Parlamentares se reúnem com ministro para tratar sobre a Adutora do Agreste
Por Nill Júnior
Representantes da bancada pernambucana no Congresso Nacional se reuniram com o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, na tarde desta quarta-feira (19), em Brasília (DF). Na pauta, as prioridades de Pernambuco para o Orçamento Geral da União (OGU) para o ano de 2017.
A principal delas é a conclusão das obras da Adutora do Agreste, que levará água da Transposição do Rio São Francisco para 81 cidades do Agreste. Participaram do encontro os deputados Danilo Cabral (PSB), João Fernando Coutinho (PSB), Tadeu Alencar (PSB), Gonzaga Patriota (PSB) e Fernando Monteiro (PP), além do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB).
Dos R$ 224 milhões a que a bancada pernambucana, composta por 25 deputados e três senadores, tem disponível para o próximo ano, R$ 164 milhões foram destinados à Adutora do Agreste. Os outros R$ 60 milhões deverão ser aplicados na conclusão do Complexo Prisional de Itaquitinga, localizado na Mata Norte. A priorização na destinação dos recursos das emendas parlamentares foi definida na última sexta-feira (14), durante reunião da bancada com o governador Paulo Câmara.
“A Adutora do Agreste está orçada em R$ 800 milhões, mas na avaliação da Compesa, com investimentos de R$ 300 milhões, a obra teria funcionalidade para abastecer municípios do Agreste com água do São Francisco”, explica Danilo Cabral. Segundo o deputado, o ministro também garantiu aumento no aporte de recursos na construção da adutora, o que melhorará o fluxo financeiro da obra. “Nossa expectativa é de que no fim de 2017, com a conclusão da Transposição, a adutora esteja funcionando”, acrescenta Danilo.
Durante o encontro, o ministro Helder Barbalho também anunciou que o Governo Federal vai inserir as obras da Barragem de Jucazinho no Programa Crescer – nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – e garantiu que serão investidos R$ 52 milhões na recuperação da barragem.
Por 3 votos a 2, a segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu nessa terça-feira (28) liberdade ao empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, e mais oito empreiteiros que foram presos pela Polícia Federal por suspeita de participação na operação Lava Jato. Os empresários devem usar tornozeleira e cumprirão prisão domiciliar. Os votos favoráveis […]
O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, ao ser preso em São Paulo
Por 3 votos a 2, a segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu nessa terça-feira (28) liberdade ao empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, e mais oito empreiteiros que foram presos pela Polícia Federal por suspeita de participação na operação Lava Jato.
Os empresários devem usar tornozeleira e cumprirão prisão domiciliar. Os votos favoráveis à soltura foram dos ministros Teori Zavascki, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, e os contrários, de Cármen Lúcia e Celso de Mello.
Os demais empresários que serão soltos são Agenor Franklin Medeiros, diretor-presidente da área internacional da OAS; Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia; João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa; José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato do doleiro Alberto Youssef com a OAS, Mateus Coutinho Sá Oliveira, funcionário da OAS; Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior; Gerson Almada, vice-presidente da empreiteira Engevix; e José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS.
Ricardo Pessoa e os demais empreiteiros estavam presos desde a deflagração da sétima fase da Lava Jato, em novembro do ano passado. O dono da UTCé apontado como o líder do “clube” de empreiteiras que se reuniram para a formação de cartel, segundo o Ministério Público. Também é acusado pelo MP de ter participado de um esquema de pagamento de propina a ex-diretores da estatal para auxiliar no fechamento de contratos.
A soltura representa uma derrota no STF do juiz Sergio Moro, que julga os casos da Lava Jato em primeira instância. Os pedidos de habeas corpus dos outros empreiteiros investigados na Lava Jato estavam sendo negados pelo Supremo até o momento. Os ministros do tribunal alegavam que os recursos ainda deveriam passar pela análise das instâncias inferiores como STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). O pedido julgado hoje já foi analisado e rejeitado por estas instâncias.
Defesa critica Moro
O advogado de Pessoa, Alberto Toron, argumentou que a prisão preventiva é uma medida excepcional e que os argumentos apresentados pelo juiz Sérgio Moro para justificar a prisão dos empreiteiros não se sustentam atualmente.
Toron disse que seu cliente foi afastado da UTC e que o processo de investigação do esquema já está quase concluído na Justiça Federal do Paraná, pois só restam testemunhos de defesa. Esta última tese, segundo o advogado, se contrapõe ao argumento de Moro de que Pessoa aliciaria prováveis testemunhas de acusação se estivesse solto.
Relator do processo, Teori Zavascki concordou com os argumentos da defesa de Pessoa e votou pela liberdade do empreiteiro. Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes acompanharam o voto do relator.
A ministra Cármen Lúcia argumentou que o processo investigatório na primeira instância da Justiça não foi concluído e, portanto, interrogatórios ainda podem ser alterados. “Não existe mulher quase grávida, não existe instrução quase acabada”, declarou a ministra. Também defendeu que seu afastamento da empresa não garante que Pessoa não irá voltar a cometer crimes se colocado em liberdade.
O único preso pela PF suspeito de envolvimento no caso que foi solto pelo STF foi o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que voltou para prisão em março após a descoberta de novos indícios de irregularidades.
O empresário negociou com os procuradores da Lava Jato um acordo de delação premiada. Ele declarou aos investigadores que pagamentos feitos à consultoria do ex-ministro José Dirceu eram parte de propina cobrada pelo esquema de corrupção, que correspondiam a 2% do valor de seus contratos com a estatal.
Há expectativa dos procuradores que Pessoa revele possíveis irregularidades em contratos de outra estatal, a Eletrobras, conforme mencionou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A concessão de liberdade de Pessoa pode frustrar a efetividade de novas revelações do empreiteiro.
Quem ainda está preso
Permaneceram 15 presos pela Lava Jato: o doleiro do esquema, Alberto Youssef; Nestor Cerveró, diretor da área internacional da Petrobras; Adir Assad, empresário apontado como um dos operadores do esquema; Fernando Antônio Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano; Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras; Mário Frederico Mendonça Góes, apontado como um dos operadores; as doleiras Nelma Kodama e Iara Galdino; os ex-deputados federais Pedro Correa, Luis Argolo e André Vargas; Ricardo Hoffmann, diretor de agência de publicidade; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT; Dario Galvão, presidente do grupo Galvão; e Guilherme de Jesus, funcionário da Galvão.
O quarto suplente de vereador serra-talhadense Marcos Oliveira disse hoje participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, com este blogueiro, que o prefeito Luciano Duque (PT) deve convocar parte dos vereadores eleitos para Secretarias fazendo com que suplentes assumam vagas na Casa Legislativa da Capital do Xaxado. A estratégia teria sido […]
O quarto suplente de vereador serra-talhadense Marcos Oliveira disse hoje participando do Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, com este blogueiro, que o prefeito Luciano Duque (PT) deve convocar parte dos vereadores eleitos para Secretarias fazendo com que suplentes assumam vagas na Casa Legislativa da Capital do Xaxado.
A estratégia teria sido parte da promessa de Duque ao “Chapão da Morte”, quando nomes competitivos acabaram morrendo na praia mesmo com boa votação. Nomes como Zé Raimundo já teriam se colocado a disposição para ocupar uma Secretaria no segundo mandato de Duque.
Para se ter uma ideia da força dos suplentes que aguardam conversa com Duque, estão pela ordem, os suplentes Zé Pereira, Edmundo Gaya, Pessival Gomes e Marcos Oliveira.
Uma outra possibilidade é aproveitar suplentes para Secretarias, como o próprio Zé Pereira, com perfil para Agricultura. Assim, a possibilidade não é estática, com outras variações possíveis no tabuleiro político da Capital do Xaxado.
Certo é que Duque terá que acelerar o passo para promover as alterações necessárias e o desafio quase impossível de acomodar o grande palanque que corroborou com sua reeleição sem fissuras.
A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), deu posse nesta quinta-feira (15) ao novo secretariado que irá compor sua equipe no quarto mandato à frente do município. A cerimônia contou com a presença da vice-prefeita Bia Numeriano, do deputado estadual e secretário de Turismo de Pernambuco, Kaio Maniçoba, além de vereadores e lideranças locais. Um […]
A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), deu posse nesta quinta-feira (15) ao novo secretariado que irá compor sua equipe no quarto mandato à frente do município. A cerimônia contou com a presença da vice-prefeita Bia Numeriano, do deputado estadual e secretário de Turismo de Pernambuco, Kaio Maniçoba, além de vereadores e lideranças locais.
Um dos destaques da nova formação é a nomeação da vereadora Ana Alice Numeriano para a Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho. Com atuação voltada às comunidades mais vulneráveis, Ana Alice se licencia do cargo na Câmara Municipal. Seu suplente, Péricles Ferraz, assume a vaga no Legislativo.
Outra mudança significativa é a entrada do vereador PH Lira na Secretaria de Produção Rural, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Ele será substituído na Câmara pelo suplente Lenilton do DETRAN.
A Secretaria de Saúde passa a ser comandada por Janaína Correia. Para a Secretaria de Finanças, a escolha recaiu sobre Izabela Maniçoba, que possui formação em Economia, Contabilidade e Administração, além de experiência consolidada em gestão pública.
Na Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, assume Dinalva Carvalho. A articulação institucional ficará sob responsabilidade de Gustavo Novaes, novo titular da Secretaria de Governo. Ele será o elo entre o Executivo, os demais poderes, lideranças e a sociedade civil.
A professora Gleyce Carvalho retorna à Secretaria de Educação, Cultura, Turismo e Esportes. A Secretaria de Planejamento, Obras e Serviços Públicos passa a ser comandada por Edmilson Vasconcelos. Já a Secretaria de Administração permanece sob a liderança de Marília Basílio.
“Estamos formando um time com capacidade técnica e compromisso com Floresta. O trabalho continua com responsabilidade e participação popular”, afirmou a prefeita.
Flávio Bolsonaro não tem biografia, tem ficha corrida O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) acumula histórico de polêmicas desde o início da sua trajetória na política fluminense. No escândalo mais recente envolvendo a família, veio à tona a ligação para o “irmão” Daniel Vorcaro. Antes, soube-se que Fabiano Campos Zettel, cunhado e operador financeiro […]
Flávio Bolsonaro não tem biografia, tem ficha corrida
O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) acumula histórico de polêmicas desde o início da sua trajetória na política fluminense. No escândalo mais recente envolvendo a família, veio à tona a ligação para o “irmão” Daniel Vorcaro. Antes, soube-se que Fabiano Campos Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro preso, desembolsou R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi o principal doador de Bolsonaro em 2022.
Em 15 anos como deputado estadual, Flávio focou em questões relacionadas à segurança pública e homenageou milicianos conhecidos do submundo do crime. Além disso, teria se beneficiado com um esquema ilícito no seu gabinete, segundo denúncia do Ministério Público (MP).
O caso da rachadinha revelou a arrecadação de salários dos funcionários do seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que perdurou até 2018, quando se lançou para o Senado na esteira da campanha do pai.
Em 2020, o MP denunciou Flávio e mais de 15 pessoas por organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e apropriação indébita. No ano seguinte, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu recurso de que o senador teria direito a foro privilegiado e anulou as quebras de sigilo que embasaram a investigação.
Flávio ainda tem no seu histórico ligações perigosas com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020 em um controverso cerco policial na Bahia. Conhecido matador de aluguel, o ex-capitão do Bope chefiava o Escritório do Crime no Rio, e apareceu nas investigações do caso Marielle Franco.
Como deputado estadual, Flávio rendeu homenagens aos milicianos Adriano da Nóbrega, apontado mais tarde como chefe do Escritório do Crime, e Erlan de Araújo, conhecido como Orelha. A origem dessa relação consta no livro “Decaído, a história do capitão do Bope Adriano da Nóbrega e suas ligações com a máfia do jogo, a milícia e o clã Bolsonaro” (Matrix), do jornalista investigativo Sérgio Ramalho.
O caso da rachadinha foi o mais emblemático na passagem de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o Ministério Público do Rio, o parlamentar comandou um esquema de apropriação de salários de servidores, conhecido como “rachadinha”, em seu gabinete. A arrecadação dos valores era feita por Fabrício Queiroz, amigo de longa data da família Bolsonaro e então assessor de Flávio. A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal, o MP descobriu que Queiroz recebeu mais de R$ 2 milhões de servidores do gabinete, entre 2007 e 2018.
A investigação da rachadinha levou à renúncia do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que relatou interferência política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal para obter informações sigilosas.
Tem mais: Flávio foi sócio de uma loja de chocolates na Barra da Tijuca, apontada pelo MP como estrutura para lavagem de dinheiro da rachadinha. O MP-RJ considerou os valores movimentados pela empresa desproporcionais ao faturamento. Depósitos realizados na boca do caixa despertaram a suspeita de ocultação da origem da quantia em espécie. Além disso, as transações coincidiram com o período em que Queiroz desviava parte dos salários do gabinete.
Segundo os investigadores, o negócio tinha a “finalidade de acobertar a inserção de recursos decorrentes do esquema de rachadinhas da Alerj no patrimônio de Flávio Bolsonaro sem levantar suspeitas.”
Outra forma de lavagem seria a compra de imóveis com dinheiro em espécie. A investigação sobre o gabinete de Flávio atingiu 37 imóveis supostamente ligados ao senador, entre apartamentos e salas comerciais na Zona Sul e Oeste do Rio.
As vendas declaradas entre 2010 e 2017 representariam uma lucratividade de R$ 3 milhões, segundo o MP. Na época, Flávio negou irregularidades, afirmando que a compra e venda era um “negócio arriscado, mas bem-sucedido”.
No intervalo de 12 anos como deputado na Alerj, o patrimônio de Flávio registrou um crescimento exponencial de 397%. Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, ele declarou apenas um carro no valor de R$ 25.500. Atualmente, o primogênito de Jair Bolsonaro é dono de R$ 1,74 milhão em bens declarados na Justiça Eleitoral.
Em 2024, o senador quitou o financiamento da mansão de R$ 6 milhões em Brasília. O valor é mais que o triplo do total de bens declarados à Justiça Eleitoral. Ao comprar a casa, em 2021, Flávio deu uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiou o restante do pagamento junto ao Banco de Brasília (BRB). O imóvel de 2,4 mil m² fica localizado em uma área batizada de “Setor de Mansões”, da capital federal.
Agora, flagrado com troca de carícias verbais com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.
“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”, essa é a mensagem que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, mandou ao banqueiro Daniel Vorcaro, via WhatsApp, um dia antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.
A frase, que demonstra a proximidade entre os dois, é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.
Os documentos obtidos pelo The Intercept Brasil indicam que ao menos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) já haviam sido pagos, entre fevereiro e maio de 2025, para apoiar a produção do longa.
Os registros incluem um cronograma de repasses, comprovantes bancários e cobranças relacionadas à produção. Produções que visam enaltecer a história do clã Bolsonaro têm a origem de seu financiamento questionada nas redes.
Além da produtora de “Dark Horse”, que recebeu dinheiro privado e R$ 108 milhões em recursos da Prefeitura de São Paulo, uma investigação da SGBR revelou que outras entidades ligadas a produções de filmes sobre o grupo já receberam quase R$ 1 milhão em verbas públicas.
Suspeita-se, os recursos públicos e privados para o filme serviram para lavagem de dinheiro que ajudou a manter a estrutura e vida de Eduardo Bolsonaro nos EUA, enquanto ele buscava atacar a soberania nacional junto ao Governo Trump e agora, quando não retorna ao país pelas decisões da justiça a que responde, com a articulação e planejamento de Flávio Bolsonaro. Isso explica um orçamento muito maior que o necessário e a vista fonte de recursos, de dinheiro do Master a emendas parlamentares e do Estado de São Paulo. Claro, todos negam as acusações.
Esses escândalos já viriam à tona com os holofotes da campanha pra valer. Mas foram antecipados pelo áudio vazado do próprio Flávio adulando Vorcaro. Entre a decência e o apreço à história genética, Flávio Bolsonaro optou pela segunda opção, ao escrever no lugar de uma biografia, uma extensa ficha corrida.
Orgulho sertanejo
Natural de Carnaíba, do distrito de Ibitiranga (PE), Tomé Neto será empossado nesta segunda-feira (18) o novo superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no estado de Alagoas. Com uma trajetória sólida dentro da instituição, Tomé iniciou sua jornada no BNB em 2005.
Pneumonia
A demora do prefeito Sandrinho Palmeira em buscar internação com alguns dias de sintomas persistentes foi o que prolongou sua internação. Palmeira teve que passar a usar antibióticos mais potentes dada a resistência da infecção. Ele ficou quase duas semanas internado. Isso explica a ideia de ir a Recife para exames complementares.
TJPE devolveu imóvel abandonado ao Estado em 2022
Estes dias, foi notícia novamente o abandono de imóveis na Rua Roberto Nogueira Lima, que já serviram ao MP e Poder Judiciário, como residências de promotores e juízes de outras cidades. O blog apurou que em outubro de 2022, o TJPE formalizou Termo de Devolução do imóvel de número 181 à Secretaria de Administração, conforme publicação no Diário Oficial. O espaço está insalubre. Poderia sediar órgão estadual ou ser cedido à municipalidade, dada sua localização.
Não tá mais na base do “só vou se você for”
O deputado federal Lucas Ramos e o Estadual Diogo Moraes, estiveram em São José do Egito neste sábado (09). Os dois buscam a reeleição e são apoiados por lideranças políticas locais, como o ex-prefeito Evandro Valadares, o suplente de deputado estadual Paulo Jucá e socialista Gilberto Rodrigues. Já em Carnaíba, Diogo foi sozinho. Foi a primeira agenda dos governistas após o anúncio de Anchieta Patriota como pré-candidato a Deputado Federal. Lucas Ramos seguiu outra rota.
Desproporcional
O tom de Kaio Maniçoba contra o prefeito Pedro Alves, o acusando de barrar a ida da Carreta da Mulher para Iguaracy, tenha razão ou não, foi grossa, indelicada, desrespeitosa e desproporcional. Pedro Alves tem 80 anos. Nem a indignação por ter sido trocado por Luciano Duque no embate Pedro x Zeinha, nem qualquer outro episódio justifica o tom grosseiro. Ficou feio.
Falando neles
Esteja no trilho ou precisando melhorar, a construção da candidatura de Pedro Alves teve as digitais do ex-prefeito Zeinha, que também sabia ser mais fácil voltar ao poder considerando a idade a que o médico chegará, 83 anos em outubro de 2028. Também a passividade do atual vice, que preferiu aceitar a se impor. O estilo e histórico de Pedro, que geriu a cidade nos anos 90, pro bem ou pro mal, era muito conhecido. Zeinha, Marquinhos e os que apoiaram o projeto não o fizeram enganados. A possível implosão da Frente Popular é responsabilidade dos três, cada um com sua parcela de culpa.
Reflexão
O Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio deu uma lúcida entrevista ao Diário de Pernambuco. Quando explicou suas críticas a quem ataca a democracia, definiu em uma frase: “um cristão não pode ficar alheio ao debate político e a Igreja não pode ser omissa”. E concluiu: “minha omissão, no fundo, é apoio para alguns”. Ou seja, quando você não se posiciona, favorece a quem ataca o povo, seus direitos e conquistas.
Guerra de…
O Deputado Federal Pedro Campos vai acionar o Ministério Público de Pernambuco e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para denunciar o que classificou como “um esquema institucionalizado de contratações emergenciais sem licitação na saúde pública de Pernambuco”. Segundo o parlamentar, o Governo Raquel Lyra transformou a exceção em regra e já autorizou cerca de R$286 milhões em gastos sem concorrência pública com instituições privadas responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Pernambuco, como o Hospital Mestre Vitalino e seis UPAEs.
…versões
Em resposta, a líder do Governo na Alepe, Socorro Pimentel, diz que os contratos emergenciais firmados pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) com Organizações Sociais de Saúde (OSS) são legais, possuem respaldo jurídico e foram adotados para evitar qualquer interrupção nos serviços prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As contratações garantem a continuidade da assistência sem alterações nos valores ou nos serviços já executados. Os acordos envolvem a gestão do Hospital Mestre Vitalino e das UPAEs de Arcoverde, Serra Talhada, Belo Jardim, Salgueiro, Garanhuns e Afogados da Ingazeira.
Haja “da terra”
Com a pré-candidatura de Anchieta Patriota a Federal, aumenta o fenômeno dos candidatos da terra a pedir votos no interior. Além dele, Danilo Simões (Federal-Afogados), Marconi Santana (Estadual-Flores), Luciano Duque (Estadual-Serra) Miguel Duque (Federal-Serra), Sebastião Oliveira (Estadual-Serra), Waldemar Oliveira (Federal-Serra), Aline Mariano (Estadual-Afogados), Breno Araújo (Estadual-Serra), Cristiano Dantas (Federal-Custódia), Regina da Saúde (Estadual-Itaíba), pelo menos quatro nomes de Arcoverde, e assim sucessivamente…
Cassação certa
Arcoverde segue a saga envolvendo o embate entre os governistas e o presidente da Câmara, Luciano Pacheco. Em reservas à Coluna, um nome governista disse que cumpridos os prazos, a cassação de Pacheco é certa. Pacheco insiste com a crítica de que a cassação não tem materialidade e é política, decidida após seu rompimento com o Governo Zeca.
Transnordestina: Humberto defende unidade geral e irrestrita
O Senador Humberto Costa criticou o TCU por suspender as obras da Transnordestina entre Salgueiro e o Porto de Suape, enquanto outros ramais avançam. O TCU suspendeu licitaçõese cobra estudos sobre aua viabilidade. “Perdemos empregos, desenvolvimento e competitividade logística”. Para ele, é hora de unir forças: bancada federal, prefeitos, setor produtivo e governo Raquel Lyra para cobrar recurso urgente ao TCU. Ele classificou a decisão como “um prejuízo formidável contra Pernambuco”. E seguiu: “A Transnordestina está no Novo PAC, é prioridade nacional. Pernambuco não pode mais esperar”.
Frase da semana:
“Jesus questionou os poderosos”.
Do Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio, reafirmando sua disposição em denunciar injustiças e ataques à democracia, mesmo intimidado por antidemocratas de meia tigela.
Após índices “péssimos” em 2024, gestão Flávio Marques aposta em reestruturação do sistema e reforma de unidades para estancar déficit educacional. A Prefeitura de Tabira oficializou nesta semana uma tentativa de “virada de chave” na educação municipal, setor que vem enfrentando dificuldades críticas nos últimos anos. Com um investimento anunciado de R$ 500 mil em […]
Após índices “péssimos” em 2024, gestão Flávio Marques aposta em reestruturação do sistema e reforma de unidades para estancar déficit educacional.
A Prefeitura de Tabira oficializou nesta semana uma tentativa de “virada de chave” na educação municipal, setor que vem enfrentando dificuldades críticas nos últimos anos. Com um investimento anunciado de R$ 500 mil em recursos próprios, a gestão assinou a ordem de serviço para a criação do Centro Municipal de Alfabetização e Desenvolvimento Infantil Professor José Odano de Goes Pires, além da reforma e ampliação da Escola Antônio Nogueira Barros.
O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre os indicadores educacionais da cidade. O próprio prefeito, Flávio Marques, admitiu que a medida é uma resposta urgente ao desempenho insuficiente das políticas de alfabetização registradas anteriormente.
O peso dos indicadores
O tom da gestão é de autocrítica e urgência. Segundo Marques, o novo modelo pedagógico e a infraestrutura são peças de uma engrenagem para evitar a repetição de falhas passadas.
“Diante dos índices não favoráveis da alfabetização do nosso município, nós elaboramos e planejamos uma grande mudança no sistema municipal de educação”, justificou o prefeito, admitindo a necessidade de uma ruptura com o que vinha sendo feito.
O foco central é o combate ao “atraso” que ficou evidente nos balanços da Secretaria de Educação. Marques foi enfático ao classificar os dados de dois anos atrás como inaceitáveis:
“Eu tenho certeza que aquele péssimo resultado que nós tivemos em 2024, se Deus quiser, nós não iremos repetir a partir desse novo modelo”, afirmou.
Orçamento e Estrutura
Em um cenário de orçamentos municipais apertados, o uso de recursos próprios (mais de meio milhão de reais) coloca a educação no centro do debate político local. A secretária de Educação, Aracelis Amaral, confirmou que o montante será destinado exclusivamente à implantação do novo Centro e à modernização das unidades escolares.
Para o Executivo, a reformulação é a última cartada para garantir que 2026 apresente números superiores aos de 2025, ano que serviu de transição para o novo modelo.
“Eu não tenho dúvida que esse trabalho realizado por toda essa equipe, por essa nova reformulação do sistema de educação municipal agora com o centro municipal de alfabetização, fará com que este ano seja melhor”, concluiu Marques.
A eficácia do investimento, agora, será medida pela capacidade da rede municipal em alfabetizar as crianças na idade certa, um dos pilares para a redução das desigualdades sociais no Sertão.
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