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Paradas, obras da Transnordestina são retrato do descaso

Por Nill Júnior

G1

O descaso se encontra no município de Salgueiro, no sertão de Pernambuco. É ali, não muito longe do centro da cidade, que duas obras bilionárias, anunciadas como promessas de um desenvolvimento que ainda não veio, se entrelaçam.

Os trilhos da ferrovia Transnordestina passam por sobre o canal da transposição do Rio São Francisco. Uma obra para integrar e fortalecer a economia do Nordeste. A outra, para vencer a seca. As duas orçadas em mais de R$ 20 bilhões. Ambas paradas.

No caso da Transnordestina, o problema é mais grave. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o contrato atual da obra previa que a ferrovia deveria ter sido concluída no fim de janeiro. Em uma década, no entanto, apenas 600 quilômetros de trilhos foram colocados de 1.753 da extensão total.

 Uma imagem aérea do canteiro industrial dá a dimensão do abandono e revela o trecho exato em que Transnordestina e transposição se cruzam. De um lado, correm os trilhos com cinco locomotivas estacionadas. Um espantalho faz as vezes de segurança no posto avançado de vigilância.

Outras Notícias

Opinião: ponto para Sebastião

Sebastião Dias disse recentemente que a usina de asfalto será adquirida com dinheiro que seria aplicado no carnaval da cidade, que até hoje só lhe rendia dor de cabeça, pelas críticas de que era um evento “anti cultural” com gasto elevado e atrações de qualidade questionável. Em 2017, a programação carnavalesca na Cidade das Tradições […]

Sebastião Dias disse recentemente que a usina de asfalto será adquirida com dinheiro que seria aplicado no carnaval da cidade, que até hoje só lhe rendia dor de cabeça, pelas críticas de que era um evento “anti cultural” com gasto elevado e atrações de qualidade questionável.

Em 2017, a programação carnavalesca na Cidade das Tradições consumiu R$ 302 mil. Ainda houve cachês inflacionados, como o de uma Banda que recebeu R$ 60 mil por um show que durou menos de duas horas, quando em Triunfo havia tocado no mesmo carnaval por R$ 40 mil.

Além dos gastos, a programação chamou a atenção pela falta de sintonia com a  tradição do carnaval de Pernambuco, tanto que foi batizado de carnaval anti-cultural.

O blog defende há anos inclusive que haja rigor de órgaos de controle e uma legislação que proteja o dinheiro público de gastos com festas e eventos onde há déficit em áreas essenciais, como calçamento, saneamento, saúde, educação.

Sob o argumento de que festas com dinheiro público “aquecem a economia”, a certeza de que com organização, muitas cidades têm como organizar ou melhorar rotas turísticas o ano todo, como a rota do forró, da poesia, do cangaço, fomentando emprego e renda.

Sebastião certamente vai receber alguma pressão de quem estimula essa farra com dinheiro público ou adere a um evento que ia na contramão das tradições do estado na Festa de Momo.

Nesse ponto, aplausos à coragem de Sebastião de dar prioridade correta e decente a esse dinheiro.

SINTEPE diz haver irregularidades em contrato de R$ 183 milhões do Estado para reforma de escolas em Pernambuco

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou nesta sexta-feira (22) uma coletiva de imprensa, onde apresentou denúncias de suspeita de mal uso de dinheiro público nas escolas da rede estadual de ensino. Na ocasião, o sindicato lançou a campanha: “Cadê a Reforma da Minha Escola?”. Representaram o Sindicato na mesa os diretores […]

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou nesta sexta-feira (22) uma coletiva de imprensa, onde apresentou denúncias de suspeita de mal uso de dinheiro público nas escolas da rede estadual de ensino.

Na ocasião, o sindicato lançou a campanha: “Cadê a Reforma da Minha Escola?”. Representaram o Sindicato na mesa os diretores de comunicação Magna Katariny, Alceu Domingues e Dilson Marques.

O Sintepe coletou informações no Portal da Transparência do Governo do Estado de um contrato de manutenção das escolas, no valor total de R$ 182.784.905,05. Após coletados centenas de Boletins de Medição de Obra, o Sindicato analisou parte destes documentos e constatou in loco a situação de uma pequena amostragem de 10 escolas, na última segunda-feira (18). O contrato abarcou reformas em 798 unidades de ensino em todo o Estado. Estes dados estão disponíveis no site do Sintepe.

Nas 10 escolas, todas localizadas na Região Metropolitana do Recife, o Sindicato constatou diversos problemas que deveriam ter sido sanados pelas reformas milionárias.

Entre os principais problemas estão: estruturas comprometidas com infiltrações, rachaduras, salas inadequadas para atividades pedagógicas, problemas elétricos com fiações expostas e risco de choque elétrico, banheiros sem condições adequadas de uso, mato alto na área externa das unidades, quadras em situações degradantes, além de ambientes quentes e sem climatização adequada.

A Escola de Referência em Ensino Fundamental Creusa Barreto Dornelas Câmara, localizada no bairro da Torre, foi uma das unidades com a pior situação encontrada. Um cenário de precariedade que contrasta com o volume de intervenções e recursos empregados na escola do montante de R$ 1 milhão e 700 mil.

Diante desses diversos problemas encontrados, o Sintepe elaborou um hotsite denunciando o que chamou de possível “escândalo da educação”. Nele, é possível conferir os boletins de medição de obras nas 798 escolas abarcadas por este contrato de quase R$ 183 milhões.

Anvisa é aceita em programa internacional de inspeções

Com representantes do Reino Unido, Japão, EUA e OMS, entre outros, programa possui o objetivo de racionalizar inspeções de BPF para fabricantes internacionais de IFAs. A Anvisa foi aceita no Programa Internacional de Racionalização de Inspeções de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). Com isso, o Brasil passa a integrar um […]

Com representantes do Reino Unido, Japão, EUA e OMS, entre outros, programa possui o objetivo de racionalizar inspeções de BPF para fabricantes internacionais de IFAs.

A Anvisa foi aceita no Programa Internacional de Racionalização de Inspeções de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). Com isso, o Brasil passa a integrar um grupo formado por diversos países que atuam de forma articulada para a realização de inspeções e o compartilhamento de informações. 

A comunicação oficial da conclusão exitosa do processo de adesão da Anvisa ao API Cluster (nome do programa) foi feita pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA), no dia 17 de setembro.  

A adesão como membro do programa fortalece a cooperação já existente entre as agências, com o reconhecimento da Anvisa como participante ativa, contribuindo para o aprimoramento e a racionalização internacional das inspeções de boas práticas de fabricação de insumos farmacêuticos ativos. 

Como membro efetivo do API Cluster, será possível maior troca de informação entre os órgãos reguladores, com consequente melhora na capacidade de inspeção dos participantes, permitindo que mais locais sejam monitorados e reduzindo a duplicidade de ações.  

Sobre o programa 

O programa possui o objetivo de racionalizar as inspeções de BPF para fabricantes internacionais de IFAs, com foco na cooperação e confiança mútua entre os reguladores participantes, facilitando a comunicação e a troca de informações.  

A iniciativa facilita a troca de dados sobre o cronograma de inspeções, bem como o desfecho destas atividades, incluindo a organização de vistorias conjuntas entre os membros em sítios fabris de interesse comum.  

Além do Brasil, as autoridades membros participantes são as seguintes: França (Agence Nationale de Sécurité du Médicament et des Produits de Santé – ANSM); Dinamarca (The Danish Medicines Agency – DKMA); Irlanda (Health Products Regulatory Authority – HPRA); Itália (Agenzia Italiana del Farmaco – AIFA); Reino Unido (Medicines & Healthcare Products Regulatory Agency – MHRA); The European Directorate of the Quality of Medicines and Healthcare - EDQM; Estados Unidos (Food and Drug Administration – FDA); Australia (Therapeutic Goods Administration – TGA); Canadá (Health Canada); Japão (Pharmaceuticals and Medical Devices Agency – PMDA); Organização Mundial da Saúde (OMS).

Convergência

A entrada da Anvisa no programa é mais um passo nos esforços do órgão para a convergência regulatória internacional, assim como a recente admissão no Esquema de Cooperação de Inspeção Farmacêutica (Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme – PIC/S) e a racionalização da força de trabalho em busca de respostas ágeis à sociedade, sem prejuízo da qualidade da avaliação técnica. 

A admissão mostra também o fortalecimento e o reconhecimento internacional do trabalho da Agência na área de inspeções sanitárias.

Tabira: assinada Ordem de Serviço do Centro de Monitoramento da Guarda

O prefeito Sebastião Dias Filho (PTB) assinou, na manhã de sexta-feira, dia 06, a Ordem de Serviço da construção do centro de Monitoramento da Guarda Municipal de Tabira. O secretário de Administração Dr. Flávio Marques fez um relato da gestão no investimento em segurança, garantindo que há preocupação da gestão municipal em cuidar do patrimônio público […]

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O prefeito Sebastião Dias Filho (PTB) assinou, na manhã de sexta-feira, dia 06, a Ordem de Serviço da construção do centro de Monitoramento da Guarda Municipal de Tabira.

O secretário de Administração Dr. Flávio Marques fez um relato da gestão no investimento em segurança, garantindo que há preocupação da gestão municipal em cuidar do patrimônio público e das famílias.

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Diversas autoridades participaram do momento solene. O presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Joselito Rodrigues destacou o trabalho que a Guarda desenvolve em Tabira.  Os vereadores Nely Sampaio e Val do Bar parabenizaram a ação.

O delegado regional da polícia Civil Jorge Damasceno também acompanhou a cerimônia.  O prefeito Sebastião Dias agradeceu a presença das autoridades e parabenizou a todos os envolvidos na conquista.  “Essa ação vai oferecer maior apoio à Guarda Municipal e melhorar o trabalho, garantindo mais conforto e segurança”, prometeu  o prefeito.

Sandrinho defende ações, rebate oposição e diz que pesquisa está “dentro do esperado”

O prefeito de Afogados da Ingazeira,  Sandrinho Palmeira,  foi o convidado do último Debate das Dez do ano. Ele defendeu as ações de seu governo,  citando a gestão da ASAVAP, a convocação de concursados,  o início do processo de municipalização do trânsito,  a Ponte Dom Francisco,  a nova Escola Dom Mota,  o número de ruas […]

O prefeito de Afogados da Ingazeira,  Sandrinho Palmeira,  foi o convidado do último Debate das Dez do ano.

Ele defendeu as ações de seu governo,  citando a gestão da ASAVAP, a convocação de concursados,  o início do processo de municipalização do trânsito,  a Ponte Dom Francisco,  a nova Escola Dom Mota,  o número de ruas calçadas e asfaltadas, dentre outras ações.

Sandrinho rebateu a crítica de Danilo Simões sobre o pagamento de diárias ao secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, Artur Amorim.

O gestor municipal justificou que os gastos com viagens têm resultado em captação de recursos significativos para o município.

“A secretaria de Saúde de Afogados tem que captar recursos fora.  Inclusive Pedro Campos,  com aval de João Campos,  irá aportar R$ 7 milhões em 2026”, declarou Sandrinho Palmeira durante o programa.

O prefeito também adiantou que suas próprias diárias deverão aumentar em 2026, explicando que será necessário intensificar as viagens para captar mais recursos destinados a diversas áreas do município de Afogados da Ingazeira. “Eu já vi que tenho que deixar mais o município para captar recursos. Então,  teremos mais despesas com diárias”, disse.

Sandrinho rebateu as críticas de Danilo sobre a contratação da empresa de manutenção de veículos chamada Oni Empresarial, numa cidade chamada Paramirim. “O dado correto é de que foram mais de R$ 600 mil, não R$ 510 mil como ele disse. Como nunca foi gestor, não precisa saber que qualquer empresa do país pode concorrer às licitações”, citando ainda empresas de Espírito Santo e São Paulo.

Sandrinho também afirmou que, ao contrário de Danilo,  “não fica em cima do muro” no debate nacional. “Eu sou Lula”, afirmou.

Sobre a aprovação de 61%, tida por quem analisa pesquisas como regular, reconheceu ser um sinal de alerta, mas que dadas as circunstâncias e o ano difícil,  está satisfeito com os números. Sandrinho disse que a sua gestão vai encomendar uma pesquisa qualitativa para avaliar o governo.

Sandrinho chegou a sugerir que o caso Jandyson impactou sua avaliação. Quando confrontado com.a posição desse jornalista de que há críticas a parte da equipe e à demora em entregar algumas ações,  disse que há razão em cobrar e que projetos como a municipalização do trânsito,  Pátio da Feira,  nova Secretaria de Saúde e parque solar sairão do papel, sem se comprometer com novas datas de entrega.

Sandrinho admitiu problemas pontuais com o Secretariado,  mas negou que haja problemas insanáveis, defendendo a equipe. Também disse que podem haver reacomodações de função,  mas descartou mudanças na equipe.

A entrevista completa está no YouTube da Rádio Pajeú.