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Ouvintes de Tabira preferem João Campos a Raquel Lyra

Por André Luis

A declaração do prefeito de Tabira, Flávio Marques, em defesa da reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) gerou repercussão política e movimentou o debate público no município. Diante da polêmica, o Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, decidiu ouvir a população sobre o tema e lançou uma enquete no ar nesta terça-feira (17).

A pergunta foi direta: quem Flávio Marques deveria apoiar para governador em 2026: Raquel Lyra ou João Campos (PSB)? O resultado refletiu um cenário de divisão, mas com clara vantagem para o nome do atual prefeito do Recife.

Dos áudios enviados por ouvintes e veiculados durante o programa, 65% defenderam que Flávio deve apoiar João Campos, enquanto 35% preferiram que ele permaneça ao lado de Raquel Lyra.

Entre os que optaram por João Campos, a principal crítica à governadora foi o que consideram como falta de atenção com Tabira, especialmente em relação à situação precária das estradas que cortam o município. “Ela demorou a olhar para nossa cidade”, resumiu um dos participantes.

Já os que se posicionaram a favor de Raquel Lyra argumentaram que Tabira não pode continuar na contramão do Governo do Estado, sob o risco de perder investimentos e obras importantes, como já teria ocorrido em outras gestões.

A enquete reforça o dilema político que se desenha para Flávio Marques, que apesar de ainda estar no meio de seu mandato, já se vê pressionado a definir seu rumo na sucessão estadual de 2026 — em meio à disputa crescente entre duas lideranças que avançam no Sertão: Raquel Lyra e João Campos.

Outras Notícias

A convite dos Cabras de Lampião, Duque participa do Desfile das Campeãs em São Paulo

As escolas vencedoras dos grupos Especial e de Acesso retornam ao Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, na noite deste sábado (25) para o Desfile das Campeãs do carnaval 2023. Os portões serão abertos ao público às 18h, e os desfiles devem começar às 19h30. Ao todo, nove escolas participarão do evento. […]

As escolas vencedoras dos grupos Especial e de Acesso retornam ao Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, na noite deste sábado (25) para o Desfile das Campeãs do carnaval 2023.

Os portões serão abertos ao público às 18h, e os desfiles devem começar às 19h30.

Ao todo, nove escolas participarão do evento. As cinco primeiras colocadas do Grupo Especial e as campeãs e vice-campeãs do Acesso I e do Acesso II.

Vice-campeã do Grupo Especial, a Mancha Verde deve desfilar 01h40 da madrugada de sábado para domingo. Assim como na competição,  o grupo Cabras de Lampião participa do desfile.

A novidade é a participação do Deputada Estadual eleito e ex-prefeito Luciano Duque (SD). Em um vídeo nas redes sociais,  Cleonice Maria,  que também preside o PT municipal,  registra a presença do Deputado na comitiva.

“Estamos nós voltando a São Paulo.  Vamos para a Avenida do Anhembi com muito orgulho levar a cultura de Serra Talhada para o Desfile das Campeãs.  Nós,  o grupo de Xaxado Cabras de Lampião com o Deputado Luciano Duque”, diz Cleonice.

“Não poderia deixar de faltar a esse convite da Fundação Cabras de Lampião levando Serra Talhada levando nossa cultura para o Brasil e fortalecendo o que a Fundação sabe fazer de bom que é o Xaxado e a cultura de Lampião”, diz Duque.

Até a ida de Duque a São Paulo alimenta o debate político. Isso porque o Cabras de Lampião tem questionado publicamente a prefeita Márcia Conrado por sua participação institucional e pessoal nos desfiles que homenagearam Serra e o Xaxado,  com Mancha Verde e a campeã do Rio, Imperatriz Leopoldinense.

Nas redes sociais, a prefeita se manifestou em algumas oportunidades. Mas houve quem defendesse que ela poderia ter feito mais.  Novo capítulo foi o da fala de Anildomá William, o Domá, que revelou ao Farol de Notícias que a gestora recuou de um apoio confirmado à escola do Rio.

Como em tudo, o componente político está sedo invocado. Domá e Cleonice se afastaram de Márcia depois que a gestora ignorou a presidente do PT nas mudanças de seu secretariado e sacou Anildomá da Fundação Cultural de Serra Talhada em dezembro.

Prova disso é que o primeiro a curtir a postagem de Duque indo com os Cabras de Lampião a São Paulo foi um dos principais desafetos de Márcia, o vereador Vandinho da Saúde.

Reportagem da Época detalha a rachadura no clã Arraes-Campos

Reportagem também traz relato de Antônio Campos que diz que o que houve na Paraíba com o PSB com a Operação Calvário, é pequeno diante do que poderá ocorrer em Pernambuco. Por André Luis A revista Época revela em extensa reportagem, brigas, ciúme e divergências políticas, que marcam a rotina da casta de Miguel Arraes […]

Reportagem também traz relato de Antônio Campos que diz que o que houve na Paraíba com o PSB com a Operação Calvário, é pequeno diante do que poderá ocorrer em Pernambuco.

Por André Luis

A revista Época revela em extensa reportagem, brigas, ciúme e divergências políticas, que marcam a rotina da casta de Miguel Arraes em Pernambuco após a morte de seu neto e herdeiro político, Eduardo Campos.

A reportagem traça uma linha do tempo, mostrando os fatos e os acontecimentos que levaram “na sombra da ausência do patriarca e de seu maior herdeiro, rachaduras no clã que há décadas comanda o poder no Estado já cindiram os Arraes-Campos em três linhagens”, diz num trecho.

A reportagem também revela que Antônio Campos – em Guerra com o sobrinho, o deputado federal João Campos – sem entrar em detalhes “antecipou que o que houve na Paraíba com o PSB — onde o ex-governador Ricardo Coutinho foi preso no fim do ano passado, na Operação Calvário — é pequeno diante do que poderá ocorrer em Pernambuco se as investigações sobre seus relatos forem levadas adiante”. Leia a íntegra da reportagem clicando aqui.

Sindicalistas rejeitam proposta de reformulação do Estatuto dos Servidores

“Para promover mudanças em qualquer legislação que diz respeito ao servidor público, estes têm que ser ouvidos”. Foi o que disse a deputada estadual Teresa Leitão em convocar uma Audiência Pública no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça para debater o Projeto de Lei 493/2015, de autoria do Poder Executivo, que pretende alterar 11 artigos […]

A Deputada Tereza Leitão
A Deputada Tereza Leitão

“Para promover mudanças em qualquer legislação que diz respeito ao servidor público, estes têm que ser ouvidos”. Foi o que disse a deputada estadual Teresa Leitão em convocar uma Audiência Pública no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça para debater o Projeto de Lei 493/2015, de autoria do Poder Executivo, que pretende alterar 11 artigos da Lei Estadual nº 6.123/1968, conhecida como Estatuto dos Servidores Públicos de Pernambuco.

A audiência pública, que contou com a presença de representantes sindicais e da Procuradoria do Estado, deu início às discussões acerca da reformulação do instrumento que rege a conduta e os direitos do funcionalismo estadual.

As modificações dizem respeito à punições, alterações em licenças e foi repudiada pelos servidores presentes, que consideraram a proposta “um desrespeito”. “Queremos discutir o estatuto como um todo. Questões como a sindicalização do servidor e o direito à greve, já previstas na Constituição Federal, não foram contempladas nessa proposta”, criticou o vice-presidente da CUT/PE, Paulo Rocha.

Os sindicalistas também criticaram o Governo do Estado por enviar o projeto antes de ouvir o Fórum dos Servidores de Pernambuco. “Temos uma mesa de negociação e, mesmo assim, só soubemos da matéria pelos jornais”, lamentou a presidente do Sindicato dos Fazendários, Giovanete Galvão. Nesse sentido, a deputada Teresa Leitão (PT) destacou que a audiência pública foi realizada com o objetivo de “suprir essa lacuna de debate entre o executivo e os servidores”.

A procuradora do Estado, Giovana Ferreira, defendeu a proposta. “O projeto não tira direitos e não mexe na estabilidade do servidor. São adaptações que visam contemplar a Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal nº 8.429/1992), o Estatuto dos Servidores Federais (Lei Federal nº 8.112/1990) e jurisprudências dos tribunais superiores”, frisou.

Hospam retoma Ambulatório de Palivizumabe para Proteção Infantil contra Vírus Respiratório

No Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada, Pernambuco, foi retomado hoje o ambulatório de Palivizumabe, uma iniciativa que desempenha um papel crucial na proteção da saúde infantil. Este serviço, que está em funcionamento desde maio de 2023, é coordenado pela pediatra Maria Luiza Ferreira e pela técnica de Enfermagem Maria Joelma, representando um […]

No Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada, Pernambuco, foi retomado hoje o ambulatório de Palivizumabe, uma iniciativa que desempenha um papel crucial na proteção da saúde infantil. Este serviço, que está em funcionamento desde maio de 2023, é coordenado pela pediatra Maria Luiza Ferreira e pela técnica de Enfermagem Maria Joelma, representando um marco na assistência médica local.

Mas afinal, o que é o Palivizumabe? Trata-se de uma imunoglobulina, mais precisamente um anticorpo monoclonal, que proporciona imunização passiva contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Embora seja administrado por meio de injeção, não é classificado como uma vacina, já que não induz uma resposta imune ativa no organismo. Atualmente, não existem vacinas disponíveis para proteção contra esse vírus. No entanto, quando utilizado, especialmente em bebês considerados de risco, o Palivizumabe demonstra eficácia em prevenir hospitalizações e formas graves da doença.

Com a chegada das estações de outono e inverno, as infecções respiratórias tornam-se mais comuns na infância. Entre essas infecções, destaca-se aquela causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é particularmente prevalente nesse período do ano. Por essa razão, a administração do Palivizumabe é recomendada durante a sazonalidade das doenças respiratórias, compreendendo o período entre fevereiro e julho.

Antes da disponibilização desse serviço localmente, muitas crianças nascidas prematuramente ou com condições médicas especiais precisavam se deslocar até Recife, capital do estado, para receber a administração desta imunoglobulina. Essa jornada, além de ser cansativa para os pais, muitas vezes envolvia longas distâncias a serem percorridas, acrescentando um ônus adicional às famílias já sobrecarregadas com os cuidados de um bebê vulnerável.

A retomada do ambulatório de Palivizumabe no Hospam representa, portanto, um avanço significativo na acessibilidade aos cuidados de saúde infantil na região. Além de aliviar o fardo logístico das famílias, essa iniciativa contribui para a prevenção de doenças graves e para a promoção da saúde e bem-estar das crianças mais vulneráveis da comunidade.

Geddel Vieira Lima não está sendo monitorado

G1 A Polícia Federal não está monitorando a prisão domiciliar do ex-ministro Geddel Vieira Lima na Bahia, para fiscalizar se ele está se deslocando de sua residência ou tendo contato com outros investigados e seus familiares, por exemplo. Geddel cumpre a prisão no apartamento onde mora em um prédio em Salvador, há quase duas semanas, […]

G1

A Polícia Federal não está monitorando a prisão domiciliar do ex-ministro Geddel Vieira Lima na Bahia, para fiscalizar se ele está se deslocando de sua residência ou tendo contato com outros investigados e seus familiares, por exemplo.

Geddel cumpre a prisão no apartamento onde mora em um prédio em Salvador, há quase duas semanas, desde quando deixou o presídio da Papuda, em Brasília. A prisão dele foi decretada por suspeita de tentar interferir nas investigações da Operação Cui Bono, que apura fraudes na liberação de crédito da Caixa Econômica Federal — ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, no governo Dilma Rousseff.

Ao determinar a substituição da prisão preventiva do ex-ministro pela prisão domiciliar, em 19 de julho, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) informou que a Polícia Federal seria a responsável por monitorá-lo, seja por meio de tornozeleira eletrônica ou pelo uso de outros instrumentos legais.

Inicialmente, a decisão judicial estabelecia a necessidade de tornozeleira eletrônica para Geddel. Só que o estado da Bahia não tem o dispositivo. A PF já havia informado anteriormente que não dispõe de tornozeleira eletrônica para o ex-ministro. Disse, também, que “tal função não é afeta à atividade de polícia judiciária desempenhada pela Polícia Federal, e sim ao sistema prisional, seja ele o federal ou o estadual”.

Questionada pelo G1, a PF disse não ter recebido nenhuma intimação da Justiça Federal sobre o monitoramento de Geddel e, sem isso, não pode fazer nada. “Enquanto não tiver nenhuma intimação [da Justiça Federal], a gente não tem nada a responder”, informou a assessoria de imprensa da PF na Bahia, por telefone, na quarta-feira (26). O entendimento, segundo a assessoria, deve ser feita entre o sistema penitenciário e a “Justiça Federal”.

Desde a manhã de quinta (27), o G1 questiona a Justiça Federal em Brasília sobre providências quanto ao descumprimento da ordem judicial pela PF. Após a publicação desta reportagem, o TRF-1 esclareceu, por meio de sua assessoria, que a decisão da semana passada determinou à 10ª Vara Federal, de primeira instância, que tomasse as medidas que entender cabíveis.

“Assim, qualquer desobediência ou não cumprimento de sua função deverão ser tratadas pelo juízo da 10ª Vara”, informou o tribunal. O G1ainda não obteve posicionamento da 10ª Vara.

O Código de Processo Penal, que estabelece como funciona a prisão domiciliar, não trata de como se dá a fiscalização quando não há a tornozeleira eletrônica. Cabe à Justiça determinar caso a caso as medidas de monitoramento.