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Padre sertanejo desabafa e diz que colegas na mídia usaram “discurso do medo” nas eleições

Por Nill Júnior
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Padre Luizinho: padres e canais de televisão da igreja também escolheram um lado, pensando que o povo inteiro iria atender seus apelos.

Em carta desabafo, sacerdote do Pajeú diz que realidade econômica na região é outra e que padres ofuscados pelas luzes da fama usaram discurso do medo contra Dilma

Em sua página na rede de relacionamento Facebook, o Padre Luiz Marques Ferreira fez um desabafo contra colegas sacerdotes  que têm programas televisivo em redes católicas, que, segundo ele, reproduziram o “discurso do medo” contra a candidatura de Dilma Roussef.

O padre em texto, assue praticamente o mesmo posicionamento que tomou em entrevista recente à Rádio Pajeú, quando falou ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Padre Luizinho deixou claro que sua posição não reflete necessariamente o que pensa a Diocese ou em nome das Pastorais Sociais da Igreja.

No texto, fica clara a opção de padre Luizinho, conhecido pela efetiva militância pastoral e cristã, sob o argumento dos avanços históricos nos últimos anos.   Leia na íntegra o que disse o sacerdote em postagem no Facebook:

Terminada as eleições, passado o momento de tenções que é próprio desse tempo, no coração do poder político; Congresso Nacional e poder executivo, trava-se agora uma luta efervescente entre situação e oposição que também é normal num sistema democrático.

Gostaria apenas de expressar minha opinião e sentimentos que me despertaram durante o pleito sobre a atitude equivocada e pretensiosa de alguns sacerdotes que têm programas televisivo em redes católicas, rádios e também inserções em redes sociais. Sobre tudo aqueles que vivem ofuscados pelas luzes da fama efêmera e iludosa. Refiro-me a canais de televisão de nossa igreja que não ficaram atrás das demais emissoras que orquestradamente escolheram um lado, talvez pensando que o povo inteiro iria atender todos os seus apelos.

Quando um sacerdote diz: “O católico que votar em D vai pro inferno”, outro que diz “onde estão as vozes proféticas do Brasil”, outro ainda “a igreja está em perigo”, se A não vencer será uma grande perda para o Brasil, etc… Enfim, muitos desses meus colegas, através de pregações, declarações e postagens, usaram do aceno que ainda têm na mídia católica para que, de forma pretenciosa e com orientação teológica recheada de traços medievais, desassociados da realidade e do sentimento do povo, metessem medo nos que por ventura escolhessem a candidata renegada por eles.

A forma de como estes colegas se colocaram e logo era repetido pelo mesmo seguimento nas redes sociais, leva-me a lembra-los que vocês não representam e nem expressam o modelo, o jeito e nem a identidade da maioria dos presbíteros brasileiros. Lembrem-se que somos diversos, em lugares e comunidades com características incomuns a vocês.

Somos do Sertão do Pajeú, do semiárido nordestino, onde este povo ímpar em sua expressão cultural, religiosa e política tem inteligência e também tem seus pastores, em sua maioria nativos que estudaram como vocês, conhecem e estão em comunhão profunda com a Igreja e seus anseios atuais. Por tanto, somos do mesmo tamanho. Talvez a diferença é porque muitos de vocês estão imbuídos no mundo da fantasia, embebidos pela luz das câmaras ou dos palcos, que basta serem apagadas que pode leva-los a uma profunda crise vocacional.

O lugar onde vivemos é o Brasil real. Quando um de vocês diz “as vozes proféticas do Brasil se calaram” tudo porque não se posicionaram diante dos casos de corrupção. Estão também equivocados, pois não existe nenhuma instituição no Brasil que, ao longo de seus 50 anos, tem combatido com todo vigor a falta de ética e moral na política do País. Na verdade o que não vemos é vocês e tais canais se empreenderem nessa luta que a CNBB, OAB e vários movimentos eclesiais abraçaram. Logo percebo que a indagação do Pe. Paulo Ricardo talvez fosse porque a Igreja do Brasil não tenha oficialmente recomendado votos ao candidato tucano.

Não sou petista, não defendo nenhum partido. Em nossa história de igreja aqui sempre nos opomos a corrupção e a política pequena que instrumentaliza o povo, mas nós que s convivemos diariamente com a realidade concreta do nosso povo podemos diferenciar o tempo em que nossas casas paroquiais eram constantemente cheias de pessoas atrás de comida, passagem, remédios, roupas, etc. Isto não tem mais. E é falso dizer que só foi por causa do Bolsa Família. Os tantos programas, tais como: casa própria, mais médicos, Seguro Safra, Pronaf, Ciência sem Fronteira, cotas estudantis, FIES, etc, contribuíram para que este povo fosse incluído, considerado gente. Isto não é favor, é conquista de uma gente que há 500 anos vivia sob domínio dos coronéis, sem ter autonomia nem liberdade.

Existe corrupção, desvio de conduta, falta de ética (impregnado na formação do povo brasileiro), mas nossa igreja, pelo menos a que está no Sertão do Pajeú, não está sendo conivente, mas os vários programas sociais implantados não são obras de ficção científica, eles existem. As pessoas nos últimos doze anos tem o que nunca tiveram, e é bom lembrar que aqueles que optaram por Dilma não foram só os contemplados com tais programas. Muita gente quer mudança, mas não necessariamente mudança de pessoa, os que queriam já foram do poder e não desenvolveram nenhuma política de inclusão verdadeira.

Todas estas conquistas levou o povo mais humilde dessa região a reconduzir a presidente ao poder. O que devíamos fazer? Ficar contra o povo de Deus, só para satisfazer o ego de alguns que têm um modelo de Igreja desassociado da realidade da vida do povo.

Não sou a favor da perpetuação no poder de nem um partido nem grupo. A alternância de comando é importante e fortalece a democracia, mas para que isso aconteça não basta só dizer que “vai pro inferno” quem votar em A ou D,
tem que comer do que comemos,
tem que provar do que provamos,
tem que passar nessas estradas,
tem que andar com quem andamos,
tem que rezar, suar e crer
pra ver o dia amanhecer,
tem que amar o que amamos… 

Fraternalmente seu colega, Padre como vocês, da Igreja que está no Sertão do Pajeú,

Pe. Luisinho

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Mais um bispo de Pernambuco defende soberania nocional em celebração

Em meu comentário para o Jornal Itapuama desta quarta (22/10), repercuto a manifestação do bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, em defesa da soberania nacional durante celebração. Em sua fala, o líder religioso fez um chamado à participação cidadã nas eleições e enfatizou a importância de preservar […]

Em meu comentário para o Jornal Itapuama desta quarta (22/10), repercuto a manifestação do bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, em defesa da soberania nacional durante celebração.

Em sua fala, o líder religioso fez um chamado à participação cidadã nas eleições e enfatizou a importância de preservar a soberania do país sem entregá-lo a potências estrangeiras, como os Estados Unidos. A declaração gerou forte repercussão e aplausos dos fiéis presentes.

Destaco que este é mais um posicionamento de um bispo pernambucano nessa linha, recordando a recente manifestação do bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, no Pajeú.

Analiso ainda o papel histórico e político da Igreja, destacando que defender a soberania e a autonomia do território nacional deve ser uma pauta acima de divisões partidárias ou alinhamentos ideológicos de campanhas.

Clique no link abaixo e confira meu comentário no Instagram da Rádio Itapuama.

 

PoderData/AYA: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos; diferença cai pela metade em relação à pesquisa anterior

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual. Na comparação com o […]

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (19), Flávio oscilou de 52% para 51%, enquanto Lula passou de 48% para 49%. Com isso, a distância entre os dois candidatos caiu de quatro para dois pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na sexta-feira (16), penúltima rodada do instituto, havia registrado empate numérico, com 50% dos votos válidos para cada candidato. Na sequência, Flávio passou a 52% e Lula a 48%, antes de os percentuais chegarem aos atuais 51% e 49%.

A comparação das três pesquisas mostra que a diferença entre os candidatos passou de zero ponto percentual, em 16 de outubro, para quatro pontos, no dia 19, e recuou para dois pontos nesta quinta-feira (22).

As variações de um ponto percentual em relação à rodada imediatamente anterior estão dentro das margens de erro dos levantamentos. Por isso, não é possível afirmar que representem uma mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

No cenário de votos totais, que considera também as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que ainda não decidiram, Flávio registra 49% e Lula, 48%.

Em relação à pesquisa anterior, Flávio manteve os 49%, enquanto Lula passou de 46% para 48%. Os votos brancos e nulos representam 3%, ante 4% na rodada passada. Os entrevistados que não souberam responder somam 1%, contra 2% anteriormente. As diferenças na soma dos percentuais decorrem de arredondamentos.

O levantamento mais recente ouviu 4 mil eleitores por telefone, em todo o país. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do PoderData e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07926/2026.

As duas rodadas anteriores ouviram 3 mil eleitores cada, também por telefone, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram realizados de 13 a 15 de outubro e de 16 a 18 de outubro, respectivamente.

Fonte: PoderData/AYA
Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

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Bispo de Nazaré da Mata defende soberania. “Nada de entregar nosso país aos EUA”

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, […]

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, sediada na Paróquia de Sant’Ana.

Em sua homilia, o religioso abordou o cenário político nacional e afirmou: “Nada de entregar o nosso país aos Estados Unidos! O nosso país é soberano!”

A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio de fiéis presentes à celebração, conforme o relato divulgado sobre o evento. A missa também foi transmitida pelo canal da paróquia no YouTube.

Segundo as informações da organização, a romaria reuniu mais de 3 mil participantes de 35 municípios e representantes de mais de 50 paróquias da Diocese de Nazaré da Mata, que abrange comunidades do Agreste Setentrional e da Zona da Mata Norte.

Além da defesa da soberania nacional, Dom Francisco incentivou os eleitores a comparecerem às urnas no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno da eleição presidencial.

O bispo também mencionou a participação dos idosos e a possibilidade de o comparecimento eleitoral ser utilizado como prova de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação é confirmada pelo INSS, que utiliza os registros de comparecimento às urnas no cruzamento de dados para comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A ausência na votação, entretanto, não provoca bloqueio automático de benefícios.

Outro ponto abordado na celebração foi a necessidade de melhorar as condições de votação, diante das filas registradas em seções eleitorais durante o primeiro turno. O religioso defendeu maior agilidade no atendimento aos eleitores.

Ao tratar das divergências políticas, Dom Francisco alertou para os conflitos provocados pela polarização e pediu que as diferenças de posicionamento não comprometam as relações familiares.

Na reflexão, o bispo destacou a importância do diálogo e da convivência entre parentes que possuem opiniões políticas distintas, defendendo que disputas eleitorais não sejam motivo para o rompimento de vínculos familiares.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a fala de Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena durante a Romaria Diocesana das Famílias, em Bom Jardim.

 

Imagem: Frame/Reprodução

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Errata: TSE reconhece erro na informação sobre 4,3 mil seções eleitorais; número atualizado é de 343

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação. […]

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação.

O esclarecimento foi apresentado na quarta-feira (21) pelo presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o magistrado, a informação equivocada surgiu de uma comparação entre os dados das eleições de 2024 e os de 2026, e não entre os dois turnos deste ano.

“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado”, explicou.

A assessoria do TSE também informou que houve falhas na alimentação do sistema da Justiça Eleitoral pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o que contribuiu para a divulgação dos números incorretos.

A revisão foi realizada ao longo da semana. Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções com mudanças de endereço. Na quarta-feira (21), após uma nova atualização, o total caiu para 343.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema utilizado pela Justiça Eleitoral apresentava inicialmente dados acumulados desde 2024. Com a atualização das informações pelos tribunais regionais, o número foi ajustado para refletir as alterações ocorridas especificamente entre os dois turnos de 2026.

A Justiça Eleitoral ressalta que novas mudanças ainda podem ocorrer até domingo (25), data do segundo turno, especialmente em situações excepcionais, como problemas estruturais nos prédios utilizados para votação.

Por isso, a recomendação é que os eleitores consultem seus locais de votação antes de sair de casa. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelos portais oficiais do TSE e dos TREs.

O Tribunal também alerta para a circulação de links não oficiais em aplicativos de mensagens e redes sociais, orientando que as consultas sejam feitas exclusivamente pelos canais da Justiça Eleitoral.

No sábado (17), o Blog também divulgou a informação sobre as 4.352 seções, com base nos dados inicialmente apresentados pela Justiça Eleitoral, agora corrigidos oficialmente.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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CNBB divulga mensagem em defesa da democracia e pede respeito ao resultado das eleições

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos. A manifestação também reforça a […]

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos.

A manifestação também reforça a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Segundo a CNBB, o processo eleitoral exige compromisso com as regras democráticas e com a liberdade de escolha dos eleitores.

Na mensagem, a entidade pede ainda que a população avalie a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

O posicionamento foi divulgado a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), em meio ao debate público sobre o respeito ao resultado das urnas.

Fonte: GloboNews
Imagem: Reprodução

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