Por uma vaga no legislativo afogadense a conveniência fala mais alto
Por André Luis
Em Afogados da Ingazeira, após vencido o prazo de filiações e a janela partidária para quem deseja colocar o nome na disputa eleitoral deste ano, já dá para começar a observar algumas conveniências políticas. A análise revela surpresas.
Candidatos que, até recentemente, criticavam veementemente a esquerda e se declaravam bolsonaristas, agora buscam uma vaga no legislativo municipal por partidos de esquerda. Por outro lado, há também aqueles que, antes identificados com o bolsonarismo radical, agora ingressam em partidos da base do governo Lula.
Não é incomum encontrar casos semelhantes. Na eleição municipal anterior, havia candidatos que se declaravam apoiadores tanto de Lula quanto de Bolsonaro, a depender do público-alvo. Após a vitória nas urnas, a coragem aflorou, e muitos revelaram sua verdadeira inclinação: “sou bolsonarista”. Essa flexibilidade ideológica, embora questionável, reflete a dinâmica da política local, onde a conveniência muitas vezes supera convicções profundas.
Em suma, a busca pelo poder e a necessidade de angariar votos podem levar a alianças inesperadas. A conveniência política, embora controversa, é uma realidade que permeia os bastidores das eleições, desafiando as fronteiras partidárias e ideológicas. O eleitor, por sua vez, deve estar atento a essas mudanças e avaliar cuidadosamente os candidatos, considerando não apenas suas palavras, mas também suas ações e alianças.
A Compesa informou que a Adutora do Pajeú apresentou novo estouramento entre as Estações Elevatórias 03 e a 04. Com isso, foi paralisado o abastecimento nas cidades de Serra Talhada, Tabira, Flores, Carnaíba, Quixaba, São José do Egito, Tuparetama, Iguaracy, Ingazeira e Jabitaca. Ainda haverá redução da vazão em Afogados da Ingazeira e Tabira. Equipes […]
A Compesa informou que a Adutora do Pajeú apresentou novo estouramento entre as Estações Elevatórias 03 e a 04.
Com isso, foi paralisado o abastecimento nas cidades de Serra Talhada, Tabira, Flores, Carnaíba, Quixaba, São José do Egito, Tuparetama, Iguaracy, Ingazeira e Jabitaca.
Ainda haverá redução da vazão em Afogados da Ingazeira e Tabira. Equipes já estão no local para buscar resolver o problema.
Veja a nota da Compesa:
A Compesa informa que no início da noite deste sábado, 18, houve uma queda de energia entre as estações de bombeamento 3 e 4 da Adutora do Pajeú, no sertão do Estado, que provocou o desacoplamento da adutora e, consequentemente, a interrupção do fornecimento de água para os seguintes municípios do Pajeú:
Serra Talhada, Carnaíba, Quixaba, Tabira, Afogados da Ingazeira, Flores, São José do Egito, Tuparetama, Ingazeira, Iguaracy e os distritos de Jabitacá, Canaã e Carqueja.
A Compesa já acionou a Celpe e técnicos da Companhia estão se dirigindo ao local para verificar se houve danos aos conjuntos motorbomba das estações.
Além disso, será preciso realinhar a adutora para que o fornecimento seja restabelecido. “Não é um trabalho simples, mas acredito que o até o final da tarde desta segunda o serviço seja finalizado”, informou o Gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Luciano Freitas.
A partir da conclusão, o fornecimento será restabelecido conforme cronograma de abastecimento de cada cidade.
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar. Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 […]
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar.
Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 anos. A festa teve um simbolismo ainda maior depois do susto que ele sofreu, dia 10 de abril passado, quando enfrentou complicações de uma arritmia grave. Escapou, levado às pressas para o Hospital Regional Emília Câmara e depois, para o Eduardo Campos em Serra Talhada.
De lá pra cá, ainda enfrentou uma cirurgia para implantar um marca-passo (CDI) no PROCAPE, em Recife, e as complicações de uma infecção respiratória, provavelmente de origem hospitalar. Teve alta definitiva e está em casa. Os filhos decidiram por alguns cuidados, dentre eles, o de que Totonho não conceda entrevistas, temendo emoções fortes que possam causar uma intercorrência. Mas Valadares está em linhas gerais ótimo, principalmente em relação à consciência e cognição. Me recebeu com surpresa, principalmente depois de muitos convites sem presença à sua tradicional recepção de 1º de janeiro, uma marca de décadas, onde costuma receber os amigos.
Quando Totonho foi eleito vice-prefeito de Orisvaldo Inácio, em 1988, eu ainda não estava no rádio. Jovem, vi meu pai envolvido naquela eleição muito mais pela figura de Orisvaldo, envolvido que era no PSB local, que ajudou a fundar. Era também compadre de Antônio Mariano, que apoiou João Ézio, mas foi um dos 5.927 votos que ajudaram o socialista, contra os 5.622 eleitores que votaram em Ézio, para muitos uma invenção de Mariano, ao trazer um médico sertanejo, mas com vida no Marabá, o que determinou o início do fim de sua vitoriosa trajetória na política.
Como não havia reeleição, Totonho buscou pavimentar sua candidatura. Enfrentou resistência dos setores populares por ser tido como “homem das elites”, empresário, engenheiro, imagem construída desde a juventude, como alguém que teve condições de deixar Afogados e estudar fora, dentre outros rótulos que tentavam lhe impor. Venceu duas eleições na verdade. A primeira, contra os preconceitos em torno de sua candidatura. A segunda, ao bater Heleno Mariano nas eleições de 1992 com 6.508 votos contra 6.093 do candidato do PFL. Detalhe, Totonho foi eleito aos 46 anos, pelo PSDB.
Teve dois anos prefeito com um opositor, o governador Joaquim Francisco no Palácio, mas soube aproveitar os dois últimos, com Miguel Arraes no governo. Começou a implementar sua marca desenvolvimentista e ganhou as comunidades apoiando associações e organizações do campo. Aos poucos, foi deixando a imagem que o perseguiu até conquistar o governo, e passou a ser visto como quem se alinhou ao alicerce dos projetos mais populares, somando a visão que a engenharia lhe agregou para a vida política.
O ponto de fissura veio após a primeira eleição de Giza, que ele e a Frente Popular apoiaram em 1996, com a imagem que a ex-prefeita construiu de “mãe da pobreza”, após passar pela Secretaria de Assistência Social na gestão Orisvaldo. Giza invocou o direito à reeleição, aprovada em 1997 pelo Congresso, numa articulação por mais um mandato para FHC. Totonho invocara um documento assinado por Giza, ele, Patriota e partidos da Frente Popular em que a ex-gestora se comprometia em não disputar a reeleição caso a emenda passasse. Giza argumentou que havia um sentimento popular por sua reeleição e que estava disposta a seguir com o projeto. Nascia ali uma das maiores rivalidades da política afogadense, nada sequer próximo do que vemos hoje entre Sandrinho Palmeira e Danilo Simões, por exemplo. Era visceral, pessoal, além da divisão política.
Com a Frente rachada, Giza, então no PPS, buscou se alinhar a Antônio Mariano, garantindo os votos que lhe faltavam para bater o próprio Totonho em 2000, com 7.767 votos, contra 7.394 votos de Valadares, candidato pelo PTB.
Totonho venceria Giza em 2004, quando ela indicou Zé Ulisses, e em 2008, quando ela voltou a enfrentá-lo, chegando a três mandatos como prefeito do seu município. Giza, registre-se, também teve contribuição determinante para Afogados. A divergência também alimentou a vontade dos dois líderes de querer fazer mais que o outro.
Aquele período foi desafiador justamente porque, para quem fazia imprensa, na principal emissora, a Rádio Pajeú AM, era um inferno administrar a relação turbulenta entre eles. Mais ainda porque uma característica de Totonho, para muitos a virtude que o manteve tanto tempo vivo, era a de não guardar palavras, sentimentos, não ser politicamente correto, ao se furtar ou escolher o que dizer para não desagradar ou escandalizar. “Traidora” era o adjetivo mais comum. Administrar os direitos de resposta, que eram na verdade “direito de ataque”, era dificílimo. Um atacava, a outra respondia, o “um” queria rebater o rebate. E eu no meio desse fogo cruzado.
Naquela confusão, acho que nasceu um traço importante de minha relação com Totonho. Aprendi que tinha que estar preparado para responder ou ser franco no tom dele, ou pelo menos próximo a isso. Não lembro quantas vezes isso ocorreu ao vivo ou fora do microfone, mas a vida me ensinou a respeitá-lo exatamente por isso. Num mundo tão falso da política, onde você recebe tapas nas costas e é atacado a menos de 50 metros depois, a franqueza de Totonho sempre me admirou. Nunca sugeriu ou permitiu qualquer perseguição, boicote, cara feia de seus aliados e assessores em relação a mim. Se discordava de uma crítica, me ligava ou, antes de sentar na cadeira para uma entrevista, me dizia na lata o que pensava, questionava, discordava, mas me respeitava na divergência. E foi assim, em mais de 30 anos de convivência.
Totonho deixa um legado que, para quem acompanha e entende de história, representa um divisor de águas entre uma cidade interiorana e seu encontro com o futuro, abrindo horizontes para seu desenvolvimento e crescimento. O talentoso engenheiro, que trocou o sucesso na profissão pela política, desafiou a desconfiança inicial para se consolidar, com suas virtudes e defeitos, como um fundamental personagem de nossa história de 116 anos. Se Afogados é o que é hoje, tem muito de sua visão de mundo e determinação para contribuir com essa história. Isso vale um abraço!
Maria Antônia de Oliveira, de 11 anos, recebeu a dose durante cerimônia em sede de associação na Zona Norte do Recife. Imunização na cidade começa neste sábado (15). Com uma diferença de poucas horas desde o desembarque do lote com 60 mil imunizantes no Aeroporto dos Guararapes, foram vacinadas no Recife nesta sexta-feira (14) as […]
Maria Antônia de Oliveira, de 11 anos, recebeu a dose durante cerimônia em sede de associação na Zona Norte do Recife. Imunização na cidade começa neste sábado (15).
Com uma diferença de poucas horas desde o desembarque do lote com 60 mil imunizantes no Aeroporto dos Guararapes, foram vacinadas no Recife nesta sexta-feira (14) as primeiras crianças a receberem doses contra a Covid-19 em Pernambuco.
Em cerimônia realizada na sede da Associação de Famílias para o Bem-Estar e Tratamento de Pessoas com Autismo (Afeto), no bairro da Encruzilhada, Zona Norte da capital, Maria Antônia de Oliveira, de 11 anos, foi quem tomou a vacina pediátrica número 1 aplicada no Estado.
A escolha do local se deu por conta do grupo prioritário desta fase inicial da campanha, que contempla as crianças de 5 a 11 anos com doenças neurológicas crônicas e distúrbios de desenvolvimento neurológico. Maria Antônia tem síndrome de Down. As vacinas já começam a ser aplicadas neste sábado (15) na cidade.
“Estou feliz porque chegou a vez dela e, graças a Deus, todos nós já estamos vacinados, eu já estou com a terceira dose”, disse o pai da menina, o técnico em manutenção Samuel de Oliveira, 44. ” A expectativa era muito grande, a ansiedade era enorme, então eu vim o mais rápido possível, não me importei com o tempo. Eu costumo dizer que o melhor para ela é o melhor para nós”.
Logo depois dela, outras seis crianças com deficiência foram imunizadas: Laura Leite, 9, com síndrome de Down; Bella Carvalho, 7, também com síndrome de Down; Luan Azevedo, 11, com paralisia cerebral; Arthur Melo, 8, com autismo; Lucas Silva, 8, com síndrome de Down; e Rafaela Maia, 8, com síndrome de Down. Cada um deles ganhou, ainda, um livro e certificado de “Supervacinado”.
O prefeito do Recife, João Campos, acompanhou a cerimônia. “É extremamente emocionante poder ver crianças com síndrome de Down e autismo se vacinando”, afirmou.
E anunciou: “A partir de agora, abre o Conecta Recife para o agendamento, que já está aberto. A partir de amanhã [sábado] os centros para vacinação de crianças já estarão funcionando no Recife. Lembrando que toda criança vacinada vai receber um livro e é responsabilidade dos pais e das mães e dos responsáveis fazer esse agendamento.
“Vamos juntos imunizar as crianças e garantir que uma dose de esperança, como eu vi agora há pouco, possa chegar a 150 mil crianças recifenses”, conclamou o prefeito.
Em Itapetim, o prefeito Adelmo Moura entregou com a Secretaria de Assistência Social o certificados dos cursos realizados no município. Mais de 120 pessoas foram beneficiadas com os cursos de Maquiagem, Artesanato, Corte e Costura, Depilação, Design de Sobrancelhas e Manicure, que duraram três meses. “Buscamos sempre oferecer oportunidades de emprego para a população e […]
Em Itapetim, o prefeito Adelmo Moura entregou com a Secretaria de Assistência Social o certificados dos cursos realizados no município.
Mais de 120 pessoas foram beneficiadas com os cursos de Maquiagem, Artesanato, Corte e Costura, Depilação, Design de Sobrancelhas e Manicure, que duraram três meses.
“Buscamos sempre oferecer oportunidades de emprego para a população e formas de aperfeiçoamento e capacitação para melhorar a mão de obra da nossa cidade”, disse o prefeito.
A secretária de Assistência Social, Fia Cândido, também participou da solenidade. garantiu que “Vamos trabalhar para o povo de Itapetim estar sempre incluso no mercado de trabalho.”
O prefeito também parabenizou a Secretária de Assistência Social, Fia Cândido, e a coordenadora da Casa dos Cursos, Vanusa Cristina.
O vice-prefeito Junio Moreira, os monitores dos cursos e vereadores também estiveram presentes.
Foto: Aurélio Pereira/MS Governadores fizeram reunião virtual com ministro da Saúde nesta terça, para discutir a política de vacinação. Andréia Sadi/G1 O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a governadores, nesta terça-feira (8), que precisará ouvir o Palácio do Planalto a respeito da compra da vacina contra Covid-19 que está sendo produzida pelo laboratório chinês […]
Governadores fizeram reunião virtual com ministro da Saúde nesta terça, para discutir a política de vacinação.
Andréia Sadi/G1
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a governadores, nesta terça-feira (8), que precisará ouvir o Palácio do Planalto a respeito da compra da vacina contra Covid-19 que está sendo produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O relato é do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), que participa via videoconferência da reunião. Ele disse ao blog que questionou Pazuello se o ministério fará a compra da vacina de São Paulo, conforme documento assinado no dia 19 de outubro.
“Pazuello disse que era um memorando de intenções e que, quando aprovada, precisará ouvir o Palácio”, relatou Dino.
Pazuello enviou no dia 19 de outubro ao Diretor-Geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, um ofício em que confirmava a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, mas foi desautorizado pelo presidente Bolsonaro na época.
Depois da pergunta de Dino, outros cinco governadores voltaram ao tema. “Aí, o ministro disse que precisa saber se a Anvisa vai autorizar e, se tiver demanda, tem aquele período de 60 dias. E afirmou que só se poderá falar em vacina no final de fevereiro, ou seja, desautorizando o calendário de Doria. Está claro que há uma disputa política.”
Governadores como João Doria, de São Paulo, e Helder Barbalho, do Pará, fizeram críticas à gestão de Bolsonaro.
Para Dino, o ministro é bem-intencionado, mas não tem a caneta para resolver a questão da vacina pois o presidente politizou o tema.
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