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Opinião: que o governo não fez ou fará para evitar o racionamento de energia

Por Nill Júnior

Heitor Scalambrini Costa*

Em recente “comunicado” na página do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico – Ilumina, o profundo conhecedor do setor, Roberto Pereira D´Araújo, compara a atual crise hidrológica 2015-2020, com a ocorrida no país entre 1951-1956.

Mostra claramente que os dados históricos de afluências registradas em ambos períodos, as vazões foram baixas e semelhantes. Logo a atual crise hídrica não é a pior dos últimos 100 anos como está sendo alardeada para justificar as medidas impopulares que estão por vir.

O que geralmente ocorre nestas situações de baixa pluviosidade é a culpabilização que as autoridades atribuem a São Pedro. Como Pedro não pode ser defender, fica por isso mesmo. E se estamos agora na eminência de um possível racionamento, com certeza foi pelo fato de não ter feito bem o “dever de casa”. Em 2001 passamos por situação semelhante, que provocou o apagão/desabastecimento. Hoje, 20 anos depois, não foram suficientes para aprender com os erros cometidos, e assim a história está prestes a se repetir.

Bem, inicialmente creio que devemos sim acusar os governos anteriores de sempre “enxergarem” o Ministério de Minas e Energia, como moeda de troca, nos (des)arranjos políticos (https://www.ecodebate.com.br/2012/08/21/questao-energetica-quem-decide-artigo-de-heitor-scalambrini-costa/). Um ministério de tal importância, para o destino de um país, não deveria ficar na mão de pessoas despreparadas, muitas vezes nem sabendo “trocar uma lâmpada”. Sendo assim, mais facilmente alvo de “lobbies”, que estão muito mais interessados em ganhos econômicos, do que atender realmente as demandas da população; e de ter preocupações ambientais no que concerne as tomadas de decisão. Infelizmente os ex-ministros desta pasta foram uma lástima, causando enormes prejuízos a nação.

Por outro lado, a escolha do atual ministro, com certeza não se deu também pelos seus conhecimentos e méritos técnicos. Foi indicado basicamente por dois motivos: a de não contrariar o chefe (é um militar que obedece a ordens), e de reativar o programa nuclear brasileiro, com a construção de novas usinas nucleares, um lobista desta tecnologia nota A. Na verdade estas são suas “qualidades” para o cargo.

Infelizmente não se discute o principal, o que importa, a mudança do atual modelo energético e da Política Energética Brasileira-PEB. As medidas paliativas que estão sendo anunciadas pelo governo para mitigar os impactos de um provável racionamento, que pode não acontecer este ano, mas que poderá vir mais forte em 2022, vão afetar profundamente nas tarifas pagas pelo consumidor final.

Dentre as medidas anunciadas está o acionamento de termoelétricas a combustíveis fósseis, aumentando assim o custo da geração elétrica, resultando no aumento das tarifas, de pelo menos 5%, conforme anunciado pelo diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL Além de contribuir para adicionar mais e mais gases de efeito estufa na atmosfera terrestre, aumentando o aquecimento global e suas consequências, inclusive hídricas. A criação de gabinetes de crise, outra medida anunciada, aposta no monitoramento da situação dos reservatórios, por meio da criação de salas de situação e gabinetes para a coordenação de ações. A experiência recente na formação de tais estruturas no enfrentamento da epidemia do coronavírus deu no que deu. É importante tal monitoramento se houver transparência e participação da sociedade civil. Isto não ocorrerá. Alguém dúvida?

Dentre as informações “vazadas” se fala que o governo está preparando uma medida provisória para enfrentar a crise hídrica. O objetivo principal seria aumentar a autoridade do Ministério de Minas e Energia, enfraquecendo a Agencia Nacional de Água-ANA, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA, na gestão de barragens e sobre concessionárias de combustíveis e energia e, com isso, agilizar decisões (?). Tal medida colocará em risco os outros usos da água que não seja para geração nas hidrelétricas, por ex.: o transporte fluvial, a pesca, o abastecimento de água para as populações que vivem ao longo dos rios, o turismo, a irrigação.

Outras medidas apresentadas neste cenário ainda duvidoso sobre a real possibilidade ou não do racionamento de energia este ano, consiste no deslocamento do pico do consumo (projeto existente a nível de piloto, todavia sem efeito prático e irrisório quanto a participação das empresas eletrointensivas). Neste caso a proposta seria de estimular grandes consumidores a administrar seu gasto de energia. Esta lógica já ocorre com as bandeiras tarifárias, com a falácia de que assim o consumidor reduz seu consumo. O que aconteceu no consumo residencial foi que esta medida somente contribuiu para enriquecer os cofres das distribuidoras, instrumento ineficaz, verdadeiro atentado ao bolso do consumidor (https://www.ecodebate.com.br/2015/01/06/bandeiras-tarifarias-ataque-ao-bolso-do-consumidor-artigo-de-heitor-scalambrini-costa/).

Para tal enfrentamento da atual crise hídrica e de outras que virão, em primeiro lugar deveríamos democratizar as decisões tomadas pelo “monocrático” Conselho Nacional de Política Energética-CNPE. Não se pode aceitar que uma dúzia de ministros (empregados do executivo) tomem sozinhos decisões que afetam a vida dos brasileir@s, e que não levem em conta os impactos de tais decisões no meio ambiente. Nas decisões do CNPE não há representação da sociedade civil, como é previsto.

Não se pode admitir que diante da mais grave emergência climática que estamos atravessando, que a PEB continue, no que concerne a geração de energia, a focar na construção de novas hidrelétricas na região Amazônica, a incentivar a instalação de termoelétricas a combustíveis fósseis (emissoras de CO2 e outros gases que prejudicam a saúde das pessoas e do meio ambiente), e na reativação do programa nuclear brasileiro, com a construção de Angra 3 e de 6 outras usinas na beira do Rio São Francisco.

Inadmissível que uma matriz energética/elétrica se baseia na premissa que a oferta de energia seja algo quase “sagrado”, não dando a atenção devida para a outra ponta, o consumo. Não temos um planejamento eficiente, e recursos financeiros alocados que leve em conta a racionalização, o uso eficiente/inteligente de energia.  Sem deixar de falar no absurdo da proposta de privatização da Eletrobras e suas subsidiárias, para atender aos interesses do mercado, e não da população brasileira.

Que tenhamos metas e diretrizes setoriais, a serem atingidas, monitoradas para os distintos setores da economia (industrial, comercial, residencial, rural/agronegócio, público). Obviamente com participação social. Que não se faça o contumaz jogo do “faz de conta”, para “inglês ver”. Hoje, com o descrédito e isolamento internacional deste (des)governo, nem “inglês” mais acredita no que o governo diz, e se compromete em fóruns mundiais.

Logo, o que o país necessita é de uma nova política energética sustentável, inclusiva, democrática e popular, baseada em fontes renováveis de energia como a energia solar, eólica, biomassa, hidrelétricas, energia dos mares; com transparência e participação social, atendendo os requisitos socioambientais.

Além disso, a atual política energética é responsável por violações de direitos.  São verificados constantes problemas de ausência da consulta consentida, prévia e informada, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as comunidades afetadas pelos projetos energéticos.

Portanto, o buraco é mais embaixo, e com certeza verificamos que este (des)governo negacionista, cada vez mais se afasta da ciência. Então como ter esperança nas suas propostas e ações?

Se vamos discutir o que fazer diante da crise hídrica/energética, precisamos aceitar que esta é resultado da emergência climática e da extinção da biodiversidade, provocadas pela ação humana, que a olhos vistos tem se agravado ano a ano. E somente olhando sob este prisma estaremos no caminho correto para tentar resolver esta crise. Obviamente mudando o modelo mercantil e democratizando as decisões na política energética.

*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Outras Notícias

Folha de Pernambuco diz que “eleição começa indefinida” e gera debate nas redes

A edição de hoje da Folha de Pernambuco trouxe como manchete de capa: “ELEIÇÃO COMEÇA INDEFINIDA”. A edição destaca a pesquisa Ipespe, que traz Raquel com 46% e João, com 44%. Para a Folha, o panorama eleitoral para o governo de Pernambuco continua acirrado. “No segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas […]

A edição de hoje da Folha de Pernambuco trouxe como manchete de capa: “ELEIÇÃO COMEÇA INDEFINIDA”. A edição destaca a pesquisa Ipespe, que traz Raquel com 46% e João, com 44%.

Para a Folha, o panorama eleitoral para o governo de Pernambuco continua acirrado.

“No segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra permanece à frente de seu principal opositor, o ex-prefeito João Campos.”

Mas destaca o equilíbrio da disputa.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira (28/7) mostra que a governadora Raquel Lyra (PSD) tem47% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, enquanto que o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 45%, em uma projeção estimulada de segundo turno.

Embora Raquel apareça numericamente à frente de João, os dois candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário de primeiro turno, a governadora também está à frente do ex-prefeito. Em comparação com o primeiro levantamento, realizado em junho, Raquel passou de 44% para 46% e João foi de 42% para 44%.

O Ipespe também questionou os entrevistados sobre a avaliação do governo Raquel Lyra. Para 45%, é ótimo/bom, 35% consideram regular, 18% acham ruim/péssimo e 2% não opinaram.

Para a pesquisa, contratada pela Folha de Pernambuco, foram ouvidos 1.000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança é de 95,45%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-08707/2026 e PE-00297/2026.

Banco do Brasil de Flores sofre novo arrombamento

Por volta das 02h da madrugada, desta terça (01), elementos fortemente armados, arrombaram a porta e explodiram os caixas eletrônicos da agência do Banco Brasil da cidade de Flores-PE. A ação durou cerca de 30 minutos e teve o mesmo modelo de operação adotado na última investida, em 1º de maio de 2015, quando pelo […]

Por volta das 02h da madrugada, desta terça (01), elementos fortemente armados, arrombaram a porta e explodiram os caixas eletrônicos da agência do Banco Brasil da cidade de Flores-PE.

A ação durou cerca de 30 minutos e teve o mesmo modelo de operação adotado na última investida, em 1º de maio de 2015, quando pelo menos 12 homens, no mesmo horário, levaram todo o dinheiro da agência.

Segundo o blogueiro Júnior Campos, tiros foram disparados para o alto, em direção ao pelotão do 14º BPM, que fica há 300 metros do banco.

A polícia acaba de chegar ao local e moradores externam medo e insegurança. Ainda não se sabe quantos homens praticaram o ato criminoso e nem mesmo a quantia subtraída pelos assaltantes. Em breve mais informações.

Ação contra lotérica em Iguaracy: nesta segunda-feira (31), por volta do meio dia, dois homens praticaram mais um assalto na Casa Lotérica da cidade de Iguaracy. A pé, de “cara limpa”,  os bandidos chegaram a trocar tiro com os policiais e na perseguição, acabaram saindo  em direção ao Bairro Santa Ana. Na fuga, tentaram entrar na residência de um popular e depois se evadiram. A PM diz em boletim que foram levados cerca de R$ 6 mil.

Seminário discute transporte rodoviário autônomo de cargas

Iniciativa é fruto de requerimento do deputado federal Gonzaga Patriota  A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados promoveu, nesta segunda-feira (30), o seminário para discutir a situação do transporte rodoviário autônomo de cargas no Brasil.  O evento, que já está na sua terceira edição,  é uma iniciativa do deputado Gonzaga Patriota (PSB/PE), […]

Iniciativa é fruto de requerimento do deputado federal Gonzaga Patriota 

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados promoveu, nesta segunda-feira (30), o seminário para discutir a situação do transporte rodoviário autônomo de cargas no Brasil. 

O evento, que já está na sua terceira edição,  é uma iniciativa do deputado Gonzaga Patriota (PSB/PE), realizado em parceria com a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA). 

Segundo o socialista, em razão da grande representatividade dos profissionais autônomos no transporte rodoviário de cargas, responsáveis por 60% da movimentação de bens e mercadorias no país, ele entende que é melhor individualizar o seminário com um olhar mais específico para a categoria. 

“O evento tem primado por levantar questões de relevância para o setor de transportes, sendo que a atividade do transportador autônomo de cargas tem importância significativa no segmento e na vida de todos os brasileiros.”

A solenidade de abertura contou com a presença, além de Patriota, do presidente da comissão,  Carlos Chiodini (MDB -SC); do secretário nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira; e do presidente da CNTA, Diumar Bueno.

Na ocasião, ocorreu o painel sobre “contratação direta do caminhoneiro autônomo”. O debate sobre esse tema aconteceu  com o diretor-executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga, Luiz Henrique Teixeira Baldez; o coordenador nacional do Projeto de Documentos Fiscais de Transporte e Fiscal Tributário Estadual na Secretaria de Fazenda do Mato Grosso do Sul, Daniel Carvalho; o assessor jurídico da CNTA, Alziro da Motta Santos Filho; e o coordenador de Projeto da Secretaria Executiva do Ministério da Infraestrutura, Gabriel Valderrama.

Prefeitura de Sertânia lança campanha para regularizar IPTU

A Prefeitura de Sertânia está anunciando uma campanha para tentar atrair contribuintes e melhorar a arrecadação. A Administração Municipal está concedendo, até o dia 30 de outubro, parcelamento e descontos em juros e multas referentes a exercícios anteriores. Os contribuintes terão descontos de 100% nos juros e multa moratória se optarem por pagamento em cota […]

IPTU-Campinas

A Prefeitura de Sertânia está anunciando uma campanha para tentar atrair contribuintes e melhorar a arrecadação. A Administração Municipal está concedendo, até o dia 30 de outubro, parcelamento e descontos em juros e multas referentes a exercícios anteriores.

Os contribuintes terão descontos de 100% nos juros e multa moratória se optarem por pagamento em cota única. Já o parcelamento em seis vezes garante um desconto de 70%. Quem optar por um parcelamento maior, de 12 meses, vai receber um desconto de 40%. É importante lembrar que na opção pelo parcelamento o pagamento mensal não poderá ser inferior a R$ 50,00 (pessoa física) e R$ 100,00 (pessoa jurídica).

“Para obter o benefício basta o contribuinte procurar o Setor de Tributos que fica no prédio sede da Prefeitura, na Praça João Pereira, no 20, no centro do Sertânia. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h”, disse o Gerente de Arrecadação e Tributos, Vinícius Cordeiro.

Não deixe Joyce perder a visão

Esta é Joyce Milena Soares Siqueira, 11 anos, residente na Rua Antônio Simão do Nascimento 73, no Bairro do Borges, em Afogados da Ingazeira. Sofre de uma doença rara na visão do olho esquerdo, Ceratocone, e precisa colocar um Anel de Ferrara. O procedimento cirúrgico é realizado somente particular no SEOPE de Recife, e a […]

Esta é Joyce Milena Soares Siqueira, 11 anos, residente na Rua Antônio Simão do Nascimento 73, no Bairro do Borges, em Afogados da Ingazeira. Sofre de uma doença rara na visão do olho esquerdo, Ceratocone, e precisa colocar um Anel de Ferrara.

O procedimento cirúrgico é realizado somente particular no SEOPE de Recife, e a família não tem condições financeiras. Sua mãe procurou o blog do amigo Júnior Finfa que lança esta campanha e resolvemos apoiar por aqui também, para que Joyce não perca a visão. O Valor das despesas cirúrgicas é de R$ 5.500,00.

Dados Bancários

Caixa Econômico Federal

Agência 1433

Operação 013

Conta Poupança 16504-1

Nome: Jakeline Soares Lopes Siqueira