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Pernambuco já tem 17 parentes de prefeitos pré-candidatos a deputado estadual

Por André Luis

Entre os nomes que vão concorrer à vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) estão filhos, cônjuges e irmãos de prefeitos

A disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2026 vai contar com a participação de ao menos 17 parentes de prefeitos com mandato, dos quais 15 são novatos e dois buscam a reeleição. Entre os pré-candidatos, estão filhos, cônjuges, irmãos e até tio de gestores municipais.

Se todos os 17 forem eleitos, familiares de executivos vão representar 35,4% do parlamento, o equivalente a mais de um terço do plenário, que passa de 49 para 48 cadeiras no ano que vem, devido à queda no número de habitantes.

Desse grupo, os únicos veteranos que vão tentar renovar seus mandatos são Henrique Queiroz Filho (PP) e Cayo Albino (PSB). Atualmente, ambos estão no seu primeiro mandato de deputado estadual.

O primeiro é herdeiro de Henrique Queiroz (PP), prefeito do município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Já o segundo é filho de Sivaldo Albino (PSB), prefeito de Garanhuns, no Agreste, e assumiu uma vaga na Alepe após o deputado Eriberto Filho (PSB) pedir licença do cargo, em janeiro, para assumir a Secretaria de Esportes do Recife.

Dentre os 15 postulantes à Assembleia, quatro são primeira-dama ou primeiro-cavalheiro de importantes municípios pernambucanos, incluindo duas das maiores populações do Estado:

Andrea Medeiros é esposa do prefeito Mano Medeiros (PL), de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Ela também é presidente municipal do PSD.

Felipe Nascimento (PSD) é vereador e marido da prefeita Mirella Almeida (PSD), de Olinda, também no Grande Recife. Ele também é sobrinho do ex-prefeito Professor Lupércio (PSD), pré-candidato a deputado federal em 2026.

Viviane Facundes é esposa do prefeito Padre Joselito (Avante), de Gravatá, no Agreste. Ela era secretária municipal de Obras e Serviços, mas foi exonerada em agosto por determinação judicial. A nomeação foi considerada nepotismo, e o prefeito foi condenado a pagar multa.

Breno Araújo é marido da prefeita Márcia Conrado (PT), de Serra Talhada, no Sertão. Ele é o presidente municipal do PSB. Nos bastidores, especula-se que ele pode migrar para o PT até o próximo ano.

Oito dos pré-candidatos são filhos de prefeitos com mandato. Destes, cinco já ocupam cargo de secretário nas prefeituras comandadas por seus pais – uma estratégia empregada frequentemente para cacifar futuros candidatos. Apenas um deles não exerce cargo público.

Amanda Rodrigues é filha do prefeito de Paulista, Severino Ramos (PSD). Ela é secretária municipal de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos.

Cesar Ramos (PSD) é filho da prefeita de Igarassu, Elcione Ramos. Ele também é secretário de Governo no município.

Flávio Filho (PSB) é filho do prefeito de Abreu e Lima, Flávio Gadelha (PSB). Ele também atua como secretário municipal de Esportes e Lazer, e é presidente do PSB na cidade.

Thierry Cupertino (PP) é filho do prefeito de Moreno, Edmilson Cupertino (PP). Ele é secretário municipal de Governo.

Fellype Martins (Podemos) é filho do prefeito de João Alfredo, Zé Martins (PSD). Ele atua como secretário de Assistência Social na cidade.

Túlio Arruda (MDB) é filho do prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto (MDB). Ele é secretário de Cidadania e Cultura de Paz do Recife. Sua candidatura será uma dobradinha com a tentativa de reeleição da sua irmã, a deputada federal Iza Arruda (MDB).

Yuri Duarte (PP) é filho do prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte (PP). Ele também é vereador.

Bruno Marques é filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos). Ainda sem partido, é especulado que ele se filie ao PSB. Sua pré-candidatura à Alepe é referendada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Já os irmãos de prefeitos pré-candidatos ao legislativo são Batista Cabral, parente de Lula Cabral (Solidariedade), do Cabo de Santo Agostinho; e Jobson Almeida, ligado a Josafá Almeida (PRD), de São Caetano. Ele também é secretário municipal de Administração e Segurança Pública.

O caso à parte é Zé de Irmã Têca (PSD), tio do prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmão Têca (PSD). Zé também é ex-prefeito do município, e hoje atua como superintendente federal da Pesca e Aquicultura.

O que dizem os pré-candidatos

O Diario de Pernambuco conseguiu contato com 13 dos 17 pré-candidatos. Bruno Marques, Fellype Martins, Jobson Almeida e Zé de Irmã Têca não foram encontrados pela reportagem, mas o espaço está aberto para que possam responder à matéria.

O vereador Felipe Nascimento, marido da prefeita de Olinda, defendeu que sua candidatura foi construída para atender todos os cantos do Estado, mas ressaltou a importância de representar um dos maiores municípios pernambucanos na Assembleia.

“É de extrema importância que a cidade de Olinda, tão tradicional, tenha representantes legislativos com o DNA do município e reforcem a articulação política com os governos Federal e Estadual”, afirmou.

Por sua vez, Túlio Arruda, filho do prefeito de Vitória, afirmou que os postulantes devem ser avaliados pela qualidade do trabalho, e não pela ligação familiar.

“Esse movimento de pré-candidaturas ligadas a gestores municipais mostra, em parte, o reconhecimento do papel das cidades como espaços de inovação política e social. Mais do que vínculos familiares, o que deve pautar o debate é a qualidade das propostas e a coerência entre discurso e prática”, disse.

Filho da prefeita de Igarassu, Cesar Ramos declarou que sua pré-candidatura “atende ao chamado da governadora Raquel Lyra e o clamor do litoral Norte, localidade que carece de atuação da Alepe”.

Prefeitos querem garantir recursos

O cientista político Sandro Prado, professor da Faculdade de Administração e Direito da Universidade de Pernambuco (FCAP/UPE), afirma que o fenômeno dos parentes-candidatos não é novo, mas vem crescendo. Segundo analisa, a presença de um filho, irmão ou cônjuge na Alepe garantiria representação e acesso aos recursos sem depender do tabuleiro político.

“Os prefeitos fazem isso para garantir representação e acesso a recursos. Ter um filho deputado na Assembleia reduz a dependência do prefeito em relação a coalizões externas e intermediários partidários. O prefeito aproveita a máquina política local e canaliza para impulsionar a candidatura de um parente com custo relativamente baixo e alta eficácia eleitoral”, diz.

“Para o prefeito, lançar um parente é menos arriscado do que investir em um candidato externo confiável; há maior lealdade prevista e menor risco de deserção política. Além disso, candidatos familiares preservam o controle político local, reduzindo a probabilidade de surgirem adversários para fracionar a base”, complementou. As informações são do Diario de Pernambuco.

Outras Notícias

CNBB divulga mensagem em defesa da democracia e pede respeito ao resultado das eleições

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos. A manifestação também reforça a […]

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos.

A manifestação também reforça a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Segundo a CNBB, o processo eleitoral exige compromisso com as regras democráticas e com a liberdade de escolha dos eleitores.

Na mensagem, a entidade pede ainda que a população avalie a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

O posicionamento foi divulgado a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), em meio ao debate público sobre o respeito ao resultado das urnas.

Fonte: GloboNews
Imagem: Reprodução

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Quaest: Lula avança entre eleitores de Augusto Cury, enquanto Flávio cresce entre os de Caiado e Renan Santos

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostra mudanças nas intenções de voto dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno da eleição presidencial. Lula (PT) passou de 34% para 48% entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) e Renan […]

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostra mudanças nas intenções de voto dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno da eleição presidencial.

Lula (PT) passou de 34% para 48% entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

Entre os eleitores de Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno, a intenção de voto em Lula subiu 14 pontos percentuais em relação ao levantamento divulgado em 14 de outubro. Flávio também oscilou positivamente nesse grupo, passando de 30% para 33%.

No mesmo segmento, o percentual de entrevistados que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas caiu de 30% para 16%. Os indecisos passaram de 6% para 3%.

O movimento ocorre apesar de Augusto Cury ter declarado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, que também apoia Flávio, o senador passou de 42% para 57% das intenções de voto. Lula oscilou de 23% para 21%. Já o percentual dos que pretendem votar em branco, anular ou se abster recuou de 33% para 22%.

No grupo que votou em Renan Santos, os dois candidatos registraram crescimento numérico. Flávio passou de 40% para 51%, enquanto Lula avançou de 14% para 25%.

Entre esses eleitores, a parcela que declara intenção de votar em branco, anular ou não comparecer caiu de 43% para 24%. Renan Santos optou pela neutralidade no segundo turno e não declarou apoio a nenhum dos presidenciáveis.

A pesquisa também avaliou o comportamento dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno ou votaram em branco ou nulo. Nesse grupo, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio.

Apesar das variações registradas, os resultados exigem cautela. Como os grupos analisados representam parcelas menores da amostra, suas margens de erro são superiores à margem geral da pesquisa.

Entre os eleitores de Augusto Cury, a margem de erro é de 17 pontos percentuais. No grupo de Ronaldo Caiado, chega a 24 pontos, enquanto entre os eleitores de Renan Santos é de 20 pontos. Todas as variações observadas nesses segmentos estão dentro das respectivas margens de erro, não permitindo afirmar que houve uma mudança estatisticamente significativa.

No cenário geral do segundo turno, a Quaest aponta Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto e Lula com 44%, configurando empate técnico.

O levantamento foi realizado presencialmente com 2.154 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Diretor da Quaest afirma que mobilização de Janones mudou a dinâmica da campanha de Lula no segundo turno

A atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) à frente do canal de WhatsApp “Exército do Lula” contribuiu para mudar a dinâmica da campanha presidencial no segundo turno. A avaliação é de Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, que destacou o crescimento da mobilização digital e presencial dos apoiadores do presidente Lula (PT) nas […]

A atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) à frente do canal de WhatsApp “Exército do Lula” contribuiu para mudar a dinâmica da campanha presidencial no segundo turno. A avaliação é de Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, que destacou o crescimento da mobilização digital e presencial dos apoiadores do presidente Lula (PT) nas últimas semanas.

Em entrevista ao UOL News, na quarta-feira (21), Russo analisou os resultados da pesquisa Quaest que apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e Lula com 44%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico.

Para o diretor, a estratégia conduzida por Janones representa uma mudança na capacidade de mobilização da esquerda. O parlamentar tem utilizado o canal “Exército do Lula” para organizar apoiadores e estimular ações nas redes sociais durante a disputa presidencial.

“O que o Janones está fazendo não tem precedente no Brasil, especialmente vindo da esquerda”, afirmou Russo.

O pesquisador observou que Flávio apresentava uma vantagem mais ampla nos primeiros levantamentos realizados após o primeiro turno. Desde então, os resultados indicaram uma redução da distância entre os candidatos, movimento que ele relacionou, entre outros fatores, à mobilização dos apoiadores de Lula.

Russo ressaltou que a movimentação não se limita às plataformas digitais. Segundo ele, manifestações de rua, conversas com eleitores e outras atividades de campanha também contribuíram para ampliar o engajamento.

Além das intenções de voto, o diretor apontou melhora nos indicadores digitais do presidente, incluindo o crescimento da popularidade nas redes sociais e do volume de buscas por Lula no Google.

A pesquisa também registrou redução de seis pontos percentuais na rejeição ao presidente, de 53% para 47%. A rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para 52%.

Na modalidade espontânea, em que os entrevistados declaram sua preferência sem receber os nomes dos candidatos, Lula e Flávio aparecem com 40% cada. O percentual de indecisos chegou a 14%.

Russo chamou atenção para o crescimento da indecisão, especialmente entre eleitores independentes e parte do eleitorado feminino. Na avaliação dele, o tom do debate presidencial realizado pela Band e a intensificação dos ataques entre os candidatos podem ter influenciado esse comportamento.

Questionado sobre declarações de Janones indicando confiança em uma vitória de Lula, o diretor ponderou que manifestações desse tipo são comuns nas campanhas e buscam manter os apoiadores mobilizados. Ele ressaltou que os números não permitem considerar o resultado eleitoral definido.

Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio tinha 46% das intenções de voto e Lula, 44%. O levantamento mais recente ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Raquel Lyra anuncia transporte intermunicipal gratuito para eleitores no segundo turno; veja como vai funcionar

O Governo de Pernambuco vai oferecer transporte rodoviário intermunicipal gratuito para eleitores no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A medida foi anunciada pela governadora Raquel Lyra (PSD) na quarta-feira (21) e prevê a distribuição de passagens de ida e volta para deslocamentos entre a Região Metropolitana do Recife e municípios do interior. […]

O Governo de Pernambuco vai oferecer transporte rodoviário intermunicipal gratuito para eleitores no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A medida foi anunciada pela governadora Raquel Lyra (PSD) na quarta-feira (21) e prevê a distribuição de passagens de ida e volta para deslocamentos entre a Região Metropolitana do Recife e municípios do interior.

A gratuidade contemplará viagens para a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão, com regras específicas para cada região. Para obter as passagens, os eleitores deverão procurar as empresas responsáveis pelas rotas desejadas entre sexta-feira (23) e domingo (25), apresentando o título de eleitor e um documento de identificação.

Nas viagens para a Zona da Mata e o Agreste, os bilhetes serão válidos exclusivamente no domingo da eleição. Para o Sertão, será possível iniciar o deslocamento no sábado (24), a partir das 18h, com retorno previsto até as 21h do domingo.

A distribuição ficará limitada à quantidade de assentos normalmente disponibilizada pelas empresas concessionárias em dias úteis.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Raquel Lyra anunciou a medida e afirmou que o transporte gratuito estará disponível tanto na Região Metropolitana quanto nas viagens intermunicipais.

A governadora disse que o governo estadual vai divulgar orientações sobre o funcionamento do serviço no interior pelos canais oficiais.

A gratuidade do transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal já está prevista na Resolução nº 23.751/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A novidade anunciada pelo governo estadual envolve também o transporte rodoviário entre municípios, modalidade que não está abrangida pela mesma obrigação eleitoral.

A decisão ocorre após cobranças para ampliação do transporte gratuito no segundo turno. O Ministério Público de Pernambuco recomendou medidas para assegurar a oferta de ônibus sem redução da frota, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) também recebeu pedidos relacionados ao deslocamento de eleitores no interior.

Na quarta-feira, o PSOL informou ter apresentado uma petição ao TRE-PE solicitando providências para garantir a gratuidade intermunicipal. Segundo o tribunal, o pedido ainda não havia sido despachado.

O governo estadual informou que o detalhamento das empresas participantes e da abrangência das rotas será divulgado nesta quinta-feira (22).

Fonte: Diário de Pernambuco
Imagem: Frame Reprodução/ Instagram

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Campanha de Lula pede cassação e inelegibilidade de Flávio por oito anos em ação sobre atuação da Meta

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quarta-feira (21), uma ação que pede a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A coligação também solicita que o candidato seja declarado inelegível […]

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quarta-feira (21), uma ação que pede a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A coligação também solicita que o candidato seja declarado inelegível por oito anos.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), com 138 páginas, questiona a atuação da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, e da plataforma X durante a campanha presidencial. Segundo os advogados de Lula, as empresas teriam adotado mecanismos que favoreceram a candidatura de Flávio e prejudicaram a distribuição de conteúdos do presidente.

A representação sustenta que teria ocorrido manipulação de algoritmos e interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Para a campanha petista, o tratamento dado às publicações dos dois candidatos teria comprometido a igualdade de condições na disputa.

Os advogados também pedem a cassação do registro da chapa de Flávio e de seu candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL). Caso o senador vença o segundo turno, marcado para domingo (25), a coligação solicita que a eventual diplomação também seja alcançada pela decisão. A inelegibilidade do vice dependeria da comprovação de sua participação nas irregularidades apontadas.

Entre os argumentos apresentados, a campanha de Lula cita uma reportagem do The Intercept Brasil sobre a empresa Elytron, que teria sido contratada pela campanha adversária para atuar na criação de contas falsas, utilização de inteligência artificial e disseminação de conteúdos nas redes sociais.

A ação também acusa a Meta de permitir a geração de imagens manipuladas por inteligência artificial, incluindo montagens de conteúdo sexualizado envolvendo a primeira-dama Janja Lula da Silva e outras mulheres com atuação política. Segundo os advogados, também teriam sido produzidas imagens associando Lula a facções criminosas.

Além do pedido de cassação e inelegibilidade, a coligação solicita medidas urgentes para serem analisadas antes da votação. Entre elas estão a preservação de conteúdos e registros digitais das campanhas, a adoção de medidas para impedir tratamento desigual e a apresentação de esclarecimentos técnicos pela Meta, no prazo de 48 horas.

A campanha petista também pede que a plataforma deixe de favorecer conteúdos de Flávio e adote medidas para compensar a suposta diferença de alcance das publicações. Os advogados estimam um prejuízo equivalente a R$ 7,4 milhões em visibilidade e solicitam a concessão de R$ 7 milhões em créditos de impulsionamento.

Outro pedido é a elaboração de relatórios técnicos periódicos sobre o cumprimento das eventuais determinações judiciais, incluindo avaliações durante os dias que antecedem o segundo turno.

As acusações apresentadas pela campanha de Lula ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral. O protocolo da ação não representa reconhecimento de irregularidades, cassação de candidatura ou declaração de inelegibilidade.

Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Evaristo Sa/AFP

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