servidores e lideranças comunitárias.
“Além do calçamento, também vamos construir uma praça aqui na comunidade, para que as famílias tenham um espaço de lazer e convivência”, disse.
“Nosso trabalho é levar dignidade, infraestrutura e alegria para todos os cantos da cidade. Onde antes havia promessa, agora tem ação e resultado”, concluiu.
G1 Caruaru A transferência do jornalista Alexandre Farias, de 39 anos, de um hospital em Caruaru para outro no Recife, ocorreu na manhã desta quinta-feira (28). O apresentador do ABTV 2ª Edição foi ferido por bala perdida no Alto do Moura, no dia 16 de setembro, após uma troca de tiros entre policiais e bandidos […]
A transferência do jornalista Alexandre Farias, de 39 anos, de um hospital em Caruaru para outro no Recife, ocorreu na manhã desta quinta-feira (28).
O apresentador do ABTV 2ª Edição foi ferido por bala perdida no Alto do Moura, no dia 16 de setembro, após uma troca de tiros entre policiais e bandidos que estariam praticando roubos no local.
A ambulância com o jornalista saiu do hospital Unimed às 9h30 (horário local) e seguiu para o Aeroporto Oscar Laranjeira, de onde ele seguiu em um avião equipado com Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O irmão de Alexandre acompanhou ele no voo. O apresentador da TV Asa Branca vai continuar o tratamento no Hospital Esperança.
O jornalista segue em estado grave, porém evoluindo de forma estável. Os médicos ressaltaram que Alexandre não apresentou nenhuma piora no quadro. A transferência foi realizada visando a melhora do apresentador. A equipe neurológica que vem acompanhando ele desde o início será a mesma que irá cuidar dele no Recife.
“A transferência também se deu por questões contratuais. Já havia sido decidido isso desde o início. Quando tivesse condições de ser transferido, iria para um hospital que faz parte do plano de saúde ao qual ele está vinculado”, explicou o médico André Muniz.
O apresentador do ABTV 2ª Edição foi vítima de uma bala perdida na noite do sábado (16), no bairro Alto do Moura, em Caruaru. Ele ia para a casa quando foi atingido por um disparo na cabeça. De acordo com informações da Polícia Militar, assaltantes estavam em um carro roubado quando houve perseguição e troca de tiros.
A Polícia Civil da Paraíba prendeu, hoje, Almir Rogério Gomes da Silva, que é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos chefes da milícia acusada de matar a ex-vereadora Marielle Franco. Segundo as autoridades paraibanas, Silva foi preso na cidade de Queimadas, a 130 km de João Pessoa, capital do estado. […]
A Polícia Civil da Paraíba prendeu, hoje, Almir Rogério Gomes da Silva, que é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos chefes da milícia acusada de matar a ex-vereadora Marielle Franco.
Segundo as autoridades paraibanas, Silva foi preso na cidade de Queimadas, a 130 km de João Pessoa, capital do estado. A Polícia Civil também informou que Silva será levado à Justiça do Rio de Janeiro, mas não há data definida.
A prisão do miliciano foi determinada em junho de 2020 pela Justiça fluminense. Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram executados em 14 de março de 2018, no centro do Rio.
A acusação sobre o assassinato de Marielle e Anderson Gomes partiu da viúva do miliciano Adriano Nóbrega, Julia Lotufo. Nóbrega foi morto na Bahia, em fevereiro de 2020, durante troca de tiros com a polícia.
Em delação premiada, Lotufo afirmou que os milicianos da Gardênia Azul, como é chamado o grupo, são os responsáveis pela morte de Marielle. A viúva do ex-capitão disse ainda às autoridades que Adriano teria se recusado a participar do crime por se tratar de uma vereadora.
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