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Pernambuco: Governo intensifica restrições para conter aceleração da Covid-19

Por André Luis

Novas medidas de combate ao novo coronavírus nas diferentes regiões do Estado foram anunciadas pelo governador Paulo Câmara

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta segunda-feira (24), novas medidas restritivas para diferentes regiões do Estado. Na Macrorregião 1, que contempla a Região Metropolitana do Recife e cidades da Zona da Mata, apenas atividades permitidas poderão funcionar nos finais de semana. 

Durante a semana, permanece o esquema atual, com fechamento às 20h. Da próxima quarta-feira (26.05) até o dia 6 de junho, os 53 municípios das Gerências Regionais (Geres) IV e V – que têm como cidades polo Caruaru e Garanhuns – no Agreste, e mais 12 cidades da Geres II, com sede em Limoeiro, entrarão em quarentena rígida também nos dias de semana.

Nas Macrorregiões 3 e 4 – ambas no Sertão do Estado – permanece o funcionamento das atividades em geral até 20h, de segunda a sexta, e até 18h nos finais de semana. De acordo com o governador Paulo Câmara, a aceleração exponencial da contaminação pela Covid-19 no Agreste do Estado resultou em um aumento de ocupação em todo o sistema de saúde nas últimas semanas. 

“A consequência direta disso é mais tempo entre a solicitação de um leito de UTI e a transferência dos pacientes para uma vaga de terapia intensiva”, explicou.

Segundo o governador, além dessas iniciativas, uma série de providências será tomada para manter o Estado entre os quatro do Brasil com menor mortalidade na pandemia. 

Paulo Câmara anunciou ainda que solicitou ao Ministério da Saúde mais testes de antígeno, concentradores de oxigênio e uma investigação sobre as novas variantes da Covid-19 nas amostras coletadas no Agreste.

OUTRAS AÇÕES – O governador informou que mais 30 leitos de UTI serão abertos nesta semana, nos municípios de Caruaru, Bezerros e Garanhuns, todos no Agreste. Adiantou ainda que haverá uma reunião com prefeitos do interior do Estado para solicitar a abertura de novas vagas de retaguarda nos serviços municipais de saúde.

Além de manter o diálogo com os prefeitos e prefeitas, Paulo Câmara assegurou a distribuição de 100 concentradores de oxigênio para incrementar a capacidade de atendimento nas unidades locais de pronto-atendimento do Agreste. 

Haverá ainda a entrega, para todo o Estado, a partir desta terça (25), de um novo lote com 200 mil máscaras, e serão repassados R$ 4 milhões para ações de assistência social. Por fim, o governador anunciou a ampliação das ações de fiscalização da Polícia Militar (PMPE) e do Procon-PE.

As 12 cidades da Geres II que entrarão em quarentena rígida: Bom Jardim, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Limoeiro, Machados, Orobó, Passira, Salgadinho, Surubim e Vertente do Lério.

Cidades da V Geres: Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçados, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Garanhus, Iati, Itaíba, Jucati, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Palmerina, Paranatama, Saloá, São João, Terezinha.

Cidades da IV Geres: Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Belo Jardim, Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Felix, Caruaru, Cupira, Frei Miguelinho, Gravatá, Ibirajuba, Jataúba, Jurema, Panelas, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Uma, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Toritama, Vertentes.

Outras Notícias

Custódia: Messias do Dnocs tem 47,7% contra 34% de Luciara, diz Múltipla

O candidato governista Messias do Dnocs segue liderando as intenções de voto em Custódia. É o que diz a pesquisa do Instituto Múltipla. No cenário estimulado, ele tem 47,7% dos votos contra 34% da candidata oposicionista Luciara de Nemias. Brancos e nulos são 4,3%. Indecisos e os que não opinaram somam 14%. Se comparada com […]

O candidato governista Messias do Dnocs segue liderando as intenções de voto em Custódia. É o que diz a pesquisa do Instituto Múltipla. No cenário estimulado, ele tem 47,7% dos votos contra 34% da candidata oposicionista Luciara de Nemias.

Brancos e nulos são 4,3%. Indecisos e os que não opinaram somam 14%.

Se comparada com a pesquisa anterior, divulgada dia 18 de julho, os números mostram relativa estabilidade.

Os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Messias foi de 45% para 47,7%. Já Luciara tinha 37% na pesquisa anterior. Tem agora 34%.

Na pesquisa espontânea, em que não são oferecidas as intenções de voto para o eleitor, Messias tem 38,7%contra 23,7% da oposicionista.

Dizem votar branco ou nulo 5%. Não sabem, citaram outros nomes ou se declararam indecisos 32,7%.

Quando o assunto é rejeição, Luciara tem 28,7% das pessoas que dizem não votar nela de jeito nenhum, contra 20% que rejeitam Messias do Dnocs, 4,3% que rejeitam todos e 42% que não rejeitam nenhum. Rejeitam outro ou não opinaram 5%.

Avaliação positiva da gestão Manuca chega a 66%

O Múltipla perguntou: você aprova ou desaprova a gestão do prefeito Manuca? Um percentual de 66% diz aprovar, contra 22% que desaprovam e 12% que não opinaram.

Chamada a classificar a gestão, 17% dizem ser ótima, 38,7% afirmam ser boa, 26,7% dizem que é regular, 5% afirmam ser ruim, 10,7% dizem ser péssima e 2% não opinaram.

Dados técnicos: a pesquisa foi registrada sob o número PE – 03360/2024, contratada pelo blog. Foi realizada dias 29 e 30 de julho. Foram 300 entrevistas com intervalo de confiança de 95% e margem de erro para mais ou menos de 5,7%. Fonte pública para realização da pesquisa: Censo 2010/2022 e TSE (Julho/24).

Maciel Melo abre “O Velho Chico”

Ao som instrumental de Oração de São Francisco, fomos apresentados à nova novela das nove da Rede Globo. E o cantor pernambucano Maciel Melo teve a honra de ser o primeiro personagem a falar em Velho Chico. Junto com o também cantor Xangai, eles cantaram e encantaram os telespectadores ao contarem de forma poética e […]

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Ao som instrumental de Oração de São Francisco, fomos apresentados à nova novela das nove da Rede Globo. E o cantor pernambucano Maciel Melo teve a honra de ser o primeiro personagem a falar em Velho Chico.

Junto com o também cantor Xangai, eles cantaram e encantaram os telespectadores ao contarem de forma poética e melódica a história do Rio São Francisco. Ainda no primeiro bloco do folhetim, percebemos claramente a influência da direção singular de Luiz Fernando Carvalho através de uma fotografia exuberante, que mostrou desde a beleza do Velho Chico, passando pela beleza das plantações até o ardor da seca.

Além disso, os enquadramentos diferenciados, numa verdadeira colcha de retalhos de imagens, já visto em obras anteriores do diretor como Capitu e Meu Pedacinho de Chão, também chamaram a atenção dos telespectadores.

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A trilha sonora foi um show a parte. Ouvir Caetano Veloso, o próprio Maciel Melo, passando por Amelinha e Gal Costa somente nesse primeiro capítulo ajudou a situar a trama e guiar bem o telespectador nas cenas. No elenco, os destaques ficaram por conta de Rodrigo Lombardi, Selma Egrei e Chico Diaz. Carol Castro e Rodrigo Santoro, além das boas atuações, chamaram a atenção pela nudez artística exibida nessa estreia.

Já Tarcísio Meira, com seu coronel Jacinto, foi uma aula de como fazer uma participação marcante em apenas um capítulo. A audiência também correspondeu às expectativas. Em São Paulo, por exemplo, Velho Chico teve médias de 35 pontos, com picos de 37, segundo dados prévios do Ibope.

Esta primeira fase da trama tem ainda mais 23 capítulos. E o desafio dos autores Edmara Barbosa e Bruno Luperi é manter o alto nível apresentado na estreia ao longo da história, que fica no ar por pelo menos mais seis meses. Se a primeira impressão é a que fica, a novela começou muito bem aos olhos do grande público.

Você pode ver a participação de Maciel Melo clicando aqui.

Covid apenas encurtou vida de vítimas por alguns dias ou semanas, diz Bolsonaro a alemães

Declaração foi feita durante entrevista a Markus Haintz e Vicky Richter, ligados ao movimento de extrema-direita da Alemanha Folhapress O presidente Jair Bolsonaro voltou a dar declarações negacionistas sobre a Covid-19 no começo deste mês em entrevista a alemães de extrema-direita. “Muitas [vítimas] tinham alguma comorbidade, então a Covid apenas encurtou a vida delas por […]

Declaração foi feita durante entrevista a Markus Haintz e Vicky Richter, ligados ao movimento de extrema-direita da Alemanha

Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dar declarações negacionistas sobre a Covid-19 no começo deste mês em entrevista a alemães de extrema-direita.

“Muitas [vítimas] tinham alguma comorbidade, então a Covid apenas encurtou a vida delas por alguns dias ou algumas semanas”, disse Bolsonaro.

A fala do presidente ocorreu no dia 8 de setembro, em entrevista dada para Markus Haintz e Vicky Richter. Os dois são ligados ao movimento negacionista Querdenken, de extrema-direita da Alemanha.

A conversa não foi divulgada pelo presidente em suas redes sociais. Nesta semana, o conteúdo foi publicado por Markus Haintz no Youtube.

“Uma pessoa na UTI por Covid custa R$ 2.000 por dia. Uma pessoa numa UTI com outras doenças custa R$ 1.000. Então quando uma pessoa mais humilde vai no hospital ela é levada para a UTI porque os hospitais vão ganhar mais dinheiro, então tem uma supernotificação. Isso aconteceu. O número de mortes no Brasil foi superdimensionado”, afirmou Bolsonaro sobre os números da pandemia no Brasil.

Ao longo da pandemia, o presidente tem feito declarações para diminuir a gravidade da crise sanitária.

“Foi surpreendente o que aconteceu na rua. Até com esse superdimensionamento. Tudo bem que vai ter problema. Vai ter. Quem é idoso e está com problema ou deficiência. Mas não é isso tudo que dizem. Até que na China já está praticamente acabando”, afirmou em 16 de março de 2020.

Em junho do ano passado, Bolsonaro afirmou que “a gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”. Em abril, disse: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre.”

Marcos Dantas diz que tira votos de Duque e Waldemar sofre por desconhecimento

Com Reprodução do ST Mais O pré- candidato a prefeitura de Serra Talhada Marcos Dantas, disse em entrevista ao programa Sertão Notícias, da Rádio Cultura FM, que está feliz com o ingresso ao partido Solidariedade, pela afinidade do projeto partidário do SD com o dele e da esposa, a vice Tatiana Duarte. O radialista e […]

Com Reprodução do ST Mais

dantasO pré- candidato a prefeitura de Serra Talhada Marcos Dantas, disse em entrevista ao programa Sertão Notícias, da Rádio Cultura FM, que está feliz com o ingresso ao partido Solidariedade, pela afinidade do projeto partidário do SD com o dele e da esposa, a vice Tatiana Duarte.

O radialista e empresário garantiu que o desejo de ser prefeito de Serra Talhada, não é um capricho pessoal. “Não é uma ambição pessoal ser prefeito. Quero contribuir pra Serra Talhada com as minhas ideias”, garantiu.

Na projeção de Dantas, sua candidatura fragiliza o prefeito Luciano Duque, ao afirmar que ele e Tatiana tiram votos da base do festor.

 “A gente sabe que o sonho do prefeito atual é que tenham mais de 3 ou 4 candidatos pra que facilite a eleição pra ele, por entender que ele já saia com uns 30% de votos. Mas, entendo também, que uma candidatura minha, e quando digo minha, falo eu e Tatiana, a gente está tirando votos justamente do perfeito atual”, contabilizou.

Quanto à pré-candidatura de Waldemar de Oliveira (PR), irmão do Secretário de Transporte, Sebastião de Oliveira; Dantas avaliou que popularidade é essencial para seu projeto.

“Sebastião teve a votação que teve aqui, por ter um grupo politico. Qualquer nome que Sebastião Oliveira apresentar pra 2016, com certeza vai ter uma grande chance. Agora, esse fator popularidade, ele é essencial. Não tem coisa pior do que você chegar na  casa de um eleitor, e o eleitor chegar pra você e perguntar: quem é você ?”, avaliou, em recado direto a Waldemar.

CPI recorreu à PF para obter documentos negados pela Precisa e pelo Ministério da Saúde

Foto: Pedro França/Agência Senado A operação da Polícia Federal de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, nesta sexta-feira (17), foi pedida pela CPI da Pandemia como instrumento para dar prosseguimento às apurações envolvendo a empresa, informaram senadores que integram a comissão parlamentar de inquérito.  Eles informaram pelas redes sociais que a CPI tentou […]

Foto: Pedro França/Agência Senado

A operação da Polícia Federal de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, nesta sexta-feira (17), foi pedida pela CPI da Pandemia como instrumento para dar prosseguimento às apurações envolvendo a empresa, informaram senadores que integram a comissão parlamentar de inquérito. 

Eles informaram pelas redes sociais que a CPI tentou de “todas as formas” informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech — laboratório indiano fabricante da vacina Covaxin — mas não conseguiu. A Precisa fez intermediação entre o governo federal e o laboratório indiano. A operação foi e autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A CPI tentou de todas as formas obter essas informações e não logrou êxito. Fez-se necessário, para prosseguimento das apurações, a utilização deste instrumento judicial. A operação, que foi autorizada pelo STF, destina-se à apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados ao contrato”, esclareceu o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Uma das linhas de investigação da CPI é justamente a que se refere à negociação do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos para aquisição da vacina indiana Covaxin com contrato de R$ 1,6 bilhões. Apesar de ter licitado valor para pagamento, o contrato foi cancelado após a divulgação de possíveis irregularidades envolvendo as negociações.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) classificou as transações entre a empresa e o governo federal de “tenebrosas”. Ele disse que as negociações que envolvem a empresa precisam ser apuradas na sua integridade. “Há indícios sérios que precisam de investigação rigorosa e independente”, afirmou.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) também concorda que as informações serão fundamentais para dar seguimento a essa linha de investigação e não descartou novas operações de busca e apreensão. “A empresa omitiu varias informações, o que levou a CPI a requerer as provas judicialmente. Até o final dos trabalhos, outras buscas poderão acontecer. Vamos apurar toda a verdade”, avaliou.

O fato de a CPI ter buscado as informações diretamente com a empresa, com o Ministério da Saúde com os envolvidos nas negociações, que depuseram à comissão, levou o senador Humberto Costa (PT-PE) a considerar acertada a decisão de pedir a operação de busca e apreensão à Polícia Federal. 

“Queremos o contrato entre ela e a indiana Bharat Biotech para saber em que termos foi negociada a bilionária compra da Covaxin. Nem a empresa nem o Ministério da Saúde nos prestaram as informações necessárias”, informou.

A mesma observação fez o senador Rogério Carvalho (PE-SE) ao apontar irregularidades no contrato, que terminou por ser desfeito em meio às investigações. “Após negativas da empresa Precisa Medicamentos em disponibilizar informações sobre o contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, a CPI da Covid precisou recorrer aos meios judiciais. A bandeira do Brasil não pode ser paraíso das negociatas e nem as vidas dos brasileiros podem ser usadas como moeda de troca”, disse.

Outros elos

Ainda envolvendo a Precisa Medicamentos, os membros da CPI investigam viagens feitas por diretores da empresa à Índia para negociar o imunizante Covaxin com o laboratório Bharat Biotech assim como o envolvimento da FIB Bank, que apresentou uma carta de fiança irregular no valor de R$ 80,7 milhões como garantia para o negócio.

Outras informações obtidas pela comissão expõe o que seria uma espécie de possível passo a passo existente no Ministério da Saúde para tentar fraudar licitações e beneficiar a empresa Precisa Medicamentos na aquisição de teste para diagnóstico de covid-19. 

A partir de documentos recebidos e dos depoimentos colhidos até o momento, alguns senadores elaboraram o que chamaram de “arquitetura ideal” com detalhes do esquema que desclassificou empresas vencedoras de processos licitatórios para a venda de testes de covid — a Abbott e a Bahiafarma — em benefício da Precisa. O contrato seria de R$ 1 bilhão. As informações são da Agência Senado.