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Prefeito de Solidão diz que não se incomodou com ausência de Cida na posse

Por Nill Júnior

cc9c9e40-69b8-41fd-98d0-1095bfd6602eO Prefeito de Solidão, Djalma Alves, falou em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que como os demais prefeitos tem encontrado dificuldades nesses primeiros dias de gestão. Dentre elas, um quadro de servidores com folhas a quitar. “É um município pequeno com número elevado de funcionários”, lamentou.

Djalma disse que prometeu concurso, mas só uma nova análise fará determinar ou não o certame. “Prometi fazer concurso para determinadas vagas, mas vamos analisar. Ainda não está descartada essa possibilidade”. Ele disse que já houve dificuldades verificadas desde a gestão Cida Oliveira. “A gestão anterior não conseguiu cumprir os percentuais que o TCE exige. Irei procurar meios junto às equipes que fazem a gestão”.

Sobre as folhas em atraso, Djalma questionou quem chegou a espalhar que haveria dinheiro em caixa para o pagamento. “O município recebeu R$ 499 mil da repatriação. Em torno de 95 mil  foram descontados pela União. Ficaram R$ 400 mil. Acho que a ex-prefeita Cida devia ter outras coisas pendentes e resolveu questões da gestão dela. Ficou um saldo de R$ 140 mil”.

Djalma diz que recuou da decisão da iniciar com apenas três Secretarias. “Retiro o que disse, pois foi impossível começar com apenas três secretários. Precisamos ter funcionando áreas como finanças, saúde, educação, cultura, assistência social, que não podem parar. Falta rever Transportes e Obras. Era pensamento de enxugar muito a máquina. Tem algumas coisas que você não tem como resolver”.

1018f4c9-2725-4dfa-95bc-ab7af013402aDjalma falou pela primeira vez sobre a ausência de Cida Oliveira em sua posse, o que obviamente repercutiu na imprensa.

“Nem fui perguntar a ela porque ela não foi. Cabe a ela, a decisão é dela não é que tenha havido nenhum desentendimento.  Ela tem problemas de saúde também. Às vezes é criticada por não participar de velórios, casamentos, mas isso é besteira. Não estranhei de forma nenhuma. Tinha feito no meio do discurso um agradecimento ela porque fez parte da minha campanha politica, participou e contribuiu”.

Sobre prioridades, disse que a distribuição de água e o Saneamento básico são duas delas. “Penso em buscar recursos pois é caro o projeto de saneamento”. Quanto à questão de pagamentos tenho certeza que com paciência irei resolver. Ficou um mês dos inativos e um mês de efetivos. Vou tentar dia 11, fazer o pagamento de uma das folhas, dos efetivos, de cerca de R$ 270 mil reais”. Ele também afirmou estudar mudanças na feira livre. “É minha gestão. Tenho que por minhas ideias em prática”. Alguns projetos terão apoio dos Deputados Gonzaga Patriota e Clodoaldo Magalhães.

Outras Notícias

Artigo: Carta ao colega Gilmar Mendes

*Por Eduardo Cubas, no Estadão O sentimento da sociedade brasileira por uma reforma política após a última década de sucessivos escândalos de corrupção, iniciado pelo caso “mensalão” e que tem na operação “lava jato” uma espécie de “cereja do bolo” em termos de combate ao crime organizado, está tendo o efeito (in)desejável de discussões que levam à adoção […]

*Por Eduardo Cubas, no Estadão

O sentimento da sociedade brasileira por uma reforma política após a última década de sucessivos escândalos de corrupção, iniciado pelo caso “mensalão” e que tem na operação “lava jato” uma espécie de “cereja do bolo” em termos de combate ao crime organizado, está tendo o efeito (in)desejável de discussões que levam à adoção do sistema fechado de listas eleitorais (na contração do que se pede em termos de transparência) bem como na “iconização” de um personagem ocupante de alto escalão do Poder Judiciário: o Ministro Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Juiz Gilmar Mendes.

Trato, nestas linhas, desse fenômeno ao estilo “Trumpista Judicial” em produzir sobre si factoides em que um Magistrado atrai a atenção da imprensa nacional e tornam manchetes uma espécie de atuação aparentemente do tipo politiqueira. A crítica doutrinária que aqui se materializa decorre da última manifestação trazida pela imprensa onde S.Exa., o Min. Gilmar Mendes, diz que “política não pode ser feita por juízes ou promotores”, quando se acusa a esses vazamentos seletivos de investigações judiciais.

Indaga-se se “política” pode ser realizada por Juízes da Suprema Corte?

Fico a imaginar o que V.Exa. diria se um Juiz de 1º Grau fosse visto jantando com um réu. Melhor, viajasse com esse réu. Comentasse sobre processos em curso desse réu. Aliás, dadas às condições históricas e da emblemática conjecturização, supomos do Juiz Sérgio Moro flagrado almoçando com o ex-Presidente Lula, que é réu em ação penal conduzida pelo mesmo. O que aconteceria? Como hipótese, V.Exa., no mínimo, concederia uma (e)liminar e tiraria o Juiz da condução do processo, sem prejuízo de se oficiar ao Conselho Nacional de Justiça para as providências cabíveis, aliás, como já o fez no conhecido caso do Juiz Fausto de Santis, de São Paulo.

Assim, como a história sabe que me garante a autoridade moral de escrever essa missiva, por ser o único Juiz Federal que lhe impugnou a indicação ao cargo de Ministro do STF mediante ação popular; ela também o absolve por ter tido a “coragem” de conceder liminar pela farsa na indicação ao cargo de Ministro da Casa Civil do Sr. Lula, viabilizando o prosseguimento da ação penal, ainda que tal tenha sido originada de um suposto(!) vazamento seletivo. Teria feito política com essa decisão?

Portanto, questionar vazamentos seletivos soa, no mínimo, hipocrisia judicial. Ou vale, ou não vale. Decidir de dois jeitos é que é inaceitável.

Lealdade com suas próprias decisões é o mínimo que se espera de um julgador. Por isso que aqui se
divisa a fronteira entre politicagem e política, cujos conceitos são do domínio público.

Nesse ponto, colega Gilmar Mendes, afinal, somos ambos Juízes, e na qualidade de Presidente de Associação de Juízes Federais é que estamos buscando o direito de exercer política transparente, honesta, impessoal e voltada para o interesse da nação e do povo, donos da soberania do Estado, como facultada em países desenvolvidos tais a Espanha, França, Estados Unidos e tantos outros, para que o Brasil possa deixar de ser “um país de trambiques”, especialmente, judiciários.

*Eduardo Cubas é presidente da União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf). E na minha terra isso se chama “pau da molesta dos cachorros”.

OAB vai ao CNJ contra o fechamento de comarcas

A OAB Pernambuco protocolou junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um Procedimento de Controle Administrativo (PCA), com pedido liminar, contra a resolução 445/2020 do Tribunal de Justiça (TJPE), que prevê a desativação de 43 comarcas no Estado. A seccional pernambucana sustenta que a resolução é inconstitucional, ilegal e ainda ressalta o enorme óbice que […]

A OAB Pernambuco protocolou junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um Procedimento de Controle Administrativo (PCA), com pedido liminar, contra a resolução 445/2020 do Tribunal de Justiça (TJPE), que prevê a desativação de 43 comarcas no Estado.

A seccional pernambucana sustenta que a resolução é inconstitucional, ilegal e ainda ressalta o enorme óbice que causará no acesso à Justiça no Estado, já que serão fechadas praticamente 30% das 150 comarcas existentes.

No PCA, a OAB-PE classifica como inconstitucional a resolução por ela ter sido aprovada pelo TJPE sem abrir debate junto à sociedade civil sobre seu mérito, principalmente sem ouvir os mais afetados com a medida, no caso, a Ordem, como representante da advocacia, e os municípios atingidos.

Também enfatiza que o fechamento não pode ser tratado por meio de uma resolução administrativa do tribunal. Seguindo a Constituição Estadual e a Lei de Organização Judiciária, o encerramento de comarcas só pode acontecer por meio de projeto de lei a ser apreciado pela Assembleia Legislativa.

Outra ilegalidade apontada pela OAB-PE refere-se ao artigo 81 da Constituição Estadual, que prevê que todo município será sede de comarca. 

“Entretanto, o TJPE ao invés de honrar o texto constitucional e legal, espezinhou tais comandos, uma vez que, teratologicamente, editou Resolução para agregar/extinguir Comarca em total descompasso aos referidos comandos”, expôs a OAB-PE, no PCA.

Cartão postal de Serra Talhada ganhará novo formato

Com assinatura da ordem de serviço, Praça Sérgio Magalhães ganhará nova cara, cobrança antiga da população. Versão atual tinha quase 50 anos Em Serra Talhada, foi assinada na última sexta a ordem de serviço da segunda etapa da nova Praça Sérgio Magalhães, principal praça da cidade. Serão aproximadamente 3.560 metros quadrados de área pavimentada e […]

Com assinatura da ordem de serviço, Praça Sérgio Magalhães ganhará nova cara, cobrança antiga da população. Versão atual tinha quase 50 anos

Em Serra Talhada, foi assinada na última sexta a ordem de serviço da segunda etapa da nova Praça Sérgio Magalhães, principal praça da cidade.

Serão aproximadamente 3.560 metros quadrados de área pavimentada e reformada, com orçamento de aproximadamente R$ 750 mil.

A nova Praça Sérgio Magalhães receberá áreas de paisagismo, ornamentação com vegetações típicas da região, acessibilidade, iluminação com refletores, luminárias subaquática, luminárias em postes, obras de arte e ornamentação com pergolado metálico e esculturas, além do Espaço Rosa dos ventos e Espaço Molhado.

A obra será executada em duas etapas e a previsão é que esteja totalmente concluída no segundo semestre de 2019.

A assinatura contou com a presença do prefeito Luciano Duque, do Secretário de Obras e Infraestrutura, do Deputado Kaio Maniçoba e de representante da empresa executora da obra, João Ribeiro Júnior, da Construcaj.

Cartão postal da cidade, a praça aguardava a anos pela intervenção para melhoria paisagística e urbanística. Vários prefeitos prometeram ou sinalizaram intervenções nos últimos vinte anos, mas sempre esbarraram nos custos do projeto.

A atual versão da praça, tida hoje como feia e ultrapassada, na verdade era moderna e atendia o que pensava a população. Ela nasceu em 1959, há quase 50 anos. O prefeito era Nildo Pereira. A primeira versão da praça  é de 1951, informa o historiador Paulo César Vasconcelos, conforme foto abaixo:

Curioso que o “padrinho” da ação, o Deputado Kaio, que não foi reeleito mas pode ser alçado a novo mandato a depender da composição do governo Câmara, não foi apoiado pelo petista, como queria. Duque optou pelo critério partidário por Marília Arraes, mas liberou parte da base para apoio ao florestano.

Uma espécie de primeira etapa, a Praça Barão do Pajeú, localizada próximo à Igreja Matriz, foi entregue no final de agosto,  na abertura da Festa de Nossa Senhora da Penha.

Israel Rubis assumirá Delegacia de Homicídios em Arcoverde

Primeira mão  Viktor de Araújo Melo assumirá Delegacia da 167ª Circunscrição em Afogados da Ingazeira O ex vice-prefeito de Arcoverde,  Israel Rubis,  que assumiu em junho do ano passado a Delegacia de Polícia Civil de Afogados da Ingazeira,  depois de um período em Recife,  está de malas prontas. Rubis assumirá em agosto a Delegacia de […]

Primeira mão 

Viktor de Araújo Melo assumirá Delegacia da 167ª Circunscrição em Afogados da Ingazeira

O ex vice-prefeito de Arcoverde,  Israel Rubis,  que assumiu em junho do ano passado a Delegacia de Polícia Civil de Afogados da Ingazeira,  depois de um período em Recife,  está de malas prontas.

Rubis assumirá em agosto a Delegacia de Homicídios de Arcoverde, sua base pessoal e familiar.

Segundo o Delegado falando ao blog, pesou o pedido e solicitação da Diretoria do Interior, DINTER II.

O martelo foi batido hoje. Israel ainda está respondendo pela 20ª DESEC, devido às férias de Alisson Eulâmpio, Delegado Regional.

O Delegado Viktor de Araújo Melo assumirá Delegacia da 167ª Circunscrição em Afogados da Ingazeira. A informação já foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Israel garantiu que vai atuar rigorosamente na agenda institucional, evitando qualquer debate eleitoral,  justamente en virtude do anúncio de hoje.

Também pesou a quantidade de deslocamentos para cumprir sua função. “Nossa missão requer eventualmente atender essas solicitações pelo bem da instituição.  Quanto a Afogados,  a equipe e cidade são maravilhosos”, destacou. Rubis tinha excelente aprovação na comunidade local.

TCE-PE mantém multa contra Madalena Brito por irregularidades no fundo previdenciário de Arcoverde

Primeira mão Em Sessão Ordinária nesta quarta-feira (30), o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) manteve a decisão que aplicou uma multa à ex-prefeita de Arcoverde, Madalena Brito, por irregularidades na gestão do Fundo Previdenciário do município. O recurso ordinário interposto pela ex-prefeita foi negado por unanimidade, confirmando as conclusões do […]

Primeira mão

Em Sessão Ordinária nesta quarta-feira (30), o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) manteve a decisão que aplicou uma multa à ex-prefeita de Arcoverde, Madalena Brito, por irregularidades na gestão do Fundo Previdenciário do município.

O recurso ordinário interposto pela ex-prefeita foi negado por unanimidade, confirmando as conclusões do Acórdão TC nº 1.380/2023 da Primeira Câmara do TCE-PE.

Irregularidades no Regime Previdenciário Municipal

O Acórdão nº 1.380/2023 aponta que a gestão de Madalena Britto extinguiu a segregação de massas no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Arcoverde sem seguir as exigências legais. A extinção da segregação, realizada pela Lei Municipal nº 14/2020, aconteceu sem um estudo técnico-atuarial e sem a autorização da Secretaria da Previdência, contrariando a Lei Federal nº 9.717/98 e a Portaria MF nº 464/2018.

Impacto financeiro e sustentabilidade comprometida

A auditoria revelou que a medida teve impacto significativo nas finanças do RPPS, com uma queda nos recursos de R$ 10,5 milhões em 2019 para R$ 2,2 milhões em 2021. Segundo o TCE-PE, a mudança foi adotada para reduzir artificialmente as obrigações previdenciárias do município no curto prazo, porém, tal decisão acabou por precarizar a estrutura financeira e atuarial do fundo, comprometendo sua sustentabilidade a longo prazo.

Decisão e penalidades

Diante das constatações, o TCE-PE julgou a extinção da segregação de massas como uma irregularidade, responsabilizando Madalena Britto pela situação. A penalidade estabelecida foi a aplicação de uma multa no valor de R$ 9.183,00. O relator do processo, conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, destacou a gravidade da medida, justificando a manutenção da penalidade.