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Pesquisadores da Fiocruz alertam para risco de retorno da poliomielite no Brasil

Por André Luis

Juntamente com os demais países da Região das Américas, o Brasil foi certificado, pela Organização Mundial da Saúde, como livre da poliomielite no ano de 1994. Contudo, a doença, também chamada de pólio ou paralisia infantil, corre grande risco de ser reintroduzida no país. A avaliação é do pesquisador Fernando Verani, epidemiologista da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). A reportagem é de Luana Dandara/ Portal Fiocruz.

Os motivos para o alerta são vários. O principal deles é a baixa cobertura vacinal. Apesar da gravidade das sequelas provocadas pela pólio, o Brasil não cumpre, desde 2015, a meta de 95% do público-alvo vacinado, patamar necessário para que a população seja considerada protegida contra a doença. 

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda causada pelo poliovírus selvagem responsável por diversas epidemias no Brasil e no mundo. Ela pode provocar desde sintomas como os de um resfriado comum a problemas graves no sistema nervoso, como paralisia irreversível, principalmente em crianças com menos de cinco anos de idade. 

No país, duas vacinas diferentes são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a imunização da pólio: a inativada e a atenuada. A vacina inativada deve ser aplicada nos bebês aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já o reforço da proteção contra a doença é feito com a vacina atenuada, aquela administrada em gotas por via oral entre os 15 e 18 meses e depois, mais uma vez, entre os 4 e 5 anos de idade. 

Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), a cobertura vacinal com as três doses iniciais da vacina está muito baixa: 67% em 2021. A cobertura das doses de reforço (a de gotinha) é ainda menor, e apenas 52% das crianças foram imunizadas. Nas regiões Nordeste e Norte, a situação é ainda pior, com percentuais de 42% e 44%, respectivamente, para a imunização completa com as cinco doses.

Risco de reintrodução

Uma cobertura vacinal baixa aumenta em muito as chances do retorno do vírus ao país. Por exemplo, em fevereiro de 2022, as autoridades do Malawi, na África, declararam um surto de poliovírus selvagem tipo 1, após a doença infecto-contagiosa ser detectada em uma criança de 3 anos. A menina sofreu paralisia flácida aguda, uma das sequelas mais graves da enfermidade, a qual, muitas vezes, não pode ser revertida. 

O último caso de poliomielite no país africano havia sido notificado em 1992, e a África toda declarada livre da doença em 2020. A cepa do vírus responsável por esse caso está geneticamente relacionada à cepa circulante no Paquistão, um dos dois países do mundo, junto com o Afeganistão, onde a pólio continua endêmica.

“Enquanto a poliomielite existir em qualquer lugar do planeta, há o risco de importação da doença. É um vírus perigoso e de alta transmissibilidade, mais transmissível do que o Sars-CoV-2, por exemplo. Estamos com sinal vermelho no Brasil por conta da baixa cobertura vacinal, e é urgente se fazer algo. Não podemos esperar acontecer a tragédia da reintrodução do vírus para tomar providências”, afirmou Fernando Verani. 

A opinião é compartilhada pela pesquisadora Dilene Raimundo do Nascimento, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). 

“A pandemia veio acentuar ainda mais a vulnerabilidade das populações em relação às doenças infecciosas. Hoje, o deslocamento de pessoas é muito mais fácil e rápido, logo, a possibilidade de circulação do vírus aumenta. Há uma grave possibilidade de a pólio ressurgir no Brasil, como foi com o sarampo, em 2018. Por isso, precisamos chamar a atenção para o risco e para a necessidade de vacinação”.

O virologista Edson Elias, chefe do Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explicou que a vacinação adequada evita, ainda, o perigo de mutação do vírus atenuado da pólio. “Quando a população está com baixa cobertura vacinal, há o risco de mutação do vírus, ao ser transmitido de pessoa para pessoa, tornando-se uma cepa agressiva”, ressaltou.

Sistema de vigilância também é fundamental

De acordo com Fernando Verani, também é motivo de preocupação a pouca eficiência nas estratégias de vigilância da doença para a contenção de possíveis surtos, como foi feito no Malawi. No país africano, o caso da menina infectada foi rapidamente identificado e a população local foi revacinada contra a poliomielite, impedindo uma epidemia viral.

“Há cerca de três anos, os protocolos de vigilância epidemiológica ficaram enfraquecidos no Brasil. Eles têm a finalidade de detectar e prevenir as doenças transmissíveis. As amostras de esgoto das cidades não têm sido recolhidas com a frequência esperada, e não há a notificação e investigação constante de possíveis casos de paralisia flácida aguda. O país possui os recursos e a expertise para manter a polio erradicada, mas não está tomando as ações necessárias”, disse o pesquisador da ENSP/Fiocruz.

O especialista teme que, caso haja uma importação da doença, o sistema de saúde talvez não consiga agir com a rapidez necessária para reprimir sua disseminação. 

“Se o vírus for reintroduzido e não houver uma notificação rápida do caso, podemos ter uma epidemia. Com as baixas coberturas vacinais que temos hoje, as crianças estão desprotegidas. Podemos ter centenas ou milhares de crianças paralíticas como consequência”, advertiu o pesquisador da ENSP/Fiocruz.

Projeto de Reconquista das Altas Coberturas Vacinais

Em dezembro de 2021, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) assinaram um protocolo de intenções para implementar um programa de Reconquista das Altas Coberturas Vacinais. 

O projeto estabelecerá uma rede de colaboração interinstitucional, envolvendo atores nacionais e internacionais dos setores governamental, não governamental e privado, em torno da melhoria da cobertura vacinal brasileira. 

O objetivo é implementar ações de apoio estratégico ao PNI para reverter a trajetória de queda nas coberturas vacinais dos Calendários Nacionais de Vacinação – da Criança, do Adolescente, do Adulto e ldoso, da Gestante e dos Povos Indígenas e, assim, assegurar o controle de doenças transmissíveis que podem ser controladas com o uso de vacinas, como a poliomielite.

Entenda mais sobre a poliomielite e a história da doença.

Outras Notícias

Governo Trump diz apoiar eleições livres no Brasil e defende sanções contra Moraes e medidas contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos afirmou apoiar um processo eleitoral “livre e justo” no Brasil e voltou a defender as medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e contra as facções PCC e Comando Vermelho. As posições constam de uma carta do Departamento de Estado. O documento é datado de quinta-feira (15) […]

O governo dos Estados Unidos afirmou apoiar um processo eleitoral “livre e justo” no Brasil e voltou a defender as medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e contra as facções PCC e Comando Vermelho. As posições constam de uma carta do Departamento de Estado.

O documento é datado de quinta-feira (15) e foi encaminhado à deputada democrata Delia Ramirez, que havia questionado o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a política norte-americana em relação ao Brasil durante as eleições de 2026.

Na resposta, assinada por Katherine Bowles, secretária assistente do Escritório de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado, o governo norte-americano afirmou que pretende manter diálogo com a sociedade brasileira, o setor privado e o governo eleito.

“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, diz a carta.

O Departamento de Estado acrescentou que mantém interlocução com governos e organizações da sociedade civil no Hemisfério Ocidental sobre temas como governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral, inclusive por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O documento também defendeu as sanções impostas pelo governo Trump ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Departamento de Estado, a inclusão do magistrado na lista da Lei Magnitsky foi baseada no que o governo norte-americano classifica como “provas documentadas de graves violações de direitos humanos”.

Na carta, os Estados Unidos atribuem a Moraes detenções consideradas arbitrárias, violações à liberdade de expressão e decisões que, na avaliação do governo Trump, teriam atingido críticos políticos e plataformas digitais.

As afirmações representam a posição oficial do governo norte-americano sobre a atuação do ministro. Moraes foi alvo de sanções aplicadas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.

A carta também aborda o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pelo governo dos Estados Unidos como organizações terroristas.

O Departamento de Estado justificou a medida afirmando que as duas facções são violentas, possuem milhares de integrantes e mantêm redes criminosas que, segundo as autoridades norte-americanas, alcançam os Estados Unidos.

De acordo com o documento, a classificação está relacionada à avaliação do governo Trump sobre os riscos que essas organizações representam para a segurança dos Estados Unidos e da região.

Fonte: Jornal do Commercio
Foto: Rod Lamkey Jr./AP

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Raquel Lyra volta a defender fim da escala 6×1 durante agenda de entrega de moradias no Recife

A governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 nessa sexta-feira (16), durante agenda no Recife. No mesmo compromisso, entregou 41 imóveis reformados pelo programa Reforma no Lar. A manifestação ocorreu durante uma agenda nas comunidades da Imbiribeira, na Zona Sul da capital. Ao comentar a mudança na jornada […]

A governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 nessa sexta-feira (16), durante agenda no Recife. No mesmo compromisso, entregou 41 imóveis reformados pelo programa Reforma no Lar.

A manifestação ocorreu durante uma agenda nas comunidades da Imbiribeira, na Zona Sul da capital. Ao comentar a mudança na jornada de trabalho, Raquel afirmou que a medida amplia o tempo disponível para descanso e convivência familiar.

Segundo a governadora, o fim da escala representa a possibilidade de o trabalhador ter “mais tempo em casa, mais tempo para se cuidar” e acompanhar a família.

Raquel também reconheceu que a mudança pode provocar impactos econômicos para determinados setores. Ela afirmou que a discussão sobre custos e adaptação das empresas está sendo conduzida pelo Congresso Nacional e pelo governo federal.

O Congresso promulgou nessa sexta-feira (16) a Emenda Constitucional 141/2026, que substitui a escala de seis dias de trabalho por um de descanso pelo modelo de cinco dias de trabalho e dois de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.

A transição será gradual. Em 60 dias, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas. Um ano depois, passará para 40 horas.

Na mesma agenda, o Governo de Pernambuco entregou 41 casas reformadas pelo programa Reforma no Lar. Os imóveis ficam nas comunidades Sonho Meu, Laje, Beira da Linha, Aritana e 7 de Maio.

Segundo a gestão estadual, a iniciativa prevê atender 200 residências na região, com investimento estimado em R$ 3,6 milhões. Outras 18 unidades permanecem em obras, com previsão de conclusão das intervenções até agosto de 2027.

As reformas incluem serviços em telhados, instalações elétricas e hidráulicas, revestimento cerâmico e pintura.

De acordo com o Governo de Pernambuco, o Reforma no Lar já concluiu intervenções em 1.950 imóveis no estado e mantém outras 384 casas em obras. A meta anunciada é alcançar 12.600 residências, com investimento total de R$ 202 milhões.

Fonte: Jornal do Commercio
Fotos: Reprodução/Instagram

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Globo confirma encontro com Flávio Bolsonaro antes de sabatina e diz que não houve jornalistas

A TV Globo confirmou que recebeu Flávio Bolsonaro (PL) em sua sede, no Rio de Janeiro, horas antes da sabatina do candidato no Jornal Nacional. Segundo a emissora, o encontro foi institucional e não teve participação de lideranças do jornalismo. Flávio foi recebido nessa sexta-feira (16) por João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, e […]

A TV Globo confirmou que recebeu Flávio Bolsonaro (PL) em sua sede, no Rio de Janeiro, horas antes da sabatina do candidato no Jornal Nacional. Segundo a emissora, o encontro foi institucional e não teve participação de lideranças do jornalismo.

Flávio foi recebido nessa sexta-feira (16) por João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, e por Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais.

Segundo a emissora, o encontro ocorreu durante um almoço reservado. A visita havia sido divulgada anteriormente pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Em nota, a Globo afirmou que encontros desse tipo fazem parte da rotina institucional de empresas de comunicação.

“Pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia, sendo usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia”, declarou a emissora.

A empresa também ressaltou que nenhuma liderança da área de jornalismo participou da reunião.

De acordo com a apuração do Metrópoles, Flávio estava acompanhado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral de sua campanha presidencial, e de um assessor de imprensa.

O encontro ocorreu horas antes da participação do candidato na sabatina do Jornal Nacional, realizada na noite dessa sexta-feira.

Fonte: Metrópoles
Foto: Raul Luciano

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Influenciadores de esquerda superam os de direita em engajamento nas redes pela primeira vez em 2026

Influenciadores de esquerda alcançaram 49 milhões de interações nas redes da Meta na primeira semana do segundo turno, contra 45 milhões dos perfis de direita. É a primeira vez em 2026 que esse grupo aparece à frente no levantamento da Bites. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (16) por O Globo e mostram uma mudança […]

Influenciadores de esquerda alcançaram 49 milhões de interações nas redes da Meta na primeira semana do segundo turno, contra 45 milhões dos perfis de direita. É a primeira vez em 2026 que esse grupo aparece à frente no levantamento da Bites.

Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (16) por O Globo e mostram uma mudança no comportamento observado ao longo da campanha presidencial. O levantamento acompanha interações orgânicas públicas, como curtidas, comentários e compartilhamentos.

O resultado ocorre em meio às reclamações da campanha de Lula (PT) sobre a atuação das big techs no processo eleitoral. A equipe do petista acusa a Meta de tratamento desigual entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). A empresa nega interferência política e atribui os episódios apontados a falhas técnicas.

A pesquisa da Bites, no entanto, não mede alcance, impressões ou impulsionamento pago. Por isso, a falha reconhecida pela Meta que bloqueou temporariamente a conta de anúncios da campanha de Lula não interfere nos números analisados pelo estudo, que considera apenas o engajamento orgânico do conteúdo público.

Entre os dias 4 e 11 de outubro, os influenciadores identificados com a esquerda registraram crescimento de 783% nas interações nas redes da Meta. Entre os perfis de direita, a alta foi de 162%.

No Instagram, sem considerar o Facebook, a diferença foi maior: o engajamento da esquerda cresceu 1.195%, enquanto o da direita aumentou 241%.

O levantamento mostra uma inversão em relação aos períodos anteriores. Na pré-campanha, entre junho e agosto, os perfis de direita somavam cerca de 11 milhões de interações semanais, diante de 4,6 milhões da esquerda.

Durante a campanha do primeiro turno, a direita chegou a aproximadamente 25 milhões de interações por semana, enquanto os perfis de esquerda ficaram em torno de 11,5 milhões.

Na primeira semana após o primeiro turno, a esquerda passou para 49 milhões de interações, contra 45 milhões da direita. Segundo a Bites, essa foi a única semana da série analisada em que os perfis de esquerda ficaram à frente.

Entre os nomes monitorados estão André Janones, Erika Hilton e Jones Manoel, à esquerda. Os três concentraram 76% das interações desse grupo no segundo turno. Janones respondeu por 33%, Erika Hilton por 29% e Jones por 15%.

Na direita, Nikolas Ferreira concentrou sozinho 49% das interações dos perfis monitorados, percentual semelhante ao observado no primeiro turno.

De acordo com André Eler, diretor técnico da Bites, parte do crescimento dos perfis de esquerda ocorreu com o uso de grandes comunidades organizadas em aplicativos como Telegram e WhatsApp, convocadas para interagir simultaneamente com determinadas publicações.

O estudo acompanhou 13 nomes identificados com a direita e nove com a esquerda durante os períodos de pré-campanha, primeiro turno e início do segundo turno.

O desempenho dos próprios candidatos também mudou. Considerando as redes da Meta, TikTok e X, o engajamento de Lula cresceu 298% na primeira semana do segundo turno, enquanto o de Flávio Bolsonaro aumentou 110%.

No Instagram, Lula registrou crescimento de 1.789% no período, enquanto Flávio avançou 694%.

A Bites também identificou diferença na frequência das publicações. Lula ampliou o volume de cerca de 110 para 300 postagens semanais ao longo da campanha. Flávio reduziu o ritmo depois do primeiro turno e chegou a 56 publicações na semana analisada.

Fonte: O Globo
Foto: Gerada através de Inteligência Artificial

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Em Juiz de Fora, Lula comemora fim da escala 6×1 e diz que país deve evitar “retrocesso”

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) comemorou, nessa sexta-feira (16), a promulgação do fim da escala 6×1 durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). No discurso, defendeu a mudança e afirmou que trabalhadores e empresários não terão prejuízos com a nova jornada. Lula chegou ao município após participar, em Brasília, da […]

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) comemorou, nessa sexta-feira (16), a promulgação do fim da escala 6×1 durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). No discurso, defendeu a mudança e afirmou que trabalhadores e empresários não terão prejuízos com a nova jornada.

Lula chegou ao município após participar, em Brasília, da sessão do Congresso Nacional que promulgou a Emenda Constitucional 141/2026. O compromisso provocou um atraso de cerca de duas horas na agenda de campanha em Minas Gerais.

“Chegamos atrasados porque estávamos promulgando a PEC que deu fim à escala 6×1, que garante dois dias de descanso para cinco dias trabalhados”, afirmou.

Durante o discurso, o petista disse que o país deve evitar mudanças que revertam a nova regra e fez um aceno ao setor empresarial.

“É muito importante que a gente não permita que haja qualquer tipo de retrocesso. Os nossos comerciários e empresários não terão prejuízo algum. Quem vai ganhar é o trabalhador”, declarou.

A emenda promulgada reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de repouso remunerado por semana. A transição será gradual: em dois meses, o limite cai para 42 horas; após um ano, passa para 40 horas.

No ato em Juiz de Fora, Lula também pediu que os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno participem da votação de 25 de outubro.

A senadora eleita Marília Campos (PT-MG), que participou da agenda, voltou a citar a proposta de passe livre no transporte público aos fins de semana, defendida por Lula durante a campanha.

Também acompanharam o presidente a primeira-dama Janja da Silva, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), e o deputado federal André Janones (Rede-MG).

A passagem marcou o retorno de Lula a Minas Gerais após o primeiro turno. No estado, Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa da eleição com cerca de 588 mil votos a mais que o petista.

Após Juiz de Fora, Lula seguiu com a agenda de campanha em Minas, com compromisso previsto em Ipatinga, no Vale do Aço.

Fonte: O Globo
Foto: Domingos Peixoto

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