Vigilância diz que interditou espaço de Galeguinho das Encomendas que promovia evento no Ambó
Por Nill Júnior
Imagens mostraram descumprimento de isolamento social e abertura de espaço que ainda não tem autorização para funcionamento.
Um evento festivo no Ambó, município de Itapetim, organizado por José Fagner Gomes Melo, o Galeguinho das Encomendas, conhecido digital influencer da região gerou polêmica .
Tudo pelas imagens divulgadas pelo próprio influencer nas redes sociais. Não foram poucos os que questionaram o descumprimento às medidas de isolamento social, ainda vigentes, mesmo com a perspectiva de reabertura de alguns setores do comércio.
Casas de shows, bares e similares, como o “Haras Encomendas”, que ele inaugurou neste domingo, ainda não tem autorização de funcionamento ou abertura, mesmo que para fins privados.
Mas as imagens que correram trecho mostraram várias pessoas descumprindo o isolamento social. Muita gente de Brejinho, São José do Egito, Itapetim e da Paraíba, como Ouro Velho.
Segundo as prefeituras de Itapetim e Brejinho através das Secretarias de Saúde, após denúncias a partir das imagens circulando nas redes sociais, Vigilância Sanitária, PMs, inclusive com apoio do GATI teriam interditado o local. Galeguinho foi à Delegacia onde foi orientado a não reabrir enquanto durar a pandemia e as medidas restritivas. Foi lavrado um BO. Eles deixaram a delegacia por volta da meia noite.
Denúncia é de governistas do município, após sessão de hoje O Presidente da Câmara de Vereadores de Iguaracy, Francisco de Sales, não colocou em votação o projeto do Executivo que quitava débitos de 180 agricultores com o Banco do Nordeste. Mesmo com o apelo dos governistas, o Presidente manteve o projeto sem apreciação, jogando a […]
Denúncia é de governistas do município, após sessão de hoje
O Presidente da Câmara de Vereadores de Iguaracy, Francisco de Sales, não colocou em votação o projeto do Executivo que quitava débitos de 180 agricultores com o Banco do Nordeste.
Mesmo com o apelo dos governistas, o Presidente manteve o projeto sem apreciação, jogando a votação para a próxima legislatura. Vereadores governistas acusaram o presidente de tomar a decisão por questões políticas, já que hoje é adversário do grupo do prefeito Zeinha Torres.
Ontem, o Secretário Marcos Henrique informou que conseguiu a renegociação das dívidas do PRONAF, para os agricultores que perderam produção por seca e outros fatores.
“Tivemos uma reunião e nos propomos com a Gerente do Banco de renegociar as dívida de 180 agricultores. Vamos quitar esse débito para que fiquem com o nome limpo para acessar outras linhas de crédito. Queremos também que o próximo crédito seja orientado, com assessoria técnica”, afirmou.
A Prefeita Madalena Britto recebeu nesta quarta-feira (04) proposta para melhorias no 3º BPM. O encontro aconteceu no local, às 10h, com a presença do comandante Tenente Coronel Sá e o do presidente da Associação de bairro do São Miguel, Arnaldo Tenório. O objetivo é resgatar a estrutura do 3º BPM e servir também a […]
A Prefeita Madalena Britto recebeu nesta quarta-feira (04) proposta para melhorias no 3º BPM. O encontro aconteceu no local, às 10h, com a presença do comandante Tenente Coronel Sá e o do presidente da Associação de bairro do São Miguel, Arnaldo Tenório.
O objetivo é resgatar a estrutura do 3º BPM e servir também a comunidade. Seria um projeto piloto no Estado para levar as pessoas para dentro do batalhão. “Aqui temos campo, quadra, pista de atletismo, mas precisamos de uma revitalização”, explicou o Comandante Sá.
De acordo com o presidente da Associação de bairro do São Miguel, Arnaldo Tenório, a ideia inicial seria a realização de um Prefeitura nos Bairros no local e, assim, alguns reparos pudessem ser realizados de imediato.
A prefeita não descartou a possibilidade, mas preferiu endossar o pedido ao governador Paulo Câmara, na próxima segunda-feira, quando estará com ele.
Estiveram presentes na reunião também o Capitão Novaes; o diretor da Associação do São Miguel, Sargento Oliveira e o diretor da Arcotrans, Vlademir Cavalcanti.
O advogado criminalista Gilberto Marques, 64 anos, faleceu, hoje, no Recife, vítima de um infarto. De acordo com a família, ele passou mal por volta das 8h e foi socorrido para o Hospital Português, onde chegou ao local com uma parada cardíaca e não resistiu. O enterro está previsto para hoje, no Cemitério Morada da […]
O advogado criminalista Gilberto Marques, 64 anos, faleceu, hoje, no Recife, vítima de um infarto. De acordo com a família, ele passou mal por volta das 8h e foi socorrido para o Hospital Português, onde chegou ao local com uma parada cardíaca e não resistiu.
O enterro está previsto para hoje, no Cemitério Morada da Paz. O horário ainda será confirmado pela família. Ele deixou cinco filhos. O advogado era divorciado e morava sozinho na Avenida Boa Viagem. Gilberto também era colunista do Blog do Magno. Arraesista, esteve algumas vezes no Sertão do Pajeú. Nutriu amizade com nomes da chamada Frente Popular em Afogados da Ingazeira.
Gilberto Marques atuou em vários casos de repercussão a exemplo do Escândalo da Mandioca, que resultou na morte do procurador Pedro Jorge de Melo e Silva. Também atuou no caso de Serrambi e na chacina de Salgueiro. Em um dos seus últimos casos, fez a defesa de Edvan Luiz, suspeito de matar a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena, em 2017. Mas foi o Escândalo da Mandioca o caso que mais marcou a vida dele.
Folha de São Paulo A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio. Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como […]
A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio.
Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como R$ 150.
Ele, um dos 77 executivos da empreiteira que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, por participar de esquema de corrupção na Petrobras. Pagamento de propina, apenas no Brasil, de R$ 1,9 bilhão, segundo confessou a própria empresa –valor 12,6 milhões de vezes maior que as fraldas levadas por Keli.
Romeia Pereira da Silva foi condenada a 34 anos de prisão por receptação –crime de adquirir ou ocultar produto de origem ilícita– por causa de nove toca-discos, encontrados em sua loja, chamada “Sucauto”.
Está presa há cerca de oito anos, cinco e meio a mais do que cumprirá em regime fechado Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira homônima que também fechou acordo de colaboração premiada na Lava Jato.
A similaridade na condenação, apesar da disparidade dos crimes, pode ser explicada por diversos fatores, afirma a juíza e pesquisadora Fernanda Afonso de Almeida, que tratou das diferenças de condenação entre os chamados “crimes de colarinho branco” e os delitos patrimoniais –como roubo e furto– em sua dissertação de mestrado na Faculdade de Direito da USP, em 2012.
“Existe, por exemplo, uma distinção de tratamento das próprias leis, com elementos como a ‘extinguibilidade’ da pena no caso de sonegação fiscal para aqueles que devolvem o recurso”, afirma ela. “No caso do furto, mesmo que a pessoa devolva o objeto, a pena permanece.”
A juíza afirma ainda que há uma razão social na diferença de condenações de crimes tipicamente associados às classes altas, como a corrupção, e às classes baixas, como o roubo.
O professor de direito da USP Mauricio Dieter endossa a afirmação. “Da perspectiva social, é claro que um pessoa como a Romeia vai receber uma pena mais alta, por uma série de questões”, diz ele.
“No caso dela, não tem acesso à melhor defesa, enquanto aquele que comete o crime de colarinho branco normalmente tem acesso às melhores defesas, vai às audiências de terno e gravata, os filhos estudam na mesma escola que o juiz.”
Para Dieter, no entanto, essa diferença não é necessariamente ruim. “Às vezes, se o rico tem um tratamento justo, eu consigo articular isso a favor dos pobres”, afirma ele. “O que não se pode fazer é querer socializar a injustiça.”
DELAÇÃO
No caso dos executivos da Odebrecht, há ainda o fator da colaboração premiada, que reduz a pena.
Apesar disso, os delatores da empreiteira serão os que cumprirão maior tempo atrás das grades –a sentença total de Marcelo Odebrecht é de dez anos, divididos igualmente entre regime fechado, domiciliar fechado, semiaberto e aberto.
Já Alexandrino e Benedicto Junior, ex-presidente da Construtora Norberto Odebrecht, ambos condenados a sete anos e meio, já devem começar em regime domiciliar fechado. Keli, a manicure, passou um ano em regime fechado e hoje cumpre pena no semiaberto –no início de 2017, teve a pena reduzida em um ano após apelação.
Os antecedentes criminais e o tipo de crime também podem influir na pena de casos como o dela, que era reincidente em furto. A pena base no caso de roubo impróprio é de quatro anos.
Almeida defende uma reforma no Código Penal para que se acertem as diferenças, como por exemplo a extensão da extinção da pena para casos de furto em que o objeto é devolvido. “Além disso, os crimes contra o patrimônio são supervalorizados, e os de colarinho branco não fazem parte dele, estão em leis esparsas”, afirma.
A Prefeitura Municipal de Calumbi divulgou nota oficial repudiando o episódio envolvendo o secretário de Esportes e Lazer do município, Numeriano Luiz de Sá, preso em flagrante por tentativa de feminicídio no Recife. A gestão informou que o fato ocorreu fora dos limites territoriais de Calumbi e que, até o momento, as informações disponíveis são […]
A Prefeitura Municipal de Calumbi divulgou nota oficial repudiando o episódio envolvendo o secretário de Esportes e Lazer do município, Numeriano Luiz de Sá, preso em flagrante por tentativa de feminicídio no Recife. A gestão informou que o fato ocorreu fora dos limites territoriais de Calumbi e que, até o momento, as informações disponíveis são aquelas divulgadas pela imprensa e pelos órgãos responsáveis pela investigação.
Diante da gravidade das denúncias, a administração municipal comunicou o afastamento imediato do servidor de todas as suas atribuições legais e administrativas, medida que permanecerá em vigor até a conclusão das investigações. Segundo a prefeitura, a decisão reafirma o compromisso da gestão com a ética, a transparência e o respeito aos princípios que regem a administração pública.
Em nota, a prefeitura destacou ainda que repudia qualquer forma de violência, em especial a violência contra a mulher, e reiterou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da igualdade e da integridade física e moral das pessoas. A gestão municipal afirmou que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as providências cabíveis, conforme a legislação vigente.
Entenda o caso – Na última quarta-feira (10), Numeriano Luiz de Sá, de 64 anos, sargento aposentado da Polícia Militar e conhecido como Nô Numeriano, foi preso em flagrante no Recife por tentativa de feminicídio. De acordo com testemunhas, ele teria espancado a esposa, de 45 anos, com um bastão dentro do apartamento onde o casal mora, na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro. A vítima realiza tratamento contra câncer há cerca de três anos.
Vizinhos relataram que ouviram gritos por volta das 10h30 e acionaram socorro. Um deles encontrou a mulher caída e ensanguentada, conseguindo retirá-la do imóvel até a chegada da polícia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou a vítima ao Hospital Português.
Segundo informações repassadas por um dos vizinhos, a mulher sofreu duas pancadas na cabeça, fraturou o nariz, perdeu três dentes e apresentou hematomas graves nos olhos, devendo ser submetida a procedimento cirúrgico.
Numeriano foi candidato a vereador nas eleições de 2024 pelo Partido Renovação Democrática (PRD). A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), no Recife.
Mulheres em situação de violência podem buscar apoio no Centro de Referência Clarice Lispector e em outras unidades especializadas. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo 190 em situações de emergência, além dos canais do Ministério Público e da Polícia Civil.
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