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Paulo Jucá luta para ser o quinto egipciense a ocupar cadeira na ALEPE

Por Nill Júnior

Desde Zé Marcos de Lima, há 20 anos, cidade não tem um representante

Com informações de Erbimael Andrade

O cirurgião dentista Paulo Jucá trabalha para ser o quinto egipciense a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Paulo Jucá é candidato pela primeira vez a um cargo eletivo, depois de ser Secretário de Saúde na Terra dos Poetas por mais de 15 anos.

É filho do saudoso Paulo Vieira Jucá, prefeito por três mandatos em São José do Egito.

Caso conquiste a cadeira, o Alto Pajeú voltará a ter um representante na ALEPE 20 anos depois de José Marcos de Lima, último egipciense que foi deputado estadual, por três mandatos na Casa de Joaquim Nabuco. Zé Marcos foi Deputado entre os anos de 1991 e 2002, virou presidente da Assembleia em 1999 e chegou a assumir por algumas vezes o Governo do Estado por ocasião da linha sucessória.

De 1947 até 2002 São José do Egito e a região do Alto Pajeú só ficaram sem representação na ALEPE por duas legislaturas, isso na década de 80. Por cinco mandatos o município chegou a ter dois representantes simultaneamente.

Na legislatura de 1967 a 1971, Francisco Leite Perazzo e Inácio Mariano Valadares Filho, exerciam o cargo de Deputado Estadual, sendo que Inácio Mariano teve o mandato cassado pelo AI-5 da ditadura militar em 20 de maio de 1970. Perazzo, que era natural de Tuparetama ainda seguiu parlamentar até 1975. Inácio Mariano era deputado desde 1955, tendo sido eleito por quatro mandatos consecutivos e cumprido três integralmente.

Walfredo Paulino de Siqueira, foi outro egipciense que também se aventurou na política e acabou se tornando um dos principais lideres do Estado, eleito nas décadas de 50 e 60 para três mandatos de Deputado Estadual, inclusive tornando-se presidente da ALEPE e também assumindo interinamente o governo do Estado, assim como aconteceu com Zé Marcos. Walfredo foi Deputado entre 1951 e 1959, 1963 e 1967, também foi eleito para a legislatura de 1975 a 1979, no entanto, faleceu no exercício do seu quarto mandato.

Manoel da Santa Cruz Valadares foi o primeiro egipciense a ocupar o cargo de Deputado Estadual em 1947. Porém, São José do Egito teve outro Deputado nessa mesma legislatura, que era natural de Monteiro, Antônio Nunes de Farias Júnior. Os dois foram membros da Assembleia Estadual Constituinte que funcionou de 19 de abril até 25 de julho de 1947, que depois tornou-se a primeira legislatura do período.

Outras Notícias

Célia assume a liderança do governo Zeca na Câmara

A vereadora Célia Galindo foi oficialmente anunciada como a nova líder do governo na Câmara Municipal de Arcoverde. O convite foi feito pelo prefeito durante uma reunião em seu gabinete, onde destacou a trajetória e a dedicação da parlamentar ao município. Célia Galindo, de 69 anos, está no décimo mandato como vereadora. O anúncio representa […]

A vereadora Célia Galindo foi oficialmente anunciada como a nova líder do governo na Câmara Municipal de Arcoverde.

O convite foi feito pelo prefeito durante uma reunião em seu gabinete, onde destacou a trajetória e a dedicação da parlamentar ao município.

Célia Galindo, de 69 anos, está no décimo mandato como vereadora. O anúncio representa uma trégua entre as lideranças. Célia se lançou candidata à presidência da Câmara em dezembro, mas viu o prefeito apoiar Rodrigo Roa. Numa reviravolta capitaneada por ela, o eleito foi Luciano Pacheco. Houve rumores de que a relação estava estremecida, mas esse capítulo aparentemente põe uma pedra no assunto.

Natural de Buíque (PE) e com formação superior completa, Célia Galindo terá o papel de articular projetos e iniciativas da gestão, buscando  garantir a governabilidade e a implementação de políticas públicas estratégicas. A política enfrenta o tratam,en

Teresa Leitão vai fechar seu gabinete em apoio à Greve Geral

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) vai fechar seu gabinete, amanhã (28), em adesão à Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, em protesto contra a reforma da previdência proposta pelo Governo de Michel Temer e seus aliados. Teresa manifestou apoio à decisão do Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo de Pernambuco (Sindilegis-PE) […]

A Deputada Tereza Leitão

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) vai fechar seu gabinete, amanhã (28), em adesão à Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, em protesto contra a reforma da previdência proposta pelo Governo de Michel Temer e seus aliados.

Teresa manifestou apoio à decisão do Sindicato dos Servidores no Poder Legislativo de Pernambuco (Sindilegis-PE) de aderir à Greve. Em discurso durante a Reunião Plenária desta quarta (26), a parlamentar também fez um apelo para que os deputados se solidarizem com a deliberação da categoria e fechem seus gabinetes, liberando os assessores para participar da mobilização.

Teresa lamentou a aprovação do texto principal da reforma trabalhista, nessa terça (25), pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. De acordo com a deputada, a proposição “rasga a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e faz com que as normas do Direito do Trabalho voltem à década de 1940”. Somadas à proposta de reforma da Previdência e à Lei da Terceirização, as medidas deixam os trabalhadores “em situação de vulnerabilidade e desprovidos de qualquer retaguarda legal”.

É hora de um freio na farra

Jornalista tem que ter opinião, mesmo que não necessariamente popular, com concordância da maioria da sociedade. Esse talvez seja um dos exemplos. Porque é hora de opinar mais forte, e há um movimento crescente no Brasil, contra a farra do pão e circo. Passamos dois anos em pandemia, sem o bater de uma lata com […]

Jornalista tem que ter opinião, mesmo que não necessariamente popular, com concordância da maioria da sociedade. Esse talvez seja um dos exemplos. Porque é hora de opinar mais forte, e há um movimento crescente no Brasil, contra a farra do pão e circo.

Passamos dois anos em pandemia, sem o bater de uma lata com dinheiro público. E à exceção dos que a pandemia e a política negacionista no  país infelizmente levaram, ninguém morreu com o diagnóstico de “ausência de evento”. Nenhum laudo identificou a ausência de festas bancadas com dinheiro público como a causa de um óbito sequer. Se a depressão e ansiedade se acentuaram, foi pelo medo  da pandemia, não por gastos excessivos nos shows em praça pública.

Na minha adolescência, mesmo rapaz quase liso, não lembro de ter ficado sem o direito a shows, àquela época com música de muito mais qualidade, nas casas de eventos que existiam no meu lugar. Mas a partir do início dos anos 2000, em uma curva ascendente de gastos, o poder público passou a assumir integralmente a responsabilidade e organização de tudo que é festa. Carnaval, São João São Pedro, João Pedro, Virada de Ano, Emancipação, Festa de Padroeiro, tudo, praticamente tudo tem que ter evento com recursos públicos.

Preste atenção: quem escreve não é contra a realização desses eventos. Mas é a favor de um teto dentro do mínimo do que se chama princípio da razoabilidade. Isso porque os prefeitos no Brasil perderam a mão, perderam o freio. E a imprensa tem ajudado a repercutir esse descalabro com dinheiro público. Só esses dias: em Conceição do Mato Dentro,  Minas Gerais, cidade de 17 mil habitantes, a prefeitura contratou Gusttavo Lima por R$ 1,2 milhão. A atração,  a 32ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus Do Matozinhos. O evento vai contar também com Bruno e Marrone, contratados por R$ 520 mil, e Israel e Rodolffo, por R$ 310 mil. No total, os contratos disponíveis no portal da prefeitura ultrapassam a cifra de R$ 2,3 milhões. Segundo O Antagonista, a gestão  Zé Fernando, do MDB, desviou a verba que deveria ser destinada apenas para saúde, educação, ambiente e infraestrutura para pagar o cachê.

A pacata São Luiz, Roraima, vai pagar R$ 800 mil ao mesmo Gusttavo Lima. O MP está no pé, pois a cidade de pouco mais de 8 mil pessoas tem importantes problemas estruturais. A entrada da cidade é um abandono só, cheia de lama e falta de acessibilidade. Gusttavo Lima critica artistas que recebem recursos da Lei Rouanet, mas não tem cerimônia em receber dinheiro público de municípios. Em nota, diz que é um problema dos órgãos de controle.

Em Bom Conselho, a Prefeitura terá no período junino João Gomes, César Menotti e Fabiano, Priscila Senna, Vitor Fernandes, Marcinho Sensação e Luka Bass. Só João Gomes levará R$ 350 mil. Na mesma cidade, viralizaram imagens de escolas caindo aos pedaços, sem manutenção.

Dito isso, e, reforçando que a crítica não é contra os eventos, mas contra os valores cada vez mais estratosféricos gastos, a leitura é de que o Congresso e órgãos de controle, tal qual na Lei de Responsabilidade Social, no piso de gastos da educação e saúde, deveriam ter uma regra clara para estabelecer um teto para investimentos municipais em eventos culturais e do calendário anual. As prefeituras manteriam festas com boa qualidade , aquecendo a economia e deixando os super megas pop stars para a iniciativa provada, ou com condições diferenciadas para o setor público, acabando essa farra, essa sangria de dinheiro público.

É justo uma cidade com Índice de Desenvolvimento Humano baixo, sem saneamento, educação, atenção básica e média complexidade para 100% da população, onde faltam ruas calçadas, acessibilidade, assistência social para os vulneráveis, se permite gastar R$ 2 milhões, R$ 3 milhões, ou até mais com dinheiro público? Claro, há de se considerar que muitas prefeituras alegam que “o dinheiro vem carimbado”. Então que se discuta trocar o carimbo na execução orçamentária. Se tem essa dinheirama de governo estadual e federal para pagar tanto com eventos, porque falta para UTI neonatal, como vimos em Pernambuco essa semana? Ou para frear a alta de preços, subsidiar políticas para o SUS ter mais qualidade, as universidades aos pedaços terem mais condições de formar o batalhão de jovens querendo melhor futuro para o país.

No mais, é essa inversão que ainda por cima descaracteriza e contamina nossos valores culturais. De olho na exposição midiática dos grandes nomes do business musical, prefeitos preferem valorizá-los deixando nossos artistas com parte das migalhas. No São João, trazemos Anita, Alok, Gusttavo Lima, os sertanejos. Aí pra “compor a grade”, tratam os nossos principais nomes como subcelebridades: Maciel Melo, Flávio José, Assisão, Alcimar Monteiro, As Severinas, Petrúcio Amorim, Jorge de Altinho, Santanna, nem sempre tem espaço no palco principal das nossas festas. É injusto e um estupro cultural, que atinge a nossa alma, a nossa identidade. Isso não está certo.

Secretário de Defesa Social pede exoneração de Delegado ligado a Motoclube

Renato Gayão se envolveu em episódio que culminou na morte de agente penitenciário em Afogados da Ingazeira, no Pajeú O Secretário de Defesa Social Antonio de Pádua encaminhou ao Governador Paulo Câmara a solicitação de exoneração do Delegado José Renato Gayão de Oliveira, que atuava em Arcoverde quando se envolveu em episódio que culminou com […]

Renato Gayão se envolveu em episódio que culminou na morte de agente penitenciário em Afogados da Ingazeira, no Pajeú

O Secretário de Defesa Social Antonio de Pádua encaminhou ao Governador Paulo Câmara a solicitação de exoneração do Delegado José Renato Gayão de Oliveira, que atuava em Arcoverde quando se envolveu em episódio que culminou com a morte do agente penitenciário Charles de Souza Santos, em janeiro de 2015. Esse procedimento é feita depois que a Corregedoria concluiu a investigação por sua participação no caso, também pedindo sua exoneração.

O Secretário de Defesa Social argumentou que processo administrativo foi instaurado com a finalidade de verificar se ele, Eduardo Henrique Aniceto, também Delegado e Lívio Simões Medeiros, Escrivão.  Eles foram acusados de “transgressão administrativa, no evento ocorrido na cidade de Afogados da Ingazeira – PE – XVI Encontro de Motociclistas, nas dependências do Bar Casa de Taipa, uma vez que o ASP Charles de Souza Santos foi agredido por integrantes do moto clube Abutres, inclusive, houve disparo de arma de fogo que atingiu o referido agente, levando-o ao óbito.

“Os fatos foram amplamente divulgados nos grupos de Whatsapp e imprensa, inclusive, ressaltando sua participação do Imputado José Renato como integrante do Motoclube Abutres, que goza de péssimas referências vinculadas ao uso de violência, bem como que o homicídio do ASP Charles de Souza Santos que ocorreu após ter sido agredido por seis integrantes do aludido grupo e ter sido alvejado pela própria arma de fogo demonstra claramente a conduta desabonadora do grupo”, diz o Secretário.

Segue: “José Renato Gayão encontrava-se em local que era ponto de consumo de entorpecentes, conforme demonstrado na perícia que identificou sacos plásticos com fragmentos de material positivo para cocaína e maconha dentro do banheiro que vinha sendo utilizado pelo seu grupo. O funcionário policial não deve manter relações de amizade ou exibir-se em público com pessoas de notórios e desabonadores antecedentes criminais, sem razão e serviço”, diz. O Delegado foi denunciado pela prática do delito capitulado no art. 319 do Código Penal, com denúncia recebida no dia 27 de abril de 2017.

Sobre Lívio Simões Medeiros ficou demonstrado que, ao apresentar a arma de fogo utilizada no homicídio do ASP Charles de Souza Santos faltou com a verdade sobre sua localização. “A retratação não é causa excludente da prática de transgressão administrativa”.

Quanto a Eduardo Henrique Aniceto Pereira, “as testemunhas foram unânimes em afirmar que não presenciaram o Imputado no evento que ensejou fato criminoso”. Assim, determinou o arquivamento do processo contra ele. A Lívio Simões foi aplicada a pena disciplinar de 10 dias de suspensão, convertida em multa.

Quanto a Renato Gayão, a aplicação da reprimenda estatal de demissão, por ter tido sua conduta amoldada aos incisos VIII (praticar ato que importe escândalo ou que concorra para comprometer a dignidade da função policial) e XVIII (manter relações de amizade ou exibir-se em público com pessoas de notórios e desabonadores antecedentes criminais, sem razão e serviço).

Os autos originais do aludido processo foram remetidos à Procuradoria de Apoio Jurídico Legislativo do Governador, para as providências julgadas cabíveis.

Charles foi morto dia 24 de janeiro de 2017, espancado durante o Encontro de Motociclistas em Afogados da Ingazeira. Charles Souza Santos tinha 41 anos e participava do evento, que aconteceu na Avenida Rio Branco. Ele foi surpreendido pelo grupo quando tentava entrar no banheiro. Ele estava na fila do banheiro e tinha um motoqueiro lá, que era o líder, e estava impedindo a entrada das pessoas. Ele chegou a questionar, mas mesmo assim entrou no banheiro. Agora, sabe-se que a proibição de acesso era porque o grupo utilizava drogas.

Charles, que morava em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, deixou a companheira e dois filhos – uma menina de 18 anos e um menino de 12.
Ele trabalhava como agente penitenciário desde 2012 e estava lotado no Presídio de Limoeiro.

Frente Parlamentar de Orçamentos realiza audiência pública com prefeitos municipais

A Frente Parlamentar de Execução dos Orçamentos Federal e Estadual da Assembleia Legislativa reunirá no dia 24 de maio, às 9h30, no Auditório Senador Ênio Guerra, prefeitos e prefeitas municipais. A audiência pública tem o objetivo de debater sugestões para o aperfeiçoamento do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) e a Proposta de Emenda […]

A Frente Parlamentar de Execução dos Orçamentos Federal e Estadual da Assembleia Legislativa reunirá no dia 24 de maio, às 9h30, no Auditório Senador Ênio Guerra, prefeitos e prefeitas municipais. A audiência pública tem o objetivo de debater sugestões para o aperfeiçoamento do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 04/2019, que versa sobre o aumento escalonado das emendas individuais e a criação dos recursos de bancada para os parlamentares.

Com a aprovação do texto de autoria da Frente Parlamentar, os deputados defendem um maior investimento nos municípios, além da execução das emendas impositivas que estão paralisadas, dificultando o início e finalização de obras e projetos em diferentes cidades do estado.

Fazem parte do grupo apartidário os deputados Alberto Feitosa (SD), atuando como coordenador dos trabalhos, Romário Dias (PSD) e Antônio Coelho (DEM), relatores dos recursos estaduais e federais, respectivamente; Lucas Ramos (PSB), com os repasses constitucionais para o Estado, Diogo Moraes (PSB), responsável repasses constitucionais da União, e Romero Sales Filho (PTB), com o acompanhamento direto do FEM. Também são membros Gustavo Gouveia (DEM), João Paulo Lima (PCdoB), João Paulo Costa (Avante), Marco Aurélio (PRTB), Doriel Barros (PT) e Wanderson Florêncio (PSC).